terça-feira, agosto 30, 2011

Orgásmico


The Strokes – Hard to Explain (Owen Pallett cover)


O site strereogum é um óptimo sítio para conhecer música. De vez a vez tiro de lá as mixtapes que têm para download e também certos álbuns de tributo. Em 2011 e para comemorar os 10 anos de “This Is It” dos The Strokes, aquele que é o melhor álbum deles e um dos melhores dessa década, foi pedido a bandas como Pete Bjorn and John, Computer Magic, Real Estate, Owen Pallett, etc…para fazerem versões de todas as músicas do cd para depois ser editado no álbum “Stroked”. A primeira música “Hard to Explain” em versão Owen Pallett está vários furos acima de todas as outras. A que mais se aproxima será “Barely Legal” pelos Real Estate. Mas a versão de Owen Pallett é qualquer coisa. Estava a ouvir a música e quase que me vinha, salvo seja.
Owen Pallet é um rapaz canadiano que era habitualmente conhecido por Final Fantasy. Recentemente ele deixou cair o alter ego devido às Linkconfusões que advinham do jogo com o mesmo nome e então passou a usar parte do seu longo nome como o seu nome artístico.
Com formação clássica em violino, Owen cedo se aproximou da cena indie tendo colaborado muito activamente nos primeiros 2 álbuns dos Arcade Fire. Também colaborou com Beirut e os Last Shadow Puppets entre outros. Entre 2005 e 2006 lançou 2 álbuns com o nome de Final Fantasy. Já sob o seu nome lançou em 2010 “Heartland”.






Ps: a dos Wise Blood para “Someday” também não está nada má

http://stereogum.com/767531/stroked-tribute-to-is-this-it/mp3s/
www.myspace.com/owenpallettmusic
www.owenpalletteternal.com


sábado, agosto 27, 2011

Dançar até quebrar

Neo pop 2011. O último dia era para mim super atractivo. Bastaria que lá estivessem os Modselektor para que assim o fosse. E assim desloquei-me de comboio durante muito e muito tempo até Viana. Os horários são tão diversos que apanhar o último de Coimbra significa sair às 17 e qualquer coisa e chegas às 21 e tal. Metes-te no café a beber finos e a ver o futebol e só depois decides ir comer. A cozinha já fechou menino! E então pedes, cheiinho de fome, 2 sandes, uma de cada tipo que eles têm (prego e vitela). Acompanhas com um copo de vinho, depois cerveja, cerveja e cerveja. Estás assim a ocupar o teu tempo até perto da uma da manhã. Andas por Viana, passas nos bares, vês o concerto que há no centro da cidade e acabas já perto do recinto a olhar para o rio e mais uma vez a beber cerveja. Viana é uma cidade bonita e estar ligeiramente embriagado a olhar para o rio é quase romântico se não estivesses em modo masturbatório. Com isto já é 1 15min. Avanço para os bilhetes e só me perguntam em tom de desafio se eu aguento até às 13. Não vinha preparado para tanto e como tinha comboio cedo disse honestamente que não, não aguentava (sou tão fraco homem que nem mesmo mentindo conseguiria ser gabarola). Dj Ride a aquecer as hostes. As pessoas ainda tímidas balançam os corpos ainda longe do palco. De seguida os canadianos Junior Boys vêm do frio para nos aquecer o coração. A fazerem a ponte entre artistas muito ligados ao Hip Hop, protagonizaram os primeiros momentos de êxtase. Viu-se o publico a avançar para ao pé das grades, viu-se as primeiras hippies mais aceleradas a lançar que nem um Ronaldo os chinelos para longe (sim a andarem descalças a dançar no meio da terra, o que a mim meteu extrema impressão). No final do concerto gostaria de ver os Junior Boys em outro contexto, provavelmente sentadinho, ou então em uma hora anterior, mais longe e com melhor som. Afinal isto é para dançar em cadência de embalo e não em violentos movimentos. Finalizaram com o grande “In The Morning”. De seguida veio da Califórnia “Gaslamp Killer”. Dele conhecia pouco e fiquei fã. Um grande entertainer. Puxa sons conhecidos do grande público, junta-lhe hip-hop, dubstep. Dança faz dançar. Um autêntico louco. Não se coibiu de andar em palco durante os Modselektor. Eles que vieram a seguir e não desiludiram. Passaram bastantes êxitos e não deixaram nunca o público morrer. Interagiram bastante com o público e durante Koze ainda andaram pleno palco a dançar e pelo público a distribuir Vodka. A actuação foi sempre em bitola alta e a partir tudo. Os momentos altos foram a remistura para o tema de Bjork e como não poderia deixar de ser “Kill Bill 4” (com o famoso champanhe) que deixou tudo maluco. Eu inclusivamente fiz um gritinho histérico que só não me envergonhou porque já não dava para isso. De seguida Koze. Gosto muito de Dj Koze. Principalmente em casa, sentadinho e se puder de olhos fechados ou ao computador. No NeoPop e à hora a que foi já estava um pouco morto vivo. O minimal era demasiado minimal, já era demasiado constante e homogéneo. Já dançava que nem um morto vivo. Se gostei? Gostei mas mais cedo era outra coisa. E depois quando Koze acaba começamos a ouvir barulho a entrar primeiro pelo ouvido direito e só depois pelo esquerdo. Viramos a cabeçaa para a direita e vemos um pequeno palco aparecido do nada. Lá em cima já estava o inglês Harvey. Olhei para o relógio e já eram quase 8. Fiquei mais um bocado para ver se ressuscitava mas a verdade é que estava suficientemente morto para avançar para o comboio das 8 e 30 e não para os das 9 e 30. Hoje já não sabia se ia ao Neo Pop, foi demasiado dinheiro e demasiado cansaço. Mas como é que eu não iria ver os Modselektor? Se for preciso é já amanhã… Bem talvez depois de amanhã ou até depois, mas não foi a última!

