segunda-feira, janeiro 26, 2009

I need a ... Something else





Paul McCartney – Temporary Secretary


A primeira vez que ouvi esta música, foi a versão “remixada” por “Radio Slave”. Veio-me à cabeça, como era espantoso a transformação da música de McCartney em música de dança (ainda por cima electrónica pura e dura). A música ficou-me na cabeça (é uma daquelas que entra fácil, muito provável pela constante repetição daqueles samples estridentes, daqueles que se estivermos a ouvir muitas vezes seguidas, começamos a ficar zonzos).
Ouvi agora o original e achei que Radioslave não foi assim tão audaz, afinal a música faz parte de um álbum (“McCartney II” (1980)) em que McCartney trocou as guitarras por sintetizadores sendo esta uma das primeiras experiências deste nesta área (experiência que o senhor deve ter gostado, já que já lançou álbuns com o seu projecto The Fireman, projecto que navega nos mares da electrónica, mais propriamente no tecnho ambiental). Quanto há música, está lá mais ou menos tudo o que Radio Slave tem na sua remistura, incluindo os samples repetitivos estridentes, que mais uma vez reforço, que entram bem às primeiras vezes, mas quando ouves a música 3 vezes seguidas, já começas a torcer um pouco o nariz. Quanto à letra, pronto, é à volta do pedido ao Mr Mark (que era um gajo real que trabalhava a arranjar secretarias e coisas do género) para que arranjasse uma secretária temporária, ou seja, algo a que não se deve dar grande relevância. A música foi completamente arrasada, o que não se pode levar a mal (afinal à razões para isso), num álbum que na generalidade foi mais ou menos bem aceite.
Sobre McCartney, não há grande coisa a dizer, até porque a carreira com os Beatles e a carreira a solo (sendo dos autores que mais musicas deu ao mundo) fazem dele universalmente conhecido, tanto pela música, como pela vida pessoal. Foi após a dissolução dos Beattles, que McCartney lança o seu primeiro álbum a solo, álbum em que é responsável por todos os instrumentos que se ouvem no álbum, esse álbum era o McCartney I (1970). Ainda nos anos 70, edita mais álbuns a solo, e também com o projecto que formou e de que a mulher Linda era um dos membros, Wings. Este projecto deixou de ter asas para voar no início dos anos 80, devido ao receio de McCartney em actuar ao vivo (após o assassinato de Lennon), o que não agradou a Danny Lane (também Wings), e que fez com que as asas acabassem cortadas (para finalizar, os trocadilhos com asas, poderíamos dizer que se na altura houvesse Red Bull, para além de revitalizar corpo e mente, também revitalizaria o espírito de banda, já que Red Bull dá-te assa (e após estes trocadilhos todos, também posso pedir-vos desculpa, por toda esta poluição mental)). E assim, em 1980, sai McCartney II (em 1980). A partir daqui já foi editado mais uma catrefada de álbuns.






Paul McCartney – Temporary Secretary (Radio Slave remix)


Quanto à remistura, não foge muito do original, sendo no entanto obviamente mais longa. Também gosto mais dela, dá para mexer um pouco mais o pezinho, mas tal como original, é uma música que enjoa depressa.
Radio Slave já aqui foi destacado uma vez, e tal como da última, também agora as informações acerca da pessoa serão poucas (o adiantado da hora, já me incutiu preguiça para mais). Talvez adicionado as da ultima vez com as de agora, quem sabe?
Radio Slave é Matt Edwards, britânico, actual residente do sítio do costume (ou seja Berlim). Produtor de Techno minimal, começou a tocar em clubs e a receber o epíteto de assassino de pistas (isto tanto pode ter uma conotação positiva, como negativa, do tipo, aquilo até estava bom até um gajo ter começado a pôr som e assassinou a noite. Ok. Não sei se o epíteto é real ou não mas estava num blogue qualquer brasileiro, por isso…). È grande fã de lançar material em suporte fixo, mas a editora Rekid (que é a sua), já lhe fez ver que em termos de “negócio” é melhor lançar primeiro digitalmente, e assim tem acontecido (este enche de chouriços avulso, foi retirado da entrevista deste senhor aquando do Sonar de 2008. Aqui também refere que o “artwork” da editora em relação às capas dos discos é muito bom, e eu após ter visto um ou outro, posso dizer que tem realmente um ou outro muito interessante). Chouriço enchido.
A remistura vem no cd single “Temporary Secretary” de 2003 lançado pela Parlophone. Foi uma edição que se limitou a 500 discos, com uma edição em prata e outra em prata, e com todas as cópias numeradas.

www.myspace.com/rekid




Recomendação: Ouvir o original 1 vez, e a remistura 2 vezes, e depois passar muito tempo sem ouvir ambas (isto porque para fazer este post, já ouvi ambas algumas vezes e já estou perto da saturação).

domingo, janeiro 18, 2009

What's your poison?

