terça-feira, janeiro 30, 2007

Simplesmente Thom Yorke

Outro dia, um colega meu referiu, que tinha conhecido umas raparigas, que não conheciam, os Radiohead, ao que eu referi, ser isso para mim um critério de exclusão, sinceramente, parece-me que não exclui muita gente, o que até é bom, mas mesmo assim nunca se sabe. Na realidade, quem não conhece os Radiohead, deveria conhecer, nem que seja só pelo facto de merecer a pena (isto não sei porquê dá o seu quê de irónico (e o jogo de palavras também é muito giro (e estar a comentar as suas próprias frases é coisa de louco; ups))). As músicas aqui apresentadas, estão em cd com musica ao vivo, e raridades, e uma pessoas quando ouve, cd deste género dos Radiohead, já se sabe sempre que existirão lá musicas, que provarão o porquê dos Radiohead serem das melhores bandas do mundo (pelo menos a mim provam).
Na Frigia existia um rei lendário, Midas, que por favorecer o culto de Dionísio, foi recompensado com o poder de transformar em ouro tudo aquilo em que tocasse.
Não deverá ser o caso de Thom Yorke, mas a verdade é que algum do talento dos Radiohead se deverá a ele, mas não serão só os Radiohead a agradecer o seu toque de Midas, também os “The Drugstore” lhe poderão agradecer a sua colaboração numa música.


Radiohead- Gagging Order
Radiohead- Fog (Again) (Live)



Os Radiohead nasceram em1986 em Oxford, sob o nome de “On a Friday”, visto ser o único dia em que os membros da banda se podiam encontrar. O nome de Radiohead, veio de uma musica dos Talking Heads “Radio Head”.
Compostos por: Thom Yorke(voz e guitarra), Ed O’Brien (guitarra), Jonny Greenwood (guitarra e teclados), Phil Selway (bateria).
Tornaram-se conhecidos com Pablo Honey (1993), seguiu-se The Bends (1995), explodiram depois com “Ok Computer” (1997), um álbum considerado dos melhores álbuns do mundo de sempre e também com certeza um dos mais comercializados. Depois “Kid A” (2000), “Amnesiac” (2001), “I Might Be Wrong: Live Recordings” (2001) e “Hail To The Thief” (2003).
Estas duas músicas estão na compilação “Com Lag (2plus2isfive), que como diz na caixa: “This compilation is for Japan”, mas felizmente, acabou por der distribuída na Europa, e assim chegou ao mercado europeu, a um preço normal, e não os preços exorbitantes que normalmente estas edições específicas, que as bandas costumam fazer para o Japão alcançam. São sem dúvida as músicas mais intimistas deste álbum.
A primeira, tem a voz de Thome Yorke e a o som da sal guitarra a mais uma vez versarem o amor. “There’s nothing left to see”, mas diria eu: There’s always something left to here, e se não houver, vale a pena meter esta musica no repeat.
Já a segunda, é mais uma bela melodia, e uma bela letra cantada por Thom Yorke ao piano. Suave, desliza até ao seu final, mas na nossa cabeça continua a ecoar. Já tinha aparecido como lado B de Amnesiac e nesta condição foi das músicas que mais se destacou.


Radiohead- True Love Waits



Tinha eu 16 anos, e era esta provavelmente a minha música preferida, nem que tenha sido; se calhar só por uns meses dessa idade, mas a verdade é que foi, vocês sabem como é, ouvir a música em repeat, saber a letra toda, cantarolar a musica na rua sem estarmos a reparar, ou seja aquela música que achávamos e achamos perfeita. A letra acompanhava, a música na sua perfeição, e as palavras eram absorvidas como se de um livro se tratasse; se tivesse nessa altura esta ideia, provavelmente teria sido eu a inventar os Áudio-Livros, agora tão na moda. È uma daquelas músicas, que quando a ouço, ainda tenho aquela tentação de a considerar a mais bela do mundo (algo errado, porque há as belas e não a mais bela).
Uma pessoa consegue largar as suas convicções, fazer sacrifícios, porque “True Love Waits” e daí, “Just don’t leave, don’t leave”
Pertencente ao albúm “I Might Be Wrong” (2001),uma compilação de registo ao vivo referentes aos álbuns “Kid A” e “Amnesiac”, e em que este original, é até pelo período a que o álbum se refere a única musica desprovida de electrónica, em que somente uma guitarra e a voz de Thom Yorke reinam, e esta quase que nos consegue transmitir o sofrimento inerente ao amor.

