quarta-feira, novembro 21, 2012

life sounds good with Interpol

Interpol - Turn On The Bright Lights

Estava na Lousã a caminho de Miranda do Corvo e chovia um pouco. Um senhor com aspecto de pastor pediu-me boleia. Perguntei-lhe para onde e ele disse que ia para Foz de Arouce. Expliquei-lhe que não ia para esses lados e ele pediu-ke para deicar nem que fosse na rotunda já que era mais perto. Fiz a rotunda e dei mais uma volta e perguntei quanto quilómetros estava. Ele respondeu que estávamos a 5. Decidi a ir levá-lo. Ele ficou satisfeito e tentou ajudar-me dizendo que tinha um caminho que me levava a Miranda do Corvo que era muito rápido a partir da localidade onde morava e que a estrada era muito boa. Os 10 minutos seguintes não os consigo relatar porque foram só com indicações do senhor de como me iria safar. Não percebi nada! A meio perguntei-lhe se não havia placas e ele disse-me logo “Ouça, o que o senhor tem que fazer é cortar à direita ir para a esquerda” e eu acenei com a cabeça. Olhei para as mão dele e perguntei o que ele tinha nas mãos ao que ele respondeu que eram cravos o que achei óptimo porque iria comer dobrada. Despedi-me dele arranquei meti o som mais alto e sorri para comigo “Fodasse estou fodido para ir para Miranda”. Por sorte estava o cd dos Interpol a manter-me o sorriso e a iluminar-me o caminho “Turn on the bright lights (2002)” que é capaz mesmo de ser melhor que o Antics e obviamente de tudo o resto que estes têm feito. O caminho acabou por ser iluminado por placas que facilmente me meteram no rumo certo. Isto só veio a mostrar que o companheiro pastor enganou-se em tudo do que disse, bem talvez as indicações que me deu estivessem correctas, talvez fosse mesmo 5 km até Foz de Arouce, mas havia placas, e o caminho que tinha “mesmo, mesmo uma boa estrada e rapidinho” não era nada disso. Felizmente life sounds good with Interpol

segunda-feira, novembro 05, 2012

Por aí...



Emicida - Triunfo (e mais uma ou outra, peço desculpa por ser a despachar..)

E ao 7º dia Deus descansou. E o homem também o imitou. Mas nem todos. Há uma pequena mas variada porção de profissionais na (portu)Gália que resiste bravamente ao descanso ao 7º dia. Estava a passar de carro hoje há noite, e reparei numa profissional de beira de estrada. Reparei porque estava numa zona onde não é frequente estarem este tipo de profissionais, porque estava sozinha e disposta de uma forma em que facilmente se destacava e também (como é óbvio) por ser excepcionalmente bonita para aquilo que julgo ser o padrão no meio. Ela mal repara que está sendo mirada abre mais o casaco e insinua-se de top bamboleando todo o corpo. Eu só penso “mas que crueldade, esta rapariga só quer o meu dinheiro”. Sigo em frente e na rádio passa Emicida (não conhecia mas um nome curioso). Como para qualquer pessoa, desejo-lhe Triunfo (“A rua é nós, a rua é nós…”).