segunda-feira, julho 25, 2011

O pó ainda não assentou

Obrigado Raquel, Mariana, Tiago, Moreira, Sócio, Sara e João

O meu SBSR foi atribulado. A minha vida é atribulada. Tão atribulada que por pouco nem um atribulado SBSR ia tendo. Mas com um bocado de sorte e com muito bons amigos lá consegui ter uma atribulado SBSR. A vida resume-se a opções e quando há muitas escolhas é natural que no final se faça uma avaliação e chegue-se à conclusão que se deveria ter escolhido x em vez de y e z em vez de t mas damos-nos por muito satisfeitos por ter escolhido c. Eu nunca tirei 100% nos exames (ou raramente) mesmo quando estudava muito, portanto este tipo de conclusões não são mais do que um constatar da vida. Já lá iremos. Gostei de ouvir a organização nas entrevistas a dizer que este ano iria haver menos trânsito, que o parque de campismo era maior e gostei de vê-los a regar o terreno de jogo durante o dia para que se levanta-se menos pó à noite (terá sido por isso?). A verdade é que fique com aquele pensamento na cabeça “Se este ano é assim nem quero imaginar o ano passado”. Se calhar o recinto até teve muitas melhorias. Se calhar este ano também teve mais gente. Mas os factos que passarão independentemente do que a organização diz são: o trânsito continua impossível, as tendas dispõe-se que nem sardinhas em lata, tomar banho é uma perda de tempo (e com isto não estou a dizer que não tomei banho (embora isso seja muito festivaleiro e também muito porco), mas para não perderem muito tempo precioso da vossa vida sejam criativos andem pela estrada e peçam alguém para vos mandar umas mangueiradas enquanto se ensaboam, acreditem que resulta), acredito que o recinto não tem condições para levar tanta gente durante um concerto (sobre isto não tenho a certeza) e sim levem máscaras o pó ainda está a assentar. Já agora não considero que seja um festival de praia (o Sudoeste é), fiquei com a sensação que é a mesma coisa que fazer um festival em Montemor e ir à Figueira à praia. Mas ok! Close enough!

Agora vamos às escolhas erradas. Primeiro dia gostava de ter visto Tame Impala (imenso, a segunda coisa que mais queria ver para além de Arcade Fire), Nicola Jaar, The Walkman. Teria também sido interessante ver Lykke Li, James Murphy e rever El Guincho (teriam sido bons para dançar alegremente). Já depois dos comentários que ouvi também teria sido bom ter visto os Arctic Monkeys. Em termos quantitativos era o dia em que queria ver mais coisas. Não vi nenhuma porque só cheguei no dia seguinte. No dia seguinte cheguei a meio de Legendary Tiger Man. A razão? Ir de transportes públicos, tarde, mesmo a apanhar o trânsito. Neste dia a minha pior opção foi não ir ver Portishead (achei que era anacrónico e não iria resultar no festival). Optei por tentar ver Makam (li num folheto e pareceu-me interessante) e por isso montei arraiais na tenda electrónica. Também poderia ter lido no folheto as horas do concerto. Assim não teria optado por tentar ver Makam já que era à hora dos Arcade Fire. Conclusão? Deveria obviamente ter ido ver os Portishead. Os Arcade Fire descrevi via sms para amigos como “a puta de um orgasmo colectivo em que era pena ter calças”. Estava a caminho do festival a ler uma entrevista dos ditos ao ípsilon em que eles diziam que não se lembravam de terem dado um concerto em que chegassem ao final e não tenham gostado minimamente do seu desempenho (ou algo do género). A verdade é esta. Os Arcade Fire têm uma manancial de músicas que sendo minimamente bem interpretadas não deixam ninguém indiferente. Depois divertem-se e parecem divertir-se imenso com o que fazem. A alegria da música está presente na atitude deles e passa osmoticamente para um público que já desde inicio está conquistado. Não sei se este concerto foi melhor que aquele que eles deram em Paredes de Coura. Desse só vi o vídeo e desde que vi tal vídeo só queria ver Arcade Fire ao vivo. Os vídeos que tive a picar do Youtube podem causar o mesmo efeito em pessoas que não estiveram presentes. Sim foi muito bom, tal como o outro parece ter sido. A diferença é que o outro se calhar poderíamos classificar como histórico (primeiro concerto, pouca gente a ver, pessoas que ficaram surpreendentemente em delírio, segundo a organização na altura custaram 15 mill euros, hoje em dia andam nos 500 mil!!). I wish I was there. Houve quem relatasse problemas de som neste concerto. Isso não notei. Ou porque estava bem localizado ou porque estava demasiado aditivado para o ter percebido. Sinceramente penso que terá sido pela primeira razão. Depois, dei um salto aos Chromeo. Tive lá pouco tempo. Estava me apetecer algo mais dançante e dirigi-me para a electrónica onde o “velhinho” (sem despudor mas foi dos primeiros djs que comecei a ouvir) Sven Vath cumpriu e manteve uma noite animada. Dia seguinte, já vindo da praia, ainda apanhei algo dos X-Wife. Depois vieram os Paus que foram das bandas que melhor impressão me deixaram em todo o festival. Pena não terem reportório para mais tempo. Foi curto mas bom. Um romance que merece ser reatado. Depois veio Junip. Mas ao mesmo tempo estava Brandon Flowers. O meu dilema era grande. E com muita pena minha perdi grande parte do concerto dos Junip. Pensei que Brandon Flowers era um concerto interessante para ter uma pequena fila no multibanco e levantar dinheiro e acho que não me enganei afinal demorei só 40 minutos e no final quando olhei para trás a fila era muito maior do que quando lá entrei. Ainda apanhei o final de Junip. Ainda fui dar uma espreitadela a Elbow mas acabei no Ian Brown. Não considero que isto tenha sido um erro. OK. O homem não meteu nenhuma dos Stone Roses (que era o que eu queria), as músicas tiveram problemas (penso que duas ele interrompeu e recomeçou). Inicialmente ele não conseguiu cativar muito o público embora mais para o final tenha conseguido os melhores momentos do concerto. Em compensação ver Ian Brown em palco é super engraçado. Madchester ao máximo. O dançar muito à Bez, o levantar de braços à hip-hoper, os constantes “fuck you” que soam a “thank you”, o fato de treino e como cereja no topo do bolo, ele saiu do palco e de repente volta para o palco pega no microfone e sai-se com um “nice trees you got here” (Gosto disto!). Algo que eu não consigo nem consegui alcançar. Depois vieram os The Vaccines que tiveram o azar de estarem à hora dos Strokes. Para os muitos fans dos ingleses até terá sido bom (e muitas t-shirts destes por lá andavam) mas para quem queria ver os dois concertos e teve que optar como era o meu caso não terá sido tão bom. Os próprios tiveram essa percepção e logo na segunda música avançaram para “Post Break Up Sex” de modo a segurarem mais audiência (digo eu que terá sido por isto que colocaram o grande êxito logo na segunda da poll). Pouco depois já estava nos Strokes. Um concerto competente sem encore (para minha desilusão, mas que me parece condizente com a atitude e postura e imagem de Casablancas e ainda para mais, quando dentro do grupo, ao que parece, eles nem se falam). Ao contrário dos Arcade Fire este foi um concerto em que estive com os sentidos mais dispersos. Gostei bastante, mas os meus momentos preferidos estiveram muito à base de “Is This It”, com o meu ponto alto no “Take It or Leave It” (o único que arranjei de jeito no You Tube foi de um concerto à posteriori em Paris). Para acabar a noite fui para a electrónica. Estava suficientemente cansado para ter estado de olhos fechados (sim dormi um bocadito em pé e tive que fazer uma cura de Red Bull) durante os tugas (Zé Salvador e João Maria) embora estes tenham estado extremamente bem no pós Vilalobos. Vilalobos esteve super competente e manteve a tenda em alta. Em relação a Sven Vath conseguiu deixar o minimal morrer menos e manter cadencias mais elevadas.

