Neo pop 2011. O último dia era para mim super atractivo. Bastaria que lá estivessem os Modselektor para que assim o fosse. E assim desloquei-me de comboio durante muito e muito tempo até Viana. Os horários são tão diversos que apanhar o último de Coimbra significa sair às 17 e qualquer coisa e chegas às 21 e tal. Metes-te no café a beber finos e a ver o futebol e só depois decides ir comer. A cozinha já fechou menino! E então pedes, cheiinho de fome, 2 sandes, uma de cada tipo que eles têm (prego e vitela). Acompanhas com um copo de vinho, depois cerveja, cerveja e cerveja. Estás assim a ocupar o teu tempo até perto da uma da manhã. Andas por Viana, passas nos bares, vês o concerto que há no centro da cidade e acabas já perto do recinto a olhar para o rio e mais uma vez a beber cerveja. Viana é uma cidade bonita e estar ligeiramente embriagado a olhar para o rio é quase romântico se não estivesses em modo masturbatório. Com isto já é 1 15min. Avanço para os bilhetes e só me perguntam em tom de desafio se eu aguento até às 13. Não vinha preparado para tanto e como tinha comboio cedo disse honestamente que não, não aguentava (sou tão fraco homem que nem mesmo mentindo conseguiria ser gabarola). Dj Ride a aquecer as hostes. As pessoas ainda tímidas balançam os corpos ainda longe do palco. De seguida os canadianos Junior Boys vêm do frio para nos aquecer o coração. A fazerem a ponte entre artistas muito ligados ao Hip Hop, protagonizaram os primeiros momentos de êxtase. Viu-se o publico a avançar para ao pé das grades, viu-se as primeiras hippies mais aceleradas a lançar que nem um Ronaldo os chinelos para longe (sim a andarem descalças a dançar no meio da terra, o que a mim meteu extrema impressão). No final do concerto gostaria de ver os Junior Boys em outro contexto, provavelmente sentadinho, ou então em uma hora anterior, mais longe e com melhor som. Afinal isto é para dançar em cadência de embalo e não em violentos movimentos. Finalizaram com o grande “In The Morning”. De seguida veio da Califórnia “Gaslamp Killer”. Dele conhecia pouco e fiquei fã. Um grande entertainer. Puxa sons conhecidos do grande público, junta-lhe hip-hop, dubstep. Dança faz dançar. Um autêntico louco. Não se coibiu de andar em palco durante os Modselektor. Eles que vieram a seguir e não desiludiram. Passaram bastantes êxitos e não deixaram nunca o público morrer. Interagiram bastante com o público e durante Koze ainda andaram pleno palco a dançar e pelo público a distribuir Vodka. A actuação foi sempre em bitola alta e a partir tudo. Os momentos altos foram a remistura para o tema de Bjork e como não poderia deixar de ser “Kill Bill 4” (com o famoso champanhe) que deixou tudo maluco. Eu inclusivamente fiz um gritinho histérico que só não me envergonhou porque já não dava para isso. De seguida Koze. Gosto muito de Dj Koze. Principalmente em casa, sentadinho e se puder de olhos fechados ou ao computador. No NeoPop e à hora a que foi já estava um pouco morto vivo. O minimal era demasiado minimal, já era demasiado constante e homogéneo. Já dançava que nem um morto vivo. Se gostei? Gostei mas mais cedo era outra coisa. E depois quando Koze acaba começamos a ouvir barulho a entrar primeiro pelo ouvido direito e só depois pelo esquerdo. Viramos a cabeçaa para a direita e vemos um pequeno palco aparecido do nada. Lá em cima já estava o inglês Harvey. Olhei para o relógio e já eram quase 8. Fiquei mais um bocado para ver se ressuscitava mas a verdade é que estava suficientemente morto para avançar para o comboio das 8 e 30 e não para os das 9 e 30. Hoje já não sabia se ia ao Neo Pop, foi demasiado dinheiro e demasiado cansaço. Mas como é que eu não iria ver os Modselektor? Se for preciso é já amanhã… Bem talvez depois de amanhã ou até depois, mas não foi a última!
Ps: Se fizesse isto há 3 semanas como devia o texto seria mais rico em pormenores certamente…