www.radiohead.com


The Drugstore feat Thom Yorke– El President


A música sem Thom Yorke, é muito bonita, é muito boa é certo, mas a versão com o Thom Yorke é excelente (ou seja melhor que muito boa), não sei bem de onde vem a melhoria, sendo que os arranjos são praticamente iguais, portanto a explicação mais obvia, é o facto da voz de Thom Yorke se adequar de uma forma extraordinária á música; tipo pôr do sol a cair atrás do mar, adequa-se muito bem não é?, ou atrás das dunas?, porque raio é que as pessoas associam sempre um belo pôr de sol à praia?
Os “The Drugstore”, apareceram em Inglaterra em 1993, e eram constituídos por: Isabel Monteiro (baixista e vocalista, uma brasileira radicada em Inglaterra), Mike Shylinski (baterista e americano), Daron Robison (guitarrista).
O nome foi inspirado no filme de Gus Van Sant “Drugstore Cowboy” (já vi e não fiquei grande fã).
Isabel Monteiro não gostava da sua voz, e por isso promoveu audições para vocalista do grupo, mas como não apareceu nada que lhe interessasse, lá avançou ela em frente e a sua voz rouca.
Editaram três álbuns originais, sendo que a versão aqui referida está no segundo álbum, de 1998 “White Magic For Lovers”. De referir que os The Drugstore, já estiveram em Portugal.
Enfim “They killed the president”.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

We better start living

Tom Vek - Nothing But Green Lights
Foi a música que esteve na minha cabeça no dia de hoje com o seu baixo vibrante e viciante (viciante, é aquela palavra que toda a gente usa, mas que não existe no dicionário, no entanto neste caso fica bem melhor do que viciador).
“There’s nothing but green lights from here”, e logo o melhor é mesmo ir “straight ahead”.
Tom Vek é aquilo a que se chama “a one man band”. È um londrino, que combina a electrónica, com o rock e com o punk, sempre com aquele espírito de festa e de dança.
A música está presente no seu único de disco “We Have Sound”, de 2005, e que foi gravado na garagem dos seus pais.

www.tomvek.tv


Tom Vek-If You Want (Playgroup dub)


Foi desta música que eu retirei o meu último lema de vida (último porque na verdade, adopto lemas de vida sazonalmente (estações de vida), e largo os lemas porque me esqueço deles, ou porque perdem significados, ou porque chego à conclusão de que eles, não têm nada a ver comigo; bem não interessa, o que interessa é que os adopto); e para que isso tivesse acontecido, é porque estava atentamente a ouvir a música, e de repente, apareceu na minha cabeça um: “isto é extraordinário, este frase que não é nada de mais tem realmente uma pausa brutal; é pá é linda, e as interpretações que se podem ter dela podem ser variadas, gostei mesmo da forma como isto soa e se adapta à minha vida, ou como é a frase que eu gostava que caracterizasse a minha vida”. Pronto, é certo que é um pensamento algo rebuscado, mas de certo modo define aquilo que é um lema.
Para além da habitual qualidade das músicas de Tom Vek, há o acréscimo de ser uma remistura dos Playgroup (sim aqueles do “Number One”), de Trevor Jackson (dono da Output Recordings) e a que não conheço uma remistura, que não me tivesse deixado excitado (de tal modo, que foi a única pessoa que me levou a considerar comprar um disco só de remisturas).
Está presente no cd single de 2004 de Tom Vek: “If You Want”
A música tem passagens a que uma pessoa só lhe apetece responder com um salto, e no meio das batidas, eu passo por aquela experiência estranha (ou não) de me identificar com grande parte da letra: I guess I’m proud to be different.
Depois disto resta a frase: “If you wan’t to die, then you (“we” na música) better start living”.

http://www.outputrecordings.com/, http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=38782501

sábado, janeiro 13, 2007

Há coisas que nao me saiem da cabeça e não sei bem porquê

Dj Shadow- This Time (I’m Gonna Try It In My Way)


