quinta-feira, novembro 29, 2007

Olá!!! Isto, SOU EU:

Otis Redding - Sittin' On The Dock Of The Bay

Na passada sexta, fui, para vergonha minha, pela primeira vez ao Lux. Cumpriu inabalavelmente as minhas expectativas, apesar do 40º melhor Dj do mundo.
No dia seguinte um colega meu vira-se para mim, “O Dj do 2º andar é que é um dj, acabou com “Sittin' On The Dock Of The Bay” o que tem toda a lógica visto estarmos numas docas”. Bem foi mais ou menos isto. Eu penso que nunca tinha ouvido tal música na minha vida (se quiserem atirem um tomate), o que tratou de confirmar a máxima de uma professora minha: “O que não conheces, não vês” (como todas as máximas, esta têm uma data de excepções). Ou seja eu não me lembro de tal música no Lux. E é uma pena, porque agora que já a conheço, poderia ter dito na altura, “olha o Dj está a meter a música para mim, para que eu no final da noite, me vá sentar na doca, a ver barcos a passar, visto nesta noite, estar com um sentimento semelhante ao Otis. No entanto eu não pretenderia fazer das docas a minha casa, apesar de ser uma zona agradável.
Depois também é curioso, há coisas que parecem querer entrar na tua vida. Otis Redding é uma delas. Fiquei eu a conhecer Otis Redding nesse fim-de-semana, inclusive que a referida música pertence a banda sonora, de um filme que, embora se veja, não me deixa nos píncaros; Top Gun, quando me meti a ler o Y dessa sexta, e estava lá um artigo sobre uma cantora soul, que agora não me recordo o nome, que dizia que a referida senhora, a par de Otis e outro sujeito tinham sido grandes figuras da Motown de Detroit, mais uma vez, o que não conheces, não vês.
Otis, uma das figuras mais influentes da soul music, da música negra, nasceu em 1941 e começou a trabalhar na indústria musical nos anos 60, sendo o primeiro álbum, “Pain in My Heart” de 64. Foi sempre um “fazedor” de hits, mas o grande sucesso começou um ano depois da sua morte em 67, quando aos 26 anos, faleceu num acidente de avião, juntamente com a sua banda The Bar-Kays. Esse grande sucesso foi precisamente a musica aqui referida. Outro grande sucesso foi o dueto com Carla Thomas, “Tramp” de 1967. Até 1993, têm sido editados cds com hits e material anteriormente não editado. Eu contei 14 cds, but “Who’s counting”. Entre estes 14, está “The Dock of the Bay” de 68
Depois de ouvir a música, facilmente nesse dia, sempre que me sinta feliz, mandarei o refrão com uma voz quente e de sorriso pendurado na cara: “Sittin’ On The Dock Of The Bay…”, e se estiver mesmo feliz, ainda levam com o assobio.

http://www.otisredding.com/

Matthew Dear – Don And Sherri

Já aqui destaquei “Don and Sherri”, pelos Hot Chip, agora ouvi o original, e vou destacá-lo. Provavelmente quando ouvir a M.A.N.D.Y. remix, também a irei destacá-la.
Quando destaquei a versão Hot Chip, não sei se falei da letra da música, mas se não falei, falo agora, a letra sou eu, há pessoas que têm ambições desmedidas, e gostavam de ter escrito, músicas que se transformaram em grandes clássicos, eu não, eu gostava de ter escrito o Don na Sherri, se eu escrevesse, poderia ter escrito algo semelhante, se calhar não tão bonito, mas algo que transparecesse o mesmo. Eu gostava de ter escrito o Don and Sherri porque eu sinto-o, eu gostava de ter escrito o Don and Sherri, porque me seria verdadeiro. E é por aqui que eu vou pegar, para dizer melhor da versão Hot Chip em relação ao original. A versão original, é uma pura música de clubes, é dançante, de batida constante, com partes agressivas, é uma música para as 5 da manhã, já a dos Hot Chip é mais 2 da manhã. E para mim a letra é claramente, 2 da manhã, ou até mais cedo, já que é sóbria e logo convém estar sóbrio. Uma música com uma letra tão sentida (nem que seja pela minha parte) merece mais calma, mais beleza, e menos sujidade, mais luminosidade e não a escuridão dos clubes, merece ser cantada com o sentimento dos Hot Chip e não com a voz que raia a indiferença devido ao “monocordismo” (diz que é uma espécie de neologismo) de Matthew Dear.
Então, será que gosto do original???
Opá, adoro, é mesmo boa para dançar, a questão é que para mim, a versão dos Hot Chip (ainda por cima devido à letra), é a minha (ou sem me levar pelo entusiasmo, uma das minhas) música(s) do ano.
Matthew Dear nasceu no Texas, mas cedo se mudou para o Michigan, onde encontrou inspiração no Techno de Detroit. Crio a editora Ghostly International, e lançou o seu primeiro single, “Hands Up For Detriot”. O primeiro álbum foi em 2003 “Leave Luck to Heaven”. Em 2004 “Backstroke”. Já em 2007 lançou aquele que contém “Don and Sherri”, “Asa Breed”. E é assim que se constrói uma carreira sólida no Techno Minimal.
“My name doesn't change very often / But it's never been Don and Sherri”

