sexta-feira, novembro 24, 2006

Ausências

São três outra vez, rima, e é de propósito. O facto de serem três é que já não é propositado, mas sim um belo acaso. As duas primeiras músicas, são de cds recentemente comprados, daqueles que normalmente custam 7 euros e são tão apetecíveis, sendo que o segundo me foi referenciado pelo dono da loja. A terceira musica está de novo em alta, e dai….

Mercury Rev- The Dark Is Rising

A musica abre com uma orquestração sinfónica potente, que vai irr(interr)ompendo, a musica suave, lenta, calma, provocada pelo piano e pelo violino; a voz cândida, canta-nos sobre o sonho, sobre o que sentimos nos sonhos, e na desilusão que é o confronto entre sonhos e realidade, é a ideia juvenil dos sonhos que está em causa.
Não há melhor para abrir uma álbum que se chama All Is Dreams que uma musica sobre sonhos. O álbum é bastante homogéneo, sendo que quem gosta de uma das músicas, dificilmente não gostará de todas as outras.
Os Mercury Rev formaram-se nos finais dos anos 80 em Buffalo, Nova Iorque e o seu som caracteriza-se por um pop psicadélico muito ao estilo dos Flaming Lips. O sexteto inicialmente composto por David Baker (vocalista), Jonathan Donahue, Grasshoper, Suzanne Thorpe, Dave Fridmann, Jimy Chambers; eles tinham muitos conflitos uns com os outros, o que resultou em historias com muitas peripécias, que resultaram na saída de Baker em 1994.
Em 91 lançavam “Yerself Is Steam”, seguiu-se em 93 “Boces”, “See You On The Other Side” (95), “Deserter’s Songs” (98, e que para muitos é o melhor álbum da banda), “All Is Dream” (2001), “The Secret Migration” (2005), em 2006 lançaram 3 albuns, o Best of : “Essential: Stillness Breathes” 1991-2006, a banda sonora “Hello Blackbird”, e o mix álbum “Back To Mine”.

Para algo mais:
www.mercuryrev.net/ , www.myspace.com/mercuryrevmusic


The Webb Brothers- The Liar’s Club


Esta música é do tal cd (“Maroon”) que me foi aconselhado, o senhor da loja, disse que era um cd de pop, com alguns traços de psicadelismo, e realmente assim o é, é um cd difícil, que se começa a gostar, a partir da terceira vez que se ouve (no meu caso está claro), e que tem 3 ou 4 canções bastante orelhudas, delas destaco “The Liar’s Club”, uma canção em que a voz se combina com uma guitarra acústica, e a que se vai juntando ao longo da musica a bateria e o piano e etc. The Liar’s Club e o clube a que todos nós queremos pertencer e em que “there’s always someone new to meet and someone else to love”.
Os Webb Brothers são filhos de um lendário singer songwriter de seu nome Jimy Webb, e são eles: Justin (voz e guitarra) e Christiaan (teclados e voz) a que se junta o baterista Neil Ostrovsky. Adoptaram Chicago como sua cidade e começaram a dar espectáculos, até que em 1998, acharam que estava a altura de tentar gravar algo, mas nenhuma editora americana esteve interessada no que tinham gravado, daí em 1999 mudaram-se para Londres, após um bem sucedido espectáculo, durante a passagem de ano.
Tem três álbuns, são eles: “Beyond The Biosphere” (1999), “Maroon” (2000) e “The Webb Brothers” (2003).

Para algo mais:
http://www.webbbrothers.com/
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=46875063


Justice vs Simian – Never Be Alone


Para acabar, a musica que irritou o senhor Kanye West, tudo porque foi o vídeo desta musica e não o Kayne West, que ganhou o prémio MTV European Music Award, para melhor vídeo. Kayne revelou mau perder (tinha gasto muito dinheiro no vídeo que ainda por cima tinha a Pamela Andersson), e ainda por cima nunca tinha ouvido a musica antes, isto só mostra que ele não ouve o “Bons Rapazes”, na antena 3 que já há muito designaram esta música como a música oficial do programa. Para o Kayne, Justice e Simian, de certo cantarão: “Because we are young friends, you’ll never be alone again” e de certo que Kayne tal como nós irá bater o pezinho e abanar as ancas.
Este single foi lançado em 2006 e resulta da junção de Simian um grupo inglês com os franceses Justice. Esta musica foi editada pela International Dj Gigolo de Hell.

