segunda-feira, dezembro 29, 2008

O centésimo parto foi difícil e foi longo, mas já foi…


The Proxy - Raven

Começa com sons estridentes, assassinos, sombrios, daquele sons que me faz vir à cabeça imagens de uma faca a cortar algo º(certamente produto dos poucos filmes de horror vi e que tenho terror a ver, mas os sons ficam sempre). Depois, vem a batida, mais minimal do que electro. De seguida, entram em acção os graves, repetidos até à exaustão, e a experenciarem variações em termos de distorção e ressonância que chegam até agudos, capazes de arrebentar com um vidro, ou até com os meus tímpanos. A potência dos sons vai aumentando, até que a música acaba num fade out prolongado. Intercalando estes sons aparecem os viciantes heys, que são uma espécie de incentivo para o aumento de potencia dos outros sons, que é uma espécie de incentivo para que nós dancemos mais, e que facilitam que os sons se apoderem na nossa cabeça e nos levem à loucura. Bem é a minha descrição para esta música.
Raven dos The Proxy, é uma daquelas músicas que está em grande e que provavelmente alguns de vós já a devem ter ouvido. Acho mesmo que uma pessoa que se mete a ouvir o set de um Dj qualquer ou mesmo um não qualquer, já deve ter ouvido esta música. Eu pelo menos tento me fartar de ouvir Djs quaisquer ou não quaisquer e tenho a ideia familiar de ter ouvido esta música um montão e vezes. E o provável é que já tenha ouvido a música um montão de vezes. Mas só agora a comecei a identificar. Tu és a Raven, e os teus pais são os The Proxy.
The Proxy, chama-se Zhenya, tem 24 anos, e poderíamos dizer que é surpreendentemente, tendo em conta a sonoridade, russo, mais propriamente de Moscovo. Será o que se chama, um produto da globalização musical, que muito deve à Internet. Facto comprovado, ao lermos as respostas de The Proxy, em entrevista a um blog, respondendo em relação à pergunta, “como é a cena moscovita na actualidade?”, que não faz a mínima, e umas respostas mais à frente avança com um esclarecedor: “ I think if it wasn’t for the Internet, there wouldn’t have been Proxy.”. Começou a produzir musica em 2000, mas só a 19 de Setembro de 2006, Tiga o dono da Turbo Recordings, a editora que neste momento lança os trabalhos de The Proxy, ouve o trabalho do rapaz. O também canadiano Thomas Von Party, descobre The Proxy via myspace, via a música “Destroy”, depois, foi um instante até chegar a Tiga, e depois os contactos entre The Proxy e Tiga são encetados via net.
Já após a edição de alguns Eps, em 2008, saiu o Ep “Raven”, e pensa-se que The Proxy, já está a trabalhar na construção do seu primeiro álbum.

www.myspace.com/useproxy

quarta-feira, dezembro 10, 2008

E comecei num domingo... o problema, é que não foi no que agora passou

Yacht – See a Penny (Pick It Up)
Yacht – Summer Song


Yacht. Este é o nome de uma banda, que muita gente não conhece, mas que muita gente vai conhecendo.
Coimbra, não é uma cidade que tenha muitos concertos, e muito menos de bandas que consigam atrair multidões, às vezes, lã vem uma ou outra. Mas mesmo esta condição de cidade subalterna, em relação à condição de não ter massas quer de pessoas quer de dinheiro, tem algumas vantagens. Se calhar, se tivesse em Lisboa, ou no Porto, talvez não tivesse ido ver os Yacht, aliás, até podia, mas reconheçamos, deveria haver também alternativas muito boas, e a probabilidade de os ver, não era tão grande, embora não fosse nula, até porque, tudo o que vem cá, seja conhecido, ou desconhecido, até pelas limitações acima referidas, vem com um certo critério. E então é assim que se passa em Coimbra. Amigos meus, muito mais informados do que eu, e muito mais relacionados, com o que se passa na cidade, dizem-me que banda x ou y, vai estar na cidade no dia tal. Um gajo chega a casa, saca (porque um gajo não conhece tanto como o pessoal relacionado, e informado, porque senão, um gajo pertencia a esses subgrupos), e ouve, e decide-se a ir ver o concerto. Manda sms, e ninguém está disposto a sair a um Domingo à noite. Não há problema, o cd sacado, convenceu-me o suficiente, para ir ao concerto na mesma. Chega-se à via, às 1 e 15 minutos, hora a que o concerto, já devia ir com 15 minutos, mas felizmente, ia somente com -20 minutos. Na Via, estariam umas 40 e tal pessoas. Olha-se para a mesa dos souvenirs, e fala-se com o rapaz, que está sentado no chão, ao pé da mesa. “2 Pins, is 1 euro, right?” “Yeah”, “Alright”. Vou ao bolso, e saco de 2 euros, e pergunto “Do you have change?”. O rapaz, tira o dinheiro da carteira, e também só tinha moedas de 2 euros, e simpaticamente diz, “You can have it for free”. E eu satisfeito, aceito, até porque se ele tivesse demorado na oferta mais uns 3 segundos, eu tinha sacado da minha nota de 5. Encosto-me na parede à espera, e passado uns 10 minutos, lá está o simpático rapaz, e uma rapariga com um estilo e uma descontracção desconcertante, atrás da mesa de DJ, ambos munidos das bebidas que foram buscar ao bar. Hoje em dia, o mais importante, num concerto, para ser sincero, já nem acho que seja a música. É claro, que eu não consigo, (mas se calhar até consigo) estar num espectáculo em que não goste minimamente da música. Com os Yacht não havia esse problema, eu não amava a música, mas tinha-me caído no goto, no entanto os outros factores, foram claramente superados. Hoje em dia o espectáculo é muito importante (já o mesmo se tinha passado com as Coco Rosie, cujo a música eu gosto menos do que a dos Yacht, mas que dão um espectáculo agradável), e este duo, sabe dar um espectáculo, o que até é fácil quando se tem uma loucura intrínseca bastante saudável. Eu, aliás, durante o concerto, já estava a tentar encontra uma palavra que no final conseguisse resumir o concerto, e a palavra que desde o primeiro som até ao último me invadiu a cabeça, foi a palavra pitoresco. Era fácil de adivinhar, que este era um concerto com capacidade de surpreender, afinal este duo, é editado pela DFA Records, e se há uma coisa a que esta editora nos habituou, é a não promover música de estilo muito marcado, e muito homogéneo. Os elementos nas músicas dos Yacht, são tão ricos e tão diversos, os estilos, são tão diversos, que um resumo do tipo é uma banda de música electrónica, é demasiado resumido. Acho que se poderia definir como uma banda de electrónica com muitos afins. Afinal até uma música a roçar o Heavy Metal, eles têm. O concerto, era anunciado como o de apresentação do “Summer Song Ep”, mas o tempo era tão de Inverno, que eles preferiram e bem focalizar-se no cd “I believe in you. Your Magic is real”, no entanto a fantástica “Summer Song” não faltou, para nos aquecer a alma. A primeira coisa que a vocalista disse foi exactamente que estava cold. Ao que uma rapariga com ar de inglesa, gritou que estava hot, ao que a vocalista contrapôs que estava cold, e a rapariga foi para o vice-versa. Vamos ser factuais. Para uma rapariga gira de Portland, estava obviamente frio, já para uma rapariga inglesa, os 4 a5 ºC, eram obviamente calor, ou melhor ameno, ou se calhar, se eu me deixar de ser um estúpido irónico como um raio, ela estava simplesmente à espera de um grande concerto.
Primeira surpresa, para mim. Não havia, digamos, um Dj. Eles controlavam o início e o fim da música, e de vez em quando, lá mexiam no computador, mas em principio já estava tudo programado, sendo que eles comportavam-se como 2 MCs. Segunda surpresa, os gajos eram uns malucos do caraças, metem-se em cima da zona do palanque onde está a mesa de mistura e definem a sua zona de acção, a zona da mesa, e um espaço num raio de 2 metros, que está exactamente 2 metros abaixo em termos de altura em relação à zona da mesa de mistura. O rapaz, mete-se a balouçar o micro, como se fosse umas hélices de helicóptero mas na vertical, numa atitude muito rock and roll, a rapariga deita-se em cima da zona da mesa de pernas para o ar, a dançar e a fazer movimentos tipo bicicleta, numa atitude muito sensual. O rapaz salta cá para baixo, e mesmo à frente do público, dança e canta desenfreadamente, sempre na sua atitude rock and roll. Na segunda musica o papel inverte-se e é a rapariga que passa cá para baixo e canta e dança desenfreadamente numa atitude muito rock and roll (e eu que pensava que estava num concerto de música electrónica!). Como me dizia uma vez um colega, nas raparigas do rock, o que mais conta é atitude, e esta, tinha tanta atitude como o rapaz. Eram uns verdadeiros malucos (O rapaz inclusive dançou lá a sua adaptação da Marcarena).
Por volta do final da segunda música, o som acaba, e o pessoal começa a aplaudir, eles mandam-nos calar, de repente vê-se uma espécie de raio preto em fundo vermelho no ecrã (acho que era isto), e o som de um vidro a estilhaçar, isto, podiam ser eles a dizer que já tinham partido a louça toda. Este era o indicativo que usavam quando a música acabava, e era a permissão deles, para que nós aplaudíssemos. Ou seja temos aqui a 3ª surpresa, todas as música, tinham um som final que nos dizia, “já partimos esta merda toda”.
De seguida metem-se os 2 de pé na zona da mesa de mistura. Apresentam-se, no ecrã, aparece o mapa do mundo, primeiro a preto e branco, depois, em imagem tipo satélite. Apontam onde estão, Coimbra, apontam onde vieram, dizem que o Canadá é em cima, o México em baixo, mostram que Portland é perto de Washington, mostram o prédio onde moram, e passam muito rapidamente a morada deles, dizendo que quem quisesse que aproveitasse para registar com a maquina fotográfica. Tiveram azar, o meu telemóvel tinha acabado de registar imagens e nesse preciso momento estava a recolher ao bolso.








