Radiohead - 15 Step
Radiohead - Weird Fishes/Arpeggi
Radiohead - Reckoner
Radiohead - Faust Arp
Radiohead House of Cards
Radiohead - Jigsaw Falling into Place
Quem me conhece, sabe que eu não sou fã do Blitz, mas de vez em vez, até o compro. Normalmente é mais aquelas edições, que chamam mais atenção. No caso do Blitz normalmente o que chama mais à atenção é a edição dos melhores do ano. Comprei o Blitz, na altura com um colega meu, e anunciava na capa, “Os melhores para os nossos leitores”. Na capa “desfilava” Amy Whinehouse, que para além da pessoa com o nome mais adequado do mundo, também tinha sido a grande vencedora. Eu vi a lista, e disse logo para o meu colega: Isto é uma vergonha, em primeiro deveriam ficar os Radiohead (que eram os segundos). Não é que racionalmente, e até irracionalmente (afinal era a votação do público do Blitz) Amy não devesse ganhar. Afinal foi o, ou um dos, álbuns mais vendidos do ano, conseguiu que muita gente ouvisse e visse o Soul e o Jazz como algo mais Pop e foi uma lufada de ar fresco em termos de mediatismo, um autentico Pete Dorathy feminino (ou será o contrario?). Ou seja por todo o talento que tem, Amy foi uma justa vencedora. Mas eu embora ouça sem insatisfação as canções de Amy Whinehouse, para mim os Radiohead, são os Radiohead, são efectivamente a musica da minha cabeça. O meu colega perguntou-me se já tinha ouvido o álbum, eu respondi negativamente. “Então como é que podes dizer que é o melhor?”. Eu respondi: “Porque é dos Radiohead”. E assim é. Eu ao contrário da maioria das pessoas decidi não retirar o álbum da net, legalmente, dando 0 ou mais euros. Eu preferi esperar até ao final de Janeiro, ou até ao início de Fevereiro, já não me recordo, e comprar o álbum.
Dizem que “In Rainbows”, foi uma revolução, porque ao dar a possibilidade de as pessoas acederem à sua música livremente, depois de salvo erro o contrato dos Radiohead com EMI ter terminado, estes abriram a caixa de Pandora que anunciava o fim do Cd e por consequência das grandes editoras. Se será assim, ninguém saberá (mas que parece, parece). Mas passados uns meses, um bocado de forma imprevisível, o cd sai (e não só a previsível edição de luxo), a preço normal, através de pequenas editoras independentes. Aliás, quando comprei o cd, o senhor da Almedina disse-me para levar antes o cd da editora americana, já que era mais barato do que o da inglesa. Para surpresa de muitos, mesmo depois de terem “dado” o álbum, o cd ainda atingiu o topo das tabelas americanas e inglesas.
Os Radiohead são uma das melhores bandas do mundo, e eu quero ver se os vejo qualquer dia ao vivo. Sempre que ouço os seus álbuns interrogo-me se a perfeição é transposta para as actuações ao vivo, e acredito sempre piamente que a resposta é afirmativa, só assim se explica que sempre que vêm a Portugal, os bilhetes se esgotem num fim-de-semana.
Começaram com Pablo Honey (toda a gente conhece o Creep”, depois foi “The Bends” (“Just” é um musicão), depois veio a obra prima, “Ok Computer” (era só musicas). Depois, momento de viragem, os Radiohead, abordam a musica numa perspectiva electrónica, “Kid A”, e depois “Amnesiac”. A estes álbuns, a que provavelmente, muitos fãs de outra banda qualquer torceriam o nariz, visto os 180º dados, os Radiohead passaram incólumes, afinal os Radiohead, são os Radiohead. Depois veio “Hail to th thief”, álbum que não teve para mim o destaque que lhe era merecido. Agora apareceu “In Rainbows” que muitos apontaram como o regresso dos Radiohead a “Ok Computer”. É verdade que o álbum recupera aquela atmosfera muito pop dos Radiohead em “Ok Computer”, e se for pelo numero de obras primas, a comparação também acerta. Mas na minha visão, o álbum funciona mais como uma conclusão, em relação a todos os álbuns. Para além da acalmia dos outros álbuns, encontra-se a espaços também o pouco da musica mais agressiva de “Pablo Honey”. Mas também não nos podemos esquecer da electrónica presente em “15 Step”, “All I Need”, “Nude”. Já em relação a “Hail To The Thief,” o que posso dizer, é que a minha musica preferida do referido álbum, “2 + 2 = 5” (Só por curiosidade o que eu acho de “In Rainbow”, é o que a Wikipedia acha de “Hail To The Thief”, ou seja um resumo de carreira. E de certo modo compreende-se o que eles dizem) assentava em “In Rainbows que nem uma luva.
De todos os pedaços de céu aqui presentes, e que fazem com que eu não consiga deixar de distinguir uma carrada de musicas (Afinal neste ultimo mês ouvi o cd, o numero de vezes suficientes para que a média de uma vez por dia seja quebrada (mas também sou um gajo novo)), o pedaço de céu que tem mais virgens, é para mim, “Jigsaw Falling into Place”. Não há como não gostar.
Para quem quiser tirar o álbum legalmente a 0, infelizmente já não dá, mas também estes rapazes merecem qualquer coisa, afinal,
SÃO OS RADIOHEAD.
http://www.radiohead.com/www.myspace.com/radioheadhttp://www.inrainbows.com/