Ps: Se fizesse isto há 3 semanas como devia o texto seria mais rico em pormenores certamente…






















terça-feira, agosto 09, 2011

Se os jovens londrinos ouvissem Woon se calhar não seriam tão violentos


Jamie Woon - Night Air
Jamie Woon - Blue Truth


Ainda não sei qual o feedback transmitido pelo concerto de Jamie Woon no concerto do Sudoeste. Ainda irei ler qualquer coisa na imprensa. Assim de cabeça, a par do Kanye West, The National, Interpol (porque Interpol ainda é Intepol) Jamie Woon seria aquele que me causava maiores expectativas, até por ser uma novidade. Acontece que o Alentejo é longe e o dinheiro não é um tecido eréctil bombeado pela excitação. Conheci a música de Jamie Woon aquando de reportagens sobre o South By Southwest já não sei se em Fevereiro ou em Março. Ironicamente a estreia de Jamie Woon em Portugal foi no Sudoeste (será que pagam algum royalty?). Irei aguardar. Com certeza que esta não foi a última vez de Jamie em Portugal.

Com um som na linhagem de James Blake, que veio desbravar mais um mato sonoro, mas com um ritmo mais dançável, dentro de uma gradação de ténue abanar de ancas, Woon começou a ganhar notoriedade em 2010 com o single “Night Air”. Filho de uma cantora teve uma música acapela escolhida para uma compilação de Gilles Peterson em 2006. Depois foi emprestando a voz a vários produtores até que em 2010 ganhou notoriedade a solo. Escolhido pela BBC como um nome a que se deve estar atento em 2011, lançou em Abril do presente ano o primeiro álbum “Mirrorwriting”

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ps: e passado alguns dias só há um video do concerto de Jamie no Sudoeste. E o som não está grande coisa já que as raparigas estão na primeira fila. Vale por estarem na primeira fila e terem colocado o video. Bem-Hajam


www.myspace.com/jamiewoon
www.jamiewoon.com

quarta-feira, agosto 03, 2011

terça-feira, agosto 02, 2011

When there's music there's someone dancing happy

SebastiAn -Embody




Não sei se esta música tem passado muito na rádio portuguesa. Ando a ouvir menos do que gostaria para poder afirmar que não anda a passar. O último single do francês SebastiAn é muito bom e merece divulgação. Muito “rádio friendly” e logo de fácil compreensão audiofónica. Ouvi uma vez (já há algum tempo) e depois outra e outra na “BBC Radio 1” e tratei de adicionar aos favoritos do youtube já que para além do som acresce um videoclip também muito divertido. O tema pode ser ouvido no “Embody-Ep” de 2011 ou no recente primeiro álbum (não preciso de dizer o ano pois não?) “Total”.








www.myspace.com/0sebastian0