terça-feira, dezembro 29, 2009

Novo ano, nova perspectiva?

Gui Boratto – Acróstico

Uma das razões pelas quais eu gosto de cds é que mal acordo tenho oportunidade de olhar para a estante e dizer, Epá! Já não ouço este a algum tempo. E depois quando um gajo torna a ouvir algo, muitas vezes tende a ouvir de outra forma, ou então procura repara em outros pormenores das músicas, ou e então é só mais uma audição sonora, mas esses são os dias em que estamos menos poéticos (e podem ser muitos). Hoje apeteceu-me ouvir o Chromophobia enquanto conduzia, e a música “Acróstico” pareceu-me muito mais bonita, com um sentido estético meticuloso, melodiosa e cheia de pormenores. Ouvia-a depois 2 ou 3 vezes seguidas. Foi a minha canção do dia, e também é a música que enfeita este vídeo que encontrei no youtube:




http://www.guiboratto.com.br/ , www.myspace.com/guiboratto

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Ainda a propósito de Noiserv...

Noiserv at avenida

Este vídeo merece destaque não só porque foram três colegas meus que o fizeram com Noiserv, mas também porque na verdade está muito bom. Passa-se no centro comercial avenida, um centro comercial obsoleto, que já foi um ex libris da cidade de Coimbra. Se fosse eu que mandasse, sinceramente, transformava aquilo num centro comercial de nichos e fetishistas, metia lá lojas de música, livros, depois metia lá o cinema independente e a pornografia, uma biblioteca, sex-shops, lojas de mezinhas e coisas do género, tal como nas ruelas na baixa promovia o investimento de pequenos bares, e transformava aquilo numa das ruas de bares da cidade. Ok, fazia muitas coisas e muitas delas são impossíveis, o que me transforma em só mais um…





Feliz e Santo Natal

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Um natal com sentimento...

Darko Fitzgerald – Empire

Darko Fitzgerald – Birth

Darko Fitzgerald – Stone


Passei hoje o dia quase todo a ouvir Darko Fitzgerald. Conheci somente hoje este artista francês quando navegava em “myspaces” alheios. O meu primeiro encantamento foi “Empire”,(creio que enquanto lavava os dentes na casa de banho). Um banho de cool, com um orgão manuseado como se de Jazz se tratasse, enquanto eu bebo um whisky num bar sombrio, em que as mesas são redondinhas, e as luzes dão um tom avermelhado, e está um afro-americano no palco, velho e de óculos escuros (e já que estamos numa de americana, este foi um momento “delusion”). Depois uma também há a voz rouca e negra; que bem que esta música teria caído na banda sonora de “Eternal Sunshine of the Spotless Mind” uma das minhas tramas sonoras preferidas (e já que entrámos no brasileiro, é isso aí cara!).

Depois passado algum tempo, os meus ouvidos fixaram-se me “Birth”, e não mais o quiseram largar, é uma música muito bonita, agradável, melódica, e com sequências de orgão que entram nos ouvidos com uma subtileza incrível.

Para fechar, despertei para “Stone”. Como não gostar de uma música em que uma pessoa declara amargamente que tem um coração de pedra?

Tive então que parar de ouvir as músicas com a atenção que lhes era devida, e passei só a deixar o som circundar pelo quarto; senão onde iria isto parar?

Sobre este trio, não consegui encontrar muito na net, seria mais fácil se fosse um barra em francês. De qualquer modo são: Darko Fitzgerald nas vocalizações, guitarra, e etc... (e acreditem que é um grande etc...); Toys no baixo e no maravilhoso órgão analógico e Math “RadioSofa” na bateria. Eles descrevem o seu som no myspace como “Megadeth on Prozac”, e a creditem que é em sobredosagem. Quanto a discos penso que o único que saiu, e penso que terá sido este ano e em Dezembro pela Place Blanche, é o Ep “Birth”.

De seguida colocarei uns vídeos que vi no Youtube, mas em versão duo.

Vale a pena conhecer a música de Darko Fitzgeral, porque...











...Há sentimento na música de Darko Fitzgerald...

http://www.myspace.com/darkosavesmylife

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Os horrores do ano

The Horrors - Sea Within a Sea The Horrors – Who Can Say


“Primary Colours” é até ao dia de hoje o cd que mais gostei de ouvir e reouvir (e acreditem que foram e são muitas vezes) este ano. Andei distraído e só por alturas de Paredes de Coura é que os fiquei conhecer. Na altura um colega meu disse que este cd era melhor cd de pós-punk desde “Turn On The Bright Lights” dos Interpol. Não tenho conhecimento tão vasto de música para poder confirmar ou não tal informação, mas depois de ouvir este cd acredito que assim possa ser. Se entendermos um cd como uma história, esta está muito bem contada. Uma boa introdução, depois uma grande homogeneidade e coerência ao longo de todo o cd e um final reverencial. Em relação ao primeiro cd dos The Horrors, este é muito mais coeso e entra efectivamente no espectro do pós-punk sendo muito mais negro, vindo das profundezas do ser, depois há uma utilização dos sintetizadores minimal, deliciosamente pormenorizada e atempada, e depois guitarras bem distorcidas aumentando a densidade que já de si é grande devido às letras. Das músicas poderia destacá-las quase todas mas vou optar por destacar o popular “Who Can Say”, afinal quem é que não adora acompanhar Faris Badwan na poética “And when I told her I didn't love her anymore,/She cried./And when I told her, her kisses were not like before,/She cried./And when I told her another girl had caught my eye,/She cried./And I kissed her, with a kiss that could only mean goodbye.”, sem dúvida um momento altissimo desta história. Depois também destaco “Sea Within A Sea” música com que fecharam o concerto de Paredes de Coura, e que para mim foi o melhor momento do concerto, só me apetecia fechar os olhos durante esses 8 minutos. Em relação ao concerto que versou quase todo sobre este ultimo álbum (penso que só houve uma música do primeiro), não me deixou maluco, e na minha óptica por 3 razões, ainda não estava familiarizado com a banda e as músicas; estava muito perto do palco e talvez por isso não tenha sentido a harmonia dos sintetizadores (elemento na minha óptica importantíssimo na música dos The Horrors; e também a facto de o público estar ao moche durante o concerto, sendo que como disse em cima acho que a música dos The Horrors ouvir-se-ia melhor deitado na relva e de olhos fechados, mas isso é a minha opinião.
The Horrors são Faris Badwan (vocalista, e não é que às vezes parece que estamos a ouvir Ian Curtis...), Tomethy Furse (baixista), Joshua Von Grimm (guitarrista), Coffin Joe (baterista) e Spider Webb (teclas), formaram-se em 2005 e rapidamente ganharam notoriedade. Em 2007 saiu o primeiro álbum “Strange House” (uma álbum difícil, não recomendado a qualquer ouvido), em 2009 já pela XL records a banda transfigura-se sonoramente e lança o aclamado “Primary Colours”, cujo o primeiro single foi “Sea Within a Sea” depois foi também lançado o single “Who Can Say”. Este álbum foi nomeado para os Mercury Prize.
De seguida um bocado de Paredes de Coura (também com uma das músicas que não pertencem a este último albúm) e depois as músicas aqui destacadas:














www.myspace.com/thehorrors , http://thehorrors.co.uk

segunda-feira, novembro 30, 2009

Deliciosa determinação…

Mousse T feat Emma Lanford – Right About Now


É uma das músicas com que tenho achado mais descontraída para trabalhar. Faz lembrar à maioria das pessoas os Scissor Sisters, mas não é… É de Mousse T, pseudónimo para o alemão Mustafa Gundogdu. Este amante da Disco Music será mais conhecido pelo seu tema “Horny” ou pela colaboração em “Sex Bomb” de Tom Jones, mas todos para além dos fetishistas acharão mais piada a este “Right About Now” (aqui eu faço uma coisa arriscada que é a assunção da normalidade). Já lançou ao longo da longa carreira vários discos, e em 2004 lançou o ep “Right About Now”.
"I wanna write your name on my t-shirt, Right About Now, Hey Hey Hey…" deliciosa determinação…





www.myspace.com/moussetofficial

sábado, novembro 21, 2009

Where is my mind?

