quarta-feira, maio 23, 2007

Por favor façam uma petição para a latada. ;)

Buraka Som Sistema – Sem Makas

Durante a Queima, nas tendas, ouviu-se Buraka, incompreensivelmente (para mim) não foram um dos nomes escolhidos para a queima, mas não há problema porque foram para a queima do Algarve, mas também estarão em Glastonbuy (para onde Kate Moss e Pete Dorethy foram e vieram de helicóptero, juntando-se a 177 mil pessoas em Inglaterra), Roskilde (Dinamarca), estes 2 últimos são dos maiores festivais do mundo. Isto quer dizer que serão um dos únicos projectos portugueses com possibilidades de uma internacionalização à séria dos últimos anos em Portugal. Foi bonito ver na Queima a música a passar e as pessoas a ficarem bem malucas, dançando freneticamente e com largos sorrisos na boca. Dançavam, como dançam o resto da música electrónica, dançavam “à branco”, como dançam qualquer outra música electrónica, não dançavam kuduro, simplesmente dançavam. È um bocado como aquela música do Dj Marlboro, em relação ao Funk da favela: “É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado”. Buraka é assim mesmo, quando toca, ninguém fica parado.
A primeira vez que ouvi Buraka foi há um ano e meio na antena 3 (aquele reclame: “a primeira vez é sempre na 3”, não é totalmente falso, ou melhor não é totalmente descabido), aquele som algo estranho e ao mesmo tempo algo familiar (a mistura de géneros dá esta curiosa bipolaridade), que já vi escrito como sendo uma mistura de tecnho, com hip hop e kuduro, chamavam-lhe kuduro progressivo, e eu que nem gostava de kuduro, estava a achar um bocado estranho gostar destes sons. Estes sons não são mais do que a mistura de música periférica (porque nasce na periferia das grandes cidades e facilmente associada ao terceiro mundo, já que muitos destes movimentos nascem da cabeça de imigrantes, e vai desde a música africana, à América do Sul, à musica jamaicana (muito presente por exemplo no dubstep), etc…), com a música dos países ocidentais, aparecendo então novos géneros como esse tal de kuduro progressivo.
Os Buraka são constituídos por 3 músicos produtores: Lil’John, Conductor e Riot) e 2 incitadores-declamadores : Kalaf e Petty. O projecto nasceu em 2005, quando este grupo de amigos comprou uns cds na praça de Espanha e lhes surgiu a ideia de juntar o kuduro às tendências europeias das músicas de dança. Quanto ao nome, eles não são da Buraca, mas era a freguesia que encarnava o espírito do kuduro, depois foi só juntar o Som Sistema. Neste momento são representados pela Primary Talent, agência de Peter Gabriel e os Oasis o que muito ajuda à internacionalização. Foram contratados por esta agência após uma actuação numa discoteca de Londres, após convite dos Djs residentes que já costumavam passar a música deles. Têm a particularidade de actuar preferencialmente aos fins-de-semana já que Petty que só tem 16 anos têm aulas durante a semana. Os Buraka já têm em Portugal um relativo sucesso já que o Ep de 2006 “From Buraka To The World” vai ser reeditado, e já está a ser concebido um cd, que em principio terá 4 das músicas já conhecidas, tudo isto pela editora Enchufada.
A música aqui apresentada será das mais ocidentalizadas do ep, primeiro perguntam-nos porque é que estamos tímidos, de certeza que após o primeiro minuto da música, tal questão já não tem razão de ser, porque com certeza já estaremos a dançar, com grande à vontade, e com uma entrega quer à musica, quer às pessoas com que estamos a dançar, e com certeza que a timidez pelo altura do final da musica, foi esquecida, nem que seja só momentâneo, até a música nos deixar de ecoar na cabeça. A sexualidade presente quer na música quer em algumas letras dos Buraka, fazem com que a timidez presente nas pessoas se esvaia, e logo se houver ainda alguém tímido durante os concertos, realmente há que perguntar: “Estão tímidos porquê?
BURAKA SOM SISTEMA, AIIIII NÃOOOO!!!

