quarta-feira, março 28, 2007

Corre, corre e escorre água.

Nick Drake- River Man

Já anteriormente falámos de Nick Drake, uma personagem polémica, triste, suicida, enfim uma “personagem”. Na altura, ainda não tinha ouvido a música “River Man”, e o meu interesse pela sua música, era do género pegar no cd, ver quais as música, e depois decidir, que vou escolher outro, porque embora gostasse, o apelo não era o suficiente para gastar dinheiro. Este mesmo álbum, tive-o na mão, e depois de ouvir esta canção, muito arrependido fiquei de o não ter comprado. Se a música, é uma arte, e se uma arte pretende transmitir uma mensagem, o autor consegui-o plenamente, nesta música a voz e a guitarra solitária de Nick Drake, choram, e nós conseguimos perceber e sentir toda a sua tristeza; uma canção perfeita para alguém se suicidar, mas para quem não tenha esse tipo de intenções (toda a gente espero, excepto está claro os rapazes das Jihad(s?)), aconselho a fechar os olhos e sentir toda a tristeza/beleza (mais uma vez) de Nick Drake.
“Five leaves left” (1969), o seu álbum de estreia, “Brayter Layter” (1970) e Pink Moon (1972), são os seus impressionantes lps.
Para completar em beleza:

Betty came by on her way
Said she had a word to say
About things today
And fallen leaves.

Said she hadn't heard the news
Hadn't had the time to choose
A way to lose
But she believes.

Going to see the river man
Going to tell him all I can
About the plan
For lilac time.

If he tells me all he knows
About the way his river flows
And all night shows
In summertime.

Betty said she prayed today
For the sky to blow away
Or maybe stay
She wasn't sure.

For when she thought of summer rain
Calling for her mind again
She lost the pain
And stayed for more.

Going to see the river man
Going to tell him all I can
About the ban
On feeling free.

If he tells me all he knows
About the way his river flows
I don't suppose
It's meant for me.

Oh, how they come and go
Oh, how they come and go

www.algonet.se/~iguana/DRAKE/NDlyrics.html



DFA Records

A editora de James Murphy e Tim Goldsworthy tem um site muito interessante, e em que estão presentes para download gratuito, radioshows de Djs da editora; perdem para os sets gravados ao vivo, já que não se sente a emoção e o poder que a música transmite, mas em termos de pureza e perfeição, os radioshows são, a meu ver está claro, mais bem conseguidos; são mais para ouvir e não tanto para dançar. Em todo o caso depois de Nick Drake fica sempre bem, elevar o espírito ao som da DFA.
Portanto:

http://dfarecords.com/remixes/index.html

Ho Ho HO 2 (“Rua sésamo” e “Era uma vez o homem”, na rtp2, há coisas gémeas não há?????)

Peter Bjorn and John- Objects of my affection.
O que me fez despertar para os Peter Bjorn and Jonh, foi, como para a maior parte das pessoas que conheço a música “young folks”, uma musica super bem disposta, e que faz com que automaticamente uma pessoa se meta a assobiar; esta extraordinária música, fez com que algumas pessoas (como eu), tivessem a curiosidade de pesquisar mais informações sobre este grupo, fiquei então a saber que segundo a critica todo o álbum era bom, e assim a curiosidade aumentou, passaram mais singles na rádio, e o despertar de ter, veio ao de cima, e assim comprei um dos meus cds preferidos. O álbum, tal como a crítica o relatava, é grandioso, e daí não ter existido dificuldade em meter mais algumas músicas deste álbum como “head music” (com certeza que esta expressão não existe, mas também quem se importa, é fácil, óbvia, e quase inútil). Uma dessas músicas é “objects of my affection” que é a meu ver a musica menos calma de todo o álbum. “I laugh more often now, i cry more often now, I’am more me”, a personagem, está menos fria, está mais emotiva, emoção essa que se transmite na musica. A música, é toda ela, uma “guitarra a galope repetitivo”, e fala do passado, e das mudanças que uma pessoa sente ao longo da vida.
Os Peter Bjorn and Jonh nasceram em Estocolmo em 1999, e são influenciados, pelo pop barroco dos anos 60, e pela new wave. “Writer’s Block” é o terceiro albúm (2006) após o homónimo (2002) e “Falling Out” (2005).
www.myspace.com/peterbjornandjohn , www.peterbjornandjohn.com