Retomam o concerto, na 3ª música, mais um número de surpresa. O Vocalista como que possuído, dança e de repente tira os sapatos e faz como que um reza e ajoelha-se perante os todos poderosos sapatos. Quarta música, pede para que nos aproximemos dele. Sinto agora que escrevo, que se o concerto não tivesse sido a um domingo, e se tivesse adquirido a loucura que potencialmente tinha, poderíamos ter acabado o concerto a dançar ao lado deste pessoal, enquanto eles cantavam. Afinal a electrónica já se estava a apoderar de todos os corpos. Entre a canção x e a y, já não ligava muito a ordens, e acho que mesmo as que vos relato em cima estão a descurar de precisão, a rapariga diz no micro se alguém quer o seu Whisky, e perante o silencio, coloca-o em cima do palanque, para que alguém se quisesse que o fosse buscar. Enquanto bebia o meu, fiquei a pensar que podia ter poupado algum dinheiro, e registei o bom gosto e a simpatia. A verdade é que não prestei propriamente atenção a ver se alguém durante o concerto o foi lá buscar, afinal, o concerto estava muito bom.
Durante este relato, dei o realce, mas não objectivei, o bom humor deles. Mas objectivo agora, ambos têm imensa piada, e durante o concerto, era impossível, um gajo não esboçar um sorriso, ou com as imagens que passavam atrás deles, ou com as coreografias, quer humorísticas, quer de dança mais séria e maluca, ou claro está, com o que eles diziam. O concerto, foi se desenrolando, cada vez com mais ritmo com mais cadencia, e sempre com dialogo entre eles e o publico. Na música que eles disseram que era a ultima, disseram que tinha estado no Porto e em Lisboa, mas que em Coimbra, é que era, e que era Domingo, e que estava frio e que estava a chover. Ou seja a conversa de sempre, que nos nunca saberemos se será verdade, e em que à partida dizemos, “ok! é conversa”, mas gostávamos que fosse verdade (quer dizer a parte do domingo, da chuva, do frio, era comprovadamente verdadeiro). Nessa mesma ultima música, a solarenga “Summer Song”, eles disseram que tinham tocado num comando qualquer, e que o som tinha ido a baixo e que portanto tinham que repetir a música desde o início. Era daquelas tretas que podiam ter feito durante a noite inteira que eu não me importava. Acaba o som e o rapaz diz “It’s Over”,eu grito “Are You Sure?” (a excitação comigo, dá para a estupidez) e passado um minuto, o pessoal começa a gritar “Play Some More” o rapaz passa o som de “Women of World”, a rapariga que já estava na pista de dança a dançar, enquanto o rapaz já grita à Heavy Metal vai buscar o micro e também ela grita, as pessoas já estão fora de si, e abanam o pequeno António Freitas que têm dentro de si. O concerto acaba com as pessoas aos saltos e sedentas de mais. Afinal o concerto teve um pouco mais de uma hora, o que soube a muito pouco. Eles ripostam dizendo que vão passar uma música do seu i-tunes, e assim o fazem (eu destaco-a mais abaixo). Enquanto isso eles saem e vão lá fora, quem sabe, arrefecer. Quando voltam vão para os Souvenirs, olho vejo o pessoal a aglomerar, olho para as t-shirts com interesse, mas o meu gosto pelo concerto, faz-me pensar no cd, o cd que tinha sacado há poucos dias. Avanço, vejo o pessoa do Vinyl a pedir autógrafos nos vinis que vão comprar. Um gajo na fila pergunta-me o que vou comprar. Quando lhe digo cd, tenta-me convencer do vinyl. “Dura mais, etc…”, Não sei se é verdade, mas um vinyl só posso ouvir ao fim de semana, e fiquei com vontade de ouvir Yacht mais vezes. Pergunto se também assinam cds, respondem afirmativamente, o rapaz senta-se, começa a fazer desenhos, a escrever frases, a assinar, passa a rapariga que também assina e passa-me o cd. Agora é a minha vez de surpreender (pelo menos para quem conhece esta minha antipatia de pessoa), agradeço com um “thanks” a cada um e dou-lhes um “passou bem” a cada um. Não sei se é propriamente o tipo de cumprimento mais aconselhável como protocolo social no rock, mas que se foda a mim soube-me maravilhosamente bem “o passou bem” e ouvir um “your welcome”.
Os Yacht, são na realidade o Yacht, já que é somente Jona Bechtolt, que constitui o projecto. Esta é aliás só mais uma face deste músico e artista multimédia de Portland. Começou a tocar punk numa banda com o irmão mas a meio dos anos 90, virou-se para a electrónica. Junta-se a Khaela Maricich e forma os The Blow. Em 2003, Jona inicia o projecto Yacht, e até ao álbum aqui destacado, “I Believe In You. Your Magic Is Real” (2007) foram lançados outros 2 álbuns, “Super Warren MMIV” (2003) e “Mega” (2004). Em “I Believe In You. Your Magic Is Real”, há tal como em todos os outros álbuns colaborações, neste, em mais de metades das músicas, tem a colaboração de Claire L. Evans (a rapariga que actuou com ele em Coimbra). A primeira apresentação do álbum deu-se, como não poderia deixar de ser, a bordo dum Yacht. O último trabalho a sair cá para fora foi o Ep “Summer Song”, durante este ano, e pela primeira vez pela DFA Records e que penso também, que conta com a colaboração de Claire L. Evans, agora já como membro integrante da banda (e o penso deve-se exactamente a este ultimo aspecto, já que sobre a colaboração, não há dúvidas).











Um agradecimento a ambos pelos abraços e pelos beijos, (penso que é o que significa o XOXO) e já agora para acabar em rima, Yes We Can, but if I was an american I would vote for John McCain (não percebo como é que ninguém usou uma frase destas durante a campanha)



YUE festival @ zhong shan park OCT 5,2007





No. 3 YACHT - "See a Penny Pick it up"





Yacht - Live at Bud Light Lime Event







YACHT







YACHT "summer song"Live at MIDI FESTIVAL French Riviera







Yacht live in Tokyo






PS: Desculpas óbvias, pela extensão e excitação que o texto aparentemente demonstra. É que grande parte foi escrita às 4 da manha da noite do concerto










G-Spot Boyz – New Stanky Legg

Este foi o grupo e música que eles passaram. Eu que não sou grande fã de Hip-Hop, aproveitei inclusive, para ir mijar à casa de banho, mas acho que se os rapazes se deram ao trabalho de divulgar estes texanos, não me custa nada ajudar à minha forma. E se todos ajudarmos um bocadinho… E é certo que a minha ajuda é só mesmo um bocadinho.
O primeiro ponto a apontar, passe a redundância, é o nome dos rapazes, que faz logo deles, rapazes humildes. Outro seria que para este orelhudo “single”, eles abriram um concurso para pessoas criarem a dança para esta música, e os melhores, irão aparecer depois no Videoclip, se alguém achar que tem ginga…
Mais que isto, não sei, não encontrei. Mas pronto. Há uns rappers texanos chamados G-Spot Boyz (já vos falei, de como o nome revela humildade???).