Noiserv - Where Is My Mind

11 de Dezembro, Salão Brasil. Gostava de estar em Coimbra, mas não estarei. Mas há de certeza quem possa assistir ao concerto de Noiserv em Coimbra, eu é que não serei, e com pena…
Noiserv é David Santos, português que começou me 2005 quando decide fazer uma demo para concorrer ao Termómetro Unplugged. Não passou à final, mas essa demo foi editada online pela “Merzbau” (há melhor prémio para um projecto musical?). Foi dando concertos e elementos “sintéticos” foram ganhando peso na sua música. Em 2008 lança “One Hundred Miles From Thoughtlessness”. Mas a verdadeira causa do meu destaque vão para a recente versão de “Where Is My Mind” dos Pixies que realizou para a colectânea 3 pistas do programa Portugália de Álvaro Amaro.
Não preciso de falar, preciso que ouçam…



www.myspace.com/noiserv, www.noiserv.net

terça-feira, novembro 10, 2009

E porque eu até gosto bastante deles...

!!!

"Baterista dos !!! e Juan Maclean cai de um elevador e morre

O baterista de !!!, Juan Maclean ou Maserati, Jerry Fuchs, faleceu este Domingo em Brooklyn, Nova Iorque, ao cair de um elevador.
De acordo com o New York Post, Jerry Fuchs tinha estado numa festa de angariação de fundos para as mulheres na Índia, num prédio em Brooklyn. À saída, o elevador onde Jerry Fuchs e um amigo seguiam parou.
Ambos os ocupantes tentaram saltar do elevador para o quinto andar, mas apenas o amigo de Fuchs conseguiu fazê-lo em segurança. O baterista ficou preso pela roupa e acabou por cair no poço do elevador , de uma altura de cinco pisos.
Jerry Fuchs acabaria por morrer no hospital, para onde foi transportado. Juan Maclean já o descreveu como «um dos meus melhores e mais fiéis amigos», além de «o melhor baterista com que já toquei ou até que já vi».
Fuchs tinha 34 anos. "

http://diariodigital.sapo.pt/disco_digital/news.asp?id_news=36728

sábado, outubro 31, 2009

Uma ruiva sexy...

Florence and The Machine – Dog Days Are Over

“Dog Days Are Over”, é um bom manifesto de independência e de assumo de uma posição, um hino à mudança.
Em Florence and The Machine, o que eu mais gosto é da voz de Florence que é uma belíssima voz (ainda por cima quando estamos numa daquelas épocas de “Ídolos” até dá gosto ouvir). “Dog Days Are Over” é uma canção emotiva alegre e capaz de colar um ouvido
Florence Welsh nasceu em Londres, e a sua música poderá considerar-se como um pop-rock independente com inspiração soul. O nome nasceu de uma brincadeira, já que ela fazia música com uma amiga a quem chamavam Isabella Machine e para Isabella, Florence era Florence Robot, e o primeiro nome que ela usou nos suas primeiras actuações foi “Florence Robot is a Machine”, que mais tarde derivou no nome actual.
Hoje em dia os The Machine consistem em Robert Ackroyd (guitarra), Christopher Lloyd Hayden (bateria), Isabella Summers (teclas) e Tom Monger (harpa).
Esta música é o segundo single de Lungs (2009), álbum que tem sido muito recebido pela crítica e também pelo público, ou não tivesse alcançado posições cimeiras de vários países europeus.
PS: mais um conjunto sexy de mulher a preencher o imaginário do rock’n roll.







domingo, outubro 18, 2009

Emerge... mas de onde?

Fischerspooner - Emerge

Um dos hinos electropop com uma fantástica coreografia no fantástico Coachella


www.myspace.com/fischerspooner

sexta-feira, outubro 02, 2009

E quem é que não gosta de brilhar?

Bloody Beet Roots feat Steve Aoki - Warp

A primeira vez que vi este vídeo fiquei abismado com a loucura, a excitação que ali pairava. Como não ficar quieto. Desde que não pensemos racionalmente, iremos com certeza gosta. Se no entanto o fizermos, corremos o risco de considerar que roça o parolo. É a vida…. E cada um vive-a como quer.
O americano Steve Aoki, é dj, produtor, e fundador da Dim Mark Records (fundou-a por volta dos 20), que edita muitos, famosos produtores de electro.
O sru primeiro álbum é “Pillowface and His Airplane Chronicles”´(2008), no entanto a música aqui destacada é do ep “Warp” (2009), dos Bloody Beet Roots. Então qual é a relação? Esta música “Warp” dos Bloody conta com a participação de Steve Aoki
Ps: Reparem só no belo casaco com lantejoulas que este senhor usa… Classe! Ah! E já agora “Warp” só começa no minuto 7 do vídeo, mas o casaco tinha que aparecer.



www.myspace.com/steveaoki

sábado, setembro 26, 2009

Tanto Positif e eu sinto-me tão négatif

Mr. Oizo - Positif

Hoje acordei com o “Positif” a martelar-me a cabeça, almocei, e fui dar uma volta a pé, e lá estava o “Positif” na cabeça.
Ontem á noite saí, em mais uma daquelas noites sem sentido, a que eu gosto de chamar de noites zero (porque de 0 a 10 é em quanto as classifico, porque são noites que em termos da minha vida se traduzem como um zero, não são começo de nada (aí talvez as classificasse como 1) nem término de nada, simplesmente não existem) que são autênticos interregnos na minha vida, mas adiante, ora eu não me lembro de ter ouvido o “Positif” ontem, não é que sempre que saia tenha que ouvir o “Positif” nem nada que se pareça. Ora se ele me está a martelar na cabeça, das duas uma, ou eu ontem ouvi o “Positif” e não me lembro, ou o meu subconsciente me está a dizer que ontem deveria ter ouvido o “Positif”, mas que de pouco me valeria porque também não me iria lembrar, e assim cairia num ciclo vicioso, por isso decidi destacar este êxtase de agressividade que é “Positif”.
Pertence ao cd de 2009 de Mr. Oizo, “Lamb’s Anger”. Este álbum que não se deve ouvir como muitas vezes se ouve electrónica, devendo no entanto ser antes escutado, porque é um bom álbum, desde que não se escute só uma vez.
Podia-me alongar mais mas estou cansado…






