domingo, maio 30, 2010

Props (ou lá o que é) para a Amadora

Arcade Fire - The Suburbs

Tenho um colega que me disse que hoje ainda dia a única coisa que ele aguarda da música é o lançamento de novas coisas dos Arcade Fire. Hoje é um dia bom para ele. The Suburbs é o primeiro single do novo álbum, e pelo que ouço quer me parecer que os Arcade Fire vão nos voltar a não desiludir.
A ouvir aqui: http://www.arcadefire.com/vinyl/

sábado, maio 22, 2010

Panda! Brum Brum Brum

Gold Panda – Police
Gold Panda – You
Gold Panda – Back Home


Eu só há poucos meses comecei a usar o msn. Mesmo assim não uso muito. No entanto é a ferramenta que eu e um colega usamos para trocarmos links de música. Eu apresento algumas coisas que ele não conhece e vice-versa. Eu não conhecia gold panda, e agora conheço e gosto. Uma electrónica um pouco para o inclassificável que às vezes é minimal, experimental, corte e costura com sons ambientais e outros pertencentes a cultura mais periféricas. Desta salganhada toda sai algo de interessante. A obsessão pelo Japão também está obviamente presente.
Gold Panda de seu nome Derwin é de Londres e começou na música electrónica aos 15 anos (tem agora 28). Só em 2007 começou com o projecto Gold Panda que lhe permitiu ganhar dinheiro e sair do seu antigo emprego numa sex shop. Lançou músicas no myspace e uma editora convidou-o a fazer uma remix dos Block Party que lhe rendeu um bom dinheiro. Já lançou 3 trabalhos, os eps “Before” e “Miyamae” e o cd single””Quitter’s Raga” single”.
Neste momento anda a trabalhar num LP.
E estas foram as músicas que mais me impressionaram:









http://www.myspace.com/goldpanda

sexta-feira, maio 21, 2010

Há quem não se esqueça das letras...

The National live at BAM

No sábado à noite deu num youtube um concerto dos The National em directo. As causas eram nobres com a receita de bilheteira no Brookly Academy of Music a reverter para a Red Hot (que não faço a mínima ideia do que seja).

Foi a primeira vez que experienciei algo deste genro um concerto ao vivo em minha casa e de pijama. O concerto foi muito bom, bem interpretado e abrir o apetite para quem está a pensar em ir ao Super Bock (e eu estou a pensar).

Numa postura inicial em palco que inicialmente me faz lembrar os Interpol, cedo começam a destoar destes, interagindo com o publico indo para o meio deste. Para isso muito conta a atitude do vocalista e também o álcool que este consome (o que é normal nele). No final do concerto e após uma garrafa de branco (se não me engano) virada já se comentava via twitter que Matt Berninger estava visivelmente tocado (mas ao menos não se esquece de letras como hoje vi o B Fachada fazer e aparentemente sóbrio).

O concerto teve as contribuições de Sufjan Stevens e Richard Parry (dos Arcade Fire) em vocalizações de algumas músicas.

A experiencia via youtube foi bastante interessante. O canal dava para ver os comentários de pessoas que estavam a assistir e a “twittar” ao mesmo tempo dando para ver as opiniões de várias pessoas em intervalos de segundos. A imagem tinha uma qualidade muito boa, e a única falha eram as perdas de conectividade que de vez em quando batiam à porta dos computadores de todo o mundo que estava a assistir e que nos deixavam no escuro (pelos comentários duvido que alguém no mundo tenha assistido ao concerto inteiro via youtube sem experienciar este problema.

Em relação à música o concerto teve momentos muito bons. Iria destacar o final em histeria com Mr. November de “The Alligator”, mas como não encontrei o vídeo no youtube (ironicamente para um concerto transmitido via youtube à poucos vídeos deste evento). Vou portanto incorporar Squalor Victoria (que gostei muito) de “Boxer” e o single Bloodbuzz Ohio (que não consegui ver em directo porque a ligação caiu).

High Violet que neste concerto foi o álbum que esteve principalmente a ser apresentado é um cd a ter conta para possível compra da minha parte. É só preciso esperar pela melhor oportunidade.





sábado, maio 15, 2010

Eu vou ver e voçê?