http://www.matthewdear.com/, www.myspace.com/matthewdear

quarta-feira, novembro 28, 2007

Slisten

Kalabrese, é suíço, e isso, eu não sabia. Mas Kalabrese, já é um nome conhecido, na música electrónica, eu pelo menos conhecia. Já estes; eu não conhecia. Será que devia agradecer ao Kalabrese????

Quarion – Play Your Part
Crowdpleaser & St Plomb (Ianeq remix)


Não sou o maior fã do mundo de House, isso é certo.
Também é certo que isso não me impede de gostar de House. “Play Your Part” de Quarion é House, isso parece certo. E eu gostar do House calmo, sexy, aliado a sons tribais de “Play Your Part”, também é certo.
Certo, certo, é que Play Your Part aparece numa das habituais selecções, da Dj-Kicks, selecções essas que já nos habituaram ao bom gosto, sendo que desta feita, o bom gosto ficou a cargo dos alemães Booka Shade.
Certo, certo, certo é que Quarion, é Ianeq, que aos 13 anos começou a tocar saxofone, passando 4 anos depois para os pratos, sendo que nessa altura se tornou um coleccionador de discos de hip-hop, jazz e funk. A partir de 95 entra em força na House, mostrando a sua arte em Genebra. Ianeq produz hip-hop, electrónica mais “jazzistica”, techno e house (mas um House mais agressivo que Quarion). Enquanto Ianeq produziu entre 2003 e 2007, cinco 12 polegadas. Já enquanto Quarion lançou dois 12 polegadas, “Karasu/Play Your Part” e “Karasu (remixes)”, ambos em 2007. Isto porque só em 2007, fundou o projecto Quarion, após ter andado em tour com os Enterplay. Neste momento Ianeq/Quarion tal como qualquer bom produtor de música electrónica vive em Berlim.


http://www.virb.com/quarion,www.myspace.com/quarion, http://www.myspace.com/ianeq


Crowdpleaser & St Plomb – 1,2,3 (Philippe Quenum remix)

Aumentando na hipnose mas continuando na Suiça: Crowdpleaser & St Plomb remisturados pelo francês Philippe Quenum. Crowdpleaser é um suíço cujo nome surgiu da crítica do New York Times a um filme americano, o filme era um “crowdpleaser”. Já o suíço St Plomb começou como um baterista de rock e funk antes de “ingressar” nos pratos. Desde 2003 ate agora os dois em conjunto já produziram oito 12 polegadas (sendo que o que nos interessa neste caso é o 2006 remixes II) e um cd de seu nome “2006”.
J á o remisturador é Philippe Quenum é um francês com raízes nas Antilhas Francesas mas que actualmente vive em (surpresa!!!!) Genebra. Actua desde os anos 80, e tem como curiosidade o facto de em 2001 se ter juntado a um “teclista” de jazz e clássica Nuno Filipe, que já se está mesmo a ver, é tuga. Formou-se assim o Jam Project.
Em 2003 Quenum e o muito conhecido Luciano fundaram a também conhecida Cadenza Records.



Kate Wax – Killing Your Ghost
Kate Wax – The Wild Me
Kate Wax – Pleasure Zone

Aumentado na sexualidade, mas continuando na bela Suiça, não só por que a mulher é belíssima, mas também, por causa da voz sexy que nada no “electro-pop muitas vezes animal”, por causa do sombrio misterioso, porque é uma daquelas mulheres que, se tiveres que sair com ela, tens que ir de escuro.
Kate Wax é meia europeia, meia tibetana, tendo nascido em Genebra (Suiça), tendo viajado ao longo do mundo com a sua avó. Segundo o seu site, o escapar do mundo, permitiu criar os seus mundos imaginários, mundos onde a sua voz encanta.
Esta letrista e produtora, lançou o primeiro cd pela Mental Grooves, “Reflections of the Dark Heat” (“Killing Your Ghost”, “The Wild Me”) em 2005, já em 2007 saiu Dark Heat Collection I, e Dark Heat Collection II (“Pleasure Zone”, tão sensual, tão sensual, que o nome diz tudo), sendo este último principalmente de remisturas.