http://www.myspace.com/themgspotboyz

quarta-feira, novembro 26, 2008

Kids, just like me

MGMT – Kids
MGMT – Kids (Soulwax remix)

Na última sexta, na Gare no Porto, os 2 Many Djs, apresentaram-nos um set portentoso. Um colega, referia-me admirado, a potência de som que a Gare permitia, também me referia, o quanto gostou da remistura de “Kids” dos MGMT. Ele com certeza, que já tinha ouvido a tal remistura, mas a verdade, é que no meio de uma actuação poderosa, em que a loucura nos invade, a música ganha outra dimensão. Para mim a remistura dos Soulwax, para Kids, nem foi um dos momentos da noite, mas há que reconhecer que esta, é uma daquelas músicas que quando ouvida com atenção ganha um novo esplendor, um novo significado. A canção original (que para mim, é bem superior á remistura dos Soulwax), não é novidade, para os ouvintes do “Bons Rapazes”, na antena 3, aliás, a música nos últimos meses, é quase que como identificativa do programa. Se não vejamos, entre as 20 e as 22 horas, durante a semana, procurem sintonizar aleatoriamente e constantemente a rádio, se durante essas 2 horas, derem com o “Kids” dos MGMT, quase de certeza, que estarão nos “Bons Rapazes”.
As actuações dos 2 Many Djs, em termos musicais têm muito mais a haver com os Soulwax (que há uns tempos atrás, eram uma das minhas grandes referências em termos de musica electrónica), do que propriamente com os 2 Many Djs em termos de músicas, ou pelo menos, foi o que aconteceu nesta actuação. È claro, que eles estão sempre prontos a dizer, “Hei, nós estamos aqui”, e fazem daquelas cenas inesperadas, como colocar heavy metal num concerto de música electrónica, ou seja, aquela capacidade de surpreender que é característica das músicas dos 2 Many Djs. No entanto, não houve mash ups, para ninguém, e sinceramente, por mim esteve tudo bem em relação a isso.
Quando se ouve os sons viciadores da música, quando se ouve a letra da música, e se nós eventualmente não soubéssemos o nome da música, penso que quase todos nós acharíamos o nome “Kids” como adequado. Assim é, aquele som que faz lembra uma birra, um lá lá lá, ou um ná ná ná, ou um sei lá… Aquele som que reporta para a felicidade; a própria voz, que dá um não sei quê de esperança; e toda a letra que reporta para sentimentos ingénuos infantis próprios das tenras idades.
Os MGMT, que antigamente eram conhecidos por The Management, e que segundo um colega meu, ainda é assim que hoje se pronuncia o seu nome, são de Brooklyn NY, e consistem em Benjamin Goldwasser e Andrew VanWyngarden, que ao conheceram-se em 2002, durante os tempos de Universidade e decidiram, começar a tocar juntos. No início começaram na Cantora Records (onde editaram o Ep “Time to Pretend”), uma editora, criada por estudantes de Nova Iorque, que eram fãs dos MGMT. Mas depressa veio o reconhecimento, e com ele, a Columbia Records.
O som destes, é um pop electrónico, com muito uso de sintetizadores, que o sitio da Allmusic.com, caracteriza e muito bem, como ficando a meio caminho entre os nova-iorquinos Suicide (a que já devo um post há uns largos meses) e os Flaming Lips.
O primeiro e único cd, saiu este ano e chama-se “Oracular Spectacular”. Caracterizado por sons alucinantes, psicotrópicos, em que aliam a electrónica, com instrumentos mais clássicos como a guitarra eléctrica, baixo, bateria, órgãos. Como não poderia deixar de ser, os sintetizadores estão bem presentes. Toda esta realidade, é transportada para os concertos ao vivo. “Kids”, além de estar presente em “Oracular Spectacular”, está também presente num dos Eps da banda, o já citado “Time to Pretend” (2005), que não sei até que ponto, não será mesmo superior ao álbum (e daí, o destaque aos dois).





MGMT - Kids Live @ Leeds & Reading High Quality






2 Many DJs - Soulwax - Live at Vanguard LA Part 1








Atentem principalmente ao sítio oficial dos Soulwax, para verem a originalidade e a loucura:

http://www.soulwax.com/ ,http://www.myspace.com/2manymashups, www.myspace.com/soulwax, www.whoismgmt.com/, www.myspace.com/mgmt

domingo, novembro 02, 2008

De tempo em tempo...

Megablast – Jubita (Stereotyp remix)


Fiz o download da musica Jupita de megablast, stereotyp remix, e identifiquei logo, a musica, como um daqueles sons que eu sempre adorei ouvir na caixa de ritmos. O tema que eu tirei, era do cd Fabric 25, numa selecção do rapaz de Detroit, Carl Craig. De seguida, fiz uma pequena pesquisa na net, e cheguei a uma dificulade, ultrapassável. Mas a música é Jupita ou é Jubita. Começo sinceramente que é os 2. No cd da Fabric está Jupita, mas em todo o outro lado é Jubita, e a música é a mesma. A música, é um original de Megablast, com voz de Marija de Silva, uma austríaca de muito boa voz, que deverá ser de origem brasileira, e que se eu soubesse austríaco, teria muito para dizer sobre ela, mas como não sei, o capitulo Marija de Silva, fica por aqui.
O original de megablast, é uma musica bem interessante, mas a remistura de stereotyp roça a perfeição, para além de empregar bem mais o estilo característica da nova musica electrónica austríaca, ou seja sente-se muito mais a mistura da musica electrónica, com a musica de 3º mundo, ou a também chamada de musica periférica.
Megablast começou no início dos anos 90, como DJ e produtor. No início inspirava-se por Reggea e Hip Hop, mas rapidamente se apaixonou pelo Aicd House, Electro, e Tribal. O seu nome é Sascha Weisz. Ele é mais conhecido, pela dupla, Makossa & Megablast, dupla já aqui destacada, e das actuações que eu mais quero ver ao vivo (aliás, em baixo vou meter os vídeos, que estão no myspace de Megablast, que foram realizados em festas em Portugal, aliás quer no mysapce de Megablast, quer de Makossa & Megablast, as referencias aacontecimentos no nosso país, são mais que muitas).
Já Stereotyp, é Stefan Morth, e também é um dos produtores/Djs mais conhecidos da Áustria.
Quer o cd “Fabric 25”, quer o cd “Jubita remixes”, são de 2005.
MAKOSSA & MEGABLAST feat. Cleydys Villalon and Sugar B @ Azurara Beach Party, Portugal 2007 e MAKOSSA & MEGABAST @ Top Fm Beachparty in Aveiro





http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=112253836,




quarta-feira, outubro 15, 2008

Um bocado mais de nós, lá fora...



The Pragmatic – Academy
The Pragmatic – Deathmatch


Outro dia, estava a ouvir o “Portugália”, e deparei-me com música electrónica, cujo som despertou a minha curiosidade “googliana”. Eram os The Pragmatic, banda cujo líder é o emigrante (ou, filho de emigrantes) André Anjos.
Os The pragmatic, são André Anjos (sintetizador), Karl F. Kling (sintetizadores e voz), Jonathan Goldstein (bateria), Liz Anjos (sintetizadores e voz) e Jeremiah Clark (sintetizadores).
Como, ao que parece, a maioria das bandas de St. Louis, os The Pragmatic, andam na esfera da música electrónica, com um electro pop, com muito uso de sintetizadores (e vai daí synth pop), que faz lembrar os Postal Service. Estão a trabalhar em singles digitais, que irão ser lançados no seu website. O primeiro foi “Circles”, e saiu há pouco tempo, sendo que este single, saiu acompanhado de 8 remisturas. Planeiam uma “tour” ao longo de todos os Estados Unidos, mas a estreia em Nova Iorque, já aconteceu no dia 21 de Outubro.
Para que se tenha um cheirinho:





http://www.thepragmatic.com/, http://www.myspace.com/thepragmatic



Ra Ra Riot - Manner to Act (RAC remix)
Teagan and Sara - Back in Your Head (RAC remix)

