terça-feira, maio 26, 2009
Depois desenvolvo...
Nota: o destaque não se deve somente às belas francesas, que andam desnudadas por Paris. A música é boa, mas elas parecem-me melhores
domingo, maio 17, 2009
Cansei de Ser Sexy – Alala (True Pseudo remix)
Cansei de Ser Sexy - Let’s Make Love And Listen To Death From Above (Spank Rock remix)
Ponto prévio: Provavelmente nunca mais irei assistir a um concerto de uma forma tão distinta; cavalheiro inglês coxo como o Dr.House.O concerto das (que me desculpe o baterista) Cansei de Ser Sexy, vai ficar para a história como um dos poucos concertos a que eu assisti numa Queima das Fitas. Este ano, também queria ter assistido aos Buraka Som Sistema, porque acho que teria muito mais graça do que aquilo que aconteceu no multidesportos, em que não era permitida a entrada de álcool e tabaco nas nossas bocas, mas a entrada de pitas (e pitos), não nas nossas bocas (como é obvio), mas pela entrada principal, parecia encorajada, já que era das pessoas mais velhas naquele pavilhão, e portanto este concerto tinha para mim um grande incentivo, que era ver estudantes universitárias, bêbadas, “com o rabo a rebolar”, mas outras danças se impuseram.
Quanto a CSS, não é algo que me deixe completamente maluco, mas confesso uma certa paixão pelos singles do primeiro álbum, mas é fácil assim aconteça já que são “catchy, catchy, catchy”.
Cheguei lá à 1 e pouco da manhã (já depois de ter literalmente fugido dos meus colegas a correr, que preferiam que eu tivesse ficado com eles a beber como normalmente o faço, e com essa corrida, também fugi das 4 raparigas que atenciosamente se propuseram a acompanhar-me até ao parque para ver o concerto, com o intuito deste rapaz não ir sozinho, e correr o risco de ser assaltado) já o concerto estava a decorrer, perdi cerca de 2 a 3 músicas. Para um rapaz que só ouviu o cd delas (as minhas desculpas ao baterista) umas 2 ou 3 vezes (tirando as musicas mais batidas), foi um concerto agradável, que não me deixou com grande ponta de entusiasmo, mas lá está, agradável. Foi um tempo bem passado, abanando a cabeça, a ouvir música, e de vez em quando, também a saltar. Em termos de presença em palco, são umas raparigas animadas; garridas; dá para ver que têm prazer no que estão a fazer, e estão ali, essencialmente para se divertir (e não é isto a essência do Rock). Destaque ainda, para a presença no inicio do encore, da voz do programa Bruno Aleixo, um rapazito que é omnipresente na noite de Coimbra, e que rapidamente se está a tornar num embaixador da cidade (o que deve ser um grande peso nos ombros de rapaz tão franzino), e que como é obvio as raparigas, que não sei há quanto tempo estavam na cidade, tinham que conhecer. Para acabar, vamos mesmo falar do encore, que terminou, com as 2 músicas mais emblemáticas da banda, “Let’s Make Love And Listen To Death From Above” (uma das músicas mais bem conseguidas que conheço) e “Alala”. Foram o pico, e tinham que estar ali posicionadas, no alinhamento, para que a imagem do concerto melhorasse imenso (a ultima imagem é a que fica, ou é a que fica mais), foi aí que deu para ver grande entusiasmo e que o conhecimento que as pessoas tinham de CSS era principalmente dos singles (embora estivessem lá grandes entusiastas e connoisseurs), e não se pode levar a mal, o meu também era pouco maior. Mas sim, os singles. Ai! Os singles… As pessoas nesse momento fartaram-se de dançar, saltar, e deve ter sido divertido, para as pessoas na zona vip, que estão acima do nível do chão, ver uma “colorida onda saltitante”.
O concerto foi curto, curto, curto, o que me deixou um pouco frustrado, mas se formos a ver até foi uma opção compreensível, porque o ambiente se calhar não conhecia assim tanto as CSS, e não valai a pena prolongar uma coisa que podia não estar a ter grande aceitação. Mas no geral, até me pareceu que houve uma boa aceitação, e a maioria das pessoas tal como eu, conheciam o básico, e não se importariam de um pouco mais. Uma colega, que é mesmo fã, também não gostou que o concerto se centrasse principalmente no primeiro álbum, mas mais uma vez foi uma opção compreensível, em ambiente de queima, e não em concerto próprio (ou mesmo, de certo modo, em festivais de rock), tem que se optar pelos temas mais conhecidos, e estes, estão no primeiro álbum. Não esquecer se pode esquecer estas raparigas já têm uma grande rodagem.
Eu normalmente, faço sempre uma pequena recolha sobre as biografias das bandas, mas como me dói um bocadito as articulações, vou dispensar-me de fazer a biografia da banda de São Paulo. E como as músicas também são bem conhecidas, vou destacar as 2 melhores remisturas, que tenho no meu computador, de cada uma das músicas que finalizaram o encore (e logo, o concerto). Esta pesquisa pelo meu computador foi-me muito útil, já que deu para ver que tenho que tirar mais remisturas, porque há muitas mais para além das que eu tenho.
