terça-feira, fevereiro 22, 2011

Vu... Vu...Vu...Vuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

The King Crimson – I Talk To The Wind




Nos últimos dias a música que mais ouvi foi “I Talk To The Wind” dos King Crimson. Eu também não gosto de falar com o vento. De vez em quando falo com o vento, não por querer mas porque o vento assume de vez em quando formas inesperadas. Falo, falo, falo e nada, é só ar. Como não gosto que me faltem ao respeito normalmente mando o vento ir-se foder. Não sei se ele vai ou não porque quando mando alguém ir-se foder tenho por hábito virar costas e ir à minha vida. Não sei se o meu estado de espírito quando falo com o vento pode ser traduzido por esta música. Como descrevi em cima o meu estado de espírito é mais para uma fúria irracional do que para a tristeza aparente desta música. No entanto na ressaca da conversa com o vento e mais a frio assumo como é humanamente normal alguma tristeza. Não será por acaso que esta maravilhosa música foi a que mais ouvi esta semana. “Humanity at last”!

Os ingleses King Crimson (cujo nome é supostamente uma alusão a Belzebu) nasceram em 1968 em descendência de um projecto que o guitarrista Robert Fripp e o baterista Michael Giles mantinham. Na primeira formação juntou-se ainda o vocalista e guitarrista Greg Lake; o baixista, letrista e poeta Peter Sinfield (quem sugeriu o nome) e o compositor Ian McDonald. E esta é a única formação dos Crimson a que vou aludir. Isto porque até aos dias de hoje perante as várias mortes e renascimentos dos Crimson e mesmo quando não houve ciclos de vida, as formações foram mudando de uma forma a que a alusão a todas as formações dos Crimson me seria penosa. Podemos dizer no entanto que o elemento gerador de vida, o deus do mundo dos Crimson é Robert Fripp já que é o único que ainda se mantém. Como ele uma vez disse, os Crimson são “uma forma de fazer coisas”. O primeiro álbum nasceu em 1969 e chamava-se “In The Court of the King Crimson” e foi considerado pela Pitchfork como um dos 100 melhores álbuns da década de 70. Inovador, com introdução de elementos de música erudita e de elementos de Jazz no rock, deu as primeiras pistas para aquilo a que hoje chamamos o rock progressivo. Desde esse primeiro passo até hoje são segundo o “allmusic” 37 álbuns e a influência sobre variados projectos dos nossos dias.












Ps: E como eu gosto de ver onde certos artistas de hip hop e djs vão picar sons, aqui fica "21st Century Schizoid Man" e "Power" de Kanye West












http://www.king-crimson.com/

http://www.myspace.com/smirkingcon

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

na na na na!

You! - Heart

É uma das bandas que mais gosto de destacar. É pouco conhecida e merece ser mais.






YOU! - Heart from KUSKUS on Vimeo.

Sou hipócrita e não gosto

Washington - I Believe You Liar



Eu acredito em ti mentiroso. Um belo hino à hipocrisia. Estou num mundo em que cada vez mais detecto que as pessoas me estão a mentir. Os anos vêm me treinando para isso. Antigamente era enganado frequentemente. Inicialmente na minha santa ingenuidade fruto de uma educação civilizacional e com alguns tons católicos proporcionada pelos meus pais fez me pensar que as pessoas não enganavam de propósito. Elas enganavam-se e com os seus enganos enganavam alguém. Comecei no entanto a achar estranho que um certo tipo de pessoas se enganasse tão frequentemente. Eu engano-me muitas vezes mas sou um gajo distraído. Mas sou distraído em tudo. Como é que pessoas aparentemente atentas em tudo e mais alguma coisa se distraem tanto em relação a determinados assuntos. Comecei a assumir aquilo que sempre soube. As pessoas são egoístas, mal formadas e mentirosas. Fazem o que for preciso para levar a sua a avante e pisam quem quer que seja. A selva expandiu. Hoje em dia continuo a ser enganado. Sou enganado e não respondo. Sigo caminho e procuro a civilização. O problema é que as árvores são cada vez maiores e mais densas. Os animais são cada vez mais ferozes e ferem-nos de forma a que a caminhada seja mais lenta. A civilização está mesmo ali mas há medida que avançamos parece são só miragens. Quando avanço, onde via civilização, estão árvores maiores e ainda mais animais. Parece que vou ter que apanhar um avião e acelerar caminho.

Eu acredito em ti mentiroso.
Mas acredito porque tenho que acreditar.
Eu sei que me estás a enganar.
Mas as merdas estão de tal forma que tenho que acreditar.