http://www.enchufada.com/, www.myspace.com/burakasomsistema


Makossa & Megablast – Kunuaka feat. Subrinah

Os austríacos Makossa & Megablast são uns dignos representantes da mistura da música ocidental com os ritmos do resto do mundo. Eles misturam desde musica Jamaicana, a música de Cuba, indo até ao kuduro progressivo (como é exemplo o fantástico “Porque”), tudo isto no mesmo álbum, que é o seu registo de estreia e tem como nome “Kunuaka”. Este álbum saído em 2007, foi para mim, como o é muitos dos álbuns de música electrónica, uma desilusão, não por o álbum não ser excelente, porque na verdade é (contraditório hã?), o problema é que estes projectos de musica electrónica, por precisarem de ganhar nome para que possam lançar um cd, ou porque os projectos de musica electrónica vivem à custa de criação de Maxi-singles para as suas músicas passarem em discotecas (não sei serão realmente estas as razões, mas o meu empirismo crê que sim), quando o cd é editado uma pessoa já conhece mais de metade das músicas, o que num cd de 13 musicas como é o caso é frustrante, o facto de não esboçarmos um ar de surpresa ao ouvirmos o cd, o facto de não existir a capacidade de nos surpreender, é uma pena porque a música é bastante original, é claro que para quem Makossa & Megablast, o álbum será a todos os níveis excepcional.
Viena na Áustria, têm um dos movimentos da música electrónica mais excitantes e mais característicos da Europa, e com nomes bastante conhecidos como os “pais” Kruder e Dorfmeister”, os Sofa Surfers, e menos conhecidos como: Fauna Flash, Stereotyp e Wahoo.
Marcsu Wagner- Lapierre é Makossa, ele é como um “padrinho” do culto de Dj em Viena. Ele como no início dos anos 80, e em 1995 ficou chefe da famosa rádio independente FM4. Makossa é conhecido pelo seu grande conhecimento musical. Têm um show lendário há 13 anos nas noites de Sábado em Viena conhecido como “Swound Sound System”.
Sascha Weiz é Megablast, e começou no início dos anos 90 como Dj/produtor. Inicialmente inspirado por: Dope Beats, Reggae e Hip Hop, ele cedo demonstrou paixão pelo Acid House, Tribal, e Electro. Como ele era muito novo para actuar em disoctecas e festas legais, ele começou na cena tecnho ilegal. Influenciado por todos estes diferentes estilos de música, ele desenvolveu o seu próprio som.
Estes dois rapazes eram amigos e decidiram começar a trabalhar juntos, após a concepção, nasceu um filho, patrocinado pela G-Stone em 2007, a que deram o nome de “Kunuaka”.
A música “Kunuaka” é vibrante, com fortes distorções, com um forte componente étnico, mas tem um efeito bastante adverso que é a possível extenuação que pode ocorrer ao dançar ao som desta música.

www.myspace.com/makossamegablast, http://www.makossa-megablast.com/, http://www.g-stoned.com/


