segunda-feira, abril 09, 2007

Bem?? Mal?? O que é que isso interessa? DANCEM, PORRA !!!!

The Sleepy Jackson – Good Dancers

O que mais me chamou à atenção nesta música foi a meu ver, as parecenças com os registos dos Broken Social Scene (é a minha opinião está claro), e esta parecença está inclusive nos coros, que para mim são a parte mais bela da música. O que foi dito anteriormente, diz nos que estamos a falar de pop.
Sleepy Jackson é Luke Steele, filho de um famoso músico de blues australiano, ele “é a resposta australiano a Brian Wilson” (Brian Wilson, foi um dos fundadores dos Rolling Stones, e uma maneira lúdica de saber algo mais sobre ele, poderá ser, ver o filme “Stonned”; eu já vi, e apesar de interessante é um filme fraco mas em todo o caso…), o que foi dito agora, diz nos que estamos a falar de pop psicadélico.
O curioso nome, deve-se a um baterista narcoleptico, da formação inicial.
Para além de Brian Wilson, outra das grandes influencias deste músico é o ex beatle, George Harrison.
Os Sleepy Jackson nasceram em 1999, tendo lançado em 2003, “Lovers” (onde está este Good Dancers); e em 2006, “ Personality (One Was a Spider, One Was a Bird)”.
Foram nomeados para diversas categorias do equivalente australiano dos Grammys; o que foi dito agora diz nos que não serei o único a gostar.

www.thesleepyjackson.com, http://myspace.com/thesleepyjackson

Beirut- After the curtain

O que me entusiasma, e muito, na música, é a capacidade, que tem de nos surpreender, e quando alguém achar tontamente, que nada na música, nos sons, nas letras, nas vozes, nos etc, o irá surpreender, haverá uma data de chicos espertos, que provarão quão essa pessoa está errada. Beirut, será isso mesmo, um chico esperto capaz de surpreender o mais incauto dos anormais. Claro que para pessoas, que percebam muito de música, o som de Beirut, não seja nada de novo, mas para mim, é um som deveras interessante e novo. A voz do senhor Zach Condon, faz me lembrar a de Tom York, mas sobre uma panóplia de instrumentos, onde se inclui por exemplo, o belo do acordeão.
Este americano combina, variados estilos musicais desde o pré rock pop, lo-fi, indie folk, até à muito vincada folk dos Balcãs e música cigana, que lhe ficou da viagem que fez pela Europa aos 16 anos.
“The Gulag Orkestar”, cuja capa é tão sexy como a musica que cobre, é o seu álbum de estreia (2006), e tem tido um sucesso inesperado.

http://www.beirutband.com/, www.myspace.com/beruit


PS: É claro que estas músicas, não são as mais indicadas, para dançar loucamente, mas “Good Dancers”, deu-me a ideia para um título, demasiado obvio, e se há pessoas que dançam loucamente, ao som do silêncio, então porque não…

terça-feira, abril 03, 2007

HoHOHo 3 (com muito amor e carinho)

Camera Obscura- Country Mile
Camera Obscura- I Need All The Friends I Can
Get

Há uns meses, os escoceses Camera Obscura deram, um tremendo concerto em Coimbra, no TAGV, por ocasião do lançamento da grelha de 2006/2007 da Rádio Universidade de Coimbra, do concerto animado, feito para gente sentada, e para gente que não conseguia estar sentada, a música que me deixou mais “ahhhhh”, foi a terceira do alinhamento, música que na altura, por conhecimento só de singles (muito bons diga-se de passagem), me deixou a dizer “a musica que eu mais gostei foi a número 3”… Após ouvir o álbum todo, passado uns meses, não consegui identificar qual era a música. O que senti durante o concerto em relação à música não teve correspondência com o registo gravado; mas isto é uma das belezas da música ao vivo não é?
Após pesquisa na net, cheguei à dedução (certa ou errada???), que tal música era “Country Mile”, a música mais parada de todo o álbum, tanto Tracyanne CampBell, se sente perdida, como eu me senti perdido nesta e por esta canção, “I feel lost”.
A segunda música destacada, é pelo contrário uma das mais animadas, e é das que mais gosto mais de ouvir no álbum. Ao vivo fazia-se acompanhar, tal como no álbum pelo bater de palmas, mas ao vivo, estas palmas não eram só da banda, mas sim de todo o público em comunhão, enquanto ouviam “I Need All The Friends I Can Get”, com um sorriso teenager (tema recorrente da banda) e ingénuo.
A primeira vez que ouvi, Camera Obscura, tinha ficado com a sensação que estava a ouvir Belle and Sebastian, no entanto avisaram-me que o albúm “Let’s Get Out Of This Country” era diferente, e assim também me pareceu. Este albúm foi produzido na Suécia, num estúdio com Jari Haapelainen (Ed Harcourt , The Concretes (grupo a que qualquer dia referir-me-ei, com uma música que me faz lembrar estes Camera Obscura; não há coincidências pois não??)), tendo o grupo rumado a este pais em busca de uma produção mais cuidada e polida.
“Let’s Get Out Of This Country”, é o terceiro álbum dos escoceses Camera Obscura e saiu em 2006.

http://www.camera-obscura.net/, www.myspace.com/cameraobscuraband



Young Marble Giants- Choci Loni

Os YMG, são daquelas bandas, que nós já ouvimos o nome, e quando uma banda lança um albúm em 1980 (primeiro em 79 foi uma demo cassete), e nós que ainda não nascemos, mas ainda ouvimos falar da banda; quando ouvimos muita gente (e aqui o muito é sempre MUITO relativo) a falar o quanto a banda o influencia, e o marcou e o inspirou e etc; quando só lançaram um álbum em toda a carreira e conseguiram marcar pessoas de modo a que se tenha escrito um livro, ou realizado um filme (já não sei bem, mas li qualquer coisa do género, já não sei onde (que frase linda, com CERTEZA que quem fala assim é gago)), com o nome “Colossal Youth”, em homenagem aos YMG (e não me estou a referir ao filme de Pedro Costa, “Juventude em Marcha” que em inglês é “Colossal Youth”), todos estes critérios, permitiram que eu construísse na minha cabeça a palavra mito. E assim, parti à descoberta desses tais de YMG.
Os YMG, foram uma banda galesa, dos anos 80, que incorporaram a new wave britânica da altura. Eram constituídos por: Alison Statton (que na altura, foi considerada uma das melhores cantoras do Reino Unido, logo ela que achava que não cantava), e os irmãos Stuart e Alison Moxham. O som deles é muito característico, com um uso dos instrumentos de uma forma muito minimalista, o que os torna facilmente reconhecíveis.
Em 81 o grupo acabou, tendo os seus elementos seguido caminhos diferentes, entrando para projectos novos como os Weekend (Alison) e Gist (Stuart).
“Choci Loni”, é uma dessas músicas características, com uma letra composta por 5 versos, e é como todas as músicas dos YMG curta (2:37), é uma música muito simples e que fica na cabeça.


www.appelstein.com/ymg/