Noutro mundo chamava-te boi pelo nome
Chamava-te pulha, chamava-te mentiroso
Não te parava de insultar

Mas neste mundo, a independência é um idílico de salutar
Há que baixar as calças e fingir acreditar
Porque não pode ser sempre a minha família a me sustentar.

Megan Washington nasceu na Papua Nova Guiné mas mudou-se na adolescência para Brisbane. Estudou música (nomeadamente na área do Jazz) e hoje em dia reside em Melbourne. O primeiro ep apareceu em 2006. Em 2008 formou a sua banda. Em Novembro de 2008 foram anunciados como os vencedores do “Triple J Unearthed”. Depois de mais alguns Eps lançaram o primeiro álbum, “I Believe You Liar”, em Julho de 2010. Com ele ganharam/ganhou 2 prémios e teve 3 nomeações nos prémios da industria discográfica australiana. O single de sucesso é “How to Tame Lions” mas estou muito mais numa de “I Believe You Liar”.





















www.myspace.com/meganwashington

www.washingtonmusic.com.au

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

First Impressions of Angles

The Strokes - Under Cover of Darkness


"Is This It" foi em termos literais um irónico enorme começo. O álbum um dos mais marcantes da ultima década. Deu a conhecer os "The Strokes" e tornou-se um álbum hino do rock revivalista e que ajudou a tornar este movimento popular. A partir daí os The Strokes tornaram-se deuses do Rock. Os álbuns seguintes nunca atingiram o brilhantismo de "Is This It" mas tiveram sempre uma outra música digna de tão aclamado inicio.
Hoje (ontem) inicia-se mais um novo capitulo, mais um inicio. "Under Cover of Darkness" é o primeiro single do novo álbum "Angles" e está disponibilizado gratuitamente no site da banda na net (penso que até amanhã). A música é bastante boa, e abre apetite quer para o novo álbum quer para o Super Bock Super Rock.









Ps: Quando a Sony Entertainment permitir a disponibilização da música via Youtube (se me lembrar) eu irei adiciona-la a esta publicação


Aqui está:







http://www.myspace.com/thestrokes
www.thestrokes.com

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Contra a capital da cultura rumo à final


Okinawa Lifestyle - Wir Sind In Der ZunKunft Geblieben
Okinawa Lifestyle - Little Place Naha



De onde são os habitantes mais velhos do mundo? Provavelmente são de Okinawa do Japão. A propósito da pesquisa sobre o estilo de vida de Okinawa fiquei a descobrir que os habitantes desta ilha têm uma esperança média de vida superior à de todo o Japão. As razões estão indexadas ao estilo de vida na ilha e ao tipo de alimentação. Realmente agora que penso nisso quando transmitem a reportagem sobre o aniversário da pessoa mais velha do mundo (reportagens que são um clássico na televisão e que a natureza trata de renovar) a maioria deles têm faces asiáticas e às tantas alguns serão de Okinawa.
Já em Guimarães não me lembro de terem feito alguma vez a reportagem sobre a pessoa mais velha do mundo ser de lá. A penúltima vez que falaram de Guimarães na comunicação social (com algum destaque está claro) foi devido aos escandalosos ordenados dos integrantes da empresa municipal responsável por Guimarães capital da cultura (ordenados que não seriam escandalosos se não fossem pagos por todos os portugueses). Finda a polémica, que mostrou as benesses de termos uma boa comunicação social de investigação e interventiva voltou-se a falar na comunicação social de Guimarães por boas razões. Aquela que é a capital europeia da cultura é um dos destinos de turismo de 2011 divulgado pelo New York Times. Por entre cidades e países surge também o nome da Geórgia como um país de cultura efervescente. Em termos musicais a única banda que alguma vez ouvi e logo a única que conheço deste país de revolução colorida (neste caso pintada a rosa) são os Okinawa Lifestyle .
Os Okinawa Lifestyle são um duo de Tbilisi, David Datunashvili e Gigi Jikia. Formaram-se em 2009 e desde aí têm sido profícuos em edições de Eps e álbuns gratuitos. Dignos representantes do novo “Chillwave” com pitadas de electro tem apresentado álbuns homogéneos, sendo que de todas as suas musicas (e eu já ouvi as originais todas) as minhas preferidas são “Little Place Naha” do álbum de 2010 “Naha” e a mais conhecida “Wir Sind In Der Zunkunft Geblieben” do Ep “Lazy Friend You Move So Fast” do mesmo ano (tinha que escolher a mais complicada!).






http://okinawalifestyle.blogspot.com
www.myspace.com/okinawalifestyle