sexta-feira, março 28, 2008

As a Child I (already, se me permitem) knew que Soundblaster era um MAXIMO

Anthony Shakir – Soundblaster

Há uns anos, tinha eu a mania de ouvir rádio nuns headphomes grandes e a horas impróprias. Digamos, que não era muito normal alguém ficar acordado até as 3 da manha só para ouvir um programa de rádio. O programa era o Planeta I da Antena 3, programa que penso que era apresentado pelo Dj The Fox (um rapaz que nasceu num daqueles dias em que só saem génios). Este programa era sobre música electrónica, e em algumas situações fugia ao cliché dos programas de Djs à noite, visto em algumas situações revelar o nome das músicas que passava. Na altura o Dj passou uma música que me causou uma grande, mas uma grande impressão. Ficou-me na cabeça durante bastante tempo. O nome da música e do artista, não sei, só percebi que pertencia a uma compilação da etiqueta de (Dj) Hell, A Interanationa Deejay Gigolo. Não teria sido necessário o fascínio da música para que eu fixasse o nome da editora para sempre, mas foi um reforço de memória interessante. Comecei agora a fazer downloads das compilações da editora e dos 8 cds, posso já dizer que nos primeiros 2 não está. Mas estão outros bons motivos, Anthony Shakir – Soundblaster é disso exemplo. Soundblaster podia ter sido a tal música, não era, mas estava ao mesmo nível.
Anthony “Shake” Shakir é um produtor nascido no berço do techno, ou seja Detroit. Aliás teve um papel na moldagem do techno de Detroit, a par dos mais famosos Juan Atkins e Derrick May. Este produtor que começou a dar-nos música em 1981, é considerado um purista do techno que se afasta linearmente da cena europeia (apesar de na minha opinião soundblaster, ser um som que agrada muito a ouvidos europeus). A primeira música de Shakir a solo, apareceu na compilação “Techno! The New dance Sound Of Detroit” da Virgin Records. Esta música para além de aparecer no segundo cd
de compilações da International Deejay Gigolo, foi lançado no Ep “Systemic Advancing E.P.” pela mesma editora em 1997, ou seja um ano antes da compilação.
O único (penso eu) cd que saiu no mercado foi em 2004 “First Take Then Shake”, álbum a meias com a “banda” F.S.K.. E atenção é literalmente a meias, já que Shakir, fez as musicas numero xyz e F.S.K. as numero agb.
O myspace do homem não nos dá música, mas mesmo assim:

http://www.myspace.com/tonyshake66

Hercules And Love Affair - Blind

A música que hoje andou na minha cabeça, por coincidência, passou ainda há cerca de uma hora na rádio. A coincidência se calhar não é assim tão grande, já que esta semana ouvi muita rádio, e provavelmente a musica anda na minha cabeça, porque a ouvi nos dias anteriores na rádio.
Não colocarei a música ao nível da de cima (mas provavelmente muita gente até a porá a um nível superior tão somente por ser uma musica house, e com o house já fui mais à bola. É um house que não se esquece das raízes. A musica é “Blind”, e atenção, depois de a ouvir, corres o risco de andar ai a cantarolar “As a child I kmow…”. A musica é dos Hercules Ans Love Affair e tem a contribuição de Antony Hegarty, vocalista dos Antony and the Johnsons.
Este é o projecto deAndrew Bulter, rapaz de Denver, que começou a passar musica aos 15 anos e que reside há 10 anos em Nova York, e neste seu novo projecto conta para além de Antony, com DJ Kim Ann Foxman (figura mais ligada ao mundo do design de jóias nos EUA, e também famosa por gerir um clube chamado Mad Clams, onde ao que parece sexo, drogas e não, não vou dizer rock and roll, mas sim, dançar nu e mijar num canto são coisas possíveis) e Nomi (que colabora com as CocoRosie). Uma curiosidade neste projecto, é este ser composto por Antony (gay), Nomi (transexual) e Kim Ann Foxmann (uma havaiana lésbica). Portanto Andrew Bulter deve ser o heterosexual da coisa.
Este projecto lançou agora em 2008 o primeiro álbum de título homónimo pela DFA Records de James Murphy.



http://www.myspace.com/herculesandloveaffair

sexta-feira, março 21, 2008

Lascivo sff





These New Puritans - Elvis
These New Puritans –I want to be Tracey Emin

Os novos puritanos do rock and roll, têm um rock de ritmo frenético, que levam a comportamentos lascivos. Pelo menos quando ouço “These New Puritans” só me apetece passar à lascividade. It’s Rock n Roll man!!!!
O rock dançante destes ingleses, vai beber muito ao período pos-punk inglês, nomeadamente aos The Fall e aos Public Image Ltd. Os puritanos são Jack Barnett (voz, guitarra e laptop), o seu irmão gémeo George Barnett (baterista), Shopie Sleigh-Johnson (teclista), Thomas Hein (baixista e “samplador”). A originalidade a nível estético demonstrada por estes rapazes ao vivo, levou a que a casa Dior pedisse ao vocalista e líder que desenhasse algo para a colecção de Outono de 2007. Desenhou “Navigate, Navigate”, que mais tarde também serviu para título de uma música.
Têm editado, singles, um ep “Now Pluvial” e agora o álbum “Beat Pyramid” (2008, e em que temos a musica “Elvis”, mas atenção, “I wasn't talking about that king”). A par de “Elvis” “I want to be Tracey Emin” será das músicas mais antigas, já que também apareceu em 2006, sendo que “I want to be Tracey Emin”, apareceu na compilação “Future Love Songs” da Angular Records.
Assim ficamos a saber que os These New Puritans gostavam de ser uma das novas artistas inglesas. Artista essa, que produz um trabalho autobiográfico, ou seja faz arte sobre a sua própria pessoa. As obras mais famosas são: “Everyone I Have Ever Slept With 1963-1995” (obra também conhecida como: a tenda) e “My Bed”. Também mostro aqui “I've Got It All”
E até que ponto, eles não serão uma Tracey Emin???