Para algo mais:
www.last.fm/music/Justice+Vs+Simian

terça-feira, novembro 07, 2006

Canções que não ouviram durante a latada


A latada passou e poucas foram as músicas que me recordo de ter ouvido, se calhar se tivessem passado estas, a historia seria diferente.

Whirlpool Productions- From disco to disco

Para quem tem ouvido o programa, Caixa de Ritmos da Antena 3 ultimamente, ja terá ouvido a remistura pelos Wighnomy Brothers, e sempre que essa musica passa, Nuno Reis, diz tratar-se de um clássico da musica house, mas só ouvindo o original e que conseguimos, perceber o que ele quer dizer.
From Disco to Disco, é uma viagem pelo espírito da musica house, o procurar do divertimento (as vozes durante a musica, transmitem sempre boa disposição), da musica, do amor. Toda a música nos relembra o som do house no inicio, tal como nos lembravam os Blaze em “Do you remember house?”.
Os Whirlpool Productions são os alemães: Eric D. Clark, Hans Nieswandt, Justus Köhncke e em 13 de Setembro de 1996, lançaram o álbum “Dense Music”, onde se encontra esta musica.
Catherine Feeny- You Crowd My Memories

As músicas de Catherine Feeny, tal como a maioria das músicas do estilo, singer songwriter, parecem ser feitas em momentos de extrema depressão, ou em momentos deprimentemente apaixonados, será este ultimo caso, o da música “You Crowd My Memories”. Neste tema a voz de Catherine navega suavemente nas ondas da sua guitarra, em tons graves, numa letra de uma beleza extrema.
Catherine é uma americana nascida em Filadélfia, mas que reside actualmente em Norfolk, com uma formação clássica em voz, piano e violino, foi em adolescente que adoptou a guitarra como instrumento.
Em 2003, lança álbum homónimo. Já neste ano de 2006 lançou o seu segundo álbum “Hurricane Glass”.
Esta musica, não está em nenhum destes álbuns, mas já esteve para download no site myspace de Catherine feeny.
Podem encontrar mais informações em: http://www.catherinefeeny.com/ e www.myspace.com/catherinefeeny.

Whitest Boy Alive- burning


Deixei esta música para o final porque terá sido a par do “young folks” dos Peter Bjorn and Jonh, a musica que terei ouvido mais vezes com o botão do repeat ligado durante estes últimos meses.
Os Whitest Boy Alive é um dos projectos de Erlend Oye, que já tínhamos ouvido falar por fazer parte dos Kings of Convinience (da fabulosa musica “Toxic Girl”), e também a solo, como Dj. Se os Kings of Convinience se caracterizam pela calma das guitarras, estes Whitest Boy Alive, poderiam ser caracterizados (e baseando-se no single, que é precisamente esta musica) como um intermédio entre os Kings of convinience, e Erlend Oye enquanto dj.
Este projecto constituido pelo norueguês Erlend Oye na guitarra e voz e pelos alemães, Marcin Oz no baixo, Sebastian Maschar na bateria e por Daniel Nentwing. Embora já se tenham constituído há cerca de 3 anos, só este ano lançaram o seu primeiro álbum, “Dreams”, álbum esse que foi classificado pelo Blitz com 2 estrelas em 5 possiveis, o que tendo em conta o novo figurino do Blitz, se poderá considerar elogioso. O Blitz considera o disco como o de um projecto pop-rock, o allmusic como rock; eles no entanto no seu site descrevem-se como um projecto de música electrónica de dança, que derivou para uma banda sem nenhum elemento programado. A verdade é que esta música, passa frequentemente em programas dedicados à música electrónica. È para ouvir, e perceber a mensagem a bater o pé.
Para mais informações: http://www.whitestboyalive.com/ e www.myspace.com/thewhitestboyalive
PS: Obrigado por todas as criticas feitas, são elas que permitem este blog evoluir. É bom, ouvir dizer que certa banda é medíocre, porque é sinal que antes de se ter entrado no blog, ela era só desconhecida ou quando muito indiferente, e cada banda for odiada ou amada, é uma vitória para mim.
Um dos comentários foi apagado, não por qualquer tique ditatorial, mas sim porque me senti verdadeiramente envergonhado com o erro ortográfico cometido (infelizmente não posso prometer que terá sido o último), e também porque não há necessidade nenhuma de me tratar pelo nome não fictício.
Continuem a criticar/comentar