Jens Lekman – A Postcard to Nina
A Lugar Comum, trouxe pela primeira vez a Portugal o sueco Jens Lekman. Houve um concerto (tudo ainda em Julho, mas há quem ande atrasado em relação a tudo na vida, é este o caso) em Coimbra e no dia seguinte no Porto. Eu por razões geográficas, fui obviamente ao salão Brasil em Coimbra. Vinda alarmada, pelo facto de o cantor ter contraído gripe A na digressão pela América do Sul, facto de que só me lembrei depois de ouvir um espirro humorado da audiência já bem para lá da metade do concerto, e também pela fobia que se instalou nas mães deste país em relação a concentrações de massas (mal sabia ela a história do rapaz sueco na América do Sul). Ora bem como já deu para se perceber (aka concentrações de multidões), o salão Brasil estava bem repleto, faltando somente grande parte do “merchandising” relativos a Jens Lekman, que se restringiu aos “posters” da digressão e a “pins”. A abrir a australiana Pikelet (“made in Melbourne” a actual residência de Jens e segundo ele em entrevista à RUC, a cidade australiana mais efervescente da cena musical australiana). A australiana em com a companhia ocasional de um amigo, teve uma actuação simpática, usando muito a colagem de samples feitos na altura (o que fez, com que actuasse descalça, número já muito visto por estas bandas). Da actuação gostei muito de alguns momentos, e recordo uma música ternurenta que penso que se chamava “My little friend” (se assim não for peço desculpa). Comprei o Ep (cuja caixa era desenhada pela própria Pikelet, o que fazia com que todas as caixas fossem diferentes) que me desiludiu.
Depois entrou Jens Lekman com Viktor Sjöberg. Jens apresentou-se assim só com Viktor em vez de uma banda, facto que Jens na mesma entrevista disse que poderia ser vantajoso tendo em conta que se poderia improvisar mais (utilizou mesmo a expressão Jam Session). Viktor encarregou-se de usar os sintetizadores e os samples, dando uma matriz às músicas enquanto Jens lhe colocava o dedilhar de guitarra, a voz e por vezes o batuque da pandeireta. Já não me lembro do alinhamento completo do concerto nem qual foi a primeira nem qual foi a ultima. Do que me lembro, o concerto andou muito à volta de “Night Falls Over Kortedala”, mas lembro-me de ouvir também o divertido “A Sweet Summer's Night On Hammer Hill” (impossível não cantar “Bomp-a- Bomp-a-Bomp-a…); “Maple Leaves”; “Black Cab” e a finalizar o conhecido “You are the Light”, e com certeza, que houve mais, mas Julho já lá vai. O concerto na generalidade foi muito bom (penso mesmo, que dos mais conseguidos que já vi), com uma grande interacção com o público, desde uma das raparigas da Lugar Comum a traduzir “A Postcard to Nina”, a uma rapariga do público no palco a batucar numa pandeireta durante uma música; a pena que Jens mandou para o ar e que pediu para o público através do sopro não deixasse cair no chão (o que se revelou muito irritante para quem estava à frente (como era o caso), já que a pena não saía daquela área, e não deixava que as pessoas se concentrassem na música); o constante humor, traduzido por palavras e pelas caretas, e no final fotos e autógrafos (interacção da qual tive o prazer de usufruir). Deu para perceber que a generalidade do público estava muito satisfeito, tal como Jens, e quando assim é… Em termos musicais foi muito competente, tendo se adaptado muito bem ao público (dá para perceber que não começou ontem), e surpreendeu (pelo menos a mim), já que uma pessoa que ouve Jens no disco, vê uma coisa muito calma, cuja a única dança que nos vem á cabeça, são aquela muito ternurentas tipo desenhos animados infantis, por isso, quando um colega me disse que Jens queria actuar em espaços pequenos, para colocar as pessoas dançarem, eu pensei, “Tá bem, tá…”, no entanto durante o concerto houve dança e houve saltos. “A Postcard to Nina”, não foi para mim a canção mais conseguida, mas no entanto foi para mim, a partir desta música que o concerto começou a entrar no reino do fabuloso. Além disso era a música que mais gosto de “Night Falls Over Kortedala”. A música ao vivo, é me todo surpreendente. Jens e Viktor colocam a música num tom mais pausado, e Jens conta a sua história com Nina (versão acrescida dos director’s cuts em relação ao álbum), de vez em quando alterna a conversa com o cantar do refrão, a parte mais barulhenta da humorada história. Toda a história contada, vai sendo traduzida por um nativo da região onde Jens canta, ele diz que gosta de ouvir como a musica soa em outras línguas (tal como faz em todos os países a que vai, devendo com certeza os países anglófonos ser a excepção). Esta única experiência, redonda em sorrisos por parte do público. Sem dúvida que foi um concerto bem-humorado. Gostei!