Everyone I Have Ever Slept With 1963-1995, vista exterior












Everyone I Have Ever Slept With 1963-1995, vista interior


















My Bed










I've Got It All



segunda-feira, março 17, 2008

SEXY

The Kills – U.R.A. Fever

A dupla mais sexy do rock and roll, (visto a rapariga, ser quem me dá mais pica na cena musical (para além da grande vantagem de ter aquele ar todo rock, que faz com que os meus olhos saltem da orbita), e o rapaz, em que o único argumento que eu apresento é ser o actual namorado da Kate Moss (e qualquer um que ande com a Kate Moss é sexy, nem que seja pelo facto de eu ter inveja)), editou na ultima segunda em Portugal, o seu novo álbum, “Midnight boom”. Nome em homenagem as noites passadas na sua concepção. Ou seja um nome que eu irei considerar para os meus filhos. O novo álbum vem acompanhado de criticas excelentes, tendo como sinal marcante o facto de ir captar sons exteriores ao rock, “made in caixa de ritmos”.
A banda é formada pela inglesa Alison Mosshart (guitarra e voz) e pelo americano Jamie Hince (voz, guitarra e bateria). Quando ambos estavam inseridos nesse em projectos diferentes, conheceram-se quando Mosshart ouviu Hince que tocava num quarto por cima do seu num Hotel. Foi química ao primeiro ouvido (eles próprios afirmam que há uma química em palco entre eles). Após alguns mails, Hince decide-se mudar da Florida para Londres. Nascem os The Kills.
O primeiro album é “Keep on Your Mean Side” (2003). O Segundo é o famoso “No Wow” (2005). Os últimos 3 anos sem concertos e sem álbum, fizeram com que ficassem nas lonas, e por isso, nós podíamos começar a ajudá-los, comprando o fantástico (segundo a critica) “Midnight Boom” (que tem o U.R.A. Fever) e indo ao concerto do dia 12 de Abril na Casa da Música no Porto.
I am a fever, I am a fever,/I ain’t born typical.

http://www.thekills.tv/, www.myspace.com/thekills

terça-feira, março 04, 2008

Let's Make Out. Please??? ;)

Does It Offend You, Yeah? – Let’s Make Out

Em Junho destaquei pela primeira vez este grupo. Fui ver o post da altura, e reparei que a música que destaco hoje já foi parcialmente destacada. Que se foda.
Na altura alguém comentou que “We Are Rockstars” era super fixe. “Let’s Make Out”, também é super fixe. Pelas imagens do You Tubeee, parece que ao vivo os Does It Offend You, Yeah? Também são super fixes. Aliás parecem tão super fixes, que é das bandas que tenho maior curiosidade neste momento de ver ao vivo.
Uma ideia repetida até à exaustão pode ser que pegue. Se ela já sabe que: “I can't control myself /When I see you there's no one else /When I get down all by myself /You're the one that I think about” e “I'm in love with you, my baby girl, I'm in love with you-ooo”, se calhar a repetição exaustiva de Let’s Make Out, pode ser um exagero, mas como muitas vezes o palavreado acima é balela, nada como reforçar o desejo, pode ser que pegue.
Na altura referi tratar-se de um duo. Hoje Morgan Quaintance e James Rushent têm a companhia do baterista Rob Bloomfield e também de Dan Coop nos sintetizadores.
A primeira música que lançaram foi “Battle Royale”, inspirado num filme japonês (contem samples deste ao longo da musica inclusive) de nome homónimo em que uns estudantes de uma sala de aula são colocados numa ilha e têm que se matar uns aos outros. Com o reconhecimento assinam pela Virgin e lançam o seu primeiro single “Let’s Make Out” que conta com a participação do Death From Above 1979 Sebatien Granger. Também já assinaram remisturas para os Bloc Party, Muse e Racounters.
Em 2007 para além de terem sido nomeados como uma das melhores revelações pela revista “DJ Magazine Best Of British”, foi considerada a banda com o pior nome pelo jornal “The Guardian”
O primeiro álbum vai sair em 2008 e vai se chamar “You have no idea what you're getting yourself into”.

www.myspace.com/doesitoffendyou, http://www.doesitoffendyou.com/



Para se perceber a loucura que é ao vivo:



E já agora, que ligam os Does It Offend You, Yeah? Ao movimento New Rave, género inventado pelo “New Musical Express” para caracterizar os Klaxons (e cujo significado muita gente diz ser desprovido de sentido) nada melhor do que mostra dois vídeos que encontrei no You Tube, quando pesquisei pela palavra New Rave. Bem sei que nenhum deles está relacionado com New Rave, mas mostram como as pessoas fazem coisas muito estúpidas, mesmo que pedagógicas e também o quão mal fazem as drogas.
Meninos, tenham cuidado, sim!!!!