http://profile.myspace.com/index.cfm




terça-feira, novembro 20, 2007

YUPIII!!!! Ja chegou o frio e a chuva e tá-se tão bem na cama

Matthew Dear - Don And Sherri (Hot Chip Version)

Para quem tem ouvido certos programas de rádio, esta música não é novidade nenhuma.
Matthew Dear, Dj americano, e de merecidos créditos e elogios entre os seus pares, lançou em 2007, “Asa Breeder”, que contém a música “Don and Sherri”. Também em 2007 foi lançado o 12 polegadas, “Don and Sherri”, que contém para além da versão original da música, também versões dos germânicos M.A.N.D.Y e Dj Koze e 2 versões protagonizadas pelos ingleses Hot Chip, versão essa que nos lembra que um quarto cd deve estar aí a arrebentar, aliás que nos faz dizer, “graças a deus” por estar aí a arrebentar. A música tem Hot Chip escrito em toda a sua extensão, ou seja o electropop super pop, muito melódico, orelhudo, cheio de vozes pausadas e quentes. Uma música perfeita para abrir ou fechar uma noite. Ora no sofá, ora num rápido e ligeiro levantamento do sofá mas sempre com um ligeiro bater de pé e abanar de cabeça, enquanto se degusta calmamente um copo de whisky.

www.matthewdear.com, http://www.myspace.com/matthewdear,
www.myspace.com/hotchip, www.hotchip.co.uk

quinta-feira, novembro 15, 2007

Com esta “rockalhada”, naturalmente: I LOST CONTROL AGAIN

The Wombats – Let’s Dance To Joy Division

Já muitas revistas, disseram que 2007, iria ser o ano dos Joy Division (eu por razões óbvias, acho que foi antes 1979 e 1980), muito por culpa do filme “Control” (que se estreia entre nós amanhã) de Anton Corbijn. Mas há várias formas de homenagear uma banda, para além de um (uns) filme(s), também o facto de existirem bandas famosas de inspiração Joy Divisiana (Interpol, Editores, etc…) e já agora esta música:

I'm back in Liverpool,
And everything seems the same,
But I worked something out last night,
That changed this little boys brain,
A small piece of advice,
That took twenty-two years in the make,
And I will break it for you now,
Please learn from my mistakes,
Please learn from my mistakes.



Let's dance to joy division,
And celebrate the irony,
Everything is going wrong,
But we're so happy,
Let's dance to joy division,
And raise our glass to the ceiling,
'Cos this could all go so wrong,
But we're just so happy,
Yeah we're so happy.


So if your ever feeling down,
Grab your purse and take a taxi,
To the darker side of town,
That's where we'll be,
And we will wait for you and lead you through the dancefloor,
Up to the D.J booth,
You know what to ask for,
You know what to ask for.



Go ask for Joy Division,
And celebrate the irony,
Everything is going wrong,
But we're so happy,
Let's dance to joy division,
And raise our glass to the ceiling,
'Cos this could all go so wrong,
But we're just so happy,
So happy.


So let the love tear us apart,
I've found the cure for a broken heart,
Let it tear us apart,
let the love tear us apart,
I've found the cure for a broken heart,
Let it tear us apart,
(Let it tear us apart)
So let the love tear us apart,
I've found the cure for a broken heart,
Let it tear us apart,
(Let it tear us apart)
So let the love tear us apart,
I've found the cure for a broken heart,
Let it tear us apart,
Let it tear us apart,
Let it tear us apart.


Let's dance to joy division,
And celebrate the irony,
Everything is going wrong,
But were so happy,
Let's dance to joy division,
And raise our glass to the ceiling,
'Cos this could all go so wrong,
But we're just so happy,
Yeah we're so happy,
So happy,
Yeah we're so happy,
So happy,
Yeah we're so happy.

Os The Wombats, são um trio, e como já percebemos são de Liverpool. Eles são Matthew Murphy (vocalista e guitarrista), Dan Haggis (baterista, teclista e também vocalista (back vocals)) e Tord Øverland-Knudsen (baixista e “adicionalmente” também vocalista). Este último como dá para ver pelo nome não é um inglês de gema, aliás não é um inglês “at all”, mas um norueguês que adoptou Liverpool como a sua cidade. Conheceram-se no Liverpool Insitute of Performaning Arts, que lhes deu a possibilidade de darem concertos para mais de 20000 pessoas na China.
Em 2007, saiu o álbum de estreia intitulado “The Wombats Proudly Present: A Guide to Love, Loss & Desperation” (um guia que esperemos que seja útil a muita gente). Este álbum já conseguiu chegar ao núemro 11 da tabela de discos britânica, e tem o aqui destacado “Let’s Dance To Joy Division”.
Assim vamos todos dançar ao som dos Joy Division, celebrar a ironia, de tudo estar mal, mas ainda assim, porque não, estar feliz, eu estou…

www.myspace.com/thewombatsuk, http://www.thewombats.co.uk/

quarta-feira, novembro 14, 2007

O inicio e o fim.

