segunda-feira, abril 21, 2008

Porque não?

Ty feat Roots Manuva – So U Want Morre? (refix)

O hip hop entra-me mais facilmente no ouvido, se tiver uma batida, ou um som electrónico, ultra viciante, irritante, e repetido até à exaustão.
“So U Want Morre?”, parece, uma pergunta/provocação que o “fundo” sonoro, nos faz ao longo da música. E à resposta aparentemente positiva, o “fundo” repete-se, e repete-se, e com certeza que volta a perguntar, “So U Want Morre?”. Se a meio da música me perguntam, eu respondo, “ e porque não?”, no final dos 4 minutos e 20 segundos, a minha resposta, já seria, “não, absolutamente não”, mas por essa altura, a música já não nos pergunta nada.
Esta muito boa música, está presente em “An England Story” (2008), uma compilação da Soul Jazz, que pretende mostrar a evolução de um certo “estar musical” inglês, desde a chegada do dancehall e soundsystems no inicio dos anos 80, até aos movimentos como o hip hop, o jungle, o garage, até aos muito “in” (pelo menos hoje em dia, estão na berra, e bem, já que eu sou fã), grime e dub step. Esta história da música inglesa permite, perceber as raízes e o evoluir da electrónica e hip hop inglês até ao presente (ou seja, o grime e o dubstep).
Ty é um rapper, nascido em Londres, filho de imigrantes nigerianos. As suas faixas começaram a aparecer a meio dos anos 90. O seu primeiro álbum foi o cd single “Break The Lock”, pela editora Big Dada em 2000. O seu primeiro longa duração foi “Awkward”, pela mesma editora em 2001. Os seguintes foram: “Upwards” (2004) e “Closer” (2006). Em 2004, apareceu o cd single “Oh You Want More?” com a participação do rapper/produtor inglês Rodney Smith, aka Roots Manuva. È este cd que contem a musica aqui destacada.

www.myspace.com/tyandupwards


sexta-feira, abril 11, 2008

Acreditem que faz diferença...

The MFA – The Difference It Makes

È uma música, que há cerca de 2 anos ou pouco mais qualquer coisa, estava na playlist da minha cabeça. O fantástico tema foi me reavivado, ao ouvir o Live at Sonar (quem me dera ir lá um dia!) de Miss Kittin. Ontem, no “nações unidas”, a convidada dizia que já não se sabe bem hoje o que é tecnho minimal, e que muito do que se chama tecnho minimal, e muito dos artistas que fazem este tipo de musica, estão cada vez mais a cair na zona fronteira com o deep house. A meu ver esta música dos The MFA é o caso. É uma musica a todos os níveis excelente e que puxa para dançar.
Os The MFA (The Mother Fuckin Allstars) são os londrinos Alastair Douglas e Rhys Evans, que decidiram juntar os trapinhos, salvo seja, quando se conheceram na universidade. Têm 5 doze polegadas editados (o primeiro em 2004). “The Difference It Makes” foi editado em 2004 pela Border Community de James holden, e depois ainda no mesmo ano foi também editado pela Kompakt pop, parente da Kompakt, a super influente editora de Michael Mayer.
Como não encontrei o Myspace:

quarta-feira, abril 09, 2008

Já que não me apetece escrever...

Gucci Soundsystem - Acarpenter

Há os Death From Above 1979, há a famosa DFA Records, e agora há uma editora que trabalha com DFA Records, que tem um nome delicioso, Death From Abroad (vulgo DFA).
Diz-se resultante da frustração de não conseguir obter discos de fora da América, e portanto ela actua em uníssono com a DFA, promovendo artistas que não são dos Estados Unidos.
Assim o terceiro disco saído desta editora, foi em 2007, o 12 polegadas dos Gucci Soundsystem. Estes são o duo que actua no lendário Druzzis Baltimore Rave Club de Londres. Eles são o famoso Riton e Ben Fat Trucker. A reputação dos Gucci Soundsystem foi cimentada através de várias remisturas. O 12 polegadas Acarpenter foi primeiro editado pela Bugged Out! e só depois pela Death From abrod. Entretanto o tema já foi remisturado por Joakim.
No myspace da Death From Abroad recomendo também que se ouça a música dos Mock & Toof.


http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=42376782
http://www.deathfromabroad.com/
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=221759758

Não tenho tempo para escrever...