Duopandamix – Doble Planetoide

Ainda sobre electrónicas, mas que têm pouco a ver com o acima referido, vêm os Duopandamix. A primeira vez que ouvi, foi há uns largos meses, no site da xlr8r, e adorei a musica que o site disponibilizava. A música foi com o tempo, caindo no meu esquecimento, ontem porém, estava a ver qual era a próxima banda do senses no tagv, reparei que era o mexicano Murcof, e fui ao myspace dele, qual o meu espanto em ver que entre os seus muy recomendáveis amigos, estava Duapandamix, mais espantado fiquei ao entrar na pagina destes e repara que estes também eram mexicanos, parece que na musica electrónica, o México tem uma boa colheita.
Já a música não constituiu momento de surpresa para mim (e ainda bem, podia dar-me qualquer coisa ufffff!!!!, é que é o myspace e o futebol saõ verdadeiras caixas de surpresas), já que todas as musicas disponibilizadas no myspace, confirmam a música aqui destacada, quer em termos de estilo, quer de originalidade.
Os pandas (cujas as informações na net não são abundantes) são Guillermo Guevara e Gabriel Acevedo e “criaram um som que é totalmente único para o ambiente em que vivem, ou seja o mundo”. São descritos como modernos, nostálgicos, em suma retrofuturistas. A música “Doble Planetóide” é uma música hipnótica, electrónica mas com uma construção que nos faz pensar em orquestras (talvez daqui o termo retrofuturista).
Em 2003 lançaram pela Static Discos “Afternuclearbomb” e em 2006 lançaram pela mesma editora “Infrarrojo” de onde se retirou este “Doble Planetóide”.

http://www.posteverything.com/, http://www.duopandamix.net/, www.myspace.com/duopandamix

terça-feira, maio 15, 2007

Vacuidades


The Besnard Lakes-You’ve Got To Want To Be A Star


São 9 minutos e 32 segundos de uma magnifica experiência sónica, com todo a mais variada de panóplia de instrumentos, vozes, ritmos, músicas diferentes, a agonia está presente na música, aos 2 e 32 pensamos que esta vai acabar, que a música vai acabar, e algo acaba, não sabes é bem o quê; mas há algo que começa, não sabes é bem o quê; entram sons meio tenebrosos, entra algo que parece palmas, entra a voz algo fantasmagórica, algo ténue, pesarosa, agoniante, mais tarde a música assume então novos contornos, aparecem as guitarras, um piano ao estilo cabaret, e a música vai ganhando poder, força, a melodia aparece e caminha até ao final onde o piano levita; olhas para o leitor, e nem queres acreditar, já passaram 9 minutos e 32, mas parece-te sempre que a música tem 4 minutos, haverá melhor elogio???
O que eu sinto em relação a uma música, é exactamente isso, tal como o que sinto em relação a tudo, é exactamente isso, é uma coisa cá minha, se calhar muita gente não se revê na descrição da música, mas para mim, esta música é uma dança mental até ao fim, creio que é aquilo a que costumam chamar de cerebral, enfim não me enterrarei mais em deambulações da minha vacuidade.
Os Besnard Lakes são canadianos (Montereal), e têm algumas similaridades com os projectos que ultimamente têm vindo deste país. Praticam um pop psicadélico, com traços de rock ambiental. Em 2001 o casal (em todos os sentidos da palavra) Jace Lasek e Olga Goreas, decidiram formar os Besnard Lakes a que se juntaram depois mais 3 elementos. Em 2003 saiu o álbum “Volume 1” (onde se encontra esta música) e em 2007 saiu “The Besnard Lakes Are The Dark Horse” (que tem uma capa magnifica tal como Volume 1, se não fosse pela música a capa já era um bom motivo para comprar o álbum; do género: “enfeitar a casa e mostrar aos teus melhores amigos, daqueles que dizem sempre hipocritamente bem”), álbum que conta com as colaborações dos The Dears, The Stars e Godspeed You! Black Emperor.