King of Convenience – Toxic Girl


Outro dia na Antena 3, enquanto conduzi o carro, passou o “Toxic Girl” dos King of Convenience. Logo me veio à memória, que esta era uma das músicas que mais ouvia durante a adolescência. Já chegado a casa, coloco a música no computador, e até por uma questão de curiosidade, verifiquei a data. 2001. Ok! Uma adolescência um pouco “para o tardia”, mas ainda hoje me considero um bocado (mas só mesmo um bocadito de nada) adolescente, com tudo de bom, e principalmente com tudo de mau (que eu já não tenho idade para andar nestas brincadeiras) que isso acarreta. Recordo também, enquanto “desfolhava” “Quiet is the new Loud”, que das muitas músicas preferidas dos Kings of Convinience, a que eu mais gostava até era “Parallel Lines”, seguida de “Toxic Girl”. No entanto era com esta ultima que mais me identificava. A convivência com Femme Fatalles que “every night she kisses someone new /never you”, aumentavam a amargura adolescente, a tristeza, a mesma amargura e tristeza que polvilham a música.
Não é por acaso, que desde a primeira vez que ouvi a música, essa foi a frase que a minha mente fixou.
Ainda hoje o que não faltam são essas tais “Femme Fattales”, essas tais “Toxic Girls”, que nos intoxicam, e nós, com toda a força nos envenenamos, cometemos suicídios psicológicos, sempre à procura do “nosso veneno” (ficaria melhor em inglês, com aquela habitual pergunta cinematográfica (e provavelmente não só), que se faz em situações de engate cinematográfico, “What’s your poison?”).
Os Kings of Convenienve são de Bergen, Noruega, e são compostos por Erlend Øye (que mais tarde também viemos a conhecer pelos Whitest Boy Alive (que até poderia ser ele), e pela carreira como Dj (que eu gosto muito)) e Eirik Glambek Bøe. Conhecem-se desde os 10, e aos 16 formam com mais 2 colegas uma banda, os Skog. Depois esta formação separa-se, mas este duo segue o mesmo caminho, Kings of Convinience. No verão de 1999, o burburinho cresceu graças a uma série de aparições em festivais na Europa, aparições que granjearam sucesso e mais tarde um contrato com a editora americana Kindercore. O Primeiro álbum, de nome homónimo (passe a redundância), foi editado nesta editora (passe a redundância) em 2000. Já pela Astralwerks, editou-se em 2001 “Quiet is The New Loud”, e em 2004 “Riot on an Empty Street”.


"Toxic Girl"

In the sky the birds are pulling rain,
in your life a curse has got a name,
makes you lie awake all through the night
that's why.

She's intoxicated by herself,
everyday she's seen with someone else,
and every night she kisses someone new
never you.


You're waiting in the shadows for a chance
because you believe at heart, that if you can,
show to her what love is all about
she'll change.


She'll talk to you with no one else around,
but only if you're able to entertain her,
the moment conversation stops she's gone
again.


Eu andei a ver coisas sobre eles e sobre esta música no youtube, mas deparei-me com excertos de um provável showcase na praia de Ipanema. Algo que me interessou bastante e que acho que é um bocadito fora do normal. A escolha do vídeo, não me foi difícil. Até porque eu adoro “I’ Rather Dance With You” do último álbum editado “Riot on an Empty Street” (I'd rather dance, I'd rather dance than talk with you /I'd rather dance, I'd rather dance than talk with you /I'd rather dance, I'd rather dance than talk with you… Bah!!! Só não meto esta no título, porque… sei lá, porque senão depois tinha que meter uma data delas…).