Pavement- Fight this Genaration

A minha história com os Pavement começou com “Crooked Rain, Crooked Rain”, começou tarde, como em quase tudo na minha vida. Tenho uma certa queda para gostar de grupos fora do tempo; graças a Deus as pessoas são gananciosas, e voltam a reunir-se para ganhar uns cobres, talvez isso também possa acontecer com os Pavement. Depois de ouvir Crooked Rain Crooked Rain, elegi-os como uma das minhas bandas preferidas, não há uma música em todo o cd que eu não goste, desde a primeira música o juvenil, o ingénuo, o puro “Silence Kid” (a minha preferida), até à ultima Filmore Jive (“I need to sleeeeep”, e quem não precisa), entretanto cortamos o cabelo, cortamos nos Smashing Pumpkins, e nos Stone Temple Pilots; paramos de respirar: “you are the kind girl i like because you are empty and i´m empty and you can never quarentine the past”, e enquanto ouvimos estes sons de ouro, com certeza que não nos iremos queixar, Ta.
Depois de tão declarado amor por este álbum, o caminho mais lógico foi ouvir mais álbuns de Pavement, e assim comprei “Wowee Zowee”, álbum de 95, mas que foi agora reeditado em 2006 em Cd duplo, com raridades e actuações ao vivo. “Wowee Zowee” é na minha opinião inferior a Crooked Rain Croked Rain, mas é um álbum dos Pavement, e como todos os álbuns dos Pavement é um grande álbum. Neste momento a minha música preferida deste cd é “AT & T” ( Maybe someone’s gonna save me my heart is made of gravy and the laps i swim from lunatics don’t count (até parece que sou eu que estou a escrever!!!), I´m gonna walk away from all this, all that.), mas aquela que em primeiro lugar me fez prestar atenção ao cd foi “Fight This Generation”, é daquelas em que tu estás a ler qualquer coisa, ela entra de mansinho, em voz melosa mas com uma raiva escondida, com um violino em fundo e uma guitarra eléctrica a interromper o violino de vez em quando.
E a partir do minuto e 54 segundos, a musica parece que pára e começa outra, o violino vai embora, e a guitarra que tanto cria entrar, entra e entra cheia de força e com uma distorção tremenda, neste momento a tua cabeça está aos saltos, se estiveres sentado, sem esforço nenhum mandas um salto, e depois outro, sentes a raiva de Malkmus e cantas como ele Fight This Generation, e lembras-te que os violinos já lá vão, olhas para o leitor e vês que continuas na mesma canção, mas que são 2 belas músicas.
Os Pavement foram uma das bandas mais importantes a surgir do underground americano durante os anos 90. Inicialmente um duo, Stephen Malkmus e Scott Kannberg, transformam-se numa banda no início dos 90. Vão lançando álbuns, e no inicio de 1998 dá-se um “pausa” na banda, com os membros a dispersarem-se para outros projectos, voltam a reunir-se para gravar “Terror Twilight”, mas em 20 de Novembro de 1999, a banda acaba, devido ao desejo dos seus elementos de viverem “fora” dos Pavement.. Suspeitava-se que fosse só mais uma pausa da banda, mas em 2000, Malkmus confirma o fim da banda.
Ao longo da carreira editaram 5 lps, mas foi com Crooked Rain Crooked Rain, que conquistaram o público, embora nunca chegando ao estatuto de mainstream.
www.matadorrecords.com/pavement, www.last.fm/music/Pavement