http://www.thebesnardlakes.com/, www.myspace.com/thebesnardlakes




The Cynicals –Happy Together

Ia eu a descer Coimbra para jantar, quando um sujeito me pergunta por onde e que se ia para a conchada, falámos um pouco, tinha nascido no Alentejo, e era o vocalista desta banda da qual nunca tinha ouvido falar e que ia no dia seguinte actuar no palco da queima, perguntei porque raio estavam eles na queima (embora não ache que haja grande critério para se estar na queima, basta que já lá tenhas ido uma vez, e tenhas um sucesso do caraças e provavelmente estás lá no próximo ano, ou senão que sejas estrangeiro e estejas incluído num pacote qualquer barato de uma empresa organizadora de eventos, mas achei por bem perguntar, até porque este meu pensamento é o típico pensamento português. Tudo ta mal, tudo é uma porcaria etc, etc e tal), respondeu com 4 segundos no termómetro, eu mostrei-me agradavelmente surpreendido, falámos um pouco de música, disse que tal como eu era mais blur que oásis (depois de os ouvir dá bem para perceber porquê), etc… No final como já seria de esperar, ficou o aparece lá amanha para ver o concerto. Como já se está a ver, não fui vê-los, a hora a que dão os concertos é me alcoolicamente incompatível, alias o único dia em que entrei a horas de concertos, foi no dia do Quim Barreiros (ao que parece estava atrasado, mas que é uma tradição na queima cá do sitio), e do André Sardet, como é obvio, não vi Sardet nenhum, também não era por ele que estava lá, e ir para a primeira fila insultá-lo não foi considerado uma grande ideia, e as razões são pertinentes, não se insulta um academista, e deve-se um mínimo de respeito (digo eu) a quem vende alguns discos em Portugal, visto não ser nada fácil. De certo modo cumpri a promessa, porque fiquei a conhecer The Cynicals, pelo Myspace. Eles dizem que são o rock de Coimbra (sim Coimbra é a cidade do rock em Portugal) mais do tipo britânico, ao contrário da maioria dos projectos de Coimbra que vão beber á América, não esquecer que muitos projectos são “filhos” dos Tédio Boys e a genética é uma coisa terrível (neste caso seria melhor: terrivelmente boa). A cena dos 4 segundos lugares se calhar não é bem assim, pelo que vi no site do termómetro, eles vão participar este ano (pode ser que sejam segundos em eliminatórias ou talvez eu tenha percebido mal, o que é completamente legitimo), mas já ganharam o festival de Corrois. Bem, mas pessoal de Coimbra a perguntar como é que se vai para a Conchada ????. Ok, também não interessa nada, a verdade é que fiquei a conhecer os The Cynicals e a sua versão de “Happy Together” dos The Turtles, música que qualquer um irá conhecer, à parte do final ao estilo cigano que eles acrescentaram. A banda é composta por: na voz (João Macias), duas guitarras (José Rebola, Luís Duarte), teclas (Filipe Melo), baixo (Pedro Pita), coros e pandeireta (Joana Rebola) e bateria (Ricardo Cardoso). O site Myspace deles, é de enorme qualidade e a fugir à vacuidade que caracteriza muitas das páginas Myspace.

http://www.thecynicals.com.sapo.pt/, http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=71653003
Nota: Os The Cynicals efectivamente ficaram em segundo no termómetro, alias não tem lógica nenhuma 4 segundos lugares, tendo em conta que as bandas não participam (penso eu) mais do que uma vez, mas conversas em dias de cortejo (ainda por cima depois), dão sempre azo a algumas confusões. O texto só não irá ser alterado, para manter o espírito com que foi escrito e para manter a coerência nas gaffes e confusões, de modo a deixar um pouco da minha personalidade nos textos.

quinta-feira, maio 03, 2007

O meu cão gosta de merda, mas eu, o que eu gosto mesmo, é de sujo.

Há estilos musicais, que quando eu os ouço, que quando vejo, os clips, e as festas via you tube, eu só penso, este movimento tem mesmop a ver comigo. Dignos representantes; há-os: Uffie, Justice, Sebastian, Goose, etc… todas esta onda francófona, que reapareceu, e que teve provavelmente como disco da juventude, o Homework dos Daft Punk, eu tal como eles, também durante a minha juventude tive o disco nas minhas mãos. Entre estes há os mais semelhantes, há os mais diferentes, mas todos provavelmente beberam algo de Homework. Outro ponto em comum será à excepção dos representantes da onda não franceses (como Goose), o facto de pertencerem á Ed Banger records. É sempre bom quando a reciclagem dos sons que existe, ao longo do tempo que nos fazem dançar, saltar, sorrir, com mais entusiasmo.