Ps: andei no Youtube a pesquisar e não resisti a meter também a remisturas dos True Pseudo (de quem é a primeira vez que estou a ouvir falar, mas que com somente 1200 visualizações no Youtube, quase que me obrigou a divulgar (vamos aumentar-lhes o ego)).
Tive à espera que aparecesse algo do concerto da queima, mas como ainda não apareceu nada de minimamente de jeito, vou meter registos anteriores dos CSS em Portugal:
Lux
Coliseu dos Recreios
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=252107083,
http://www.myspace.com/canseidesersexy
segunda-feira, maio 11, 2009
Mais Kinky
Beck:
A bela Feist:
As Rasputina (que não conheço, mas que são digamos... diferentes)
Carbel
Sia
Chrissie Hynde ( a vocalista dos Pretenders, banda cuja carreira começou com uma versão de uma música dos The Kinks)
Há muito tempo a carburar, mas poucoa editar
The Kinks – Nothin’ In The World Can Stop Me Worryn’ Bout That Girl
The Kinks – I Go To Sleep
Todos os anos vou com um certo prazer há feira do disco de Coimbra. Não propriamente, por ser uma boa feira, com preços agradáveis, em que se encontra algo que me entusiasme, com música fantástica que entra nos ouvidos com prazer, pelo modo como as coisas estão organizadas, dispostas; pelas t-shirts e todos os artigos que lá têm que transbordam o bom gosto, pela variedade musical, e todas as outras coisas que nunca me poderiam atrair, já que não as consigo as encontrar lá (e aqui mais uma vez reforço toda a minha subjectividade). A razão do meu entusiasmo é simples, todos os anos, tenho quase como tradição comprar um cd (quase tradição, porque há anos em que falho), e como sou um gajo que retira prazer de coisas simples tenho quase sempre prazer em comprar um disco. Os The Kinks serão como um orgasmo que foi consecutivamente adiado. Quase todos os anos olhava para os cds, e dizia, “É este ano caralho” (frase muitas vezes e erradamente atribuída a adeptos de clubes da segunda circular em Lisboa), mas de ano a ano, ia vendo mais e mais, e lá iam os “The Kinks” de volta para o caralho. Este ano, não. Disse, “é este ano caralho!” (quem já está habituado a ler-me, saberá que será a primeira vez que uso a palavra caralho, e senão for, é de certeza a primeira vez que a emprego durante 4 vezes, se também não o for, olhem, caralho!), e realmente, foi. Procurei, procurei e decidi-me por “Kinda Kinks” não por ser o verdadeiro objecto do meu interesse, mas porque me pareceu aquele que estava em melhores condições, e todos outros cds disponíveis, me despertarem somente interesse semelhante. Eu queria um cd que tivesse o “Lola”, o “You Really Got Me”, “Waterloo Sunset”, “All The Day And All Of The Night”, todas aquelas músicas mais conhecidas, que me foram conquistando. Aliás a minha história com os Kinks começou há vários anos, ouvindo músicas, muito provavelmente em alguns filmes, nas rádios, sempre sem reparar. No dia em que reparei, fui descobrir, e descobri as mais conhecidas. Adorei! A partir daí fui descobrindo um pouco mais e fui preenchendo um imaginário. Muitas destas músicas, tu; eu, já as ouvimos sei lá onde, mas já ouvimos e quando as ouvimos, todas nos parecem familiares. “Kinda Kinks” foi um cd que ouvi, e não me deixou maluco. À segunda, já lá tinha essa sensação de intemporalidade, de um conhecimento inconsciente prévio. Adorei. Ouvi, ouvi, e fui ouvindo no carro. Também me apercebi, que há dois períodos para os Kinks (e não sei até que ponto, será um julgamento correcto), sendo que “Kinda Kinks” pertence a um período em que a música faz com que, quem te entre no carro, venha te sempre falar dos Beatles. Já um segundo período mais para o final, que segundo li, foi mais de encontro ao punk e ao rock underground americano.
Neste momento, “Kinda Kinks” é um cd, em que adoro mais de 80% das músicas, e em que as músicas que vou destacar, destaco-as somente porque são aquelas com quem mais me identifico neste momento em termos de estado de alma. Aqui há que fazer uma ressalva, esta percentagem, refere-se a uma edição do cd, com 10 músicas de bónus, e que foi lançada em 2004, e logo uma grande fuga ao original, fuga essa à qual eu me associo já que uma das músicas destacadas, não faz parte do cd original. Estas não serão as músicas mais conhecidas dos The Kinks, mas quando a qualidade é boa…
Os The Kinks, foram uma das bandas mais conhecidas da chamada “British invasion”, ou seja o nome que os americanos deram às bandas pop/rock inglesas que começaram a ganhar notoriedade na América. Nasceram em 1963, sendo que o núcleo duro dos The Kinks baseava-se nos irmãos londrinos Ray (que ficou conhecido como um dos songwriters mais literatos do Rock) e Dave Davies (cujo estilo pioneiro de “hard-rock” que começou com “You Really Got Me” fez escola). Primeiro sob o nome de The Ravens (mas já antes apareceram outros projectos, com outros nomes e outras constituições, havendo a curiosidade de Rod Stewart ter sido vocalista em 1962), os irmãos tiveram a companhia de Peter Quaife (guitarra e mais tarde baixo) e Mickey Willet (bateria). No entanto rapidamente mudaram o nome para The Kinks (devido ao estilo Kinky (“com dobras”) com que se vestiam), ainda antes Willet foi substituído por Mick Avory.