Às vezes é assim, acordas, e não sabes bem porquê, tens um som na tua cabeça; o teu inconsciente gosta de música, e como não é consciente, tu não sabes bem porquê (bem, e não é assim com tudo, nós não sabemos porque é que gostamos das coisas), eu até nem acho a música, nada de especial, ok, é “engraçadita”, é melódica, fica na cabeça (ups, parece que afinal descobri a pólvora), mas não me deixa maluco, no entanto nesta sexta-feira foi desde que acordei, a ouvir (dentro da minha cabeça; está claro) em repeat, e a cantar: This time, Oh this time, I’m gonna try it in my way.
Para quem ainda não reparou, estou a “cantar” do single do novo cd de Dj Shadow, cd esse, que teve, criticas não muito positivas, por parte da imprensa escrita e falada, e cujo single (ainda não ouvi mais musicas do álbum), foge aos cânones habituais deste produtor.
O seu verdadeiro nome é Josh Davis, é californiano, e foi um pioneiro, a alargar as fronteiras do Hip-Hop, com os seus instrumentais. Lançou até agora 4 álbuns, sendo que o primeiro “Endtroducing…” (1996), foi aclamado pela crítica. O seu ultimo “The Outsider” (2006), é de onde vem este “This Time (I’m gonna Try In My Way)”.

http://www.djshadow.com/, www.myspace.com/djshadow

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Tristeza = Beleza

Joanna Newsom-Peach, Plum, Pear


Joanna Nwesom, lançou em 2006, o álbum “Ys”, um álbum de poucas mas muito longas canções, que foi praticamente unânime, em termos de críticos e de músicos, na eleição dos melhores álbuns de 2006. No entanto a musica por mim referida, é do seu primeiro álbum, “Milk-Eyed Mender” (2004).
Joanna desde muito cedo, começou a aprender piano, tendo aos 7, mudado para a harpa, mais tarde associou esses conhecimentos ao Folk.
A música, tem um estilo muito próprio (o que desde logo é muito aliciante), e a voz de Joanna é do mais esquisito que há (o que também é aliciante), lembrando uma criança, e transportando as suas músicas para o domínio da inocência.
A letra, é um poema, muito, mas mesmo muito bem feito, e aconselho, a que dêem uma vista de olhos por ele, já que vale bem a pena.
“I Was blue”.


Mogwai – Nick Drake


Nick Drake (1948-1994), inglês, foi um singer-songwriter, importante, para a história da música. Cedo, aprendeu música por influência da mãe. Tocou piano, viola, e cantou. A sua música traduzia, a pessoa, a personagem que era. Vitima de insónias, de timidez, de depressão, que o foi “comendo” ao longo da vida. Era um rapaz sensível, e tão tímido, que mal falava para as pessoas, isso ajudou em muito a explicar o seu pouco sucesso enquanto musico em vida, já que nessa altura, a industria vivia muito à custa dos concertos ao vivo, algo em que Nick não se sentia nada à vontade.
Ao longo dos anos, a depressão foi tornando-se mais forte, obrigando-o a ser internado, na psiquiatria, e sendo medicado com anti depressivos.
A depressão obrigou-o a voltar a viver na casa dos pais: “I don't like it at home", "but I can't bear it anywhere else"
Um amigo descreveu, como era o relacionamento de Nick com ele, em determinado momento da sua vida: "He would arrive and not talk, sit down, listen to music, have a smoke, have a drink, sleep there the night, and two or three days later he wasn't there, he'd gone. And three months later he'd be back."
Muitas vezes, pegava no carro e dava umas voltas (algo que ele apreciava muito), e andava ate ficar sem gasolina, e visto não gostar de andar com dinheiro, depois telefonava a alguém para o ir buscar. Era portanto uma personagem bastante original (e como em todas, há que admirar, alguns dos aspectos da sua vida), e que após a morte alcançou o sucesso merecido.
Suicidou-se (???) em 1994, com uma overdose de anti depressivos.
Não sei se os Mogwai, pretendiam homenagear Nick Drake, com esta música, mas se era isso que pretendiam, acho que o conseguiram, a musica, e realmente muito bonita, e muito, muito triste, o que se adequa perfeitamente a Nick Drake. É uma musica cheia de pausas, e que parece um murmúrio (Nick, falava muito pouco).
Esta música está presente numa colectânea “ The Carve Up”, reunida pelo Dj, ex XFM de Londres, Keith Cameron.
Os Mogwai são uma banda pós-rock cósmica de Glasgow, em 1996, pelo guitarrista/vocalista Stuart Braithwaite, guitarrista Dominic Aitchison, e o baterista Martin Bulloch, juntando-se depois mais um guitarrista, Jonh Cummings. Desde o seu início já gravaram 6 álbuns de originais.