Jens nasceu na Suécia e é um dos mais dignos representantes da música pop. A sua música é muito melancólica, humorada e romântica. De 2000 a 2003 gravou a sua música em cd-r. Em 2003 lançou o vinil “Maple Leaves Ep”, que no final de 2003 foi lançado em cd, nessa altura já Jens era um nome conhecido na Suécia. Em 2004 sai o primeiro álbum “When I said I Wanted to be your Dog”. Em 2005, sai uma compilação de Eps já editados de nome “Oh you’re so Silent Jens”. Em 2007 editou o seu ultimo álbum até agora “Night Falls Over Kortedala”
Procurei no Youtube imagens do concerto de Coimbra, mas as muitas máquinas que vi a filmar forma tímidas e Sá arranjei imagens do concerto do Porto. Por estas poucas imagens que vi, o de Coimbra foi melhor, mas dá para ficar com uma boa ideia (a tradutora em “A Postcard to Nina”, foi a mesma).
http://www.myspace.com/ovalyn, www.jenslekman.com/, www.myspace.com/jenslekmanmusic
A Lugar Comum, trouxe pela primeira vez a Portugal o sueco Jens Lekman. Houve um concerto (tudo ainda em Julho, mas há quem ande atrasado em relação a tudo na vida, é este o caso) em Coimbra e no dia seguinte no Porto. Eu por razões geográficas, fui obviamente ao salão Brasil em Coimbra. Vinda alarmada, pelo facto de o cantor ter contraído gripe A na digressão pela América do Sul, facto de que só me lembrei depois de ouvir um espirro humorado da audiência já bem para lá da metade do concerto, e também pela fobia que se instalou nas mães deste país em relação a concentrações de massas (mal sabia ela a história do rapaz sueco na América do Sul). Ora bem como já deu para se perceber (aka concentrações de multidões), o salão Brasil estava bem repleto, faltando somente grande parte do “merchandising” relativos a Jens Lekman, que se restringiu aos “posters” da digressão e a “pins”. A abrir a australiana Pikelet (“made in Melbourne” a actual residência de Jens e segundo ele em entrevista à RUC, a cidade australiana mais efervescente da cena musical australiana). A australiana em com a companhia ocasional de um amigo, teve uma actuação simpática, usando muito a colagem de samples feitos na altura (o que fez, com que actuasse descalça, número já muito visto por estas bandas). Da actuação gostei muito de alguns momentos, e recordo uma música ternurenta que penso que se chamava “My little friend” (se assim não for peço desculpa). Comprei o Ep (cuja caixa era desenhada pela própria Pikelet, o que fazia com que todas as caixas fossem diferentes) que me desiludiu.