www.myspace.com/oizo3000

quinta-feira, setembro 24, 2009

I wanna go surfing

The Drums – Let’s Go Surfing



Quem comigo tem falado ultimamente, percebe claramente o destaque que esta música recebe. Pop colorido, brilhante, veraneante, com um assobio viciante (mais um) e não sei l porquê o inicio da música faz me pensar sempre na série “Californication”, embora não tenha bem a certeza porquê. Será que a música fez parte da banda sonora de algum dos episódios?
Jonathan Pierce (voz) e Jacob Graham (guitarra) conhecem-se e são amigos desde petizes. Iniciaram-se com um projecto de electro-pop, e depois ainda embarcaram em mais projectos, mas separadamente. No entanto eles tinham planeado voltar a ter um projecto juntos, no entanto desta vez deixaram a música electrónica de lado. A primeira música que compuseram foi “Best Friend”, uma música que traduzia o espírito da nova banda “The Drums” (epá, que coisa bonita!), estávamos então no final de 2008. Compuseram cerca de 15 músicas, ainda na Florida. Em 2009, mudaram-se para Nova Iorque (nomeadamente para a fervilhante Brooklyn), e ai a eles juntaram-se o guitarrista Adam Kessler e o baterista Connor Hanwick. O sensacionalista New Musical Express considerou-os “New York's official coolest new band". O primeiro registo a sair foi o cd single “Let’s So Surfing” pela Moshi Moshi (que se pode descarregar legalmente no myspace da banda). Saiu há pouco tempo o ep “Summertime” (sem dúvida um nome adequado). Em 2010 espera-se o primeiro álbum.
Ao vivo apresentam-se com duas raparigas como backup singers.



http://www.wearethedrums.com/, www.myspace.com/thedrumsforever

Que conveniente!



Bitchee Bitchee Ya Ya Ya – Fuck Friend

Bitchee Bitchee Ya Ya Ya. Só pelo nome vale a pena. Segundo li, o nome presta tributo a uma tal de Patti Labelle e ao seu romance intitulado “Lady Marmalade” (sugestivo e apetecível). Esta banda já está armazenada nos favoritos do Internet Explorer do meu computador há já algum tempo, e já há algum tempo que me apetecia destacá-los. Foi hoje!
Se resumisse a música desta banda, eu resumiria com a expressão: sexy electro punk-rock com laivos de pop. Depois de ter escrito, isto só me veio à cabeça como é sexy, excitante, delicioso, ouvir “sexy” com sotaque francês. Provavelmente não tão sexy, nem delicioso como a vocalista dos Bitchee Bitchee Ya Ya Ya, a não ser que seja ela a o dizer, hiperbolizando o “sexy” ao quadrado.
De todas as músicas, o destaque vai para “Fuck Friend” (com um titulo destes, como não…), que é de resto a música mais conhecida deles, contando com várias remisturas. E tenho pena de destacar, esta música, sendo então redundante em relação ao grupo. Mas esta é mesmo a que gosto mais. Mas isto tudo para dizer que todas as músicas expostas no Myspace deles são bastantes boas, mas “Fuck Friend” é fuck friend.
Sobre esta dupla franco (Paris) -britânica (Londres) (daquelas coisas que a modernidade tornou provável), composta por uma rapariga e por um rapaz (embora nos poucos vídeos que tenho visto ao vivo, apareçam normalmente 3 pessoas) de quem pouco se sabe. No que recolhi na Internet, muitos falam que não há bibliografias nem nomes, e até há pouco tempo nem caras (se repararem no videoclip, aparecem aqueles óculos que não são mais do que manchas sobre os olhos). Mas com o sucesso começaram a ter que dar concertos ao vivo (digo eu que deve ter sido isto que se passou), e como não arranjaram um estratagema tipo Gorillaz, lá tiveram que dar a cara.
Em 2007 lançaram o até agora único registo, o cd single “Fuck Friend” pela Kitsuné (anunciam no entanto para breve o lançamento do primeiro ep). Este cd single incluía várias remisturas, sendo que a dos Cansei de Ser Sexy, entrou para a compilação Kitsuné Maison 5 (não me levem a mal, mas o original é melhor).
Em termos de letras, segundo uma critica na net, e com toda a razão, refere-se que nelas se perpetua uma certa tradição francesa de se criarem letras um pouco para o picantes, citando entre outros exemplos, o caso dos Teenagers, que será uma banda cujas semelhanças não se ficarão por aí, mas em termos de letras os Teenagers, são muito mais bem humorados, embora estes também tenham uma certa piada. Uma comparação curiosa que também encontrei, dizia que eles seriam uma versão electro dos Deerhoof. Em relação à música Fuck Friend, eles ou ela (aposto nela, até pelo vídeoclip), por entrevista por email que encontrei na net, referem que a música foi inspirada no facto de terem tido uma/um fuck friend (que conveniente!).
A música que destaco fala do desprendimento em relação aos sexo que o conceito “fuck friend” acarreta, e de um rapaz que se agarrou demasiado, ou que neste caso não se agarrou bem ao conceito. “If you wanna fuck agiain/ Baby it will be the same”, esta será a frase chave, e se virmos o vídeoclip, com esta frase na cabeça percebemos que é a ideia que este pretende transmitir.
Em relação ás actuações ao vivo, por tudo o que já foi dito, têm o seu quê de interesse, que poderá no entanto ser reforçado pelo facto de executarem uma dança, que ironicamente disseram que tiveram 6 meses a treinar as rotinas (um dos vídeos que a seguir aí vem demonstra exactamente uma dança que executam).










http://www.myspace.com/bbyayaya

quarta-feira, setembro 23, 2009

Nem sempre xx é xxx

The XX - Crystalised

O cd “XX” dos The XX foi a par de “Primary Colors” dos The Horrors, o cd que mais escutei durante este Verão. O indie pop dos jovens londrinos está na moda e recomenda-se. Assente em guitarras calmas e minimais, em “descantes” entre os dois jovens com as suas vozes calmas, baixas, inexperientes, feminina e masculina e sobre uma caixa de ritmos que somente existe porque ninguém na banda sabia tocar bateria. Inicialmente a produção iria ficar a cargo de Diplo (produtor de M.I.A. e um dos reis da musica de junção entre 3º mundo e digamos, o “ocidente”), no entanto acabaram por ser eles próprios (agradecendo contudo a experiência com Diplo) a produzirem o álbum, sendo provável que essa seja uma das causas do álbum parecer tão intimista e tão cru. As músicas, versam sobre as relações interpessoais como não podia deixar de ser em gente tão nova.
Apareceram em 2008 em Londres, sendo eles, Romy Madley (voz e guitarra), Olivier Sim (voz e guitarra), Baria Qureshi (baixo), e James Smith (caixa de ritmos), e aposto que para se formarem, não tiveram que levar em conta a lei da paridade. Conheceram-se na Elliott Scholl de Londres (escola de onde já saíram os Hot Chip, Burial, Four Tet), tendo Sim e Romy começado a tocar juntos aos 15; Baria juntou-se quando estes tinham 17 e Smith um ano depois. Como influencias, citam Aaliyah (que em algumas edições especiais de XX têm uma cover de uma música desta artista), Rhianna (estas 2 artistas à partida não têm nada a ver com o estilo deles, mas são cantoras que eles adoram. Sim disse inclusive numa entrevista que um dos melhores concertos a que tinha assistido, foi da Beyoncé) e Cure e Pixies (estes claramente mais compreensíveis e deduzidos através do som deles). “Crystalised” é o segundo single (primeiro foi “Basic Space”) e foi o que lhes deu mais notoriedade. “XX” saiu no Reino Unido em Junho, editado pela Young Turks.
No álbum eu gosto muito das 3 primeiras músicas. A primeira “Intro” é isso mesmo, funciona como uma introdução ao álbum, em 2 minutos e 8 segundos consegue nos resumir o tipo de som que iremos ouvir ao longo do álbum. Depois vem “VCR” que soa a paixão, “But you, you just know, you just do”. A seguir, vem a música que os tornou famosos, “Crystalised” com os deliciosos acordes de guitarras, os refrões com os suaves “Aah Aah”, mas para mim são mesmo os acordes de guitarra do refrão que soam maravilhosamente e com força a partir do minuto e 24 que me deixam inquieto e que são verdadeiras mudanças de ritmo durante a musica.
Belíssimo!



