segunda-feira, setembro 29, 2008

E eles não param...

Radiohead

Quando fazia o meu próximo post, deparei-me com uma informação que a maioria das pessoas atentas ao fenómeno da música, já devem saber desde Abril. A minha desatenção, levou-me a só agora saber que os Radiohead, estão a realizar um concurso, em que permitem que bandas, djs, produtores ou simples fãs, dêem largas à imaginação e remisturem temas dos ditos Radiohead (e em especifico de “In Rainbows”), e posteriormente façam o upload dessas remisturas no link que forneço, para que depois sejam submetidos a votação.
O prémio é que os Radiohead simplesmente ouçam essas remisturas, ou seja uma pessoa que esteja bem cotada nas remisturas apenas vai enriquecer o seu espírito e o seu ânimo. O que já não é pouco!
Para se elaborar as remisturas os Radiohead fornecem via iTunes e via pagamento (preço de uma musica qualquer no iTunes, ou seja 0,99 cent), faixas com os instrumentos isolados (voz, guitarra, baixo, bateria, “efeitos de secção de cordas”).
A primeira votação foi para a música “Nude”. Essa votação já encerrou, tendo a remistura dos ingleses Spor sido a mais votada. As que eu mais gostei foi no entanto a remistura de Julian Berg (que não faço a mínima ideia de quem seja), e principalmente a hipnótica remistura de Yann Fripp (a meio lembrou-me sons a la Daft Punk).
Entretanto já abriu a votação para as remisturas da música “Reckoner”. Confesso que mal vi os 10 primeiros, disse logo que iria votar na do James Holden. Mas a primeira vez que a ouvi, não lhe achei grande piada. Depois inclinei-me para a do Diplo, de seguida para a de um espanhol desconhecido, Sebastien Project, e de seguida para os alemães Forced Movement. No entanto dei mais uma oportunidade à remistura do James Holden, e acabei por votar nela, “what is meant to be…”
De referir ainda que também já se realizou anteriormente uma votação para vídeos.

http://radioheadremix.com/, http://www.radioheadremix.com/nude/

sexta-feira, setembro 12, 2008

Eu estou bem na caminha, bem mais do que de manhã

Goose – Black Gloves
Goose – Everybody

Sempre que pesquisava na net, para ver onde é que era o concerto dos belgas Goose (banda de Kortrijk, e logo “não Antuérpia style”), nunca chegava lá. Batia sempre Echoe in the sky, Echoe under sky, Echoe qualquer coisa sky. Já após o festival, vi no youtube uma reportagem acerca da primeira edição do festival, e percebi então a razão de ser Ecoundersky. Era então um festival na Póvoa do Lanhoso, que pretendia aliar a musica, com o convívio com a natureza e com a ecologia (após saber isto ainda mais arrependido fico de ter deixado cair o meu fino). Na primeira edição, dividiram os 3 dias, por Breakbeat, Drum’n Bass, e Reggae (como é obvio, há-de nascer o festival que proclame o convívio com a natureza e que não tenha Reggae). Já nesta segunda edição trocaram o Breakbeat por uma noite de “Electro”. Ou seja tecnicamente quase tudo na mesma, mas na prática, tudo foi diferente. Isto tudo, porque para a Póvoa de Lanhoso, tinham-se vendido ao que parece, 20 bilhetes gerais, o que levou a organização a mudar o Festival para o edifício da alfandega do Porto, a baixar o preço dos bilhetes, e a não organizar (como é óbvio) actividades ao ar livre. Do Eco ficou o Reggae. O edifício da alfândega, como me disse uma colega, não era o melhor para o som, a probabilidade de se fazer um “Echoe” é muito grande, e se calhar por isso, o som não estava muito alto. A registar também, que este foi dos festivais que frequentei este ano, que tinha melhor segurança, e dos que tinham umas casas de banho mais asseadas.
Os Goose actuaram a seguir a Mr. Oizo, e antes dos Simian Mobile Disco (ou melhor do Simian Mobile Disco, já que só apareceu um). Estavam disposto em losango com o vocalista/teclista/guitarrista à frente. Começaram tal como no disco, a abrir com Black Gloves. Sempre num registo muito sóbrio, dentro do possível, visitaram todos os temas do disco penso que sem excepção, sem orquestrações a fugir muito da orbita do disco (o que é uma pena, tendo em conta os registo encontrados no youtube, em que inovaram, e com bons resultados). O vocalista manteve-se sempre no perímetro do órgão (talvez porque o palco também não era muito grande), dançando, cantado, sempre com uma pose cool e sem espalhafatos, a excepção terá sido durante “Everybody” em que avançou para o publico, e mesmo em cima de nós, estica o micro, para que “everybody” gritasse “everybody”.
Resumindo, um bom espectáculo, em que os Goose mantiveram-se fieis ao disco, com arranjos muito parecidos, sem grandes euforias, mas foi um concerto electrizante, em que se nos deixássemos levar pela musica, dançava-mos até um nível em que já não tínhamos controlo sobre nós próprios, e ficávamos bem suadinhos.
Agora depois da actuação no “Echoeunderceiling”, esperemos que possamos ver os Goose num festival maior, com maior número de pessoas, e em que a loucura possa subir aos níveis que os vídeos anexados em baixo demonstram:














www.myspace.com/goosemusic, www.goosemusic.com/