quinta-feira, julho 17, 2008

Mais um...

Ian Ludwing – Hoperatus Act One

O programa da Antena 3 em colaboração com a revista Dance Club, continua a apresentar-nos música electrónica feita em Portugal. Da última vez, destaquei “Muzzle” dos The Johnwaynes. Essa música, aliás a versão mix (acho que era esta), ficou gravada na minha cabeça. Esta versão é mais agressiva do que a maioria dos temas da banda, que cheiram mais a House. Daí, a música que aqui vos apresento hoje, e que conheci, no programa em cima referido, apela-me muito mais. Ian Ludwing é minimal, e a música que aqui vos relato, é totalmente hipnótica. Bem como eu gosto!
Sobre esta música o autor diz-nos no myspace que: “Esta música faz parte de um projecto que se divide em três actos. Assumo o racionalismo, não foi a música que surgiu, fui eu que a fiz surgir; talvez a minha vontade e poder sobre ela fique por aqui. A linha melódica é lenta (depende sempre da velocidade do observador!) como o é a vida real, as notas percorrem quilómetros umas às outras, onde passam o testemunho de se fazer chegar ao ouvido e dizer para que lado olhar. É sem dúvida uma música tendenciosa!”.
O jovem de Ofir lançou este ano pela SideFx Productions o ep (será provavelmente mais um 12 polegadas e não tanto um ep) “Birds Like To Dance”, onde se encontra este tema, e o também muito interessante “Dilbirds”.
Para quem gosta do género, o myspace vai-vos dar a conhecer músicas bastante agradáveis.


http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=292226498

sábado, julho 05, 2008

Dan Le Sac Vs Scroobius Pip ... Just a Band

Dan Le Sac Vs Scroobius Pip - Thou Shalt Always Kill

Ouvia Fat Boy Slim live at Coachella, e de repente, a minha atenção foi captada por um desfiar de frases como: “The Clash is just a band”; “The Cure is just a band”; “the next big thing is just a band”. Eu a pensar: “ya e???”. No entanto ficou cá na cabeça. O ritmo que o Fat Boy pôs na música, também era interessante. Ok! Vamos lá ver o que é que isto é. Passaram uns minutos e a conclusão chegou. Isto é Dan Le Sac Vs Scroobius Pip e navegam num mar de electrónica com sal de hip hop. A música caracteriza-se, como bons britânicos que são, pelo humor, e a musica que aqui vos destaco é um grande exemplo. Não são uma banda banal, mas também não são deslumbrantes. Mas este “Thou Shalt Always Kill” é um excelente cartão de visita, e ainda por cima dá para dançar, lembrando um bocado dos sons da Dfa Records mas à maneira inglesa (dá para perceber que a onda Grime ainda esta na mó de cima). Além disso é muito comum encontrar sons, para não dizer músicas inteiras, baseadas em outras músicas, como é o caso “Letter From God To Man” em relação a “Planet Telex” dos Radiohead.
“Thou Shalt Always Kill” è uma paranóica musica, que tem os mandamentos destes senhores caso estes fossem Deus.
Dan Le Sac Vs Scroobius Pip é uma colaboração entre Dan Le Sac (Dj e Produtor) e David Meads aka Scroobius Pip (MC), activa desde 2007, e vêm de Stanford-le-Hope (Inglaterra). Esta música que vos apresento, foi a que os tornou conhecidos. Participaram no Glastonbury em 2007, e no Coachella em 2008 (o live que ouvi do Fat Boy Slim era o deste ano e foi com esta musica que ele acabou a sua actuação).
Em relação a álbuns têm “No Commercial Breaks” (2006, edição limitada a 1000 cópias, e que contraria o que digo em cima em relação a estarem activos somente desde 2007) e o primeiro “verdadeiro álbum” Angles (de 2008 pela Sunday Best Recordings).
Deixo-vos aqui, a interessante letra:

Thou shalt not steal if there is direct victim.
Thou shalt not worship pop idols or follow lost prophets.
Thou shalt not take the names of Johnny Cash, Joe Strummer, Johnny Hartman, Desmond Decker, Jim Morrison, Jimi Hendrix or Syd Barret in vain.
Thou shalt not think that any male over the age of 30 that plays with a child that is not their own is a peadophile… Some people are just nice.
Thou shalt not read NME.
Thall shalt not stop liking a band just because they’ve become popular.
Thou shalt not question Stephen Fry.
Thou shalt not judge a book by it’s cover.
Thou shalt not judge Lethal Weapon by Danny Glover.
Thall shalt not buy Coca-Cola products.
Thou shalt not buy Nestle products.
Thou shalt not go into the woods with your boyfriend’s best friend, take drugs and cheat on him.
Thou shalt not fall in love so easily.
Thou shalt not use poetry, art or music to get into girls’ pants. Use it to get into their heads.
Thou shalt not watch Hollyokes.
Thou shalt not attend an open mic and leave before it’s done just because you’ve finished your shitty little poem or song you self-righteous prick.
Thou shalt not return to the same club or bar week in, week out just ’cause you once saw a girl there that you fancied but you’re never gonna fucking talk to.

Thou shalt not put musicians and recording artists on ridiculous pedestals no matter how great they are or were.
The Beatles… Were just a band.
Led Zepplin… Just a band.
The Beach Boys… Just a band.
The Sex Pistols… Just a band.
The Clash… Just a band.
Crass… Just a band.
Minor Threat… Just a band.
The Cure… Just a band.
The Smiths… Just a band.
Nirvana… Just a band.
The Pixies… Just a band.
Oasis… Just a band.
Radiohead… Just a band.
Bloc Party… Just a band. [ed.’s note: this is debatable]
The Arctic Monkeys… Just a band.
The Next Big Thing.. JUST A BAND.

Thou shalt give equal worth to tragedies that occur in non-english speaking countries as to those that occur in english speaking countries.
Thou shalt remember that guns, bitches and bling were never part of the four elements and never will be.
Thou shalt not make repetitive generic music,
thou shalt not make repetitive generic music,
thou shalt not make repetitive generic music,
thou shalt not make repetitive generic music.
Thou shalt not pimp my ride.
Thou shalt not scream if you wanna go faster.
Thou shalt not move to the sound of the wickedness.
Thou shalt not make some noise for Detroit.
When I say “Hey” thou shalt not say “Ho”.
When I say “Hip” thou shalt not say “Hop”.
When I say, he say, she say, we say, make some noise… kill me.
Thou shalt not quote me happy.
Thou shalt not shake it like a polaroid picture.
Thou shalt not wish you girlfriend was a freak like me.
Thou shalt spell the word “Pheonix” P-H-E-O-N-I-X not P-H-O-E-N-I-X, regardless of what the Oxford English Dictionary tells you.
Thou shalt not express your shock at the fact that Sharon got off with Bradley at the club last night by saying “Is it”.
Thou shalt think for yourselves.

And thou shalt always… Thou shalt always kill!

Já agora aproveitem para ver o videoclip no youtube e tentem seguir alguns destes mandamentos. Eu vou. Mas só alguns.

http://br.youtube.com/watch?v=yoN6XfyQsr4 , http://www.myspace.com/lesacvspip

sexta-feira, julho 04, 2008

Já ia um Whisky...