http://www.myspace.com/thexx, thexx.info

sábado, setembro 19, 2009

Ai Jesus que lá vou eu…



João Coração – Muda que Muda
João Coração – Fado do Bolo Alimentar

Há cerca de um ano, ou até pouco mais, lia no Ípsilon, o aparecimento de um fenómeno, de novas bandas portuguesas. Essas bandas “floreavam” à volta das editoras “Flor Caveira” e “Amor Fúria”. Este movimento contudo, já tinha alguns anos.
Eram elogiadas principalmente as letras, bem construídas, impolutas, com sentido, num português correcto e elaborado (pelo menos é os relatos que me lembro da altura). As bandas e músicos, gravitam à volta do pop-roque (que presumo que para eles seja o roque popular) e do panque-rocque. De todos os artistas, apresentados por estas editoras de inspiração cristã (fenómeno que é muito popular em países como Espanha, Itália, e Estados Unidos da América), e que nasceu literalmente (penso eu) de dentro das igrejas, os meus preferidos, são os Pontos Negros e principalmente João Coração.
“Muda que Muda” (2009), é o segundo disco de João Coração, sendo que o primeiro disco foi “João Coração Nº1 (Sessão de Sesimbra)”, e é um belo disco pop. Nele navegam as influências de Gainsbourg e dos Talking Heads. Estes últimos estão bem marcados na canção homónima. Associação que não é escondida, ou a música não acabasse com um “Vou a caminho do nada / Entrem comigo”. Aliás esta divertida música, super catchy, e que puxa o pezinho para a dança, é uma grande amalgama de sons a que nós facilmente atribuímos uma sonoridade com cariz de “portugalidade”, ou não conseguíssemos nós facilmente distinguir a bela da harmónica, no meio de umas dedilhadas num bandolim, percussão num bombo, trompetes e coros. Todo este “folclore” acompanha a bela letra.
Quem visitar o myspace do cantor, também poderá descarregar legalmente, o ep “Canções Perdidas” que conta com a “Tentação” e o humorado “Fado do bolo alimentar”

sábado, setembro 05, 2009

Berlin

Barbara Morgenstern – Come to Berlin

Berlim é desde há algum tempo uma cidade que me preenche o imaginário. E nesse mesmo imaginário eu lá gostaria de viver, imaginemos um mês. A verdade é que entre o imaginário, a imaginação, etc, e a realidade, vai uma grande distância. No imaginário, preenchido por descrições de revistas, livros, televisão, etc..( mais uma vez, e também (o) mais uma vez, desculpem), não há como a minha personalidade/personagem não gostar da cidade. Na realidade, mesmo que as coisas sejam como o meu imaginário a imagina, ninguém me garante que gostasse de lá viver um dia quanto mais um mês, ou num imaginário mais optimista, alguns anos. Mas uma coisa eu gosto, é da nova música promocional à cidade de Berlim. Ok, não é uma música promocional, nem é nova, mas é boa e isso chega. O presidente da câmara de Berlim, que trate de dar um premiozito a Barbara Morgenstern pela bela promoção à cidade que a sua música constitui, “Come to Berlin”. Quanto à letra está em alemão, e portanto não percebo, até poderia estar a dizer muito mal de Berlim, mas se assim fosse também ia muito mal com as únicas frases em inglês (a não ser que usasse a ironia está claro) “"Isn´t Berlin the place to be?"”; “Come to Berlin/This place is in”. A primeira segundo a Pitchfork, é uma interrogação que Barabara faz à sua audiência com algum sarcasmo sarcasmo. Ups! Se assim é, eu serei a sua audiência porque o sarcasmo me antigiria.
Barbara Morgenstern nasceu em 1971 em Hagen na Alemanha. È uma das mais proeminentes artistas da musica electrónica alemã, considerando-se uma autodidacta apesar das lições de piano e jazz que teve. Em 1991 decidiu-se a seguir uma carreira na música. Em 1994 Barbara foi viver para Berlim, onde inicialmente foi teclista numa banda, mas em 1996 decide-se por se concentrar na carreira a solo. Em 1997 lança o seu primeiro Ep “Plastikreport”. O seu primeiro álbum, “Vermona ET 6-1”, foi editado em 1998, mas o reconhecimento fora de portas, só veio em 2006 com o single “The Operator” do seu 4º álbum “The Grass Is Always Greener”. O seu novo álbum, “BM” (as suas iniciais) é de 2008, e o seu single é o aqui destacado “Come to Berlin”.



Para finalizar, uma verdade lapalaciana:




www.myspace.com/barbaramorgenstern, www.barbaramorgenstern.de/

segunda-feira, agosto 31, 2009

Brrrrrrrrrrrrrrr.......



