terça-feira, dezembro 29, 2009

Novo ano, nova perspectiva?

Gui Boratto – Acróstico

Uma das razões pelas quais eu gosto de cds é que mal acordo tenho oportunidade de olhar para a estante e dizer, Epá! Já não ouço este a algum tempo. E depois quando um gajo torna a ouvir algo, muitas vezes tende a ouvir de outra forma, ou então procura repara em outros pormenores das músicas, ou e então é só mais uma audição sonora, mas esses são os dias em que estamos menos poéticos (e podem ser muitos). Hoje apeteceu-me ouvir o Chromophobia enquanto conduzia, e a música “Acróstico” pareceu-me muito mais bonita, com um sentido estético meticuloso, melodiosa e cheia de pormenores. Ouvia-a depois 2 ou 3 vezes seguidas. Foi a minha canção do dia, e também é a música que enfeita este vídeo que encontrei no youtube:




http://www.guiboratto.com.br/ , www.myspace.com/guiboratto

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Ainda a propósito de Noiserv...

Noiserv at avenida

Este vídeo merece destaque não só porque foram três colegas meus que o fizeram com Noiserv, mas também porque na verdade está muito bom. Passa-se no centro comercial avenida, um centro comercial obsoleto, que já foi um ex libris da cidade de Coimbra. Se fosse eu que mandasse, sinceramente, transformava aquilo num centro comercial de nichos e fetishistas, metia lá lojas de música, livros, depois metia lá o cinema independente e a pornografia, uma biblioteca, sex-shops, lojas de mezinhas e coisas do género, tal como nas ruelas na baixa promovia o investimento de pequenos bares, e transformava aquilo numa das ruas de bares da cidade. Ok, fazia muitas coisas e muitas delas são impossíveis, o que me transforma em só mais um…





Feliz e Santo Natal

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Um natal com sentimento...

Darko Fitzgerald – Empire

Darko Fitzgerald – Birth

Darko Fitzgerald – Stone


Passei hoje o dia quase todo a ouvir Darko Fitzgerald. Conheci somente hoje este artista francês quando navegava em “myspaces” alheios. O meu primeiro encantamento foi “Empire”,(creio que enquanto lavava os dentes na casa de banho). Um banho de cool, com um orgão manuseado como se de Jazz se tratasse, enquanto eu bebo um whisky num bar sombrio, em que as mesas são redondinhas, e as luzes dão um tom avermelhado, e está um afro-americano no palco, velho e de óculos escuros (e já que estamos numa de americana, este foi um momento “delusion”). Depois uma também há a voz rouca e negra; que bem que esta música teria caído na banda sonora de “Eternal Sunshine of the Spotless Mind” uma das minhas tramas sonoras preferidas (e já que entrámos no brasileiro, é isso aí cara!).

Depois passado algum tempo, os meus ouvidos fixaram-se me “Birth”, e não mais o quiseram largar, é uma música muito bonita, agradável, melódica, e com sequências de orgão que entram nos ouvidos com uma subtileza incrível.

Para fechar, despertei para “Stone”. Como não gostar de uma música em que uma pessoa declara amargamente que tem um coração de pedra?

Tive então que parar de ouvir as músicas com a atenção que lhes era devida, e passei só a deixar o som circundar pelo quarto; senão onde iria isto parar?

Sobre este trio, não consegui encontrar muito na net, seria mais fácil se fosse um barra em francês. De qualquer modo são: Darko Fitzgerald nas vocalizações, guitarra, e etc... (e acreditem que é um grande etc...); Toys no baixo e no maravilhoso órgão analógico e Math “RadioSofa” na bateria. Eles descrevem o seu som no myspace como “Megadeth on Prozac”, e a creditem que é em sobredosagem. Quanto a discos penso que o único que saiu, e penso que terá sido este ano e em Dezembro pela Place Blanche, é o Ep “Birth”.

De seguida colocarei uns vídeos que vi no Youtube, mas em versão duo.

Vale a pena conhecer a música de Darko Fitzgeral, porque...











...Há sentimento na música de Darko Fitzgerald...

http://www.myspace.com/darkosavesmylife

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Os horrores do ano

The Horrors - Sea Within a Sea The Horrors – Who Can Say


“Primary Colours” é até ao dia de hoje o cd que mais gostei de ouvir e reouvir (e acreditem que foram e são muitas vezes) este ano. Andei distraído e só por alturas de Paredes de Coura é que os fiquei conhecer. Na altura um colega meu disse que este cd era melhor cd de pós-punk desde “Turn On The Bright Lights” dos Interpol. Não tenho conhecimento tão vasto de música para poder confirmar ou não tal informação, mas depois de ouvir este cd acredito que assim possa ser. Se entendermos um cd como uma história, esta está muito bem contada. Uma boa introdução, depois uma grande homogeneidade e coerência ao longo de todo o cd e um final reverencial. Em relação ao primeiro cd dos The Horrors, este é muito mais coeso e entra efectivamente no espectro do pós-punk sendo muito mais negro, vindo das profundezas do ser, depois há uma utilização dos sintetizadores minimal, deliciosamente pormenorizada e atempada, e depois guitarras bem distorcidas aumentando a densidade que já de si é grande devido às letras. Das músicas poderia destacá-las quase todas mas vou optar por destacar o popular “Who Can Say”, afinal quem é que não adora acompanhar Faris Badwan na poética “And when I told her I didn't love her anymore,/She cried./And when I told her, her kisses were not like before,/She cried./And when I told her another girl had caught my eye,/She cried./And I kissed her, with a kiss that could only mean goodbye.”, sem dúvida um momento altissimo desta história. Depois também destaco “Sea Within A Sea” música com que fecharam o concerto de Paredes de Coura, e que para mim foi o melhor momento do concerto, só me apetecia fechar os olhos durante esses 8 minutos. Em relação ao concerto que versou quase todo sobre este ultimo álbum (penso que só houve uma música do primeiro), não me deixou maluco, e na minha óptica por 3 razões, ainda não estava familiarizado com a banda e as músicas; estava muito perto do palco e talvez por isso não tenha sentido a harmonia dos sintetizadores (elemento na minha óptica importantíssimo na música dos The Horrors; e também a facto de o público estar ao moche durante o concerto, sendo que como disse em cima acho que a música dos The Horrors ouvir-se-ia melhor deitado na relva e de olhos fechados, mas isso é a minha opinião.
The Horrors são Faris Badwan (vocalista, e não é que às vezes parece que estamos a ouvir Ian Curtis...), Tomethy Furse (baixista), Joshua Von Grimm (guitarrista), Coffin Joe (baterista) e Spider Webb (teclas), formaram-se em 2005 e rapidamente ganharam notoriedade. Em 2007 saiu o primeiro álbum “Strange House” (uma álbum difícil, não recomendado a qualquer ouvido), em 2009 já pela XL records a banda transfigura-se sonoramente e lança o aclamado “Primary Colours”, cujo o primeiro single foi “Sea Within a Sea” depois foi também lançado o single “Who Can Say”. Este álbum foi nomeado para os Mercury Prize.
De seguida um bocado de Paredes de Coura (também com uma das músicas que não pertencem a este último albúm) e depois as músicas aqui destacadas:














www.myspace.com/thehorrors , http://thehorrors.co.uk