Uffie – Ready to uff

Esta pertencerá ao lado da onda, com sons mais hip-hop, a agressividade e o debitar das palavras sexualmente transmissíveis, me faria lembrar Peaches se esta fosse neste momento uma adolescente, e se gostasse de hip-hop e já agora se fosse mais feminina. Tem uma canção que se chama Hot Chick (Yes I'm a like, Hot chick that you can't even touch, I like this cold ass bitches, I ain't ready to suck), e é isso mesmo que ela é, e ela sabe-o, a sensualidade é imanada, pela beleza física, pela voz, pela atitude provocante, pela voz provocante, pela atitude em palco, pela confiança que transparece, pelo ar cool, enfim……
Nasceu em 87 em Miami, andou atrás da família por esse mundo fora, e aos 15 chegou a paris. Em Paris, Uffie decide organizar uma festa, em que contratou Dj Feadz, deram-se bem (neste momento são namorados) e decidiram 2 anos depois começar a fazer musica juntos. Em 2006, estreasse com o Ep “Pop the Glock” na editora de electrónica Ed Banger Records, depois de ter lançado uma promo na loja on line Arcade Mode. Depois ainda em 2006, volta a lançar o Ep “Hot Chick/In Charge”. Os temas são produzidos por Mr. Oizio (lembram o do reclame da Levis) e Dj Feadz. A música é uma mistura entre hip hop e uma electrónica suja e agressiva, mesmo ao jeito da onda francesa.
Em relação a “Ready to Uff” é mais um retrato do que esta menina é, provocante, sexual, aliás estes excertos dos refrões dizem tudo: Iiii iiiii i i i im ready to fuck, Im ready ready im ready to, Fuck fuck fuck fuck, Im ready ready im ready to fuck fuck fuck. E o segundo: Tryin tryin tryin tryin to make a pimp proud, Now hoes got, Dreams as well trying to make a pimp proud,Trying tryin tryin, Tryin to make a pimp proud, Hoes make a pimp make a pimp hoes, Make a pimp proud. Nem a mais dedicada das prostitutas provavelmente tentaria encher de orgulho o seu chulo; acho que está tudo dito…

www.myspace.com/uffie


Justice - Waters Of Nazareth (Erol Alkan remix)
Franz Ferdinand - The Fallen (Justice remix)

Já na onda mais electrónica, mais dançante, mais suja, mais potente, mais distorcida da coisa, temos Justice. Com Justice o verbo dançar, irá usar-se principalmente num imperativo.
Justice é um duo francês composto por Gaspard Auge e Xavier de Rosnay, tem como manager Pedro Winter (“Busy P”), que também manager dos Daft Punk. Eles são os rapazinhos da cruz tipo Cristo, iluminada.
Ficaram famosos, com “We are Your Friends”, que foi lançado numa compilação da Gigalo Records de Dj Hell. Em 2005 edita o seu primeiro single “Water of Nazareth” pela Ed Banger Records. De seguida é lançado “Waters of Nazareth (part 2)”, em que os seus temas são remisturados. Também justice é conhecido pelas suas remisturas, remisturas essa que já forma feitas para personalidades como Britney Spears, Franz Ferdinand, Mr Oizio, Daft Punk, etc. O ultimo Ep lançado Foi D.A.N.C.E. em 2007.
O primeiro álbum é esperado em 11 de Junho e terá o título "†"
As músicas escolhidas são a remistura de Franz Ferdinand (a remistura é tão boa que até é difícil reconhecer que é “Franz Ferdinand”), e a remistura de Erol Alkan para “Waters of Nazareth” que está incluído em “Waters of Nazareth”.