Binary Chaffinch – False energy

Quando não se tem tempo para escrever, o melhor é escrever sobre algo desconhecido.
Estava a ouvir o programa, nações unidas, que neste momento, devido à rotatividade do residente na parte electrónica do programa, é o programa onde ouço musica electrónica mais variada e de com diferentes pontos de vista (ou melhor pontos de ouvido).
A residente nesta semana é uma rapariga que trabalha para a rádio oxigénio, que divulgou uma editora (Dissident Records) que somente edita trabalhos de uma forma muito limitada, ao nível da centena de discos.
O que me chamou à atenção foi o facto de me ter parecido ouvir que os Binary Chaffinch, que iriam ter um disco editado pela Dissident Records eram portugueses.
Acedendo ao myspace da banda, percebo que o que pareceu, não é afinal. Binary Chaffinch é Kruton, e as cidades indicadas, são Londres e Berlim.
Os temas que estão no myspace, são interessantes, mas nenhum está ao nível da música que passou na rádio, a viciante “False Energy”. Este é também o nome do único 12 polegadas lançado pela banda até agora (2007). Penso que a edição é limitada a 100 cópias, e no Discogs.com só há à venda 3 cópias.
Devido às limitações existentes o myspace reveste-se de importância:

http://www.myspace.com/binarychaffinch

sábado, abril 05, 2008

The beat goes round and round


Radiohead - 15 Step
Radiohead - Weird Fishes/Arpeggi
Radiohead - Reckoner
Radiohead - Faust Arp
Radiohead House of Cards
Radiohead - Jigsaw Falling into Place


Quem me conhece, sabe que eu não sou fã do Blitz, mas de vez em vez, até o compro. Normalmente é mais aquelas edições, que chamam mais atenção. No caso do Blitz normalmente o que chama mais à atenção é a edição dos melhores do ano. Comprei o Blitz, na altura com um colega meu, e anunciava na capa, “Os melhores para os nossos leitores”. Na capa “desfilava” Amy Whinehouse, que para além da pessoa com o nome mais adequado do mundo, também tinha sido a grande vencedora. Eu vi a lista, e disse logo para o meu colega: Isto é uma vergonha, em primeiro deveriam ficar os Radiohead (que eram os segundos). Não é que racionalmente, e até irracionalmente (afinal era a votação do público do Blitz) Amy não devesse ganhar. Afinal foi o, ou um dos, álbuns mais vendidos do ano, conseguiu que muita gente ouvisse e visse o Soul e o Jazz como algo mais Pop e foi uma lufada de ar fresco em termos de mediatismo, um autentico Pete Dorathy feminino (ou será o contrario?). Ou seja por todo o talento que tem, Amy foi uma justa vencedora. Mas eu embora ouça sem insatisfação as canções de Amy Whinehouse, para mim os Radiohead, são os Radiohead, são efectivamente a musica da minha cabeça. O meu colega perguntou-me se já tinha ouvido o álbum, eu respondi negativamente. “Então como é que podes dizer que é o melhor?”. Eu respondi: “Porque é dos Radiohead”. E assim é. Eu ao contrário da maioria das pessoas decidi não retirar o álbum da net, legalmente, dando 0 ou mais euros. Eu preferi esperar até ao final de Janeiro, ou até ao início de Fevereiro, já não me recordo, e comprar o álbum.
Dizem que “In Rainbows”, foi uma revolução, porque ao dar a possibilidade de as pessoas acederem à sua música livremente, depois de salvo erro o contrato dos Radiohead com EMI ter terminado, estes abriram a caixa de Pandora que anunciava o fim do Cd e por consequência das grandes editoras. Se será assim, ninguém saberá (mas que parece, parece). Mas passados uns meses, um bocado de forma imprevisível, o cd sai (e não só a previsível edição de luxo), a preço normal, através de pequenas editoras independentes. Aliás, quando comprei o cd, o senhor da Almedina disse-me para levar antes o cd da editora americana, já que era mais barato do que o da inglesa. Para surpresa de muitos, mesmo depois de terem “dado” o álbum, o cd ainda atingiu o topo das tabelas americanas e inglesas.
Os Radiohead são uma das melhores bandas do mundo, e eu quero ver se os vejo qualquer dia ao vivo. Sempre que ouço os seus álbuns interrogo-me se a perfeição é transposta para as actuações ao vivo, e acredito sempre piamente que a resposta é afirmativa, só assim se explica que sempre que vêm a Portugal, os bilhetes se esgotem num fim-de-semana.
Começaram com Pablo Honey (toda a gente conhece o Creep”, depois foi “The Bends” (“Just” é um musicão), depois veio a obra prima, “Ok Computer” (era só musicas). Depois, momento de viragem, os Radiohead, abordam a musica numa perspectiva electrónica, “Kid A”, e depois “Amnesiac”. A estes álbuns, a que provavelmente, muitos fãs de outra banda qualquer torceriam o nariz, visto os 180º dados, os Radiohead passaram incólumes, afinal os Radiohead, são os Radiohead. Depois veio “Hail to th thief”, álbum que não teve para mim o destaque que lhe era merecido. Agora apareceu “In Rainbows” que muitos apontaram como o regresso dos Radiohead a “Ok Computer”. É verdade que o álbum recupera aquela atmosfera muito pop dos Radiohead em “Ok Computer”, e se for pelo numero de obras primas, a comparação também acerta. Mas na minha visão, o álbum funciona mais como uma conclusão, em relação a todos os álbuns. Para além da acalmia dos outros álbuns, encontra-se a espaços também o pouco da musica mais agressiva de “Pablo Honey”. Mas também não nos podemos esquecer da electrónica presente em “15 Step”, “All I Need”, “Nude”. Já em relação a “Hail To The Thief,” o que posso dizer, é que a minha musica preferida do referido álbum, “2 + 2 = 5” (Só por curiosidade o que eu acho de “In Rainbow”, é o que a Wikipedia acha de “Hail To The Thief”, ou seja um resumo de carreira. E de certo modo compreende-se o que eles dizem) assentava em “In Rainbows que nem uma luva.
De todos os pedaços de céu aqui presentes, e que fazem com que eu não consiga deixar de distinguir uma carrada de musicas (Afinal neste ultimo mês ouvi o cd, o numero de vezes suficientes para que a média de uma vez por dia seja quebrada (mas também sou um gajo novo)), o pedaço de céu que tem mais virgens, é para mim, “Jigsaw Falling into Place”. Não há como não gostar.
Para quem quiser tirar o álbum legalmente a 0, infelizmente já não dá, mas também estes rapazes merecem qualquer coisa, afinal, SÃO OS RADIOHEAD.


