terça-feira, março 23, 2010

Obrigado Diogo Martins

Crookers

Há uns anos fui à Sicília. Quando estava em Catania (que naquela altura estava perigosíssima (como deve estar sempre)), eu e mais uns colegas ficámos de boca aberta a olhar para duas raparigas extremamente jeitosas que passavam por nós abraçadas a um rapaz que tinha umas belas calças cor-de-laranja.
Adiante. Os Crookers vieram finalmente a Portugal (depois do vem, não vem, criou-se um elã que redundou numa histeria (atenção que estou a hiperbolizar) que para os meus ouvidos era incompreensível, mas na verdade, bem na verdade eu também queria ver. Quando acordei olhei para o meu telemóvel e vi uma sms a dizer para ir à Fnac (dos meus colegas era o único que ainda não tinha bilhete), quando lá cheguei, a senhora da Fnac disse-me que estavam esgotados, e eu perguntei retoricamente e tristemente: A sério? (não ela estava a brincar e era para os apanhados, ou então andava a competir com os colegas para ver quem é que pregava mais partidas numa semana, se fosse qualitativo e não quantitativo ela estaria garantida). Lá fui embora e mandei uma sms a dizer que não iria a Lisboa e que se calhar iria com outros colegas mas ao Porto (Steve Aoki que nunca vi, e 2 Many Djs que quero rever e ver sempre que puder). Em resposta um colega disse que estariam bilhetes à venda à porta o que me deixou numa expectativa extremamente positiva. Apanhei boleia com um colega meu que ia nesse dia para Lisboa e fui feliz e à conversa como gosto. Durante a conversa referi que as pessoas da minha profissão eram prostitutas embora factualmente não sejamos prostitutas mas que em atitude seríamos. Quando estava nesta conversa juro que nem me estava a lembrar do muito bom “We are Prostitutes”. Cheguei a Lisboa estive mais um pouco à conversa, fui comendo qualquer coisa e por volta das 23 fui ao Lx com um colega e chegado à porta o segurança que também acho que estava numa competição semanal em quantidade de partidas disse-me que não havia bilhete. Eu mais uma vez fiz uma das minhas estúpidas perguntas retóricas mas agora acrescidas de uma cara triste e a fazer beicinho: Mas não há mesmo mais nenhum? Depressa telefonei para os meus colegas no Porto mas a perspectiva de apanhar o comboio à pressa e depois vir de directa também de comboio deixou-me o suficiente relutante para não ir. Fui para casa de uma colega jantar e ver como era dos comboios ou autocarros para Coimbra. A outra opção era embebedar-me (provavelmente para esquecer os km feitos), apanhar um táxi e ir dormir para casa de um colega. Optei por esta ultima. E enquanto se ouvia Crookers e se jantava eu ia bebendo alguns copos de vinho e depois de vodka. Entretanto falava-se dos Crookers, e eu lá exprimi o meu não grande entusiasmo pelos moços. Acho que eles têm muitas vezes um gosto um bocado duvidoso no tipo de sons que colocam nas suas músicas. Gosto muito no entanto de algumas músicas com destaque para algumas remisturas que eles têm de Funk (Funk da favela claro está), aliás há uma remistura que eles fizeram para a série Funk Mundial que ouvi uma vez e só uma vez, mas vez suficiente para ter vontade de comprar o cd. Às 3 da manhã lá fui para a porta do Lx Factory ver se havia alguém que tivesse um bilhete a mais de modo a evitar a minha fatal viagem de táxi até uma saborosa cama (acho que na altura vinha-me à cabeça aquela expressão: “sabe-me que nem ginjas”). Lá se ia perguntando. O “não” ou o “tens mortalhas?” Eram as respostas mais frequentes. Lá chegou um grupo que me arranjou um bilhete já usado para eu tentar a minha sorte, e por sorte eles voltaram a verificar os bolsos e lá encontraram um bilhete bem amarrotadinho e eu logo perguntei quanto queriam por ele e lá se fez o negócio. Aquele é como um filho adoptivo muito feio mas que é o nosso único e a nossa única esperança e por isso é para nós o filho mais bonito do mundo e como todos os filhos mais bonitos do mundo meteu-me a sorrir largamente. A razão de não terem usado o bilhete foi a razão pela qual eu não consegui bilhete. O espectáculo estava exageradamente cheio (do género quase não te mexias e o tecto era uma nuvem carregada de suor que fazia chover), e portanto se estavas ali pela festa não valia a pena entrares mas se estavas ali pela música já era outra coisa (eu estava pela música e mesmo com uma opinião não muito fantástica dos Crookers, aquele bilhete era demasiado desejado). O inicio dos The Crookers é muito bom com “We Love Animals”, depois lá foram passando algumas músicas que deixaram o público (eu incluído) maluco e no final lá finalizaram com o Day ’N’ Nite que é uma remistura de uma música muito boa e que a manutenção do fio original faz com que seja facilmente um sucesso. Mas em relação à actuação dos crookers, para além da tal duvidosa escolha de sons (quer nas músicas deles quer nas que escolhem remisturar), eles fazem passagens demasiado abruptas, algumas vezes sem conexão e são uns grandes empata fodas, em muitas músicas quando se está quase a chegar ao clímax eles tratam de misturar uma música por cima e recomeça tudo de novo (pensam que se toma viagra e está tudo bem, mas isso pode dar cabo do coração). Como um colega que pensa mais ou menos como eu disse, tentam fazer cenas tipo 2 Many Djs durante a actuação, mas a verdade é que os 2 Many Djs estavam no Porto e são realmente fabulosos e eles não tanto…
No entanto acho que por tudo o que emocionalmente envolveu a noite e apesar da quantidade de pessoas e de algumas cenas que os Crookers fazem, acho que acabou por ser uma noite bem passada.
Enfim… Obrigado Diogo Martins