www.myspace.com/etjusticepourtous

quarta-feira, maio 02, 2007

Se tivesse visto os Strokes ja era rocker

Plasticines – loser
Plasticines – (Zazie Fait De La) Bicyclette

Há semelhança, de muitas bandas de rock que andam aí a aparecer, a história é sempre a mesma, eram um conjunto de amigos/as, ou senão ainda não eram amigos, mas estiveram todos no mesmo sitio, ou seja num qualquer concerto dos Strokes lá nas terrinhas deles, gostaram daquilo, daquela coisa do rock, daquela coisa, de ser algo rebelde, daquele estilo de vestirem-se négligé feito a olhar para o espelho e milimetricamente alinhado, cabelo idem e all stars nos pés. Foram para casa vestiram-se iguais a eles (salvo seja), desceram a uma garagem, começaram a tocar e formou-se uma banda, ou seja o mesmo bla bla bla de sempre. Foi assim com os artic monckys, é assim com as francesas Plasticines (a divulgação na net também). È claro que a partir daqui as diferenças são algumas, as plasticine por exemplo vêm de uma classe média/alta, mas isso não interessa muito, em termos de som, é mais punk (os temas são ainda mais curtos que os dos artic monkeys) com mais ruído, mais sujo, cantam em francês e inglês e acima de tudo a são raparigas mais ou menos jeitosas (umas bem mais do que menos) com aquele ar todo cool de rockers, uhh uhh.
Em suma o som não é de novo, não é nada de especial, mas ouve-se bem, são um relativo sucesso em França (já lançaram álbum e tudo) e além disso são umas raparigas mais ou menos jeitosas (umas bem mais do que menos).
Uma das músicas que fica mais no ouvido é “loser”, já (Zazie Fait De La) Bicyclette, é uma música em tom calmo e em tom muito alegre, muito adolescente e divertido.
Este quarteto feminino adolescente e parisiense é composto por Katty, voz e guitarra; Marine, guitarra, Louise (para mim é a que mais se destaca, pelos vídeos que vi de concertos ao vivo, e também pela entrevista e algumas fotos, é para mim o elemento mais cool da banda; se calhar é por ser baixista, não sei…), baixo; Caroline, bateria, estão aí para tentar alegrar os nossos ouvidos, e com certeza para nos alegrar a vista.

http://www.myspace.com/plastiscine

terça-feira, maio 01, 2007

A idade da inocencia ??????

The Teenagers – Homecoming

Para quem gosta de ouvir os programas de Miguel Quintão na rádio, esta música não será novidade. Esta música, são duas pessoas a contarem-nos uma história; história essa que é o relacionamento entre eles, e as diferentes perspectivas que eles têm da coisa. A típica rapariguinha apaixonada, que facilmente cai “na história do bandido”; e pronto já todos conhecem a história, e o rapaz com aquela atitude: “i could only notice she was more than fuckable”. E assim cantam: “i fucked my american cunt, i loved my english romance” que sintetiza os verdadeiros sentimentos de cada um com o emprego de “fuck” num caso e “love” no outro. Este trio francês fascinado com a adolescência e com a Scarlett Johansson (têm uma musica chamada “Starlett Johansson”;e na verdade quem é que os pode censurar??). A banda foi concebida durante o Natal de 2005 quando decidiram fazer uma página falsa no Myspace, para uma banda ficcional, postaram letras, em resposta às mensagens que eram colocadas pelos visitantes na página, a primeira mensagem foi de uma Nicole, e assim nasceu o tema “Fuck Nicole”, as letras transformaram-se em músicas e a página ganhou algum sucesso. Em 2006 assinaram com a editora Merok, editora dos Klaxons.
www.myspace.com/theteenagers


Au Revoir Simone – Fallen Snow (The teenagers remix)
Lo Fi Fnk – City (The teenagers remix)

Para alêm da página Myspace “normal”, os Teenagers também lançaram, uma página dedicada às remixs que fizeram, depois do Rock/pop/qq. coisa bem alegre e dançante e com algum humor que nos dão enquanto “banda”, enquanto remisturadores dão-nos musica electrónica, que também nos fazem abanar as ancas.
As que eu mais gostei de ouvir, foram as do trio feminino Au Revoir Simone, e do duo sueco Lo Fi Fnk

www.myspace.com/theteenagersremix