quarta-feira, julho 25, 2007

O Cinema Paraíso é um bom filme.

Goose - Bring It On

Ouvi nos Bons Rapazes da Antena 3, foi amor ao primeiro som, a partir: daí standard procedure, site do myspace, amor adensa-se, “uau”, que coisa bonita. Ora bem, os rapazes são belgas, ok abençoado Erasmus, mando uma mensagem para a Bélgica, para que me comprem o cd, isto foi em Fevereiro, entretanto não aguentei, saquei o cd da net; a impaciência, “uuhhh”, de qualquer maneira também não me parece que vá ter o meu Bring It On, afinal em Fevereiro, foi (penso eu) mesmo no inicio do seu álbum e estes senhores são mais conhecidos em Inglaterra do que no seu país, e cá pelo menos que eu saiba não há à venda nas lojas… Bem de qualquer maneira já e Julho e a musica já me entra nos ouvidos o que afinal de contas é o mais importante.
Está calor, a excitação anda no ar e com certeza que este cd não me irá “cool me down” (o que um gajo tem que dizer para fazer um trocadilho com o refrão de “British Mode”).
Formaram-se em 2000 em Kortrijk, primeiro como uma banda de covers dos AC/DC (graças a deus ganharam juízo), em 2002 gravaram o seu primeiro single “Audience”, que foi usado pela Coca Cola na sua publicidade na Europa. Em Setembro de 2006, lançaram “Bring It On” (ok não ficou longe do meu pensamento).
Abre explosivo, fecha explosivo, lá pelo meio há explosivos mais fraquitos, mas quem é que eles querem enganar, são explosivos. Se calhar as duas únicas maneiras de destruir uma cidade não é são só como fazem os americanos em Bagdad, bombardeando-a, ou meter um dos candidatos que não o do PNR à frente da câmara de Lisboa (palavras do próprio, não estou para que me conotem com a extrema direita), se calhar um bocado de Goose à solta numa cidade também é capaz de fazer alguns estragos.
Quanto aos destaques do cd, eu poderia ou deveria dar destaque a quase todas as músicas, visto que têm quase todas o mesmo nível. No entanto não me sinto com capacidade (ou não a tenho mesmo) nem tempo para isso, por isso basta dizer que as mais conhecidas são Black Gloves, British Mode e principalmente Bring It On (que eu no inicio estava sempre a confundir com “Robbie Williams vs Justin Timberlake - Sexy Rude Back Box (Mixed by KwK)”, e ainda agora, ouvir uma me faz lembrar a outra; bem ambas são boas…)
Cool...

http://www.goosemusic.com/, www.myspace.com/goosemusic

quarta-feira, julho 11, 2007

Uma canção sobre algo que não existe

Datarock- The most beautiful girl


Para quem costuma ouvir a Caixa de Ritmos na Antena 3 a musica “Fafafa” não deverá ser estranha, eu que não nutro grande simpatia pela musica (faz me lembrar Talking Heads (e não é só a mim), mas esse não é o problema, porque eu gosto dos Talking Heads, mas o fafafafa, irrita-me um pouco)), e por isso ouvir este “The most beautiful girl”, fez com que pelo menos uma musica do grupo não me irrita, antes pelo contrario, gosto (e começo a pensar que a excepção é o fafafa e não o contrario). Este “The most beautiful girl” começa com uma doce melodia (e viciadora), feita suaves sons electrónicos (fazem lembrar um xilofone), depois suavemente vão entrando a voz (o som menos suave de toda a musica) e sons mais, pelo menos em relação à primeira melodia que é muito simples. Pensando agora, um pouco, ao contrário do Fafafa que me faz lembrar Talking Heads, esta música faz me recordar em muitos aspectos músicas de Riton, no seu álbum de 2004 “Homies & Homos”.
Os Datarock, são uma dupla norueguesa, praticantes de um sóbrio e calmo electropop, e lançaram em 2006 (2005 na Noruega) “Datarock Datarock”, álbum este que era aguardado, depois de estes se terem evidenciado no Sonar de 2003, que foi onde estes rapazes conseguiram que alguém lhes prestasse atenção.

http://www.datarock.no/, www.myspace.com/datarock

Este som é brrruuuutal

Justice vs DFA 79 – Blood on our Hands


Só estou a ouvir a musica há uns minutitos e já me está a entrar no cérebro, como informação relevante, para quem gosta de electrónica com pinceladas de rock (é o caso), esta música será das correspondentes à musica electrónica das que melhor encara a vitalidade, a fúria, enfim o rock. Justice, francês versus os canadianos Death From Above 1979, ai está um confronto de onde não saíram feridos, só boas coisas, mesmo assim eles ficaram com “Blood on our Hands”:
Em 2004 os Death From Above lançaram aquele que até agora é o seu único álbum: “You‘ re a Woman, I´m a Machine”, de seguida saiu em 2005, um cd com os lados B (poucos) e remisturas (muitas, sendo 4 de “Romantic Rights” e 4 de “Black History Month”. Ainda na 1ª linha da grelha de partida do cd encontra-se “Blood on our Hands” tema presente no 1º álbum, e que neste cd de nome, Romance Bloody Romance: Remixes & B-Sides, encontra-se remisturado pelo Dj francês da moda, Justice. Aos primeiros momentos da música eu disse cá para mim, este som é brutal, e sentei-me no computador, por isso… ESTE SOM É BRUTAL.







quinta-feira, julho 05, 2007

Tu tu ru tutu

Lindstorm & Princs Thomas - Mighty girl

Toda a música disco, mais a de agora do que a antiga, tem na minha muito modesta opinião um ar muito cool, muito calmo, muito pausado (nos 2 sentidos, o real, e o que os lisboetas usam, e dessa forma estarei a fazer uma dupla hipérbole), bem isso não interessa muito; estes senhores tornaram o movimento famoso com I Feel Space, e agora com este Mighty Girl dão continuação ao melhor que se faz no disco sound. Esta musica soa-me como uma orquestra a tocar musica electrónica, não sei se é a imagem mais feliz, mas tudo, para dizer que todas estas musicas do disco, e principalmente esta, têm uma encadeamento de sons muito complexo, o que neste caso uma dá à musica uma beleza enorme. Não é uma música para dançar loucamente (bem no sentido que eu vou indicar a seguir a loucura é com que esteja presente), aos saltos a abanar muito. Mas se há música electrónica que se deva dançar bem juntinho, com as mãos a agarrar as de outra pessoa, como um polvo se amarra á presa (imagem pouco feliz eu sei, mas atenção para alegrar um pouco tal infelicidade, o amarro é mutuo (como deve ser sempre), não há cá espaços para machismos ou feminismos, não há presa nem predador), com movimentos bem coordenado, e com um olhar profundo a tentar estupidamente (bem a descrição já é de si bastante estúpida) vislumbrar a retina (ya right and pigs fly). Depois de tanta infelicidade descritiva, o melhor mesmo será ouvir a música. No entanto se quiserem uma discrição mais credível da música, aqui esta a descrição que Nuno Reis faz no blogue da Caixa de Ritmos: “Apesar de ser um instrumental de 7 minutos, a crescer em torno de um loop de piano em cadência épica, tem uma vibração hipnótica capaz de arrastar um Cylon para a pista de dança”.
Este tema esta presente no álbum lançado este ano (Maio) pela Eskimo Records que “responde” pelo nome de "Reinterpretations", que é o 2º álbum de pois do homónimo lançado em 2005.