Mas o projecto, pelo qual André Allen Anjos, é realmente conhecido, é pelos RAC (Remix Artist Collective). Os RAC, são André (que nasceu e viveu no Porto e que cá tinha uma banda chamada Believe), Aaron Jasinski (Seattle, e que ganhou notoriedade ao ganhar diversos concursos (de remisturas direi eu) no site Acidplanet.com e Chris “Crookram” Angelovski (vive na Holanda), e ainda, segundo a Wikipedia, Andrew Maury (Nova Iorque).
André é o fundador e o mais prolífero de todos os “remisturadores”.
Os membros dos RAC, nunca se encontraram pessoalmente. O projecto fundado em 2007, começou uns anos antes após o contacto entre Anjos e Crookram. Anjo ficou impressionado com as músicas de Crookram ouvidas online. A admiração tornou-se mútua, e passaram a trocar remisturas feitas em casa, via e-mail. Crookram, deu dicas de gravação e ensinou Anjos a usar o software “remisturador”.
Num espaço de um ano os RAC remisturaram mais de 40 músicas, todas de nomes famosos, e todas com bastante sucesso.
Ao contrário da maioria das remisturas, as remisturas dos RAC procuram as emoções.
Aliás as palavras de Anjos, resumem os RAC: "Where most remixes are meant for a dance floor, the remixes that I do are more oriented towards a music lover, somebody that really enjoys a band and wants to hear the song in a different way, instead of just hearing a dance beat behind it," ; "That's what our goals are.".
No concurso de remisturas de “Nude” dos Radiohead, os RAC, ficaram, como não poderia deixar de ser, bem posicionados. Já quanto a material “editado”, a primeira remistura lançada foi de “Sleeping Lessons” dos The Shins, e que apareceu no lado B de “Australia”. Em Janeiro, foi lançado no Stereogum.com, um álbum de remisturas a comemorar o primeiro ano dos RAC, “Stereogum Presents RAC Vol. 1”. Também já foi lançado o, “RAC Sega Vs. Nintendo EP”.
Ainda a referir que o multifacetado André Anjos, ainda arranja tempo para ser o responsável, pela banda sonora (as partes originais, está claro) da série Entourage.
Quanto a destaques, adoraria destacar a remistura que fizeram para a minha música preferida das Au Revoir Simone, “Sad Song”. Mas é uma remistura que fica muito aquém do original (my opinion). Então, do “Stereogum Presents RAC Vol. 1”, decidi destacar a remistura que fazem para o tema “Manner to Act” dos Ra Ra Riot. Mas a melhor mesmo, é a que fizeram para “Back inYour Head” das Teagan and Sara, musica que essa, que chegou a ser a mais popular, no site The Hype Machine.


http://www.theremixcompany.co.uk/, http://hypem.com/search/rac/3/, http://stereogum.com/ , www.myspace.com/remixartistcollective

segunda-feira, setembro 29, 2008

E eles não param...

Radiohead

Quando fazia o meu próximo post, deparei-me com uma informação que a maioria das pessoas atentas ao fenómeno da música, já devem saber desde Abril. A minha desatenção, levou-me a só agora saber que os Radiohead, estão a realizar um concurso, em que permitem que bandas, djs, produtores ou simples fãs, dêem largas à imaginação e remisturem temas dos ditos Radiohead (e em especifico de “In Rainbows”), e posteriormente façam o upload dessas remisturas no link que forneço, para que depois sejam submetidos a votação.
O prémio é que os Radiohead simplesmente ouçam essas remisturas, ou seja uma pessoa que esteja bem cotada nas remisturas apenas vai enriquecer o seu espírito e o seu ânimo. O que já não é pouco!
Para se elaborar as remisturas os Radiohead fornecem via iTunes e via pagamento (preço de uma musica qualquer no iTunes, ou seja 0,99 cent), faixas com os instrumentos isolados (voz, guitarra, baixo, bateria, “efeitos de secção de cordas”).
A primeira votação foi para a música “Nude”. Essa votação já encerrou, tendo a remistura dos ingleses Spor sido a mais votada. As que eu mais gostei foi no entanto a remistura de Julian Berg (que não faço a mínima ideia de quem seja), e principalmente a hipnótica remistura de Yann Fripp (a meio lembrou-me sons a la Daft Punk).
Entretanto já abriu a votação para as remisturas da música “Reckoner”. Confesso que mal vi os 10 primeiros, disse logo que iria votar na do James Holden. Mas a primeira vez que a ouvi, não lhe achei grande piada. Depois inclinei-me para a do Diplo, de seguida para a de um espanhol desconhecido, Sebastien Project, e de seguida para os alemães Forced Movement. No entanto dei mais uma oportunidade à remistura do James Holden, e acabei por votar nela, “what is meant to be…”
De referir ainda que também já se realizou anteriormente uma votação para vídeos.

http://radioheadremix.com/, http://www.radioheadremix.com/nude/

sexta-feira, setembro 12, 2008

Eu estou bem na caminha, bem mais do que de manhã

Goose – Black Gloves
Goose – Everybody

Sempre que pesquisava na net, para ver onde é que era o concerto dos belgas Goose (banda de Kortrijk, e logo “não Antuérpia style”), nunca chegava lá. Batia sempre Echoe in the sky, Echoe under sky, Echoe qualquer coisa sky. Já após o festival, vi no youtube uma reportagem acerca da primeira edição do festival, e percebi então a razão de ser Ecoundersky. Era então um festival na Póvoa do Lanhoso, que pretendia aliar a musica, com o convívio com a natureza e com a ecologia (após saber isto ainda mais arrependido fico de ter deixado cair o meu fino). Na primeira edição, dividiram os 3 dias, por Breakbeat, Drum’n Bass, e Reggae (como é obvio, há-de nascer o festival que proclame o convívio com a natureza e que não tenha Reggae). Já nesta segunda edição trocaram o Breakbeat por uma noite de “Electro”. Ou seja tecnicamente quase tudo na mesma, mas na prática, tudo foi diferente. Isto tudo, porque para a Póvoa de Lanhoso, tinham-se vendido ao que parece, 20 bilhetes gerais, o que levou a organização a mudar o Festival para o edifício da alfandega do Porto, a baixar o preço dos bilhetes, e a não organizar (como é óbvio) actividades ao ar livre. Do Eco ficou o Reggae. O edifício da alfândega, como me disse uma colega, não era o melhor para o som, a probabilidade de se fazer um “Echoe” é muito grande, e se calhar por isso, o som não estava muito alto. A registar também, que este foi dos festivais que frequentei este ano, que tinha melhor segurança, e dos que tinham umas casas de banho mais asseadas.
Os Goose actuaram a seguir a Mr. Oizo, e antes dos Simian Mobile Disco (ou melhor do Simian Mobile Disco, já que só apareceu um). Estavam disposto em losango com o vocalista/teclista/guitarrista à frente. Começaram tal como no disco, a abrir com Black Gloves. Sempre num registo muito sóbrio, dentro do possível, visitaram todos os temas do disco penso que sem excepção, sem orquestrações a fugir muito da orbita do disco (o que é uma pena, tendo em conta os registo encontrados no youtube, em que inovaram, e com bons resultados). O vocalista manteve-se sempre no perímetro do órgão (talvez porque o palco também não era muito grande), dançando, cantado, sempre com uma pose cool e sem espalhafatos, a excepção terá sido durante “Everybody” em que avançou para o publico, e mesmo em cima de nós, estica o micro, para que “everybody” gritasse “everybody”.
Resumindo, um bom espectáculo, em que os Goose mantiveram-se fieis ao disco, com arranjos muito parecidos, sem grandes euforias, mas foi um concerto electrizante, em que se nos deixássemos levar pela musica, dançava-mos até um nível em que já não tínhamos controlo sobre nós próprios, e ficávamos bem suadinhos.
Agora depois da actuação no “Echoeunderceiling”, esperemos que possamos ver os Goose num festival maior, com maior número de pessoas, e em que a loucura possa subir aos níveis que os vídeos anexados em baixo demonstram:














www.myspace.com/goosemusic, www.goosemusic.com/

segunda-feira, agosto 18, 2008

Banda Sonora de Verão 2

Porque a seguir ao 1 vem um 2:



Radiohead – In Rainbows

Teria que ter obviamente, aquela que é até agora a melhor aquisição para o meu plantel de 2008. Deu muito jeito antes de adormecer (é tão bom ouvir coisas agradáveis antes de adormecer!) e a acompanhar a leitura.





The Besnard Lakes - The Besnard Lakes are the Dark Horse


Porque continua a adorar ouvir “Disaster” enquanto estou deitado a olhar para o mar.



Sonic Youth – Rather Ripped

Quando comprei o cd não o ouvi muito, apesar de o considerar muito bom. Pensei que as férias, seriam a altura ideal para deixar o cd triunfar à vontade na minha cabeça. Mas ainda não foi desta. No entanto, o único momento em que o ouvi, deu para que eu continue a dizer que é um cd muito bom.