http://www.kingsofconvenience.com/
www.myspace.com/kingsofconvenience

terça-feira, janeiro 13, 2009

Uma coisa rápida: 40 melhores vídeos de 2008 para a pitchfork

A pitchfork seleccionou aqueles que para eles, são os melhores videoclips do ano que agora transitou. Eu não costumo estar muito atento a videoclips, ouço mais música na rádio do que propriamente na televisão, e portanto, mesmo que tenha visto um vídeo de que tivesse gostado mais, nem que colocasse a minha cabeça a deitar fumo, me lembraria, portanto é sempre interessante haver uma lista em que uma pessoa arrisca-se a ver só videoclips de que goste e que o surpreenda. Esta lista, cumpre esse propósito.
Senão vejamos. No início, pensei em fazer este post, em que destacaria as minhas 3 preferidas. Depois pensei nas 3 preferidas, e numa menção honrosa. De seguida pensei nas 5 preferidas e 1 menção. A seguir o meu pensamento já estava em 5 vídeos que se adequassem à minha preferência momentânea e uma menção honrosa. Ainda depois, (Uff!!!), 5 5 vídeos que se adequassem à minha preferência momentânea e 2 menções. No final do post, logo se vê…
A lista dos 40 tem vídeos para todos os gostos e feitios, tem vídeos para todos os “moods”, tem vídeos para dar e vender, e usar ao longo de períodos da vida.
Queres te rir? The BPA [ft. David Byrne & Dizzee Rascal]: "Toe Jam" e Wiley: "Wearing My Rolex" (fan video), devem satisfazer-te.
Queres simplesmente ficar alegre, com aquele sorriso pateta? Então, The Mae Shi: "Run to Your Grave; She & Him: "Why Do You Let Me Stay Here? (Como resistir a uma carinha laroca, que passa a musica a cantar e a sorrir, espelhando alegria mesmo perante situações não condizentes) devem bastar.
Querem realidade? Justice: "Stress", é um bom video ficcional que pretende retratar alguma da violencia que se passou em França com os jovens dos suburbios.
Queres tensão sexual, ou mesmo sexo? Ok! Thunderheist: "Jerk It"; Flying Lotus: "Parisian Goldfish”.
Queres um diálogo com algumas semelhanças com os dos filmes do Woddy Allen? Gnarls Barkley: "Who's Gonna Save My Soul?" pode te dar um cheiro de algo parecido.
E pronto se quiseres luzes e explosões podes ver o da Feist, mas se quiseres algo mais sombrio podes ir aos Arcade Fire, e pronto por aí fora, já estou farto desta “ladainha”.
Não me condenem, pelos que eu vou escolher, a mim também me está a custar.
Vou colocar as coisas exactamente como estão no site, artista; música e depois o director/realizador/o que o raio que o seja.




Arcade Fire: "Black Mirror" [Olivier Groulx & Tracy Maurice]


Arcade Fire - Black Mirror
Enviado por wonderful-life1989



The BPA [ft. David Byrne & Dizzee Rascal]: "Toe Jam" [Keith Schofield]



Gnarls Barkley: "Who's Gonna Save My Soul?" [Chris Milk]



Gnarls Barkley - "Who's Gonna Save My Soul?"
Enviado por DowntownMusic


Justice: "Stress" [Romain Gravas]



justice stress (official video)
by 75_prod



Passion Pit: "Sleepyhead" [The Wilderness]




Wiley: "Wearing My Rolex" (fan video)



Thunderheist: "Jerk It" [That-Go]




Pronto, acabaram por ser 7. Ainda pensei em eliminar 2 para que ficasse 5, mas que se foda!!!

Agora em relação às menções:


Terry Lynn: "The System" (NSFW) [The Rickards Bros.]



Não conhecia, e a violência surpreendeu-me

Terry Lynn – Kingstonlogic



Não faz parte da lista, mas ao pesquisar pela a música acima, dei com isto. Qualquer semelhança com Technologic dos Daft Punk, não é pura coincidência. E digamos, ficou no mínimo interessante…
Foi mais por este, que me vi obrigado a meter o de cima.


Buraka Som Sistema [ft. M.I.A. and DJ Znobia]: "Sound of Kuduro" [Buraka Som Sistema]






O digníssimo representante de música portuguesa. Um vídeo interessante, cheio de alegria dança, e mistura de culturas, no fundo, aquilo que os Buraka são.
Esta música, também foi uma das 100 melhores do ano para a pitchfork. Isto terá muito em conta a presença de M.I.A. Bem isto é a minha desconfiança, porque acho que há outras músicas no álbum que poderiam figurar na lista. Ou é isso ou o facto de o álbum internacionalmente só ter saído em Inglaterra, e só agora ir sair no resto do mundo (A pitchfork ainda não fez a critica ao álbum, o que poderá indiciar a segunda hipótese).