Jens Lekman – A Postcard to Nina

A Lugar Comum, trouxe pela primeira vez a Portugal o sueco Jens Lekman. Houve um concerto (tudo ainda em Julho, mas há quem ande atrasado em relação a tudo na vida, é este o caso) em Coimbra e no dia seguinte no Porto. Eu por razões geográficas, fui obviamente ao salão Brasil em Coimbra. Vinda alarmada, pelo facto de o cantor ter contraído gripe A na digressão pela América do Sul, facto de que só me lembrei depois de ouvir um espirro humorado da audiência já bem para lá da metade do concerto, e também pela fobia que se instalou nas mães deste país em relação a concentrações de massas (mal sabia ela a história do rapaz sueco na América do Sul). Ora bem como já deu para se perceber (aka concentrações de multidões), o salão Brasil estava bem repleto, faltando somente grande parte do “merchandising” relativos a Jens Lekman, que se restringiu aos “posters” da digressão e a “pins”. A abrir a australiana Pikelet (“made in Melbourne” a actual residência de Jens e segundo ele em entrevista à RUC, a cidade australiana mais efervescente da cena musical australiana). A australiana em com a companhia ocasional de um amigo, teve uma actuação simpática, usando muito a colagem de samples feitos na altura (o que fez, com que actuasse descalça, número já muito visto por estas bandas). Da actuação gostei muito de alguns momentos, e recordo uma música ternurenta que penso que se chamava “My little friend” (se assim não for peço desculpa). Comprei o Ep (cuja caixa era desenhada pela própria Pikelet, o que fazia com que todas as caixas fossem diferentes) que me desiludiu.
Depois entrou Jens Lekman com Viktor Sjöberg. Jens apresentou-se assim só com Viktor em vez de uma banda, facto que Jens na mesma entrevista disse que poderia ser vantajoso tendo em conta que se poderia improvisar mais (utilizou mesmo a expressão Jam Session). Viktor encarregou-se de usar os sintetizadores e os samples, dando uma matriz às músicas enquanto Jens lhe colocava o dedilhar de guitarra, a voz e por vezes o batuque da pandeireta. Já não me lembro do alinhamento completo do concerto nem qual foi a primeira nem qual foi a ultima. Do que me lembro, o concerto andou muito à volta de “Night Falls Over Kortedala”, mas lembro-me de ouvir também o divertido “A Sweet Summer's Night On Hammer Hill” (impossível não cantar “Bomp-a- Bomp-a-Bomp-a…); “Maple Leaves”; “Black Cab” e a finalizar o conhecido “You are the Light”, e com certeza, que houve mais, mas Julho já lá vai. O concerto na generalidade foi muito bom (penso mesmo, que dos mais conseguidos que já vi), com uma grande interacção com o público, desde uma das raparigas da Lugar Comum a traduzir “A Postcard to Nina”, a uma rapariga do público no palco a batucar numa pandeireta durante uma música; a pena que Jens mandou para o ar e que pediu para o público através do sopro não deixasse cair no chão (o que se revelou muito irritante para quem estava à frente (como era o caso), já que a pena não saía daquela área, e não deixava que as pessoas se concentrassem na música); o constante humor, traduzido por palavras e pelas caretas, e no final fotos e autógrafos (interacção da qual tive o prazer de usufruir). Deu para perceber que a generalidade do público estava muito satisfeito, tal como Jens, e quando assim é… Em termos musicais foi muito competente, tendo se adaptado muito bem ao público (dá para perceber que não começou ontem), e surpreendeu (pelo menos a mim), já que uma pessoa que ouve Jens no disco, vê uma coisa muito calma, cuja a única dança que nos vem á cabeça, são aquela muito ternurentas tipo desenhos animados infantis, por isso, quando um colega me disse que Jens queria actuar em espaços pequenos, para colocar as pessoas dançarem, eu pensei, “Tá bem, tá…”, no entanto durante o concerto houve dança e houve saltos. “A Postcard to Nina”, não foi para mim a canção mais conseguida, mas no entanto foi para mim, a partir desta música que o concerto começou a entrar no reino do fabuloso. Além disso era a música que mais gosto de “Night Falls Over Kortedala”. A música ao vivo, é me todo surpreendente. Jens e Viktor colocam a música num tom mais pausado, e Jens conta a sua história com Nina (versão acrescida dos director’s cuts em relação ao álbum), de vez em quando alterna a conversa com o cantar do refrão, a parte mais barulhenta da humorada história. Toda a história contada, vai sendo traduzida por um nativo da região onde Jens canta, ele diz que gosta de ouvir como a musica soa em outras línguas (tal como faz em todos os países a que vai, devendo com certeza os países anglófonos ser a excepção). Esta única experiência, redonda em sorrisos por parte do público. Sem dúvida que foi um concerto bem-humorado. Gostei!
Jens nasceu na Suécia e é um dos mais dignos representantes da música pop. A sua música é muito melancólica, humorada e romântica. De 2000 a 2003 gravou a sua música em cd-r. Em 2003 lançou o vinil “Maple Leaves Ep”, que no final de 2003 foi lançado em cd, nessa altura já Jens era um nome conhecido na Suécia. Em 2004 sai o primeiro álbum “When I said I Wanted to be your Dog”. Em 2005, sai uma compilação de Eps já editados de nome “Oh you’re so Silent Jens”. Em 2007 editou o seu ultimo álbum até agora “Night Falls Over Kortedala”
Procurei no Youtube imagens do concerto de Coimbra, mas as muitas máquinas que vi a filmar forma tímidas e Sá arranjei imagens do concerto do Porto. Por estas poucas imagens que vi, o de Coimbra foi melhor, mas dá para ficar com uma boa ideia (a tradutora em “A Postcard to Nina”, foi a mesma).
















http://www.myspace.com/ovalyn, www.jenslekman.com/, www.myspace.com/jenslekmanmusic

segunda-feira, agosto 10, 2009

Quem muito trablha e muito descansa tem ancas estreiras

Gui Boratto – Take My Breath Away
Gui Boratto – Colors
Gui Boratto –No Turning Back

No dia 26 de Junho (já há muito, muito tempo) Gui Boratto actuou no Via Club em Coimbra. O espaço estava repleto e eu fui uma das pessoas que ajudou a perfazer o espaço. E como não? Tinha acabado de comprar o vinyl do senhor (atenção o vinyl), o que me pareceu um bom negócio. Por mais 3 euros em relação ao cd, comprei o vinyl, que trazia incluído também o cd. O vinyl é composto por dois disco, com 2 músicas de um lado, e 1 de outro. A realçar o facto de haver uma faixa que está gravada a uma velocidade diferente das outras faixas (está a 33 rotações e não a 45) o que é um bocado insólito, fazendo-me questionar se está assim de propósito, ou se terá sido uma falha na gravação, mas também não é nada que me apoquente muito. Portanto já deu para perceber; eu gosto muito de Gui Boratto. Aliás eu acho o minimal de Gui Boratto tão acessível, que me espantou o facto de tantos amigos meus, cujos gostos redundam na música electrónica, não gostarem mesmo nada da música do senhor. Gui Boratto, para além de músico, também é arquitecto. Eu também lhe chamaria, arquitecto da música electrónica, que me parece um epíteto muito correcto, já que quando ouço a sua música, a estética me vem sempre à cabeça, “Que sons bonitos!”. A música do senhor faz-me sempre lembrar algo como uma fusão entre as “ambiências da música ambiental” e o minimal. Há sempre algo de progressivo nos ritmos de Gui Boratto, parecendo quase sempre que nos está a contar uma história. O festival de Viana do Castelo Anti-Pop, agora chama-se Neo-Pop (aliás já esta quinta, vai actuar James Holden, provavelmente o gajo no minimal, de quem eu mais gosto, mas que infelizmente não irei poder ver por já ter coisas combinadas há 3 meses para esta semana, porque raio não fizeram o festival aquando do ano passado, ou seja logo a seguir a Paredes de Coura (ou terá sido este que foi mais cedo??)), sendo que pop, não é mais que a música popular, e que a música electrónica num futuro (quem sabe se próximo ou longínquo), pode até se tornar numa música de massas (imaginemos aquelas sociedade completamente robotizadas, em que não há lugar para nada “orgânico”), então, se aparecer alguma vez esse Neo-Pop, acredito que a música de Gui Boratto, por ser tão acessível (aos meus ouvidos, está claro!), irá ser das primeiras a ser catalogada de Tecnho Minimal-Pop. Quanto ao cd, tem 11 faixas, e eu adoro-o. Coloco-o ao nível do aclamado, primeiro longa duração de Gui Boratto, “Chomophobia” (2007).
“Take my Breath Away” (2009), deixa-me realmente sem fôlego. Das faixas a destacar, vou dar enfoque a “Take My Breath Away”; “Colors” e “No Turning Back”. A primeira faixa e que dá titulo ao álbum, é aquela, que na minha opinião se identifica melhor com Gui Boratto de “Chromophobia”, é a mais tecnho minimal de todo o álbum, e aquela que mais convida para dançar, embora comece bastante calma, vai ganhando ritmo, mantendo ao longo da faixa as variações mínimas de sons que lhe dão grande estética.
“Colors”, é para mim a música mais melódica de todo o álbum, a que melhor nos conta uma história, a que melhor se enquadra, quando uma pessoa precisa de pensar.
“No Turning Back” é a música análoga a “Beautiful Life” de “Chromophobia”, é a única do disco que tem voz, e mais uma vez a voz pertence a Luciana Villanova, a mulher de Boratto. Assente sobre um ritmo contagiante, a música é marcada pelos sons de um baixo, os sons de um piano, e as distorções melódicas que aparecem a seguir às vocalizações e que funcionam quase como refrão. È a música mais acessível, e com maior poder de extravasar as fronteiras do minimal, atingindo outros públicos, sendo na minha opinião superior a “Beautiful Life”.
Gui Boratto nasceu em São Paulo, tendo começado a carreira em 1993, no meio publicitário. De 1994 a 2004, com o seu irmão Tchorta e Patrícia Coelho, fazia parte de banda Sect. Também fez alguns trabalhos na produção (tendo em conta que trabalhou para várias editoras) de álbuns de artistas que pouco tinham a ver com a música electrónica, como foi o caso de Chico Buarque, Fernanda Porto, etc…. Ele e Tchorta criaram a editora Mega Music em 2002, de modo a divulgar artistas brasileiros da música electrónica. Os seus álbuns são editados pela alemã Kompakt de Michael Mayer.
Quanto ao Live act na Via, este começou pelas 4 horas, e acabou pelas 6 horas. Eu posso dizer que gostei bastante, e que retirei bastante prazer momentâneo. No entanto, não estava em grande estado, e não estive atento a pormenores, nem com capacidade para reter grandes informações para depois poder divulgar. Lembro-me que o último álbum esteve presente, e que finalizou salvo erro com o hit “Arquipélago”. Posso no entanto dizer, que me fartei de dançar. Qual é o melhor elogio que se pode fazer a um live act???

