Gui Boratto – Chromophobia

È dos cds que mais ouvi ao longo deste deu-me jeito em certos momentos.
“Mr. Decay” continua a ser a minha preferida, mas a música que combina mais com o Verão é “Beautiful Life”.
Já carecia de destaque aqui no blogue, no entanto nas férias já fui iniciando esse destaque, já que dei a conhecer este brasileiro a uma polaca, que levou um papelito com GUI BORATTO escrito.





Jeff Buckley – Grace

É uma obra-prima e logo…
Não foi um “Last Good Bye” e não, eu não vou “Forget Her” (a minha edição de “Grace” tem este fantástico bónus), porque haverá sempre “Grace”.





Magnetic Fields – 69 Love Songs Vol.2

Só levei o 2º volume, visto ser o que mais gosto, e esta maior inclinação, deve-se muito a “Papa Was a Rodeo”, uma canção perfeita e que está de corpo e alma integrada no conceptual álbum dos Magnetics e na minha cabeça.
Foi a canção perfeita para as viagens, em que um gajo mirava paisagens bucólicas e às vezes tristes, mas com muita alma.
E mais um ganho: 2 amigos meus ficaram fãs.

Primal Scream – Screamadelica

Depois daquele, que foi para mim, o melhor concerto a que assisti este verão (ou o 1º exequo com outro a que assisti, e que provavelmente também irei destacar), este cd não poderia faltar na minha mala de cds. Depois do concerto, só me apetecia cantar e espalhar a todos “My Light Shines On”, não o fiz porque já estou a aprender que há horas que são consideradas inoportunas.
Mas no resto do Verão, ninguém me parou, foi ver-me, do nada, a cantar do inicio da música até ao primeiro refrão repetidamente.
Tenho um cheque-disco para gastar, e não me parece que o último dos Primal me escape.


Primal Scream – Give Out But Don’t Give Up

Quis dar uma segunda oportunidade a este cd, e pensei que um tempito nas férias, dedicado só à arte de ouvir música iria me ver o cd com outros ouvidos, mas não, continuo a achar que o cd começa muito bem, com uma 4 ou 5 muito boas canções, mas que depois cai de uma forma quase abrupta. Poderia ter sido um fantástico Ep.




E já que esta acabou por se tornar a minha canção do Verão, e por sorte é até uma canção muito apropriada, já que é bastante solarenga; vou espalhar um pouco mais:


Primal Scream – Movin’on Up


I was blind, now I can see
You made a believer, out of me
I was blind,now I can see
You made a believer, out of me



Im movin on up now
Gettin out of the darkness
My light shines on
My light shines on
My light shines on



I was lost, now Im found
I believe in you, Ive got no bounds
I was lost, now Im found
I believe in you, I got no bounds



Im movin on up now
Gettin out of the darkness
My light shines on
My light shines on
My light shines on










Repeat chorus

Im getting outta darkness
My light shines on
Im getting outta darkness
My light shines on

domingo, agosto 03, 2008

Se calhar não têm o factor x, mas...

Entre férias, vai só um apontamento rápido para este video:

http://br.youtube.com/watch?v=LSzA1kmH58U&feature=related

Dá para perceber que é uma montagem; dá para perceber que é um video promocional ao album a sair e dá para confirmar aquilo que as músicas já traduziam, estes gajos têm muito, mas muito bom humor.

quinta-feira, julho 17, 2008

Mais um...

Ian Ludwing – Hoperatus Act One

O programa da Antena 3 em colaboração com a revista Dance Club, continua a apresentar-nos música electrónica feita em Portugal. Da última vez, destaquei “Muzzle” dos The Johnwaynes. Essa música, aliás a versão mix (acho que era esta), ficou gravada na minha cabeça. Esta versão é mais agressiva do que a maioria dos temas da banda, que cheiram mais a House. Daí, a música que aqui vos apresento hoje, e que conheci, no programa em cima referido, apela-me muito mais. Ian Ludwing é minimal, e a música que aqui vos relato, é totalmente hipnótica. Bem como eu gosto!
Sobre esta música o autor diz-nos no myspace que: “Esta música faz parte de um projecto que se divide em três actos. Assumo o racionalismo, não foi a música que surgiu, fui eu que a fiz surgir; talvez a minha vontade e poder sobre ela fique por aqui. A linha melódica é lenta (depende sempre da velocidade do observador!) como o é a vida real, as notas percorrem quilómetros umas às outras, onde passam o testemunho de se fazer chegar ao ouvido e dizer para que lado olhar. É sem dúvida uma música tendenciosa!”.
O jovem de Ofir lançou este ano pela SideFx Productions o ep (será provavelmente mais um 12 polegadas e não tanto um ep) “Birds Like To Dance”, onde se encontra este tema, e o também muito interessante “Dilbirds”.
Para quem gosta do género, o myspace vai-vos dar a conhecer músicas bastante agradáveis.


http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=292226498

sábado, julho 05, 2008

Dan Le Sac Vs Scroobius Pip ... Just a Band

Dan Le Sac Vs Scroobius Pip - Thou Shalt Always Kill

Ouvia Fat Boy Slim live at Coachella, e de repente, a minha atenção foi captada por um desfiar de frases como: “The Clash is just a band”; “The Cure is just a band”; “the next big thing is just a band”. Eu a pensar: “ya e???”. No entanto ficou cá na cabeça. O ritmo que o Fat Boy pôs na música, também era interessante. Ok! Vamos lá ver o que é que isto é. Passaram uns minutos e a conclusão chegou. Isto é Dan Le Sac Vs Scroobius Pip e navegam num mar de electrónica com sal de hip hop. A música caracteriza-se, como bons britânicos que são, pelo humor, e a musica que aqui vos destaco é um grande exemplo. Não são uma banda banal, mas também não são deslumbrantes. Mas este “Thou Shalt Always Kill” é um excelente cartão de visita, e ainda por cima dá para dançar, lembrando um bocado dos sons da Dfa Records mas à maneira inglesa (dá para perceber que a onda Grime ainda esta na mó de cima). Além disso é muito comum encontrar sons, para não dizer músicas inteiras, baseadas em outras músicas, como é o caso “Letter From God To Man” em relação a “Planet Telex” dos Radiohead.
“Thou Shalt Always Kill” è uma paranóica musica, que tem os mandamentos destes senhores caso estes fossem Deus.
Dan Le Sac Vs Scroobius Pip é uma colaboração entre Dan Le Sac (Dj e Produtor) e David Meads aka Scroobius Pip (MC), activa desde 2007, e vêm de Stanford-le-Hope (Inglaterra). Esta música que vos apresento, foi a que os tornou conhecidos. Participaram no Glastonbury em 2007, e no Coachella em 2008 (o live que ouvi do Fat Boy Slim era o deste ano e foi com esta musica que ele acabou a sua actuação).
Em relação a álbuns têm “No Commercial Breaks” (2006, edição limitada a 1000 cópias, e que contraria o que digo em cima em relação a estarem activos somente desde 2007) e o primeiro “verdadeiro álbum” Angles (de 2008 pela Sunday Best Recordings).
Deixo-vos aqui, a interessante letra:

Thou shalt not steal if there is direct victim.
Thou shalt not worship pop idols or follow lost prophets.
Thou shalt not take the names of Johnny Cash, Joe Strummer, Johnny Hartman, Desmond Decker, Jim Morrison, Jimi Hendrix or Syd Barret in vain.
Thou shalt not think that any male over the age of 30 that plays with a child that is not their own is a peadophile… Some people are just nice.
Thou shalt not read NME.
Thall shalt not stop liking a band just because they’ve become popular.
Thou shalt not question Stephen Fry.
Thou shalt not judge a book by it’s cover.
Thou shalt not judge Lethal Weapon by Danny Glover.
Thall shalt not buy Coca-Cola products.
Thou shalt not buy Nestle products.
Thou shalt not go into the woods with your boyfriend’s best friend, take drugs and cheat on him.
Thou shalt not fall in love so easily.
Thou shalt not use poetry, art or music to get into girls’ pants. Use it to get into their heads.
Thou shalt not watch Hollyokes.
Thou shalt not attend an open mic and leave before it’s done just because you’ve finished your shitty little poem or song you self-righteous prick.
Thou shalt not return to the same club or bar week in, week out just ’cause you once saw a girl there that you fancied but you’re never gonna fucking talk to.