Portem-se!

http://www.pitchforkmedia.com/article/feature/147701-top-40-music-videos-of-2008?page=1

quinta-feira, janeiro 08, 2009

E já foi em 2008...

The Dodos – Park Song
The Dodos – Undeclared
The Dodos – Red and Purple
The Dodos – Ashley
The Dodos – Walking
The Dodos – Fools
The Dodos – Jodi


Este, foi sem duvida um dos melhores álbuns deste ano. Aquando da recente visita destes a Coimbra, um colega meu perguntou-me se valia a pena ir, eu disse-lhe que sim, que não era nada de fabuloso, mas que era bastante agradável. Vou agora reformular, a resposta que eu devia ter dado era, o cd é de um nível fabuloso e vale mesmo a pena ir. É a diferença entre ouvir duas a 3 vezes o álbum por alto, e ouvir o álbum com muito afinco após um excelente concerto. Então é assim, Visiter poderia considerar-se um paradigma da música pop, tem lá tudo, a suavidade a ternura, de vez em quando lá vem um bocado mais de força, mas sempre dentro de um registo agradável. O bom-gosto, é uma característica sempre presente.
São poucas as músicas em todo o álbum que eu não ache que estejam numa escala entre o bom + e o excelente. Comparados aos Vampire Weekend pela raiz africana, e aos Arcade Fire, pelo tom celebratório (vincadíssimo em certas canções), Eu pelo meu lado, e concordando com todas essas parecenças, não me inibo de fazer as minhas mesmo que um colega meu não veja parecença nenhuma. Eu vejo, e isso é que me interessa. E eu vejo uns XTC em “God?”. Acredito que os Dodos, por serem novitos, e americanos, nem sequer conheçam os XTC, mas na primeira vez que ouvi a música, veio-me logo XTC à cabeça, o que seria grave caso fosse um junkie.
O concerto foi competentíssimo, tendo momentos que raiaram a pura excitação. Os dodos, também pareciam felizes, pelo menos a cara do vocalista parecia transparecer felicidade, naquela que não deixaram de referir como a sua primeira actuação em Portugal. O vocalista/guitarrista, Meric Long, actuava principalmente sentado, mas quando ficava eufórico, não tinha pejo em se levantar e tocar de pé abanando-se como um verdadeiro rocker. Já os outros elementos, Logan Kreber na bateria e Joe Haener no vibrafone (que segundo um colega meu, também tinha acoplado um daqueles caixotes do lixo metálicos e cuja a aquisição, ele foi um dos responsáveis), mantiveram-se mais estáticos, mas pelo menos no caso, de Logan os braços e a cabeça, mexeram-se que foi uma coisa doida. O concerto transbordou calor, não só pela música e pela intensidade, mas também pelo número de pessoas que se agachavam para assistir ao concerto em exíguo espaço. Também os músicos sentiram ambos os calores, e foi vê-los nas pequenas pausas a bebericarem um pouco de Super Bock (salvo erro), ou a irem abrir a janela, para sentirem um pouco de ar fresco. Nesse capítulo o mais beneficiado, foi Joe Haener, já que estava mais perto da janela.
O concerto percorreu o álbum, desde a balada Ashley (todos os sons da música, transpiram romantismo) até à mais vibrante Jody, faltando no entanto a música que à altura era a minha preferida, “Park Song” (já se está a tornar um hábito, os puritanos em Coura, também não tocaram “Tracey Emin”). Tocaram também músicas de outros álbuns.
Na entrevista á ESECTV, Meric Long, dizia que no fundo todas as músicas acabavam por ser sobre a mãe. Ok!! Há a Ashley a Jodi (Jodi, my dear, I'm sorry but I must disappear/I leave you with a song and a tear/Just please don't wash away/This is my crutch, you had me at the face and the touch/But I can only give you so much/Before it goes away/You could be my end/You could be my end), embora com esta última se percebe mais para o final da música (que não a parte transcrita), haver uma daquelas atitudes posssessivas caracteristicas das mães, mas a não ser que haja algo de Freudiano, a maioria das músicas do album falam sobre amor, romance, etc, e tudo cantado e tocado com bastante sentimento.
O nome Segundo Meric, refere-se, ao nome que a mãe lhe chamava. Eu dizia que era um pato, na minha santa ignorância, de rapazito que quando era pequeno não gostava de ver o National Geographic, embora soubesse que aquilo não era um pato, mas era bastante parecido. E então outro dia, passeava o meu belo pin (posso dizer que na noite do concerto, foi a primeira vez que usei um pin na vida, tendo inclusive perguntado a um colega, como é que se usava tal coisa, e agora que já aderi à moda, uso inclusive (ou não!! outra vez!!) pins que colegas meus caracterizam como ligeiramente gays), quando um professor meu, olha para o pin, e diz algo como, olha um dodô, uma ave que vivia salvo erro na Nova Zelândia, e que já se extinguiu. Eu cá para comigo, “Sim senhor! Este gajo tem uma grande cultura, não me admira que seja um professor de tanto gabarito”. A partir daí soube, que mais 2 colegas meus sabiam mais ou menos o mesmo, e se calhar sabe toda a gente, e a santa ignorância é só minha. Mas eu decidi-me a vingar da minha antiga repulsa pelo National Geographic, e fui à Wikipédia. E então é assim, seus ignorantes, os Dodôs viviam principalmente nas ilhas Maurícias (e não Nova Zelândia), sendo que foram baptizados, pelos portugueses que quando chegaram à ilha, chamaram às aves de doidas. Também fomos nós, os responsáveis pela sua extinção, não só com a caça, mas também pelo transporte de outros animais para as ilhas, que lhes destruíram os nichos.
Adiante, Meric, conheceu primeiro Joe e com ele, tocava no liceu, no entanto Joe não é um “membro oficial” dos The Dodos, é antes um convidado, com participações ao vivo, e penso que também no disco, e logo não foi aqui que os Thd Dodos começaram.
Eles começaram, por ser um projecto a solo de Meric Long, que lançou o Ep “Dodo Bird” em 2005, já com a presença de Logan, que entretanto conhecera, em algumas músicas. Meric tinha aprendido “West African Ewe drumming", vide wikipedia tal como eu, já que não consigo traduzir tal desiderato (mas é uma espécie de percussão africana, masi ou menos para o lado do Gana), e da sua reunião com Logan, cuja experiência era do Heavy Metal, permitiu-se criar uma música que tinha como actriz principal a percussão, nascia assim o duo. Em 2006 saiu “Beware of the Maniacs” ainda sob o logo de um dodô, pelo que os fãns lhes começaram a chamar de The Dodos. Em 2008, pela Frenchkiss Records, saiu este fantástico “Visiter”, álbum que foi escrito “na estrada” entre 2006 e 2007. A capa do albúm foi feita, por uma criança, que numa escola, a que eles foram cantar a pedido de uma amigo da irmã de Meric, essa criança lhes deu um papel com o desenho e já com a gralha, Visiter (que deveria ser Visitor).

