sexta-feira, janeiro 29, 2010

It´s Simple, when High Together All The Girls get down

Siriusmo - All The Girls
Siriusmo - Simple
Siriusmo- High Together

O site "Clashmusic" aponta Siriusmo como uma daquelas "coisas" a seguir em 2010. Adoro quando dizem x ou y, são aqueles que devem seguir no novo ano, ou quando a meio do ano, proclamam em pequenos artigos, ou grandes, que o disco x que agora estão a criticar, é o disco do ano, e depois no final do ano, nicles, o disco não aparece lá, mas também, até lá já houve cento e tal discos do ano, e logo algum terá que ficar de fora. Fico contente por Siriusmo vir a ter uma das "coisas do ano". Fico contente, porque a electrónica de Siriusmo é das que mais me entusiasma, tendo uma originalidade e um cunho pessoal facilmente identificáveis (inclusive em remisturas) e as músicas caiem muito bem no ouvido; depois porque isso quererá dizer que Siriusmo vai produzir o seu primeiro álbum, depois de ep e cd singles bastante interessantes. A minha história com Siriusmo começou com o Ep "Diskoding" de 2008, um ep muito bom, desde a intro até ao final, consegui também passar a febre "Diskoding" a um colega meu que presentemente o usa como munição no seu carro para disparar a ouvidos mais electrónicos. Deste Ep o destaque irá para o viciante e moderadamente calmo "Simple". Já mais recentemente fiquei com "All The Girls" na cabeça, o que é normal tendo em conta que sou rapaz. A música anda muito na linha de "Simple" e pertence ao Ep de 2007 "All The Girls". Ultimamente conheci a "pièce de résistance" High Together" (haverá melhor forma?), uma magistral música electrónica, um tema que em certos momentos parece quase épico, ao nível daquelas músicas produzidas por grandes orquestras (pelo menos na minha alucinada cabeça). A música pertence ao Ep "Uninvited Guest" de 2009.
Siriusmo é o alemão (actualmente a viver em Berlim) Moritz Friedrich (Siriusmo vem do autocolante que ele tinha num órgão do qual ele gostava muito do som, e que dizia "Sirius", o "mo" vem das iniciais do seu nome). Este alemão tem como verdadeira paixão os grafittis (talvez daí as capas dos cds...), sendo que na verdade vive de trabalhos temporários ao nivel da pintura, ilustração, grafittis e inclusive na construção civil. Mas há mais particularidades, como o facto de usar segmentos vocais em mais de uma música e também o facto de não actuar ao vivo (o que é realmente uma merda), sendo que assim só o podemos ouvir em discos (quem sabe se a cabeça do rapaz não virá a mudar com o lançamento do álbum, mais uma boa razão para que venha a ser umas das coisas de 2010).
É este o estranho Siriusmo:













http://www.myspace.com/siriusmo

terça-feira, janeiro 26, 2010

As cadeiras são só um estado de espírito

Legendary Tiger Man - The Saddest Thing To Say (feat. Lisa Kekaula)

Romper o status quo. foi isso o concerto de Legendary Tiger Man no teatro municipal de faro (vulgo teatro das figuras). Teatro que diga-se de passagem é bem aprazível, com muito boas instalações. Cedo o homem tigre disse ao que vinha e advertiu que as cadeiras eram somente um estado de espírito ( algo que já tinha sentido na apresentação do "Mascarade" no TAGV, em que embora sentado, a minha cabeça e os meus pés não conseguiam simplesmente estar quietos), as pessoas não perceberam logo e passado algum tempo, o homem tigre foi mais directo e incentivou as pessoas a levantarem-se, e colocarem-se à frente do palco, porque a música dele fazia com que as ancas abanassem, a maioria ouvi-o e foi efectivamente para a frente do palco, os outros tipo harmónica, também tiveram que se levantar, eu estando numa das filas da frente, pude-me levantar no meu lugar. Num teatro que surpreendentemente (surpreendeu-me a mim e também Paulo Furtado, que o revelou durante concerto) estava à pinha, os quilómetros que percorri iam-se revelando como infrutíferos, já que quando lá cheguei 15 minutos antes da hora do concerto, a primeira resposta na bilheteira, foi um não sei se ainda há, mas depois lá viu que havia um ultimo, que eu adquiri mais rápido do que o Lucky Luc. Depois, durante o concerto, foi o habitual; Paulo Furtado em cima da sua nave especial (vulgo mini-palco, com o instrumental todo) a dar show, ou não fosse ele um performer tremendo, sempre com um humor aguçado, mordaz e sóbrio interagindo sempre que podia com o público, tendo inclusive feito um instrumental de Blues de 4 minutos, para uns jovens mais acalorado irem para fora do teatro beber umas cervejas fresquinhas (mais uma facada no status quo de um teatro). Depois a componente visual, como sempre assume nos espectáculos de Paulo Furtado grande importância, com a passagem dos seus filmes realizados com a sua Super 8, contextualizando as suas músicas. Quanto a esta última andou-se numa espécie de intercalação entre temas de "Femina" e temas de álbuns antigos, o que para mim, foi bom tendo em conta que sou fã de "Mascarade" e a minha música preferida de Legendary Tiger Man, foi o seu primeiro single de sempre "Naked Blues". Quanto a "Femina", álbum que eu não conheço ainda muito bem, os singles "Life Ain't enough For You" e "These Boots Are Made For Walkin´" são realmente musicas excepcionais, embora a falta das vozes femininas são para mim sentidas, no entanto desta forma damos mais atenção ao fenomenal som que sai da guitarra, o que acaba por compensar. Do novo álbum, e como não conhecia "The Saddest Thing To Say" com voz de Lisa Kekaula dos Bellrays esta foi a música que que mais me surpreendeu, e sem dúvida que mereceu toda a atenção. que lhe devi e que lhe estou a dar. Ela é cantada com a voz de gravada, (mas em baixo poderão ver com a própria Lisa) e ainda bem porque seria impossível (quer me parecer) que Paulo Furtado interpretasse tal música (e vale a pena ouvir esta canção). O final do concerto foi rasgadinho (Paulo furtado avisou que a partir de certo momento as coisas iam piorar, mas também há aquela frase "quanto pior, melhor"). Enfim, mais um bom concerto assistido.