Thou shalt not put musicians and recording artists on ridiculous pedestals no matter how great they are or were.
The Beatles… Were just a band.
Led Zepplin… Just a band.
The Beach Boys… Just a band.
The Sex Pistols… Just a band.
The Clash… Just a band.
Crass… Just a band.
Minor Threat… Just a band.
The Cure… Just a band.
The Smiths… Just a band.
Nirvana… Just a band.
The Pixies… Just a band.
Oasis… Just a band.
Radiohead… Just a band.
Bloc Party… Just a band. [ed.’s note: this is debatable]
The Arctic Monkeys… Just a band.
The Next Big Thing.. JUST A BAND.

Thou shalt give equal worth to tragedies that occur in non-english speaking countries as to those that occur in english speaking countries.
Thou shalt remember that guns, bitches and bling were never part of the four elements and never will be.
Thou shalt not make repetitive generic music,
thou shalt not make repetitive generic music,
thou shalt not make repetitive generic music,
thou shalt not make repetitive generic music.
Thou shalt not pimp my ride.
Thou shalt not scream if you wanna go faster.
Thou shalt not move to the sound of the wickedness.
Thou shalt not make some noise for Detroit.
When I say “Hey” thou shalt not say “Ho”.
When I say “Hip” thou shalt not say “Hop”.
When I say, he say, she say, we say, make some noise… kill me.
Thou shalt not quote me happy.
Thou shalt not shake it like a polaroid picture.
Thou shalt not wish you girlfriend was a freak like me.
Thou shalt spell the word “Pheonix” P-H-E-O-N-I-X not P-H-O-E-N-I-X, regardless of what the Oxford English Dictionary tells you.
Thou shalt not express your shock at the fact that Sharon got off with Bradley at the club last night by saying “Is it”.
Thou shalt think for yourselves.

And thou shalt always… Thou shalt always kill!

Já agora aproveitem para ver o videoclip no youtube e tentem seguir alguns destes mandamentos. Eu vou. Mas só alguns.

http://br.youtube.com/watch?v=yoN6XfyQsr4 , http://www.myspace.com/lesacvspip

sexta-feira, julho 04, 2008

Já ia um Whisky...

A Irlanda e a Escócia, são dois sítios que me fascinam de algum modo, e que portanto, tenho uma certa curiosidade em conhecer. As razões do meu fascínio são ridículas, podendo mesmo se considerar como não razões. Gostaria de ir à Irlanda e à Escócia beber um whisky, assim como gostaria de ir a Amesterdão fumar um charro; ir a Berlim e a Viana para sair à noite; e ir a Itália só para estar a olhar para as “molto bellas ragazzas”.
Ou seja sou um gajo de gostos simples mas ridículos, e com uma predilecção especial para “monotarefas”.
É claro, que há sempre a musica:


Lcd Soundsystem – All My Friends (Franz Ferdinand Version)

Esta música já merecia que eu a destacasse há algum tempo. Há muito que roda no meu “gira cds”. Mas a música que deveria destacar, seria a versão original dos Lcd, essa é que já gira há muito. Agora a versão dos Franz Ferdinand, só a ouvi há pouco, e para ser sincero, fica a milhas do original, podendo eu dizer, que para mim, ficou uma versão um bocado sem sabor, que não aquece nem arrefece. Mas então porquê do destaque? Primeiro, é a versão de uma música que gosto muito. Depois é a versão rock de uma música electrónica (apesar de a versão não ser propriamente uma “electrónica pura”). Normalmente acontece ao contrário, versão electrónica de uma música rock. Depois, porque embora não tenha gostado muito, em todo o caso, surpreendeu-me um pouco, e fez me pensar que se os Strokes fizessem uma versão da musica, provavelmente seria melhor que o original (o que não seria fácil). Aliás desafio-vos a ouvirem a musica dos Lcd, depois a versão dos Franz Ferdinand, e depois pensarem na energia das guitarras dos strokes, mais a voz rouca de Julian Casablanca aos berros a cantar “Where are your friends tonight” e vão perceber aonde quero chegar. É claro que ideal, ideal, seria os Strokes fazerem a versão. Fica à consideração dos mesmos…
A versão dos escoceses Franz Ferdinad aparece no cd single “All My Friends” relativo ao ultimo cd dos Lcd, “Sound of Silver”, sendo um cd single de 2007.
Where are my friends tonight?????

http://www.franzferdinand.co.uk/, www.myspace.com/franzferdinand, http://www.lcdsoundsystem.com/, www.myspace.com/lcdsoundsystem



Donnacha Costello – Mustard B

A época de estudo, deve ser aquela, em que ouço mais techno minimal, e logo é de adivinhar, que destaque algo de minimal durante esta época, e mais minimal que Donnacha Costello, não há. Quer dizer se calhar até há, mas se quiseres explicar a alguém o que é tecnho minimal, metes um cd do Donnacha e a pessoa fica mais ou menos a perceber a coisa.
É um dos produtores mais aclamados de Dublin, tendo começado a produzir em 89, mas só em 1996 apostou no minimal, tendo sido influenciado por um curso de musica, onde conheceu a musica de Steve Reich, John Cage e do recentemente falecido Karlheinz Stockhausen. Em 2000 ele funda a sua editora, a “Minimise”, onde lança Eps e capta a atenção da alemã “Label Force Inc.” É alias a partir do ano 2000 que Donnacha começa ser reconhecido. Em 2000 pela editora alemã lança o primeiro cd “Growing Up in Public”. Em 2001 já pela “Mile Plateux” sai o segundo álbum “Together Is The New Alone”(2001). Os últimos 3 albuns, “No Matter What I Do” (2005), “6×6:36” (2006) e “Colorseries” (2007), já são editados pela “Minimise”.
Este ultimo, não é mais do que uma compilação dos 10 Eps que saíram em 2004, que tinham cada um, o nome de uma cor, ou de algo que se costuma relacionar com uma cor, ou que é caracterizado por uma cor. Houve por exemplo: Blue, Green, Mustard, Grape, etc…
Estes eps ficaram registados como um marco na história do tecnho mimimal, tendo sido gravados em analógico e ao vivo.
Já ouvi na rádio que os eps individualmente, são mais fortes que “Colorseries” (a união nem sempre faz a força), mas para mim, este cd basta (até porque nunca ouvi os eps individualmente), estando a carga hipnótica em alta.
De todas as cores, a minha preferida é o “amarelo mostarda”, que representa bem o espírito do álbum, devendo ser mesmo a cor mais hipnótica de todas.
Já agora, ao visitarem o myspace, aproveitem e tirem de forma gratuita o mix que la se disponibiliza.


http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=54945796


quinta-feira, junho 26, 2008

Let's DANCE

The Foals – Hummer (SURKIN remix)

Os Foals são uma das “things” do momento. Musicas como “Hummer”, andam na boca de toda a gente. Já a alucinante e hipnótica remistura para esta música do francês Surkin, não é tão conhecida; mas também é por isso que eu ando aqui.
Surkin, é um puto francês de 20 anos, que vive no sul de França. Costumava estudar arte contemporânea, mas neste momento é produtor de música a tempo inteiro e designer gráfico ocasionalmente. Até 2003, era um aficionado do rap, mas começou a ganhar interesse pela música de dança. Isso fez com que tentasse conhecer a história da música de dança. “Miami Bass”, “Chicago ghetto-house” e “Baltimore music club” passaram a figurar nas suas influencias. Mais tarde também o Eurodance entrou para esse clube. Tem como editora a francesa, Institubes e já lançou vários 12 polegadas, como é o caso de “Next of Kin”, “Fireworks Refined”, “Radio Fireworks”, “Ghetto Obsession”. Também já lançou o mini álbum “Action Replay”. As remisturas, como em todo este tipo de artistas, são mais que muitas. Já lhe passaram pelas mãos temas de Justice, Boys Noize, Klaxons, Dj Mehdi, e claro está a musica “Hummer” dos The Foals.


segunda-feira, junho 23, 2008

Ainda estou vivinho da silva

Cassettes Won’t Listen – Cut Your Hair

Mais uma preciosidade a florescer no meio electorock/electropop. Cassestes won’t Listen, é o curioso nome do projecto, do multiinstrumentista nova iorquino Jason Drake. Tudo começou em 2004, quando ele compôs o seu primeiro single e mostrou-o aos amigos. Sem que nada o fizesse prever, o mp3, apareceu em blogs influentes, e os fãs começaram a aparecer. Em 2005, sai o primeiro ep “Nobody’s Moving”. Agora em 2008 sai o primeiro álbum “First-Time Machine”.
A música que eu destaco, está no myspace, mas não no álbum. Aliás não faço a mínima ideia onde estará mais, para além do sítio do myspace. Se não a encontrarem em mais nenhum lugar, ouçam-na e ela passará a estar na vossa cabeça. Bem na minha já estava há algum tempo, afinal trata-se da remistura de uma das minhas músicas preferidas, “Cut Your Hair” dos Pavement. Não está acima do original, mas é engraçado ver como fica a música vestida de electropop. Em todo o caso, vou deixar a imagem do novo álbum à falta de algo mais correspondente.
Já agora aproveitem e visitem o sítio oficial, já que dá para descarregar o “ One Alternative ep” de graça. Pode ser que esteja aí…

(latest addition: está realmente :), e é um ep do caraças )


http://www.myspace.com/cassetteswontlisten, http://www.cassetteswontlisten.com/


terça-feira, junho 10, 2008

Your Heart...