Em relação às letras, as minhas preferidas são neste momento as de “Red and Purple” e de “Undeclared”. Esta ultima vou transcrever porque é simples(mente) bonita.

I like the way you hold your head
If your brother knew, he'd have my head
But I wouldn't care if I was dea
If I had the chance to hold your hand
But my love goes undeclared
Yeah, my love goes undeclared
And my love goes undeclared
Yeah, my love goes undeclared

You let me stay here for a week
On your couch but I would rather sleep
In your bed, or even better yet
We could run away and never rest
But my love stays undeclared
Yeah, my love stays undeclared
Yeah, my love stays undeclared
Yeah, my love stays undeclared

You come to me out of a dream
And you run around like you just can't be
'cause your mind is filled with fantasies
And it makes me laugh and it comforts me
But my love stays undeclared
Yeah, my love stays undeclared
Yeah, my love stays undeclared
Yeah, my love stays undeclared

You give me your insanity
But I think it might be vani
'cause you want what you can't have for free
And you don't know what it means to me
So my love stays undeclared
Yeah, my love stays undeclared
Yeah, my love stays undeclared
Yeah, my love stays undeclared



Para finalizar, alguns momentos do concerto de Coimbra, recolhidos do Youtube, bem como, o único momento do concerto de Lisboa, presente no Youtube, que me faria preferir estar em Lisboa a ter estado em Coimbra:





The Dodos - "Fools" Live @ Salão Brazil Coimbra



The Dodos (encore) live@ Salão Brasil - Coimbra 05-12-08



The Dodos em Coimbra



The Dodos - Jody



dodosmusic.net, www.myspace.com/mericlong , www.myspace.com/thedodos