O sucesso começou logo em 64, muito graças a “You Really Got Me”, o 3º single da banda que chegou a numero em Inglaterra e ao top ten dos Estados Unidos.
No verão de 1965, os The Kinks depois da tour americana, foram banidas de poder voltar à América, por razões desconhecidas, o que era prejudicial, tendo em conta o tamanho do mercado americano.
Quaife, cansou-se cedo do pouco sucesso da banda e saiu desta, sendo substituído por Jonh Dalton. Em 69, o banimento dos Estados Unidos foi levantado. Pouco depois (depois do lançamento de “Arthur”), contrataram o teclista Jonh Gosling, sendo que a primeira música em que participou foi a magnifica “Lola”.
Em 76, dá-se uma mudança em termos de estilo, com a mudança para a Arista Records, indo numa direcção de rock mais pesado. O baixista John Dalton saiu sendo substituído por Andy Pyle. O primeiro cd por esta editora foi “Sleepwalker”, que teve sucesso na América, logo a seguir, Pyle sai do grupo e Dalton, que voltou a sair durante a tour inglesa de promoção ao segundo álbum pela Arista, “Misfits”, mas desta vez não foi sozinho levando com ele, Gosling, sendo substituídos por Jim Rodford e Gordon Edwards respectivamente. Em 79, sai “Low Budget” o álbum que teve mais sucesso na América. Em 83 Ray, começou a trabalhar no filme “Return to Waterloo”, o que causou grande tensão na banda. Mick Avory foi despedido após vários anos na banda e substituído Bob Henrit. Neste período, Ray fez “Word of Mouth”, e começou com este álbum o declínio dos The Kinks. Durante os anos seguintes, andaram de editora em editora, sem grande sucesso comercial. Sendo que o ressurgimento dos The Kinks dá-se devido a bandas como os Blur e Oásis, que a meio dos anos 90 estavam na mó de cima, os referirem constantemente como uma das grandes influencias. Mas também bandas mais recentes como os The Libertines, The Killers, Franz Ferdinand os referem.
Afinal, esta é uma banda de uma biografia longa, de sucessos em quantidade e qualidade, com álbuns que marcaram gerações, e que obviamente se repercutem ao longo das várias gerações musicais. E mesmo em termos do modo como influenciaram a música foi abrangente, com um período mais calminho a que “Kinda Kinks” pertence, e a fase da Arista, em que entram num rock mais pesado, mas mesmo assim, conseguiram granjear sucesso (sendo que neste ultimo caso, fizeram mais sucesso nos Estados Unidos do que em Inglaterra).
A banda separou-se em 1996, sendo que em 2008, Ray Davies confirmou que a banda se estava a reunir tendo em vista um novo álbum e uma digressão. Não sei se será bom ou mau, maioria destas reuniões acabam em desilusão, mas um gajo que em certa altura da sua carreira disse, “I’ve only written about 200 good songs. The rest are B sides”, deve-se poder dar a esse luxo.
Met a girl, fell in love, glad as I can be
Met a girl, fell in love, glad as I can be
But I think all the time, is she true to me?
cause there’s nothing in this world to stop me worryin bout that girl
I found out I was wrong, she was just two timing
I found out I was wrong, she just kept on lying
Now she tries to tell the truth, and I just cant believe
cause there’s nothing in this world to stop me worryin bout that girl
Tell me who can I turn to, just who can I believe?
Tried to put her out of my mind, shell only cause me grief
I love that girl, whatever she’s done, you know it hurts me deeply
cause there’s nothing in this world to stop me worryin bout that girl
I know she’s been with other fellas, why does she keep on lying?
It hurts me so when she says nothing, I really feel like dying
I ache inside until I think[? ], I know its just my pride
cause there’s nothing in this world to stop me worryin bout that girl
cause there’s nothing in this world to stop me worryin bout that girl
When I look up from my pillow I dream you are there with me.
Though you are far away I know you'll always be near to me.
I go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.I
go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.
I look around me and feel you are ever so close to me.
Each tear that flows from my eyes brings back memories of you to me.
I go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.
I go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.
I was wrong, I will cry, I will love you to the day I die.
You alone, you alone and no one else, you were meant for me.
When morning comes once more I have the loneliness you left me.
Each day drags by until finally night time descends on me.
I go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.
I go to sleep, sleep, and imagine that you're there with me.
E já agora para se perceber como poderá ser estes senhores ao vivo, caso regressem:
http://www.raydavies.info/www/intro.php, http://www.davedavies.com/, http://www.thekinks.com/, http://www.myspace.com/thekinksofficial