www.myspace.com/guiboratto ,www.guiboratto.com.br

quarta-feira, julho 29, 2009

O trabalho faz-me as ancas estreitas...

Boys Noize

Há cerca de um mês (agora há bem mais tempo), Boys Noize apresentou-se (mais uma vez em Portugal J), no Porto, perante um Sá da Bandeira bem composto e animado. O senhor sabe da poda, fazendo actuações irrepreensíveis, o que na minha opinião metem-no acima das suas prestações em “disco”. Sabe fazer um set, interpretar as pessoas, conseguindo obter o máximo da audiência. Alternando, temas menos conhecidos, e outros não tão entusiasmantes, com os seus temas mais conhecidos (Lava Lava, Down), ou com temas de outros (as remisturas para Justice, Les Petit Pilous ou a remistura para “Everyone Nose dos N.E.R.D.”), o homem pode-se inclusive, dar ao luxo de colocar no final a remistura de “My Moon My Man” de Leslie Feist (que é uma belíssima remistura, mas completamente desfasada do ritmo imposto ao logo do set), obrigando as pessoas a dançar (ou a não dançar) como raparigas apaixonada, ou finalizando em registo dubstep (algo que sinceramente nem me apercebi, mas que os meus amigos me garantem que assim aconteceu, e só a minha cabeça é que não registou, o que se diga de passagem, acontece! E como amigos, são amigos…)
O berlinense, nascido em Hamburgo, Alexander Ridha é Boys Noize. Produtor aclamado, remisturador reputado e dono da Boys Noize records, editora à qual pertencem alguns projectos bem interessantes que se aventuraram recentemente por terras lusitanas.
Começa a trabalhar como produtor em 2004, inspirando-se no trabalho de Daft Punk (como muitos). O seu primeiro 12 polegada foi editado pela International Deejay Gigolo Records de Dj Hell. Em 2005 lança dois 12 polegadas pela editora que fundara a Boys Noize Records. O seu primeiro álbum de longa duração sai em 2007 “Oi Oi Oi”. Também nesse ano saiu o álbum de remisturas de “Oi Oi Oi”, “Oi Oi Oi Remixed”. NO entanto uma das suas remisturas mais famosa, a de “My Moon My Man”, saiu como musica bónus de “Oi Oi Oi”.
Durante 2009, haverá novo motivo (novo álbum), para podermos falar de Alexander Ridha.
Resumindo, este foi um concerto, daqueles em que eu costumo dizer que até as pessoas que não gostam da música, iriam suar..






















http://www.myspace.com/boysnoize




Dj Manaia & Deize Tigrona – Sobrevivente de uma Rave

Por fim destaque para a música que mais me fez vibrar da actuação dos Fritus Potatoes Suicide, do pouco que vi. Esta música que ultimamente tem estado na berra, em algumas partes roça a fronteira do mau gosto, no entanto aguenta-se bem no lado interessante da fronteira, acabando por se tornar numa música viciante, que não envergonha ninguém, aliando o Funk Favela de Deize Tigrona, ao som mais ocidental do português DJ Manaia (na minha opinião, a única coisa que podia ser diferente, eram aqueles sons super estridentes, mesmo à rave, mas ok, o titulo da música…)
O alfacinha Dj Manaia é Dj e produtor desde 1999. Começou no Bairro Alto, e no “Fluid” em Santos. Em 2005 torna-se num dos sócios fundadores do “Clube Mercado”, tornando-se Dj residente e promotor de vários eventos. Quando este fechou, abriu o “Mini-Mercado” em Santos, sendo mais uma vez Dj residente (como não poderia deixar de ser). Dj Manaia refere-se a si como um Dj que toca tudo, aquilo capaz de abanar com a pista, referindo-se ainda às músicas de ghettos (como é aqui o caso).
É caso para dizer: “Toca Manaia Toca, Toca Manaia Toca”









http://www.myspace.com/ricardomanaia

segunda-feira, julho 27, 2009

Brilhante...

Aconteceu no Minnesota! Qaundo um gajo se casa com uma rapariga que gosta muito de dançar, arrisca-se...

Daria um videoclip brilhante!

quinta-feira, junho 18, 2009

Pela 2ª vez, e não será a ultima

Há dias em que só apetece, ouvir stress e ver o videoclip de stress. Há manhãs que apetece-nos partir tudo. É assim a vida...

segunda-feira, junho 08, 2009

I LOVE YOU!

You! – I Hate You!

Ultimamente tenho andado a ouvir mais musicas em myspace, do que propriamente cds, rádio e mp3. Isto tem o condão de me permitir conhecer coisas que ainda estão um bocado no início e que muita gente ainda não conhece. Uma das minha ultimas predilecções, são os parisienses You!. Rock n’ Roll vigoroso dançante e que de todas as bandas que lhe apontam parecenças nos sites que li na net, a que para mim os You! se assemelham mais é a Iggy Pop. Estes rapazes são relativamente desconhecidos, mas a minha aposta, é que será só por enquanto. Romuald Boivin cresceu em Paris e foi-se dedicando às artes gráficas. Em 2007, no entanto, forma um projecto musical em colaboração com o amigo português José Reis Fontão (provavelmente um emigrante tuga, que também é líder dos Stuck in the Sound, uma banda que também é muito boa, e que também há-de ser destacada). Nos You! Boivin é responsável pela música e Fontão pela vocalização. Também têm às vezes a colaboração de Isabelle Lindqwister, David Fontao, Douglas Cavanna. Em Fevereiro de 2009, lançaram o seu primeiro Ep que ironicamente se chama “I Hate You!” pela KusKus. “I Hate You!” é o viciante single, com uma guitarrada orquestral, que nos irá pôr a dançar. O videoclip, também está muito bom.
Gosto muito destes rapazes e de vocês também!







http://www.myspace.com/youthemusic
http://www.myspace.com/youthemusicfanpage

terça-feira, maio 26, 2009

Depois desenvolvo...