No passado dia 7 de Novembro, os Interpol, apresentaram-se em Portugal, mais propriamente no Coliseu dos Recreios, para apresentarem o novo álbum, “Our Love To Admire”. Com certeza que nós admirámos, o amor deles (pelo menos, aquele que eles parecem ter pela música), mas também podemos admirar os Blonde Redhead, na primeira parte, também eles a apresentarem o novo álbum deles “23”.

Blonde Redhead – SW
Blonde Redhead – 23
Blonde Redhead – The Dress

Para alguns este foi o início, para outros como é o meu caso foi um meio inicio, não só por ter chegado atrasado, como pelo facto de só ter ouvido “23” 2 vezes antes. Para outros o início foi outro…
Com um som, que rapidamente, me fez comentar: “Não te faz lembrar Sonic Youth?”. Ok uns Sonic Youth, mais polidos, menos sujos, com um som mais cristalino, mas uns Sonic Youth, que afinal são uma das influencias destes nova-iorquinos (claro só podia).
Quanto à atitude, há que referir a vocalista, que dançava/”vagueava” de um lado para o outro, sempre a exteriorizar o que cantava, e agarrada ao microfone, que nem um cão a um osso (pelo menos quando não estava de guitarra em punho). Entrei ainda a tempo de ouvir o fantástico “SW” (que hoje não me sai da cabeça), e constatar que o momento de maior frenesim por parte do público, foi a ultima música do concerto, o single “23” do álbum 23, mas para mim, o momento mais sublime foi a antepenúltima música, o fantástico, “The Dress”.
Iniciaram-se nestas andanças em 1993, após se terem conhecido num restaurante italiano de Nova Iorque, na altura, Kazu Makino (guitarra e voz), Maki Takahashi (baixo) e os gémeos Simone (bateria) e Amedeo Pace (guitarra e voz) formaram os Blonde Redhead. A banda cedo chamou à atenção de Steve Shelley, baterista dos Sonic Youth, que tratou de os editar na Smells Like Records, a sua editora. O primeiro álbum tinha título homónimo, e apareceu em 1995. Ainda antes de sair “La Mia Vita Violenta”, pela mesma editora ainda em 95, Takahashi abandonou a banda. Em 1997, já noutra editora, lançam “Fake Can Be Just as Good”, para o qual convidaram um baixista. Em 1998, deixam de usar o baixo, e sai cá para fora “In an Expression of the Inexpressible”. “Melody of Certain Damaged Lemons” (2000), “Misery is a Butterfly” (2004), foram os álbuns lançados até chegarmos a 2007 e ao magnífico “23” (o que contém as músicas destacadas).
Conclusão: como eu também comentei: “Epá, estes gajos são bons”.
No final, alguma mágoa por, não ter visto mais, e logo não saber se cantaram uma música “em particular”.