Death Cab for Cutie – I Will Possess Your Heart


How I wish you could see the potential, the potential of you and me
It's like a book elegantly bound, but in a language that you can't read - just yet
You gotta spend some time--love, you gotta spend some time with me
And I know that you'll find--love, I will possess your heart (x2)

There are days when outside your window, I see my reflection as I slowly pass
And I long for this mirrored perspective, when we'll be lovers, lovers at last
You gotta spend some time--love, you gotta spend some time with me
And I know that you'll find--love, I will possess your heart(x2)

I will possess your heart (x2)

You reject my advances and desperate pleas
I won't let you, let me down so easily, so easily

You gotta spend some time--love, you gotta spend some time with me
And I know that you'll find--love, I will possess your heart (x3)

I will possess your heart (x2)

Quem gosta da letra, tem que esperar exactamente 4 minutos e 35 segundos, para a começar a ouvir. È assim mesmo, o novo single dos Death Cab For Cutie, tem uma longa, poderosa e sinfónica introdução. Sempre que o single, passa na rádio, lá vêm as referencias, “ah, é longa a musica”, “é grande”, etc…”. Apesar destes comentários, a verdade, é que quem ouvir, a versão original, de 8 minutos e 25, e a radio edit, muito mais curta, prefere a versão original. O mesmo penso, que se passa com os senhores da rádio, já que passam sempre a versão maior, mesmo apesar dos comentários (pelo menos, nas rádios que eu ouço). Esta música, foi paixão ao primeiro som. Ouvi-a, saquei-a, e voltei a ouvi-la, e a ouvi-la, e ainda há uns minutos, a estava ouvir. Há quem relacione, o “You gotta spend some time love”, com a longa duração do tema. Se estivessem a interpelar-nos directamente, eu provavelmente responderia, que realmente, é preciso gastar algum tempo, para ouvir esta música (8 minutos e 25, fora as repetições), e que provavelmente, no final, a musica irá “possess our heart”.
Os Death Cab for Cutie, nasceram em Washington, em 1997. Inicialmente eram um projecto a solo de Bem Gibbard (actual vocalista e guitarrista). Gibbard, era um estudante de engenharia, que tinha uma banda, e em 1997, gravou sozinho, aquele que seria o primeiro registo dos DCFC, “You Can Play These Songs With Chords”. O álbum, teve um relativo reconhecimento, o que fez com que Gibbard, aumentasse a banda, juntando-lhe Nick Harmer (baixista), Nathan Good (baterista) e Chris Walla (guitarrista). Assinaram pela editora de Seattle, “Barsuk Records”, e por esta, lançaram em 98 “Something About Airplanes”, que tinha muitos temas regravados, do primeiro registo (que era em cassete) “You Can Play These Songs With Chords”. Entretanto Gibbard, continuava com os seus projectos paralelos, nomeadamente, os muito conhecidos Postal Service (com Jimmy Tamborello). Em 2000 sai “We Have The Facts And We’re Voting Yes”. Aqui, saiu Nathan Good, e no album seguinte “We Have The Facts”, já estava Michael Schorr. Em 2001, sai o terceiro longa duração, “The Photo Álbum”. Em 2003 “Transatlancticism”, já com outro baterista, Jason McGerr. Assinam, pela “Antlantic Records” e por esta lançam “Plans”, que chegou a numero 4 da tabela Billboard, e esteve nesta tabela, durante um ano. Este álbum, também foi nomeado para um Grammy. Neste presente ano, saiu “Narrow Stairs”, um álbum mais negro, mas que tem granjeado sucesso.

quinta-feira, maio 29, 2008

Perante os meus erros de julgamento, me penetencio

The Johnwaynes – Muzzle (glow in the dark mix)

Há uns meses atrás, quando uma colega minha fez anos, decidiu-se ir passar grande parte da noite no “Delight”. O irmão de um dos presentes ia lá actuar nessa noite. Ouvi, dancei um bocado, e disse ao irmão, que era um som que se ouvia mas que não gostava muito, disse-lhe que era demasiado “housy”. Hoje, ouço, e com muito gosto, a dupla de Aveiro, The Johnwaynes, e a sua musica mais conhecida, “Muzzle”. Para quem costuma ouvir, o programa da antena 3, “Antena 3 Dance Club”; penso que é este o nome do programa, com certeza, que já ouviu esta música. Eu sempre que ouvi o programa esta música passou. Provavelmente muitos de vós, nunca ouviram o programa, o que é natural tendo em conta o horário, das 2 às 3 da manha, que não é o mais convidativo, mas se alguns de vós, estiver acordado a essa hora, ouçam-no, já que é um (dos poucos) programa(s) que dá destaque à musica electrónica portuguesa. Este introdutório todo, para dizer, que o tal rapaz que eu ouvi nesse dia, e que me fez pensar que teria sido muito melhor ir para a “Via” ouvir Jeff Samuels, é um dos Johnwaynes, e a musica que aqui destaco, por acaso, até foi uma daquelas, que eu me lembro que passou. Este meu erro de julgamento, deixa-me chateado, mas eu mentalmente já me estou a tentar amenizar, pensando que se fosse a dupla a actuar, eu teria gostado mais, e que os The Johnwaynes, embora ainda house (mas muito deep), são mais agressivos do que o Jepe a solo (no entanto, acho ainda, que se fosse ouvir o Jeff Samuels me iria divertir mais). O que também pode ter acontecido (e após a amostra de The Johnwaynes, e as actuações destes ao vivo, é o que me parece mais provavel), foi a adaptação que um bom Dj tem que fazer à casa onde actua, e o “Delight”, é claramente uma casa, onde se abana a anca, mas não muito, porque podes acertar noutra pessoa!!!
Muzzle (glow dark mix), é uma daquelas músicas com um som que tem o condão de ser super irritante, e que nunca te sai da cabeça, o que equivale a dizer que é uma música, que nasceu, para morrer nas pistas de dança. Portanto, não é admirar, que estes rapazes estejam já a ter som editado na Compost Records.
Estes rapazes, são de Aveiro, e são Jepe, dj desde 95, e residente na “Estação da Luz” aos sábados; e MrBeat (António Bastos), musico, que foi ao longo da vida, aprendendo jazz, percussão, e electrónica. Este último, tem um estúdio, onde já produziu os trabalhos de muitos projectos da música portuguesa. Formaram-se há 3 anos, na altura, para remisturar um tema dos “Loto”. Estrearam-se em gravações, e editaram pela Bloop, o 12 polegadas “Stand Alone”. Lançaram recentemente o Ep “Retouch” pela Brique Rouge. O 12 polegadas “Muzzle” foi editado pela Black Label da Compost Records.

http://www.myspace.com/johnwaynesmusic, http://www.myspace.com/blooprecordings, http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewpro...

quarta-feira, maio 21, 2008

Mais "spoon", do que na queima

Spoon – Don’t You Evah
Spoon – The Ghost Of You Linggers

Os Spoon, que são para mim uns magos do indie rock, voltaram em 2007, com “Ga Ga Ga Ga Ga”. O single “Don’t You Evah”, que já ouvi há alguns meses, é a música ideal para hino de verão. É daquelas, que ficam no ouvido, ou seja mais pop que isto não há (já agora, as remisturas da musica também são muito boas).
Ao consultar o myspace da banda, fiquei com a vontade de comprar o cd, que tem criticas muito favoráveis (e o dia da criança aproxima-se, Yupii!!), “The Ghost Of You Lingers” é outra pérola que aguça o meu apetite. Depois de “Don’t You Evah”, será que pode ficar mais perfeito?
Os Spoon, são de Austin, Texas e nasceram em 94, pela colaboração de Britt Daniel (guitarra e voz) e Jim Eno (bateria), e mais elementos rotatórios. Em 96, sai o primeiro disco, “Telephono”, que lhes valem comparações com os Sonic Youth, Pixies, The Wire. Daí para cá já apareceram mais 5 álbuns: A Séries Of Sneaks (1998); “Girls Can Tell” (2001, um dos mais emblemáticos, e o primeiro pela editora Merge, editora com que assinaram em 2000, e que se mantém como a actual); “Kill The Moonlight” (2002); “Gimme Fiction” (2005); e o já citado “ Ga Ga Ga Ga Ga”.


http://www.myspace.com/spoon

quarta-feira, maio 14, 2008

O rock, o pop e a amiga.