A Irlanda e a Escócia, são dois sítios que me fascinam de algum modo, e que portanto, tenho uma certa curiosidade em conhecer. As razões do meu fascínio são ridículas, podendo mesmo se considerar como não razões. Gostaria de ir à Irlanda e à Escócia beber um whisky, assim como gostaria de ir a Amesterdão fumar um charro; ir a Berlim e a Viana para sair à noite; e ir a Itália só para estar a olhar para as “molto bellas ragazzas”.
Ou seja sou um gajo de gostos simples mas ridículos, e com uma predilecção especial para “monotarefas”.
É claro, que há sempre a musica:


Lcd Soundsystem – All My Friends (Franz Ferdinand Version)

Esta música já merecia que eu a destacasse há algum tempo. Há muito que roda no meu “gira cds”. Mas a música que deveria destacar, seria a versão original dos Lcd, essa é que já gira há muito. Agora a versão dos Franz Ferdinand, só a ouvi há pouco, e para ser sincero, fica a milhas do original, podendo eu dizer, que para mim, ficou uma versão um bocado sem sabor, que não aquece nem arrefece. Mas então porquê do destaque? Primeiro, é a versão de uma música que gosto muito. Depois é a versão rock de uma música electrónica (apesar de a versão não ser propriamente uma “electrónica pura”). Normalmente acontece ao contrário, versão electrónica de uma música rock. Depois, porque embora não tenha gostado muito, em todo o caso, surpreendeu-me um pouco, e fez me pensar que se os Strokes fizessem uma versão da musica, provavelmente seria melhor que o original (o que não seria fácil). Aliás desafio-vos a ouvirem a musica dos Lcd, depois a versão dos Franz Ferdinand, e depois pensarem na energia das guitarras dos strokes, mais a voz rouca de Julian Casablanca aos berros a cantar “Where are your friends tonight” e vão perceber aonde quero chegar. É claro que ideal, ideal, seria os Strokes fazerem a versão. Fica à consideração dos mesmos…
A versão dos escoceses Franz Ferdinad aparece no cd single “All My Friends” relativo ao ultimo cd dos Lcd, “Sound of Silver”, sendo um cd single de 2007.
Where are my friends tonight?????

http://www.franzferdinand.co.uk/, www.myspace.com/franzferdinand, http://www.lcdsoundsystem.com/, www.myspace.com/lcdsoundsystem



Donnacha Costello – Mustard B

A época de estudo, deve ser aquela, em que ouço mais techno minimal, e logo é de adivinhar, que destaque algo de minimal durante esta época, e mais minimal que Donnacha Costello, não há. Quer dizer se calhar até há, mas se quiseres explicar a alguém o que é tecnho minimal, metes um cd do Donnacha e a pessoa fica mais ou menos a perceber a coisa.
É um dos produtores mais aclamados de Dublin, tendo começado a produzir em 89, mas só em 1996 apostou no minimal, tendo sido influenciado por um curso de musica, onde conheceu a musica de Steve Reich, John Cage e do recentemente falecido Karlheinz Stockhausen. Em 2000 ele funda a sua editora, a “Minimise”, onde lança Eps e capta a atenção da alemã “Label Force Inc.” É alias a partir do ano 2000 que Donnacha começa ser reconhecido. Em 2000 pela editora alemã lança o primeiro cd “Growing Up in Public”. Em 2001 já pela “Mile Plateux” sai o segundo álbum “Together Is The New Alone”(2001). Os últimos 3 albuns, “No Matter What I Do” (2005), “6×6:36” (2006) e “Colorseries” (2007), já são editados pela “Minimise”.
Este ultimo, não é mais do que uma compilação dos 10 Eps que saíram em 2004, que tinham cada um, o nome de uma cor, ou de algo que se costuma relacionar com uma cor, ou que é caracterizado por uma cor. Houve por exemplo: Blue, Green, Mustard, Grape, etc…
Estes eps ficaram registados como um marco na história do tecnho mimimal, tendo sido gravados em analógico e ao vivo.
Já ouvi na rádio que os eps individualmente, são mais fortes que “Colorseries” (a união nem sempre faz a força), mas para mim, este cd basta (até porque nunca ouvi os eps individualmente), estando a carga hipnótica em alta.
De todas as cores, a minha preferida é o “amarelo mostarda”, que representa bem o espírito do álbum, devendo ser mesmo a cor mais hipnótica de todas.
Já agora, ao visitarem o myspace, aproveitem e tirem de forma gratuita o mix que la se disponibiliza.


http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=54945796