Make the girl dance - Baby Baby Baby







Nota: o destaque não se deve somente às belas francesas, que andam desnudadas por Paris. A música é boa, mas elas parecem-me melhores

domingo, maio 17, 2009

Cansei de Ser Sexy – Alala (Bonde do Rolê remix)
Cansei de Ser Sexy – Alala (True Pseudo remix)
Cansei de Ser Sexy - Let’s Make Love And Listen To Death From Above (Spank Rock remix)

Ponto prévio: Provavelmente nunca mais irei assistir a um concerto de uma forma tão distinta; cavalheiro inglês coxo como o Dr.House.
O concerto das (que me desculpe o baterista) Cansei de Ser Sexy, vai ficar para a história como um dos poucos concertos a que eu assisti numa Queima das Fitas. Este ano, também queria ter assistido aos Buraka Som Sistema, porque acho que teria muito mais graça do que aquilo que aconteceu no multidesportos, em que não era permitida a entrada de álcool e tabaco nas nossas bocas, mas a entrada de pitas (e pitos), não nas nossas bocas (como é obvio), mas pela entrada principal, parecia encorajada, já que era das pessoas mais velhas naquele pavilhão, e portanto este concerto tinha para mim um grande incentivo, que era ver estudantes universitárias, bêbadas, “com o rabo a rebolar”, mas outras danças se impuseram.
Quanto a CSS, não é algo que me deixe completamente maluco, mas confesso uma certa paixão pelos singles do primeiro álbum, mas é fácil assim aconteça já que são “catchy, catchy, catchy”.
Cheguei lá à 1 e pouco da manhã (já depois de ter literalmente fugido dos meus colegas a correr, que preferiam que eu tivesse ficado com eles a beber como normalmente o faço, e com essa corrida, também fugi das 4 raparigas que atenciosamente se propuseram a acompanhar-me até ao parque para ver o concerto, com o intuito deste rapaz não ir sozinho, e correr o risco de ser assaltado) já o concerto estava a decorrer, perdi cerca de 2 a 3 músicas. Para um rapaz que só ouviu o cd delas (as minhas desculpas ao baterista) umas 2 ou 3 vezes (tirando as musicas mais batidas), foi um concerto agradável, que não me deixou com grande ponta de entusiasmo, mas lá está, agradável. Foi um tempo bem passado, abanando a cabeça, a ouvir música, e de vez em quando, também a saltar. Em termos de presença em palco, são umas raparigas animadas; garridas; dá para ver que têm prazer no que estão a fazer, e estão ali, essencialmente para se divertir (e não é isto a essência do Rock). Destaque ainda, para a presença no inicio do encore, da voz do programa Bruno Aleixo, um rapazito que é omnipresente na noite de Coimbra, e que rapidamente se está a tornar num embaixador da cidade (o que deve ser um grande peso nos ombros de rapaz tão franzino), e que como é obvio as raparigas, que não sei há quanto tempo estavam na cidade, tinham que conhecer. Para acabar, vamos mesmo falar do encore, que terminou, com as 2 músicas mais emblemáticas da banda, “Let’s Make Love And Listen To Death From Above” (uma das músicas mais bem conseguidas que conheço) e “Alala”. Foram o pico, e tinham que estar ali posicionadas, no alinhamento, para que a imagem do concerto melhorasse imenso (a ultima imagem é a que fica, ou é a que fica mais), foi aí que deu para ver grande entusiasmo e que o conhecimento que as pessoas tinham de CSS era principalmente dos singles (embora estivessem lá grandes entusiastas e connoisseurs), e não se pode levar a mal, o meu também era pouco maior. Mas sim, os singles. Ai! Os singles… As pessoas nesse momento fartaram-se de dançar, saltar, e deve ter sido divertido, para as pessoas na zona vip, que estão acima do nível do chão, ver uma “colorida onda saltitante”.
O concerto foi curto, curto, curto, o que me deixou um pouco frustrado, mas se formos a ver até foi uma opção compreensível, porque o ambiente se calhar não conhecia assim tanto as CSS, e não valai a pena prolongar uma coisa que podia não estar a ter grande aceitação. Mas no geral, até me pareceu que houve uma boa aceitação, e a maioria das pessoas tal como eu, conheciam o básico, e não se importariam de um pouco mais. Uma colega, que é mesmo fã, também não gostou que o concerto se centrasse principalmente no primeiro álbum, mas mais uma vez foi uma opção compreensível, em ambiente de queima, e não em concerto próprio (ou mesmo, de certo modo, em festivais de rock), tem que se optar pelos temas mais conhecidos, e estes, estão no primeiro álbum. Não esquecer se pode esquecer estas raparigas já têm uma grande rodagem.
Eu normalmente, faço sempre uma pequena recolha sobre as biografias das bandas, mas como me dói um bocadito as articulações, vou dispensar-me de fazer a biografia da banda de São Paulo. E como as músicas também são bem conhecidas, vou destacar as 2 melhores remisturas, que tenho no meu computador, de cada uma das músicas que finalizaram o encore (e logo, o concerto). Esta pesquisa pelo meu computador foi-me muito útil, já que deu para ver que tenho que tirar mais remisturas, porque há muitas mais para além das que eu tenho.
Ps: andei no Youtube a pesquisar e não resisti a meter também a remisturas dos True Pseudo (de quem é a primeira vez que estou a ouvir falar, mas que com somente 1200 visualizações no Youtube, quase que me obrigou a divulgar (vamos aumentar-lhes o ego)).










Tive à espera que aparecesse algo do concerto da queima, mas como ainda não apareceu nada de minimamente de jeito, vou meter registos anteriores dos CSS em Portugal:




Lux


Coliseu dos Recreios

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=252107083,
http://www.myspace.com/canseidesersexy

segunda-feira, maio 11, 2009

Mais Kinky

Ainda sobre os The Kinks, e só para vermos a riqueza das versões quer em qualidade quer em quantidade, em relação ás músicas que destaquei em baixo e que já referi não serem as de maior sucesso, aqui vá uma amostra do que recolhi no Youtube:

Beck:



A bela Feist:


As Rasputina (que não conheço, mas que são digamos... diferentes)


Carbel


Sia


Chrissie Hynde ( a vocalista dos Pretenders, banda cuja carreira começou com uma versão de uma música dos The Kinks)

Há muito tempo a carburar, mas poucoa editar

The Kinks – Nothin’ In The World Can Stop Me Worryn’ Bout That Girl
The Kinks – I Go To Sleep