Depois entrou Jens Lekman com Viktor Sjöberg. Jens apresentou-se assim só com Viktor em vez de uma banda, facto que Jens na mesma entrevista disse que poderia ser vantajoso tendo em conta que se poderia improvisar mais (utilizou mesmo a expressão Jam Session). Viktor encarregou-se de usar os sintetizadores e os samples, dando uma matriz às músicas enquanto Jens lhe colocava o dedilhar de guitarra, a voz e por vezes o batuque da pandeireta. Já não me lembro do alinhamento completo do concerto nem qual foi a primeira nem qual foi a ultima. Do que me lembro, o concerto andou muito à volta de “Night Falls Over Kortedala”, mas lembro-me de ouvir também o divertido “A Sweet Summer's Night On Hammer Hill” (impossível não cantar “Bomp-a- Bomp-a-Bomp-a…); “Maple Leaves”; “Black Cab” e a finalizar o conhecido “You are the Light”, e com certeza, que houve mais, mas Julho já lá vai. O concerto na generalidade foi muito bom (penso mesmo, que dos mais conseguidos que já vi), com uma grande interacção com o público, desde uma das raparigas da Lugar Comum a traduzir “A Postcard to Nina”, a uma rapariga do público no palco a batucar numa pandeireta durante uma música; a pena que Jens mandou para o ar e que pediu para o público através do sopro não deixasse cair no chão (o que se revelou muito irritante para quem estava à frente (como era o caso), já que a pena não saía daquela área, e não deixava que as pessoas se concentrassem na música); o constante humor, traduzido por palavras e pelas caretas, e no final fotos e autógrafos (interacção da qual tive o prazer de usufruir). Deu para perceber que a generalidade do público estava muito satisfeito, tal como Jens, e quando assim é… Em termos musicais foi muito competente, tendo se adaptado muito bem ao público (dá para perceber que não começou ontem), e surpreendeu (pelo menos a mim), já que uma pessoa que ouve Jens no disco, vê uma coisa muito calma, cuja a única dança que nos vem á cabeça, são aquela muito ternurentas tipo desenhos animados infantis, por isso, quando um colega me disse que Jens queria actuar em espaços pequenos, para colocar as pessoas dançarem, eu pensei, “Tá bem, tá…”, no entanto durante o concerto houve dança e houve saltos. “A Postcard to Nina”, não foi para mim a canção mais conseguida, mas no entanto foi para mim, a partir desta música que o concerto começou a entrar no reino do fabuloso. Além disso era a música que mais gosto de “Night Falls Over Kortedala”. A música ao vivo, é me todo surpreendente. Jens e Viktor colocam a música num tom mais pausado, e Jens conta a sua história com Nina (versão acrescida dos director’s cuts em relação ao álbum), de vez em quando alterna a conversa com o cantar do refrão, a parte mais barulhenta da humorada história. Toda a história contada, vai sendo traduzida por um nativo da região onde Jens canta, ele diz que gosta de ouvir como a musica soa em outras línguas (tal como faz em todos os países a que vai, devendo com certeza os países anglófonos ser a excepção). Esta única experiência, redonda em sorrisos por parte do público. Sem dúvida que foi um concerto bem-humorado. Gostei!Jens nasceu na Suécia e é um dos mais dignos representantes da música pop. A sua música é muito melancólica, humorada e romântica. De 2000 a 2003 gravou a sua música em cd-r. Em 2003 lançou o vinil “Maple Leaves Ep”, que no final de 2003 foi lançado em cd, nessa altura já Jens era um nome conhecido na Suécia. Em 2004 sai o primeiro álbum “When I said I Wanted to be your Dog”. Em 2005, sai uma compilação de Eps já editados de nome “Oh you’re so Silent Jens”. Em 2007 editou o seu ultimo álbum até agora “Night Falls Over Kortedala”
Procurei no Youtube imagens do concerto de Coimbra, mas as muitas máquinas que vi a filmar forma tímidas e Sá arranjei imagens do concerto do Porto. Por estas poucas imagens que vi, o de Coimbra foi melhor, mas dá para ficar com uma boa ideia (a tradutora em “A Postcard to Nina”, foi a mesma).
http://www.myspace.com/ovalyn, www.jenslekman.com/, www.myspace.com/jenslekmanmusic
