quinta-feira, dezembro 29, 2011

Mais um super atrasado (nome que infelizemnte me chamam muito, ainda ontem...)

Tom Vek

Faltavam 2 semanas para o dia 28 de Outubro (penso ter sido esse o dia do concerto de Tom Vek) e a ideia de comprar o bilhete para o concerto já me populava na cabeça há algum tempo, estava a pensar em ir a uma Fnac e resolver o problema. Mas uma saída à noite 2 semanas fez-me acelerar o processo. Era a primeira vez que entrava no Musicbox e mal dei uma espreitadela lá para dentro rapidamente fui ao balcão para assegurar o meu bilhete. O preço era convidativo na minha opinião. 12 euros para Tom Vek somente seria para mim um preço justo, mas tendo mais Old Jerusalem, Joakim, Rui Murka e JB (sim esse mesmo, aquele que é amigo de todos os solitários) pareceu-me um preço no mínimo atractivo.

Os concertos começavam com Old Jerusalem por volta das 23 e 30. Não iria ver este concerto todo mas esperava conseguir ver grande parte. No entanto como foi somente a segunda vez que ia ao Mbox perdi-me e quando dei com o norte e com o sul já só fui a tempo do prato principal. Cheguei e tentei me posicionar o mais à frente passível. A casa estava a abarrotar e pouco depois de ter entrado também entrou a banda em palco. Eles entrar a abrir colocando a audiência em brasa com “C-C (You Set Fire In Me)”. Logo de inicio deu para perceber que a maioria do público que ali estava era conhecedor de Tom Vek o que me deixou contente embora não perceba porque é que este senhor não é mais conhecido. Ele passa na rádio (Ok! Só um bocadinho e em ceras rádios) e a música é bastante orelhuda e tem todas as condições para explodir. É uma questão de orelhas. O concerto foi animado e dava para ver que Tom estava também a gostar ou senão é um gajo muito sorridente. Houve muita e dança e muitos saltos sendo que no entanto os momentos mais altos terão sido “Nothing But Green Lights” mas principalmente “I Ain’t Saying My GoodByes” e o single do último álbum “Aroused”. Foi para mim o melhor concerto de 2011 a que assisti do inicio ao fim (o que estreita o número de casos) e sem dúvida dos mais animados e com mais dança e saltos civilizados. Depois do concerto deu-se um interregno sendo que devia ter entrado Joakim, mas este parece que só queria entrar a determinada hora (pelo menos foi a ideia com que fiquei e até posso estar a ser injusto com o senhor, mas foi o que pareceu…) e portanto entrou o Murka para cerca de 20 minutos antes da entrada do Joakim. Tinha grande expectativas para Joakim, tem excelentes álbuns, é o fundador da Tigersuchi, e tenho um outro live act dele e dos quais gosto. No entanto confesso que não foi nada de extraordinário. Muito normal, tal como o Murka a seguir. E foi fazer tempo até às 6 da manhã para apanhar o metro e ir para casa…








segunda-feira, dezembro 05, 2011

O meu priemiro mexe

Agora que estou imbuído do espírito do Mexefest, vou retomar um assunto antigo. Vou-vos falar do meu “primeiro mexe”. E não, não vos estou a falar do Superbock em Stock (para quem não sabe é o nome do antigo mexe e que seria realmente um tema antigo). Vou-vos falar de uns concertos que aconteceram em Coimbra há cerca de uns 2 meses e que de mexe só têm uma muito pequena semelhança no conceito por mim praticado. Tínhamos 2 concertos no museu machado de castro na apresentação da grelha de Inverno da RUC, e tínhamos no mês dedicado a 1977 e ao Punk, um concerto na States dos Parkinsons e que tinha um filme sobre 1977 antes do concerto. Decidi fazer todos estes concertos (daí ter sido o meu mexe, e provavelmente só meu…). A abrir Eleanor Friedberger (sim estou a falar do meu mexe de Coimbra e não do mexe a sério em que ela também foi uma das artistas e que eu até queria rever embora não o tivesse feito), a verdadeira razão pela minha ida ao evento da RUC, quem faz uma música como “My Mistakes” tem que ser um motivo de atracção maior. Confesso que foi uma desilusão. Primeiro porque na altura não estava muito dentro da música dela, depois porque estava à espera do formato banda (o que ao que parece não acontece sempre, mas ainda vai acontecendo), depois durante o concerto, ela me pareceu um pouco constrangida, pareceu ter percebido que a maioria do público não estava totalmente a par da música dela e que a reacção deste às suas músicas não foi tão entusiasmante quanto ela esperaria. Lembro-me inclusive de um: “I want to say something…Hummm better not” ou algo parecido (efeitos de dedos preguiçosos).

De seguida Euro Childs do qual não esperava muito, até porque não me inteirei em quase nada da música do rapaz, mas que foi um espectáculo. Ao contrário de Eleanor este galês soube quebrar o gelo. Um grande entertainer com grande humor que se traduzia num grande à vontade no piano, que desculpavam os erros que cometia (não muitos) que rapidamente transformava em improvisos capazes de agradar ao público. Gostei imenso, e foi com pena que sai uns 5 minutos antes para ir a “correr de carro” para ver os Parkinsons, que deveriam entrar em palco à meia-noite.

Acontece que eles resolveram dar uma de punk. À meia-noite o filme ainda nem tinha começado. Um gajo ficou chateado e foi bebendo umas cervejas esperando pelo melhor. Esperou-se 2 horas (o filme era enorme) mas valeu sem dúvida a pena. Um dos melhores concertos que vi este ano. O cenário estava montado, havia punks, bem havia todo o género de pessoas e a casa estava a abarrotar. O concerto começa aos saltos a ritmo feroz. Músicas que já nem me lembrava do quanto delas gostava, principalmente “Bedcity” (que costumava ser a minha preferida dos Parkinsons), quando começavam a ecoar faziam me abanar ainda mais a cabeça. Em termos de Público não haja dúvida que o pessoal de Castelo Branco é um bom público (não estado ao nível de Londres em termos de nudez), animado, espectacular, violento, bêbado. Foi Crowd Surfing e moche do inicio ao fim. Caramba! Houve um gajo que se jogou umas 2 vezes do primeiro andar do States. Quanto aos Parkinsons estavam no seu habitat. Por mais projectos que hajam é ali que eles funcionam e parecem estar melhor. O vocalista é um animal de palco, esperemos no entanto que nunca se enforque com o fio do microfone, e depois é água a ir para cima do público é cantar enquanto está no meio do público inclusive quando se está a fazer crowd surfing. O resto da banda, tirando o Kaló que tem uma postura mais calma na bateria (foi o baterista emprestado deste concerto), também espalha energia em palco. Foi um concerto em que no final até eu já tinha coragem para andar pelo moche. Cheguei ao final suadíssimo e com a ideia de ter visto um concerto “do caralho”. Ainda tive que apanhar com a lambidela de um punk bêbado, mas tendo em conta o meu tamanho e a anestesia que o concerto me deu, até deixei passar (mas quem é que eu quero enganar?? Eu tento nunca me meter em confusões), tudo em nome do Rock & Roll.