http://www.blonde-redhead.com/, www.myspace.com/blonderedhead
















Interpol – Pioneer To The Falls
Interpol – PDA

Para alguns, o início foi só aqui, para mim foi só mais um início, um bom inicio. Para mim os Interpol, são os maiores, até se estiverem, mudos. E eles até são quase mudos, entre músicas, o que irrita algumas pessoas (quer dizer os gajos são uns “românticos” urbano depressivos, estavam à espera do quê??), mas que para mim, só mostra mais uma razão pela qual são uma “banda do caralho”, ou seja, são coerentes, com a música que tocam, com as letras que escrevem, com a forma como se apresentam e representam em palco, com toda a atitude cool que caracteriza a banda. A pose sempre muito profissional, de quem só está ali para tocar, dar um bom concerto e não para a palhaçada. Destaco inclusive uma música (já não me lembro qual) em que o vocalista/guitarrista, esteve grande parte do início da música, nos primeiros riffs, de costas para a plateia. Uma má educação, que eu não levei nada a mal. Depois de um concerto ultra profissional (o que faz com que, quem goste dos álbuns, não tenha hipótese de não gostar dos concertos), nada mais profissional, do que elemento a elemento, irem à frente do palco, agradecer ao público, todo o afecto prestado, algo que aconteceu ao longo do concerto, em que no final de cada música, após sentidos aplausos, Paul Banks agradecia com um “Obrigado”, ao qual só me apetecia ripostar com um “Obrigado eu”.
Quanto à música o que eu mais gostei foi do início e do fim. Para o início, o início de “Our Love To Admire” os seja “Pioneer To The Falls” (a minha preferida do álbum), música, que tal como todos os inícios dos álbuns dos Interpol, venero, e que tal como todos os inícios dos álbuns dos Interpol, nasceram para ser inícios de alguma coisa, por isso, porque não de um concerto? Não sei porquê, se é de serem músicas mais “orquestradas”, de existirem solos de guitarra melodiosos, não sei??, mas com um início da Interpol, começamos sempre bem. I know you tried /You tried straight into my heart /You fly straight into my heart /Girl, I know you try /You fly straight into my heart /You fly straight into my heart /But here comes the fault...
Já para o final, no encore, após sete músicas deste novo álbum (o que para mim foi óptimo), e algumas das mais conhecidas de “Antics” e Turn On The Bright Lights”, ficou “PDA” deste último (que é na verdade o primeiro). Tal como “Pioneer To The Falls” ter nascido para começar, “PDA”, nasceu para finalizar. Tocada com enorme vitalidade, e com um fim abrupto, a meio, em que o público, começou a gritar pela banda, e em que Paul coloca-se ligeiramente de lado, como que estivesse a escutar (e estava mesmo), para passado mais alguns segundos retomar a música ainda com mais vitalidade, e com a certeza de dever cumprido. “sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can /sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can /sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can /sleep tonight (Daniel: Simpleton) /sleep tonight (Daniel: You're Simpleton) /sleep tonight (Daniel: Can i Follow?) /sleep tonight (Daniel: What the hell?....). Perfeito para finalizar, e talvez não com 200 cobertores, mas nessa noite dormi, e dormi muito bem.
Os Interpol resultaram da pareceria de Daniel Kessler (guitarrista e vocalista) com um amigo da universidade de Nova Iorque, Greg Drudy (baterista). De seguida Kessler ficou amigo de outro estudante da mesma universidade Carlos Dengler (que já fora guitarrista, mas que assumiu as teclas e o baixo). Depois Kessler encontrou um amigo dos tempos em que esteve em França, Paul Banks (guitarrista e vocalista). Era 1998, e os Interpol estavam formados… Em 2000 saiu Drudy e entrou Sam Fogarino para o seu lugar. Associada desde sempre ao post-punk britânico, os Interpol começaram a actuar em clubes nos arredores de Nova Iorque, tendo na primeira digressão pela Inglaterra, merecido destaque por parte do programa de rádio de John Peel na BBC, isto foi em 2001. Em 2002, assinam com a Matador Records, e lançam o aclamado “Turn On The Bright Lights” (onde está “PDA”). Em 2004, sai “Antics”e em 2007 sai “Our Love To Admire” (onde está “Pioneer To The Falls”).















segunda-feira, novembro 05, 2007

Têm nome de Branco. “:(”; “:????”


Belleruche – Balance
Belleruche – Minor Swing

Hoje estou chateado, tal como nos últimos dias, talvez seja uma depressão pós latada, ou mais provavelmente uma daquelas depressões de ressaca que se prolongam no tempo, uma coisa é certa, há-de ser uma depressão pós qualquer coisa.
Por isso sobre as músicas que vou referenciar, vou dizer só uma palavra: ELEGÂNCIA. Com mais um bocado de animação, ou tristeza, a palavra é, elegância.
Os Belleruche são um trio londrino, que anda à volta do soul, do funk, do jazz, numa coisa a que eles chamam “turntable soul music”. O trio é composto por: Kathrin de Bóer (voz), Ricky Fabulous (guitarra) e por Dj Modest (responsável pelos beats e scratches que se ouvem ao longo das músicas, dando o seu “quê” de hip-hop à coisa). A banda formou-se após Ricky e Modest, que andavam a tocar música por bares de Londres, terem encontrado, Kathrin, “num mercado” um dia, e depois quando estavam a tomar um “cházinho”, ela cantou um “pouquito”, “et voilà”, os Bellaruche estavam formados.
Depois de alguns Eps, lançaram este ano (há coisa de meses), “Turntable Soul Music”, um álbum de músicas inspiradas por noites em que o rum foi o melhor amigo deles, sendo que muitas destas músicas foram escritas em comboios, táxis de aspecto dúbio, e nos backstages de pubs do Reino Unido.