Dia seguinte, bateria do telemóvel em baixo, boleia perdida, autocarros perdidos, e deixei um taxista todo contente. Atribulado, tal como tudo o resto…




























quinta-feira, julho 21, 2011

Só para ganhar um espacito....

Brevemente irei fazer um post acerca do SBSR. Mas primeiro vou ganhar aqui um espaço a pedido de amigos. Afinal isto é para amigos. Ainda não sei se vou ao Milhões mas se for não será no dia de algo que descobri no site do festival e que me pareceu muito interessante.



ps: esperemos que os vídeos sejam estreitinhos....



ps2: já que não sou vou ganhar espaço com espaços brancos









sexta-feira, julho 08, 2011

Trim The (de) quê?

Radiohead - Give Up The Ghost (Trim The Fat remix)

Na continuação do exposto em baixo encontrei esta remistura do produtor inglês Trim The Fat (que era sujeito que não conhecia). Mais uma para ter em conta:





ps: e numa coisa ele tem razão: "Radiohead are awesome" (é o que aparece no primeiro video que tentei incorporar (penso que é da editora de Trim) mas que não é possível logo vai outro em alternativa). E esta remistura também

quinta-feira, julho 07, 2011

Então a do Greene é demais...

Radiohead – Lotus Flower (Jacques Greene remix)
Radiohead – Little by Little (Caribou remix)


O local em que hoje em dia mais ouço cds é em viagens de carro. Direi mesmo que é onde tenho mais prazer em viajar nas pistas sonoras desconhecidas. Tenho 2 cds novos e ainda não os ouvi. Já fiz algumas viagens desde que os tenho. O problema é que há horas em que a rádio se sobrepõe aos cds. Programas de notícias, debate e programas de autor sobre música costumam ter primazia. Que saudades dos sábados à tarde ou melhor de todas as tardes a partir das 14 horas em que rádio me dá a liberdade para ouvir cds. Hoje foi mais um dia em que não ouvi cds mas em compensação ouvi a remistura de Jacques Greene para “Lotus Flower” dos Radiohead (um cd que irei esperar por promoções para adquirir) que rapidamente me cativou. Que nem uma bola de neve cheguei a casa e via youtube ouvi essa, descobri a de Caribou (estão no mesmo 12 polegadas) e ainda vou descobrir mais. Mas por enquanto deixo-vos com estas 2:






domingo, julho 03, 2011

A segunda melhor coisa vinda da África do Sul nesta semana...

Spoek Mathambo - Control


Já tinha falado de Spoek Mathambo durante o mundial de futebol na África do Sul. Na altura a música destacada era uma colaboração com DJEDJOTRONIC de nome “Horror Klub”. Passado um ano Spoek Mathambo vem ao Optimus Alive. Não o irei ver. Se fosse de Lisboa até consideraria assim ir só um dia fica demasiado caro e o tempo também não é muito. A propósito da vinda deste fiquei a conhecer a versão deste para “Control” dos Joy Division (banda que foi a minha banda ideal num período da minha vida). Aproveitei e naveguei no youtube e vejo que Spoek Mathambo “cresceu de forma exponencial” neste motor de busca havendo agora muitas e boas músicas disponíveis. O primeiro álbum saiu já o ano passado e chama-se "Mshini Wam"








www.spoekmathambo.com
www.myspace.com/spoek