www.myspace.com/thelegendarytigerman

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Muy Adolescente

Moldy Peaches - Anyone Else But You

Não tenho a certeza se já aqui destaquei esta música ou não, mas também, dentro do conceito do blogue, isso é um facto de pouca relevância. Hoje esta música está na minha cabeça devido a "Juno" um filme que já tem uns anitos, mas que a minha preguiça e alheamento das salas de cinema faz com que eu já esteja sempre 2 a 3 anos atrasado. felizmente a série y vem reparar as minhas falhas. Juno é um filme de uma adolescente que fica grávida e tem que tomar uma decisão mais adulta, decide então dar o filho quando este nascesse, mas até lá continua com a sua atitude e com o seu pensamento sonhador, adolescente. Era um filme que à partida já me tinha ganho, tendo em conta que sempre gostei de filmes sobre esta fase da vida, principalmente se se debruçar sobre situações mais limite.
E enquanto mais se vai vendo o filme, mais ficamos com a sensação que a música dos Moldy Peaches adequa-se perfeitamente ao filme.
Eu já há algum tempo que ouço Moldy Peaches e fiquei satisfeitíssimo por ser a música do filme.
Para quem conhece as músicas de Adam Green e depois ouve Moldy Peaches, consegue identificar imediatamente o dedo do autor, no entanto a presença de Kimya, com a sua voz acriançada (que bem que fica em Juno), faz-me gostar mais das músicas do duo do que de Green a solo, além disso, e embora possa parecer incrível ,as letras dos Moldy Peacheas são mais sérias e menos jocosas.
Os Moldy Peaches, pertencentes ao movimento anti-folk, são essencialmente Adam Green e Kimya Dawson (em palco eram mais), tendo nascido em 1999 e terminado em 2004. O 1º sucesso deles foi o engraçado "Who's Got The Crack" (tão Adan Green), mas a canção mais famosa, e também graças a Juno, é "Anyone Else But You", que pertence ao primeiro album dos Moldy Peaches, o homónimo de 2001.






You're a part time lover and a full time friend
The monkey on you're back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

I will find my nitch in your car
With my mp3 DVD rumple-packed guitar
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du

Up up down down left right left right B A start
Just because we use cheats doesn't mean we're not smart
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, I want more stage
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Don Quixote was a steel driving man
My name is Adam I'm your biggest fan
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Squinched up your face and did a dance
You shook a little turd out of the bottom of your pants
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du
But you

Juno:




www.moldypeaches.com

http://www.myspace.com/themoldypeachesfans

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Regresso ao Futuro

Delorean - Moonson
Delorean - Deli
Delorean - Seasun (adicionada à posteriori para evitar a insanidade do editor)

Este Ep passará à história como um dos "dez" discos que mais gostei de ouvir este ano, o que é notável, tendo em conta que é um Ep e logo é ao mesmo tempo muito injusto tendo em conta que houve um grande número de muito bons álbuns este ano, o que me faz pensar em quantos segundos correrei os 100m até à loja do lado quando estes rapazes lançarem o seu próximo álbum, até porque isto não vem de hoje, muitas remixs que eles conceberam ficaram-me na memória.
Hei-de incluí-los mais à frente, eventualmente, numa lista dos cds que mais gostei de ouvir este ano (eventualmente porque disse o mesmo o ano passado, e se se passar o mesmo, mais vale esperarem sentados, que é efectivamente a forma como a maioria das pessoas acede à Internet).
As quatro músicas, deste "Ayrton Senna Ep" (é mais ou menos como o som dos carros da F1, que passam por nós a uma velocidade enooorme e depois o barulho fica a ecoooar nos nossos ouvidos por bastante tempo), ouvem-se todas fantasticamente bem mas "Deli" e "Moonson" são geneticamente "compatibilissimas" com o meu DNA auricular. A abordagem à musica electrónica destes espanhóis faz lembrar os "The Rapture" e embora o apelo para dançar seja tão grande como nestes, mas nos Delorean as batidas nunca são tão fortes, vigorosa, há uma certa calma presente. O bom gosto e o "cool" desfilam, quer numa pista de dança, quer num dia soalheiro, numa praia num barco, num sitio qualquer em que o sol bata, e uma bebida bem fresca pede-nos para acompanhar a música.
Estes rapazes sediaram-se em Barcelona, mas são efectivamente bascos, facto que me foi confirmado, por duas colegas bascas a quem eu perguntei se conheciam os Delorean de Barcelona, ao que elas responderam que não, não conheciam muito bem a música mas disseram-me que eles eram bascos e eu confiei, e bem, porque depois fui logo ao computador verificar que assim era. Os seus nomes são Ekhi, Unai, Tomás, Igor. Mas o nome que verdadeiramente necessita de ser decorado é Delorean...
Ps: caguem "Seasun" também é "compatibilissima" e também merece destaque.












