Faltavam 2 semanas para o dia 28 de Outubro (penso ter sido esse o dia do concerto de Tom Vek) e a ideia de comprar o bilhete para o concerto já me populava na cabeça há algum tempo, estava a pensar em ir a uma Fnac e resolver o problema. Mas uma saída à noite 2 semanas fez-me acelerar o processo. Era a primeira vez que entrava no Musicbox e mal dei uma espreitadela lá para dentro rapidamente fui ao balcão para assegurar o meu bilhete. O preço era convidativo na minha opinião. 12 euros para Tom Vek somente seria para mim um preço justo, mas tendo mais Old Jerusalem, Joakim, Rui Murka e JB (sim esse mesmo, aquele que é amigo de todos os solitários) pareceu-me um preço no mínimo atractivo.
Os concertos começavam com Old Jerusalem por volta das 23 e 30. Não iria ver este concerto todo mas esperava conseguir ver grande parte. No entanto como foi somente a segunda vez que ia ao Mbox perdi-me e quando dei com o norte e com o sul já só fui a tempo do prato principal. Cheguei e tentei me posicionar o mais à frente passível. A casa estava a abarrotar e pouco depois de ter entrado também entrou a banda em palco. Eles entrar a abrir colocando a audiência em brasa com “C-C (You Set Fire In Me)”. Logo de inicio deu para perceber que a maioria do público que ali estava era conhecedor de Tom Vek o que me deixou contente embora não perceba porque é que este senhor não é mais conhecido. Ele passa na rádio (Ok! Só um bocadinho e em ceras rádios) e a música é bastante orelhuda e tem todas as condições para explodir. É uma questão de orelhas. O concerto foi animado e dava para ver que Tom estava também a gostar ou senão é um gajo muito sorridente. Houve muita e dança e muitos saltos sendo que no entanto os momentos mais altos terão sido “Nothing But Green Lights” mas principalmente “I Ain’t Saying My GoodByes” e o single do último álbum “Aroused”. Foi para mim o melhor concerto de 2011 a que assisti do inicio ao fim (o que estreita o número de casos) e sem dúvida dos mais animados e com mais dança e saltos civilizados. Depois do concerto deu-se um interregno sendo que devia ter entrado Joakim, mas este parece que só queria entrar a determinada hora (pelo menos foi a ideia com que fiquei e até posso estar a ser injusto com o senhor, mas foi o que pareceu…) e portanto entrou o Murka para cerca de 20 minutos antes da entrada do Joakim. Tinha grande expectativas para Joakim, tem excelentes álbuns, é o fundador da Tigersuchi, e tenho um outro live act dele e dos quais gosto. No entanto confesso que não foi nada de extraordinário. Muito normal, tal como o Murka a seguir. E foi fazer tempo até às 6 da manhã para apanhar o metro e ir para casa…