Todos os anos vou com um certo prazer há feira do disco de Coimbra. Não propriamente, por ser uma boa feira, com preços agradáveis, em que se encontra algo que me entusiasme, com música fantástica que entra nos ouvidos com prazer, pelo modo como as coisas estão organizadas, dispostas; pelas t-shirts e todos os artigos que lá têm que transbordam o bom gosto, pela variedade musical, e todas as outras coisas que nunca me poderiam atrair, já que não as consigo as encontrar lá (e aqui mais uma vez reforço toda a minha subjectividade). A razão do meu entusiasmo é simples, todos os anos, tenho quase como tradição comprar um cd (quase tradição, porque há anos em que falho), e como sou um gajo que retira prazer de coisas simples tenho quase sempre prazer em comprar um disco. Os The Kinks serão como um orgasmo que foi consecutivamente adiado. Quase todos os anos olhava para os cds, e dizia, “É este ano caralho” (frase muitas vezes e erradamente atribuída a adeptos de clubes da segunda circular em Lisboa), mas de ano a ano, ia vendo mais e mais, e lá iam os “The Kinks” de volta para o caralho. Este ano, não. Disse, “é este ano caralho!” (quem já está habituado a ler-me, saberá que será a primeira vez que uso a palavra caralho, e senão for, é de certeza a primeira vez que a emprego durante 4 vezes, se também não o for, olhem, caralho!), e realmente, foi. Procurei, procurei e decidi-me por “Kinda Kinks” não por ser o verdadeiro objecto do meu interesse, mas porque me pareceu aquele que estava em melhores condições, e todos outros cds disponíveis, me despertarem somente interesse semelhante. Eu queria um cd que tivesse o “Lola”, o “You Really Got Me”, “Waterloo Sunset”, “All The Day And All Of The Night”, todas aquelas músicas mais conhecidas, que me foram conquistando. Aliás a minha história com os Kinks começou há vários anos, ouvindo músicas, muito provavelmente em alguns filmes, nas rádios, sempre sem reparar. No dia em que reparei, fui descobrir, e descobri as mais conhecidas. Adorei! A partir daí fui descobrindo um pouco mais e fui preenchendo um imaginário. Muitas destas músicas, tu; eu, já as ouvimos sei lá onde, mas já ouvimos e quando as ouvimos, todas nos parecem familiares. “Kinda Kinks” foi um cd que ouvi, e não me deixou maluco. À segunda, já lá tinha essa sensação de intemporalidade, de um conhecimento inconsciente prévio. Adorei. Ouvi, ouvi, e fui ouvindo no carro. Também me apercebi, que há dois períodos para os Kinks (e não sei até que ponto, será um julgamento correcto), sendo que “Kinda Kinks” pertence a um período em que a música faz com que, quem te entre no carro, venha te sempre falar dos Beatles. Já um segundo período mais para o final, que segundo li, foi mais de encontro ao punk e ao rock underground americano.
Neste momento, “Kinda Kinks” é um cd, em que adoro mais de 80% das músicas, e em que as músicas que vou destacar, destaco-as somente porque são aquelas com quem mais me identifico neste momento em termos de estado de alma. Aqui há que fazer uma ressalva, esta percentagem, refere-se a uma edição do cd, com 10 músicas de bónus, e que foi lançada em 2004, e logo uma grande fuga ao original, fuga essa à qual eu me associo já que uma das músicas destacadas, não faz parte do cd original. Estas não serão as músicas mais conhecidas dos The Kinks, mas quando a qualidade é boa…
Os The Kinks, foram uma das bandas mais conhecidas da chamada “British invasion”, ou seja o nome que os americanos deram às bandas pop/rock inglesas que começaram a ganhar notoriedade na América. Nasceram em 1963, sendo que o núcleo duro dos The Kinks baseava-se nos irmãos londrinos Ray (que ficou conhecido como um dos songwriters mais literatos do Rock) e Dave Davies (cujo estilo pioneiro de “hard-rock” que começou com “You Really Got Me” fez escola). Primeiro sob o nome de The Ravens (mas já antes apareceram outros projectos, com outros nomes e outras constituições, havendo a curiosidade de Rod Stewart ter sido vocalista em 1962), os irmãos tiveram a companhia de Peter Quaife (guitarra e mais tarde baixo) e Mickey Willet (bateria). No entanto rapidamente mudaram o nome para The Kinks (devido ao estilo Kinky (“com dobras”) com que se vestiam), ainda antes Willet foi substituído por Mick Avory.
O sucesso começou logo em 64, muito graças a “You Really Got Me”, o 3º single da banda que chegou a numero em Inglaterra e ao top ten dos Estados Unidos.
No verão de 1965, os The Kinks depois da tour americana, foram banidas de poder voltar à América, por razões desconhecidas, o que era prejudicial, tendo em conta o tamanho do mercado americano.
Quaife, cansou-se cedo do pouco sucesso da banda e saiu desta, sendo substituído por Jonh Dalton. Em 69, o banimento dos Estados Unidos foi levantado. Pouco depois (depois do lançamento de “Arthur”), contrataram o teclista Jonh Gosling, sendo que a primeira música em que participou foi a magnifica “Lola”.
Em 76, dá-se uma mudança em termos de estilo, com a mudança para a Arista Records, indo numa direcção de rock mais pesado. O baixista John Dalton saiu sendo substituído por Andy Pyle. O primeiro cd por esta editora foi “Sleepwalker”, que teve sucesso na América, logo a seguir, Pyle sai do grupo e Dalton, que voltou a sair durante a tour inglesa de promoção ao segundo álbum pela Arista, “Misfits”, mas desta vez não foi sozinho levando com ele, Gosling, sendo substituídos por Jim Rodford e Gordon Edwards respectivamente. Em 79, sai “Low Budget” o álbum que teve mais sucesso na América. Em 83 Ray, começou a trabalhar no filme “Return to Waterloo”, o que causou grande tensão na banda. Mick Avory foi despedido após vários anos na banda e substituído Bob Henrit. Neste período, Ray fez “Word of Mouth”, e começou com este álbum o declínio dos The Kinks. Durante os anos seguintes, andaram de editora em editora, sem grande sucesso comercial. Sendo que o ressurgimento dos The Kinks dá-se devido a bandas como os Blur e Oásis, que a meio dos anos 90 estavam na mó de cima, os referirem constantemente como uma das grandes influencias. Mas também bandas mais recentes como os The Libertines, The Killers, Franz Ferdinand os referem.
Afinal, esta é uma banda de uma biografia longa, de sucessos em quantidade e qualidade, com álbuns que marcaram gerações, e que obviamente se repercutem ao longo das várias gerações musicais. E mesmo em termos do modo como influenciaram a música foi abrangente, com um período mais calminho a que “Kinda Kinks” pertence, e a fase da Arista, em que entram num rock mais pesado, mas mesmo assim, conseguiram granjear sucesso (sendo que neste ultimo caso, fizeram mais sucesso nos Estados Unidos do que em Inglaterra).
A banda separou-se em 1996, sendo que em 2008, Ray Davies confirmou que a banda se estava a reunir tendo em vista um novo álbum e uma digressão. Não sei se será bom ou mau, maioria destas reuniões acabam em desilusão, mas um gajo que em certa altura da sua carreira disse, “I’ve only written about 200 good songs. The rest are B sides”, deve-se poder dar a esse luxo.





Met a girl, fell in love, glad as I can be
Met a girl, fell in love, glad as I can be
But I think all the time, is she true to me?
cause there’s nothing in this world to stop me worryin bout that girl

I found out I was wrong, she was just two timing
I found out I was wrong, she just kept on lying
Now she tries to tell the truth, and I just cant believe
cause there’s nothing in this world to stop me worryin bout that girl

Tell me who can I turn to, just who can I believe?
Tried to put her out of my mind, shell only cause me grief
I love that girl, whatever she’s done, you know it hurts me deeply
cause there’s nothing in this world to stop me worryin bout that girl

I know she’s been with other fellas, why does she keep on lying?
It hurts me so when she says nothing, I really feel like dying
I ache inside until I think[? ], I know its just my pride
cause there’s nothing in this world to stop me worryin bout that girl
cause there’s nothing in this world to stop me worryin bout that girl





When I look up from my pillow I dream you are there with me.
Though you are far away I know you'll always be near to me.
I go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.I
go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.

I look around me and feel you are ever so close to me.
Each tear that flows from my eyes brings back memories of you to me.
I go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.
I go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.

I was wrong, I will cry, I will love you to the day I die.
You alone, you alone and no one else, you were meant for me.

When morning comes once more I have the loneliness you left me.
Each day drags by until finally night time descends on me.
I go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.
I go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.



E já agora para se perceber como poderá ser estes senhores ao vivo, caso regressem:




http://www.raydavies.info/www/intro.php, http://www.davedavies.com/, http://www.thekinks.com/, http://www.myspace.com/thekinksofficial