The National


Hoje à uma da manhã (ou melhor amanhã à uma da manhã) os americanos The National vão dar um concerto ao vivo em Brooklyn e que será transmitido via Youtube. O novo cd “High Violet” já saiu cá para fora e já está a causar sucesso. Eu pessoalmente gosto dos The National. Não gosto tanto como o João Bonifácio do Ipsilon (basta ver a crónica sobre eles num dos últimos números) mas gosto muito. Aquele que penso ser o single deste cd Bloodbuzz Ohio é neste momento a minha preferida e é uma música fantástica. A seguir em:



http://www.youtube.com/TheNationalVEVO







sexta-feira, maio 14, 2010

Alegria Hermanos

El Guincho – Palmitos Park
El Guincho - Antillas


O único concerto que nesta queima me despertou real interesse foi o de El Guincho. É de todo anedótico comparar o cartaz da queima de Coimbra com a do Porto. Mas isto também nunca me incomodou já que foram raras as vezes que vi um concerto durante a queima. A queima sempre serviu mais para beber uns copos com os amigos. Também por isso a minha esperança de ver El Guincho era na verdade reduzida. Provavelmente as horas tardias a que iria entrar no recinto (e a que entrei embora não saiba bem a quais foram) me impediriam de ver qualquer concerto. Por isso entrei estive a comer um pão com chouriço, uma pizza e ainda estive uma meia hora à conversa. Depois decidimos seguir para uma tenda gémea. No dia em que foi, como sou e como as tendas são gémeas rapidamente me perdi, e depois fui para onde vou sempre que estou sozinho. Fui para o palco RUC.
Mal cheguei deparei-me com 3 personagens animadíssimas em cima do palco. Era El Guincho. Fiquei feliz (mais tarde quando percebi que já estavam a acabar, fiquei triste porque poderia ter visto tudo). Ao vivo o som de El Guincho é muito potente, deixa os ouvidos a vibrar. O tropicalismo, o africanismo ganha muito mais alegria e vivacidade, a vontade de nos mexermos ganha asas e muita gente voou naquele concerto. O vocalista fartou-se de voar. Gostei muito do concerto (do pouco que vi). Acho que o som deles, o espectáculo deles vivo ganha muito mais significado, muito mais realidade do que no som de estúdio. Vale mesmo a pena e mete uma pessoa feliz. O comentário que ouvi um colega meu fazer a este concerto foi o mesmo que ouvi outro em relação a um concerto dos Animal Collective. Sintomático!
El Guincho é Pablo Díaz-Reixa Díaz, músico radicado em Barcelona e teve como grande sucesso o seu 2º álbum de 2007 “Alegranza”









http://www.myspace.com/elguincho

quinta-feira, maio 06, 2010

Hino não oficial da selecção...

Tiago Guillul – Sete Voltas Para A Muralha Cair

Há uns tempos começou-se a ouvir falar de um novo momento musical em Portugal que tinha como base a editora Flor Caveira (e também na Amor Fúria). O ponta de lança deste movimento era Tiago Guillul. Comecei por ouvir a música “Beijas Como Uma Freira” da qual não gostei nada, mas mesmo nada. Para mim a música de Tiago Guillul tinha acabado ali. Elegi como as minhas flores caveiras os Pontos Negros (em muito menor dimensão); B Fachada (em enorme dimensão) e João Coração (também em enorme dimensão). Há pouco tempo ouvi na rádio ou talvez tenha lido num sítio qualquer que havi um movimento para que uma nova música de Tiago Guillul fosse a canção oficial da selecção no mundial em vez do “I got a feeling”. Por mim só a ideia de haver uma outra música a ser hino da selecção já tinha a minha aprovação. Uma música em inglês que em que há a sensação de que se vai ter uma boa noite de festa e de copos podia ser um bom hino para uma noite de folga do Cristiano Ronaldo. E acredito que o refrão numa determinada noite possa ter sido fonte de inspiração para uma noite de jogo. Mas vamos ter mais que uma batalha e a futilidade esgota-se numa noite. Tive curiosidade de ouvir a música. Mas na altura não deu para… Passado alguns tempos ia em viagem a ouvir a “3” e ouvi uma canção no “índice A3 trinta” (penso eu) do Tiago Guillul, os meus ouvidos ficaram parvos. Adorei a canção. Hoje por acaso lembrei-me de pesquisar pela canção não oficial da selecção e lá encontrei. Era a mesma. Ora tal como tinha ouvido o videoclip é porreiraço e todo sobre bola (começa com uma saudosa caderneta de cromos, neste caso do México 86, uma que ainda não tinha idade para ter), já a letra (razão da não associação na primeira vez da escuta) só com esforço metafórico se pode usar como uma canção de apoio à selecção (mas entre esta e a outra é quase igual). Bem mas a letra é boa e a música também daí o destaque.

“Sete Voltas Para A Muralha Cair” pertence ao último álbum de Tiago Guillul “V”.






www.myspace.com/guillul

E para quem usa facebook (que não é o caso) pode-se fazer amigo (também não sei se é bem este o termo) do movimento que quer esta música como hino oficial da selecção

http://www.facebook.com/pages/Queremos-a-musica-do-Tiago-Guillul-como-hino-oficial-da-seleccao-no-Mundial/399558123082?v=photos