Black Lips – Not a Problem

Uma coisa, que eu costumo fazer quando saio à noite, é observar a forma como as pessoas dançam (noite africana na via, é algo de delicioso). Em relação ao rock, já elaborei uma teoria, uma teoria que pode ser muito fraca, porque afinal, quando saio à noite não observo assim tanto, mas que outro dia, me passou pela cabeça. È o seguinte. Em relação ao rock, uma pessoa abana sempre a cabecita, mas o resto do corpo, é que nos diz se na verdade, uma pessoa está a gostar ou não. Ou seja passa uma pessoa está a abanar a cabeça, mas o resto do corpo executa movimentos certos, uniformes, tipo a dança que se executava no rock dos anos 60 e inicio dos anos 70, está a gostar do que está a ouvir, mas não está a adorar. Já aqueles, que também abanam a cabecita, mas que estão com movimentos corporais descompensados, que parecem cambalear, e a que cada movimento lateral, ou salto, parecem que vão sempre cair, tipo gajos ébrios (mais de metade das pessoas que observei, estavam bêbadas, mas eu por exemplo não estava (ou parecia não estar) e ao dançar, sentia-me que nem um ébrio), esse tipo de gajos estão adorar, aliás eles estão a delirar com a música, aliás estão a delirar tanto que até perecem ébrios. Ou seja, há musicas que criam este tipo de efeitos nas pessoas, com “Not a Problem” não me parece que haja problema (desculpem, seria mais indicado a palavra dificuldade, mas toda a gente percebeu) em atingir tal estado.
Os Black Lips estiveram recentemente, por 2 vezes em Portugal. A quem os viu, digo-vos já, que vos invejo. Isto porque a primeira vez que ouvi “Not a Problem” foi no cd “Los Valientes Del Mundo Nuevo”, um cd ao vivo em Tijuana, México. Ok, com certeza que em Portugal, não há o deboche que há em Tijuana, e a banda de abertura não foi uma banda de Mariachis, e provavelmente não estariam prostitutas em actos lascivos durante a actuação (mas já não meto as mãos no fogo). Com certeza que tal como as descrições de Tijuana relatam, em Portugal, também deve ter existido uma audiência bêbada, que enrolava charros, e todos os presentes que se lembram do evento, tiveram uma boa noite (aliás ficava desiludido, se não se cumprisse os serviços mínimos em relação a Tijuana).
Os Black Lips, são uma banda rock, com um certo travo a punk, nascida em Atlanta, que após o nascimento em 2000 (ainda teenagers), cedo criaram a reputação de banda agreste.
Eles são: Cole Alexander (vocalista e guitarrista e harmonica), Bem Eberbaugh (Guitarrista), Jared Swilley (baixo), Joe Bradley (baterista). Depois de lançado o segundo single, e após muito pouco controlo, os Black Lips foram proibidos de actuar em vários sítios de Georgia (USA, of course). Afinal os shows ao vivo, incluem urinar, vomitar, nudez, beijos entre membros da banda, fogo de artificio e galinhas (it’s Rock & Roll). Em 2002 finalizam o primeiro álbum, e pouco depois, o guitarrista Eberbaugh morre num acidente de viação. Foi substituído por Jack Hines (uma amigo da banda).
Em 2003, sai “Black Lips”, depois em 2004, “We Did Not Know The Forest Spirit Made The Flowers Grow; 2005, “Let It Bloom” (onde estava originalmente “Not a Problem”) e também o album ao vivo “Live @ WFMU; 2007 trás-nos o cd ao vivo já referido e também o ultimo álbum “Good Bad Not Evil”.

http://www.myspace.com/theblacklips, http://www.intheredrecords.com/pages/blacklips.html



The Zebras – Fine Lines

Fine Lines, é das músicas que eu neste momento mais gosto de ouvir, ando a ouvir, a ouvir, a ouvir… “It’s a Fine Line you are giving me because it’s one, two three”, “It’s a Fine Line you are giving me, you can see for yourself”, ou qualquer coisa do género (o certo é que se eu tivesse este tipo de “lines”, escusava de andar a fazer exploração de um pirilampo mágico). Esta música que transpire amor, posso mesmo dizer que é neste momento, uma das minhas preferidas.
È uma preciosidade pop, que se pode encontrar no primeiro disco dos The Zebras.
Eles são uma banda australiana, de Brisbane. São, Max Budan (bateria), Jeremy Cole (guitarra e voz), Edwina Ewins (baixo e voiz), Leon Dufficy (guitarra) e Greg Brady (guitarra e voz). Têm como referencias, os conterrâneos The Go-Betweens (uma banda maravilhosa. Mas também os Lambchop e os Teenage Funclub. Já andam aqui desde 2001 e o primeiro álbum de titulo homónimo saiu em 2004. O ultimo cd de 2006 é “Worry a Lot” (e contem a brutal musica aqui destacada).

http://www.myspace.com/ilikezebras, http://www.lostandlonesome.com.au/



Emma Pollock – The Optmist

Uma musica verdadeiramente triste, e que neste momento é-me uma luva. Emma Pollock procura alguém optimista, alguém que a ajude a perceber que: “As long as I'm upright, I'll try to prolong/ The notion that future events must go on/ No matter the turn out is right or is wrong”. Os 5 minutos de prantos, e de uma procura incessante em largar o pessimista, estão presentes no álbum de estreia de Emma Pollock, “Watch The Fireworks” (2007 pela 4AD Records).
Esta escocesa assinou pela 4AD e começou a trabalhar a solo, após a desmantelação da significante banda escocesa “The Delgados”. Mas mesmo a solo, a separação não foi completa, afinal na concepção deste álbum contou com os ex Delgados, Paul Savage (baterista e marido), Jamie Savage (teclas) e o baixista dos Aereogramme, Campbell McNeil. Esta forte presença faz com que os fãs do “dreamy pop” dos “The Delgados” não fiquem desiludidos com o som que Emma apresenta a solo.

sexta-feira, maio 09, 2008

Quem brinca com o fogo, queima-se

Bernardo Sassetti – “Alice”

Há quem esteja algo deprimido e ouça música alegre, só para contrariar. Há quem ouça música deprimente só para pisar. Eu sou mais o segundo caso. E neste caso, a banda sonora do filme “Alice”, é um bom exemplo. Afinal é a banda sonora de um filme, em que o pai, passa o filme, numa obcecante procura pela filha. O cenário está montado, as ruas de Lisboa, parecem sempre frias, afinal a pequena Alice está perdida, o tempo (pelo que me recordo, já vi o filme há algum tempo) está sempre escuro, com tendência para a chuva, a luminosidade não é exigida. A música é triste, é adequada. È adequada, para quem perde algo, neste caso uma filha, no meu caso, algo que é psicologicamente intrínseco num ser, a dignidade. Bem sei que não há comparação, mas uma perda, é sempre uma perda.
Bernardo Sassetti nasceu em Lisboa em 1970, e é um compositor e pianista. Aos 9 anos começa os seus estudos musicais. Bernardo dedicou-se ao Jazz e em 87 começa a dar os primeiros concertos. Nos primeiros 15 anos de carreira, apresenta-se integrado na United Nations Orchestra e no quinteto de Guy Barker com o qual gravou “Into The Blue”, nomeado para os Mercury Prize em 1995. Em 97, saiu “What Love Is”.
Depois começou a lançar cds a “solo”
“Salleti” (1994), “Nocturno” (2002), “Ascent” (2005), “Unreal: Sidewalk Cartoon” (2006), mas também, “Indigo”, “Livre”, “Grândolas – Seis Canções e Dois Pianos nos Trinta Anos de Abril” (com Mário Langinha), “Duvida” e claro está, a magnifica banda sonora, do magnífico “Alice” (2005).

http://bernardosassetti.com/