Duo de Baltimore formado por Alex Scally (guitarra/teclas) e Victoria Legrand (voz/teclas) em 2005.
Caracterizam-se pelo estilo lo-fi.
Com um ano entusiasmaram os fanáticos da música indie, por toda a blogosfera a fora, sendo que em 2006, lançaram álbum homónimo.
Esta música é um hino, pode é certo ser um hino à tristeza, mas é de certo um hino. E a tristeza tem que ser perfeita para ser tão bela, e esta música é na minha opinião perfeita, e logo muito, mas muito bela; quem é que disse que a música, serve para alegrar as pessoas, também o servirá é certo, mas o principal, será traduzir estados de alma, e esta música traduz o estado de alma das pessoas em determinadas épocas das suas vidas. Imagino, acreditem, o quão seria maravilhoso, eu, deitado no chão de um quarto vazio, branco, de olhos fechados e de ouvidos bem abertos, a absorver cada som desta música; penso que a expressão “paz de alma”, atingiria o seu expoente em termos de significado; aahhhhhhhhhhh…
www.myspace.com/beachhousemusic, www.beachhousemusic.com

sexta-feira, janeiro 05, 2007

I'm From Sewdan

A Suécia é um pais que tem mais ou menos o mesmo numero de habitantes que Portugal, apesar de ter uma dimensão em termos físicos bem maior. Tal como a maioria dos países escandinavos, despertam desejo aos portugueses de viverem lá, ou melhor de terem cá iguais condições.
Eu realmente sinto-me atraído por este país; de certo modo gosto de frio, o sistema educacional e de saúde são gratuitos (ok, também pagam 40 e tal por cento de impostos, mas ok, também ganham muito mais), as raparigas são miticamente atractivas, eu tenho miticamente muito mais hipóteses de ser muito bem sucedido com elas, visto a maioria delas serem louras, e como se já não bastasse, começa a aparecer uma forte indie pop sueca, muito refrescante, e que soa muito agradavelmente ao ouvido, e a que muitos dizem, dever-se ao facto de na Suécia a formação musical ser obrigatória.
Depois de em 2005 e inicio de 2006, ter estado muito em foco a pop canadiana, durante 2006, emergiu a pop sueca, sendo que o primeiro cantor que desenvolveu maior notoriedade a nível comercial, foi José Gonzalez, com a reedição para 2005 do seu álbum de 2003, “Veneer”, em que o single “Heartbeats” (original dos também suecos The Knife), devido à sua extraordinária qualidade, e/mas também por ter sido a música de um anuncio da Sony, conseguiu conquistar muita gente. A partir daí as pessoas (a meu ver está claro) começaram a olhar mais para o pop sueco, e para os seus músicos, como por exemplo: Jens Leckman, Peter Bjorn and Jonh, The Concretes, Acid House Kings, I’m From Barcelona, El Perro del Mar,etc. Os últimos 2 vão ser o destaque, deste post.


El Perro Del Mar- Candy


El Perro del Mar, aliás Sarah Assbring, é uma singer-songwriter, que nasceu em Gotemburgo, e em 2006 lança o seu primeiro álbum de título homónimo. O nome surgiu, quando ela estava de férias em Espanha, sentada numa praia e algo deprimida, e então surgiu um cão, que tentou estabeleceu uma “ligação” com ela, que lhe levou a er a ideia de expressar os seus sentimentos através da escrita de canções.
A primeira vez que ouvi El Perro del Mar, na rádio, não achei nada de especial, e se calhar ainda não acho (e daí, não sei, se calhar tem faltado é, atenção a ouvir as musicas), mas este “Candy”, é simplesmente delicioso (este trocadilho é tão óbvio, que eu tive que colocá-lo e ainda por cima realçá-lo com esta explicação).
A música é simples, com guitarra acústica, piano, uma cândida voz, o refrão que chega a um tom quase alegre, contrastando com o resto da música, em que existe um tom triste. A voz, parece a voz de uma criança, o que tendo em conta o tema “doces” se adequa de uma forma perfeita.