http://www.radiohead.com/
www.myspace.com/radiohead
http://www.inrainbows.com/

quarta-feira, abril 02, 2008

Again and again and again

Hot Chip – One Pure Thought

Para mim, não há como não voltar a eles. No que diz respeito à electrónica, os Hot Chip são uma das minhas bandas preferidas. Logo em 2008 comprei os álbuns que me faltavam, o primeiro, “Coming On Strong”, e o ultimo, “Made In The Dark”.
Quanto ao último, que é de 2008, fiquei algo decepcionado, para mim fica abaixo dos dois primeiros (embora ainda hoje no programa da Antena 3, Nações Unidas, um tal de Dexter, que é responsável segundo percebi pela programação do Lux e do Frágil, e logo uma pessoa de aparente bom gosto, disse que este terceiro álbum era a confirmação de quão bons eram os Hot Chip. Opiniões!). A minha pouco qualificada é de que fica abaixo, é claro que após as remisturas que tinham saído depois do segundo álbum as minhas expectativas estavam a um nível estratosférico, e portanto… Pode ser que com mais algumas audições a minha opinião caia na razão (pelo menos a dos outros)
Outra forma do álbum me cair no goto, será vê-los a apresentar o álbum ao vivo. Deve resultar bastante bem.
As musica que ficam mais no ouvido é chato single “Ready For The Floor”, Shake a Fist (que é um musicão até à altura em que entram em campo os sons de estúdio), e aquela que eu destaco, “One Pure Thought”, um musicol daqueles, que fez inclusive com que um colega meu mal a tenha ouvido, sentiu a necessidade de me mandar um sms a perguntar qual era o nome da musica. Com senso, este pensamento puro, é o novo single dos Hot Chip, e caracteriza-os bem, é aquele electro-pop bem pop, que pede um pezinho de dança, e um puro pensamento de felicidade e bem-estar.

http://www.myspace.com/hotchip




Junior Boys – In The Morning (Hot Chip remix)

Ainda acerca da inspirada veia remisturadora dos Hot Chip, o mesmo Dexter, no mesmo programa, disse que esta era a melhor remistura dos Hot Chip. Para mim nada bate a minha muito querida “Don and Sherri”. No entanto, também acho que esta é uma remistura do caraças, e daí o destaque. É claro que é um tema altamente favorável. “In The Morning”, dos canadianos Junior Boys, do álbum “So This is Goodbye”, um dos albums do ano de 2006, é uma muito boa música. Mas na versão original, não há espaço para a dança, e os Hot Chip transformaram uma música muito calma, em algo que faz dar vida às ancas (pelo menos foi o que me pareceu, tendo em conta que só ouvi a música um vez).
A música encontra-se presente no ep de 2007 dos Junior Boys, “Dead Horse”.

www.myspace.com/juniorboys