E em bónus, "Seasun" que acho que eles interpretam ao vivo de uma forma magnifica:





http://www.myspace.com/deloreandanz

sábado, janeiro 09, 2010

As noites estão gélidas não estão?

The Field - Everybody got to learn sometime


A música de The Field, é uma viagem de carro numa longa e gélida noite. Gélida, porque a frieza, a falta de sentimento (ou a diminuição no sentir) na música do frio sueco The Field é subjectivamente notória, longa porque este ultimo album de The Field tem a curiosidade de ter 6 músicas, mas a menor tem 6 minutos e 45 e a maior mais de 15 minutos, noite porque não o consigo associar ao dia, alíás até consigo; consigo ao amanhecer antes de o sol raiar, quando a luz é tunebre e o frio abraça. Quanto à viagem, bem, tem-me sabido bem conduzir sob a orientação deste som.
The Field é Axel Willner, um sueco especialista em "minimal ambiencial". Assinou pela Kompakt após lhes ter enviado uma demo. Em 2007 lançou o seu primeiro longa duração "From Here We Go Sublime", album aclamado pela critica e unanimente considerado um dos albuns desse ano. Já o novo album "Yesterday and Today" não foi tão unanime, mas mesmo assim foi unanimente criticado de uma forma favorável.
Também na minha opinião, este album fiacará um pouco aquém do primeiro "From Here We go Sublime" (irónico não?), mas também deve ser dificil superar um album que tem músicas como "Over The Ice" ou "Everyday", mas ouve-se muito bem e se se ouve muito bem....
Destaque para a versão "Everybody got to learn sometime", uma excelente musica da banda sonora de "Eternal Sunshine Of The Spotless Mind". O álbum foi gravado com músicos a tocar ao vivo, tal como "ele" se apresenta muitas vezes ao vivo também em formato banda.



este último penso que não tem nada de oficial, mas traduz bem o que eu acho da música de The Field





Agora algumas razões pelas quais eu odeio que a vinda de The Field a Coimbra se tenha dado em plena época de exames:








www.myspace.com/thefieldsthlm

Será que é este ano...

sexta-feira, janeiro 08, 2010

I got a feeling i'm gonna laugh

Uma divertida paródia (entre as muitas que existem...) da música adoptada pela selecção (e que foi uma das duas músicas dos Black Eyed Peas que estavam para votação no site da Pitchfork como das mais irritantes de 2009, é claro que não deve bater o Boom Boom Boom). Vamos ver se o mundial vai ter mais a ver com a paródia ou com o original (I got a feelling que será a ver com o original).




O site college humor tem lá muitas coisas divertidas... como esta...





Riam-se, diz que faz bem...

terça-feira, janeiro 05, 2010

E agora que o Inverno já começou...

Yacht - Summer Song
Yacht - Psychic City (Voodoo City)


A minha "paixão" (atentem por favor às aspas) não começou com qualquer "Summer Song" mas sim num frenético concerto de apresentação do Ep "Summer Song" a partir daí os Yacht pertencem à minha "Hearthbeat City" and I fall in love every minute of a track.
"See Mystery Lights" (2009) é o terceiro longo capitulo de uma viagem fantasiosa, simples, sonhadora, adolescente em que podes viver aonde tu bem entenderes e em que os teus sonhos se realizaram. É este o Universo Yacht, eles que entraram agora no universo da DFA (primeiro longa duração por estes) e que se tornaram definitivamente eles, já que Jona Bechtolt passou a ficar definitivamente muitíssimo bem acompanhado com Claire L. Evens.
Aproveitem e explorem o site deles que é bastante interessante, e ficamos até a saber que a própria Psychic City é uma versão de uma música de Rich Jensen chamada Voodoo City feita em 1987 quando este era adolescente e gravou uma cassete que depois deve ter mostrado a Jona já em 2004 quando tinha 23/24 anos e já era amigo e fã da banda. Explorem o site, que para além desta informações engraçadas também permite sacar algumas musicas gratuitamente e legalmente.













http://www.teamyacht.com
http://www.myspace.com/yacht