http://www.elperrodelmar.com/, www.myspace.com/elperrodelmar


I´m From Barcelona- Glasses

Esta banda de 29 elementos, proveniente de Jonkoping, na Suécia formou-se em 2005, e em 2006 editou o álbum “Me Introduce My Friends”; álbum esse que anda nos ouvidos do mundo. No entanto a música que neste momento me merece mais atenção, é o tema Glasses do Ep “Sing” de 2005.
Os “I’m From Barcelona”, são provavelmente a banda cuja música, nos últimos meses mais me entusiasmou.
Eu tal como eles, não queria usar óculos, mas lá tem que ser; “We need to take chances”.
A música mostra como se pode falar de amor falando de óculos. Simplesmente deliciosa.

www.imfrombarcelona.com, www.myspace.com/imfrombarcelona

quarta-feira, janeiro 03, 2007

O mundo tem coisas belas

A beleza, é algo inerente a este mundo, tal como a falta desta, e embora ambas ao longo da nossa vida devam ser apreciadas (para quem gosta está claro), temos que admitir que gostamos na maior parte do tempo de estar perante algo belo.
A questão é que a beleza, tem vários items, e dificilmente se é belo em todos eles, para além disso, a beleza é em alguns pontos subjectiva; e quem sou eu para dizer a alguém que algo que eu acho horrível é efectivamente horrível e não belo como essa pessoa pensa. Mas o blogue é meu, e quem lê terá que se sujeitar ao meu gosto, mas acho que neste aspecto muita gente utiliza a mesma escala que eu.
Vamos acabar, com 2 mulheres, que em vários aspectos personificam, o que eu penso ser a beleza em alguns items, na verdade refiro-me às suas belezas físicas naturais, e às suas músicas, mas também penso que não tenho o prazer de as poder avaliar em mais items, e sinceramente o que posso, já me deixa satisfeito.
Quanto aos Beatles, o facto das suas músicas, serem simplesmente alienantes da minha cabeça, justificam a sua presença mais uma vez.

Beatles- Hello, Goodbye


I say yes, you say no…, i say stop, you say go…, Why you say goodbye, I say hello, hello…. E é assim, muito simples, tal como os Beatles nos habituaram. Na vida há pessoas que são a nossa contradição (e há até pessoas que gostam de contrariar mesmo só pelo prazer que isso (nos) dá (o “nos” não é inocente)) e logo estas frases provavelmente também já nos/vos passaram na cabeça; nem que seja porque este foi um dos maiores sucessos dos Beatles, e todos nós já o ouvimos. Uma das interpretações que se deram a esta música, é que ela pretendia representar a dualidade que existe no universo, aquela coisa do bem/mal; e por ai….
Esta música está inserida no álbum de 1967, “Magical Mystery Tour”, e aparece a seguir a “Sgt.Pepper´s Loneley Hearts Club Band” e logo é marcado pelo psicadelismo.

Cat Power – The Greatest.



Lembro-me que quando o álbum, saiu, li não sei bem onde, criticas não muito favoráveis a “The Greatest”, no entanto, no final de 2006, bastantes críticos acham que este foi um dos álbuns do ano, mas não só os críticos, também musicos como Tim Rutilli dos Califone, o acha. Esta singer-songwriter, Chan Marshall (Cat Power), para além de ser muito bela fisicamente (Karl Langerfeld, escolheu-a como modelo para a nova colecção de jóias da Chanel, sendo que a escolheu após a ter visto num hotel em NY, a fumar um cigarro, e dirigiu-se a ela dizendo que só existia uma mulher que poderia ficar glamorosa a fumar um cigarro), tem uma voz linda que “(en)canta tristemente” ao som de um piano e de uma guitarra. Tal como ela também eu quero ser “The greatest” (quem não quer), e tal como a ela o mundo, mostra-nos que há dificuldades que nos podem derrubar nesse objectivo.
È o seu sétimo álbum, sendo que o primeiro a ser editado foi em 1995 “Dear Sir”.
Começou nestas andanças, após ter acabado o liceu, e foi após abrir um concerto para Liz Phair (1994), que surgiu o convite para gravar um disco.

Para mais: www.catpowerthegreatest.com, www.matadorrecords.com/cat_power, www.myspace.com/catpower


Carla Bruni


Não ando na realidade, com nenhum música de Carla Bruni na cabeça. No entanto esta ex-modelo italiana que canta em francês, vai lançar um novo álbum “No Promises”, e por causa desse evento o Y decide divulgar a notícia acompanhada desta foto, essa sim que me ficou na cabeça. Para esta foto acho que a melhor musica é o silêncio. E então silêncio porque Deus é um artista.