E à falta de prostitutas tugas com nível no youtube...



terça-feira, março 16, 2010

Ai! Florence Florence...

Florence and The Machine – You’ve Got The Love (The XX remix)

A antena 3 está neste momento a ajudar uma imensidão de portugueses que queriam ver Florence and The Machine e não puderam ou por indisponibilidade horária, ou porque lembraram-se tarde e os bilhetes eram demasiado parcos para grandes extensões de tempo. Eu pela minha parte agradeço, estou a gostar imenso de ouvir. A rapariga parece ter grande presença em palco, atitude muito Rock n’ Roll (já perguntou aos seguranças se não dava para as pessoas saírem das cadeiras (muito à la Paulo Furtado), e assim conseguiu) e uma comunicação com o público constante. Quanto à música, Florence apresenta “Lungs” e muitos “lungs” tem ela para ter esta voz que arrepia qualquer um.

De certeza que quando os meus “Dog Days Are Over” eu poderei ir ver Florence and The Machine. Por ora parece-me de bom-tom destacar a remisturas dos angustiados adolescentes (e que agora são só 3) que tal como Florence foram uns dos destaques do ano passado. Estou então a falar da bela remistura dos The XX para a bela Florence e “You’ve Got The Love” (I wish)





Ando ligado à ficha 2

Fever Ray - Now’s The Only Time I Know (J WOW remix)
J WOW - Um Milhão


Ainda a propósito da Enchufada, mas já menos relacionado com o disco de baixo (a relação prende-se que se não houvesse o disco de baixo eu ainda não teria visitado a página myspace de J WOW), descobri a fantástica remistura de J WOW (João Barbosa, um dos fundadores da editora e membro dos Buraka) para Now’s The Only Time I Know dos Fever Ray uma das bandas que marcou o ano que agora passou. E já que reparei que J WOW vai andar muito pelos Estados Unidos, parece-me de bem destacar também “Um Milhão” que é uma remistura para “A Mili” de Lil Wayne, um artista hip-hop que eu e muitos americanos prezamos (mas agora parece que é capaz de ir preso por uma cena com armas, nada fora dos parâmetros vigentes).

Bem, toda a sorte para este rapaz (João Barbosa) que acho que tem um talento do caraças…



http://www.myspace.com/liljohnproductions

Estou ligado à ficha

Orelha Negra - Blessed
Roulet - Kitámanda




Já não lia o Blitz há anos. Li-o agora e até fiquei com vontade de voltá-lo a ler. A razão de nova compra do Blitz não teve a ver com um conteúdo qualquer da revista que eu quisesse ler, mas sim com um que queria ouvir. Na última lição vinha por mais 4 euros e 90 (penso eu) uma compilação da Enchufada “E-Spam 001”. Para além do já conhecido “Restless” dos Buraka Som Sistema, os temas que me deixaram mais feliz foram os seguintes: “Blessed” dos Orelha Negra e “Kitámanda” de Roulet.
O primeiro será a música dançável dos Orelha Negra e é uma bênção para os ouvidos, indo picar soul, hip-hop, jazz e funk tudo em boas doses de bom gosto. Os elementos são já velhos conhecidos da música portuguesa: Sam the Kid, Dj Cruzfader, Francisco Rebelo, Frederico Ferreira e João Gomes. O primeiro álbum de título homónimo parece que sairá a 22 de Março e este é um dos singles.
Já o poderoso “Kitámanda” é uma música digna de pertencer à família das músicas dos Buraka, mas se é para estabelecer uma genealogia, teríamos que metê-la como um filho varão na idade da adolescência e com tanta testosterona que já é careca e usa bigode. Mas isto não faz de Roulet um artista que pratique só Kuduro, ele pratica muito mais, vai ao house ao techno e anda dá umas biqueiradas no downtempo.
O Roulet é um jovem produtor de Odivelas que estuda Artes Plásticas e Multimédia e faz música nos tempos livres, e que continue com tempos livres…




http://www.enchufada.com
http://www.myspace.com/roulet_trole
www.myspace.com/orelhanegra

quinta-feira, março 11, 2010

Uma frase batida

Sérgio Godinho - Primeiro Dia

Hoje de manhã estava a ouvir a Renascença e comecei a ouvir esta canção. Já a tinha ouvido umas centenas de vezes (eu e todos os portugueses), mas hoje pareceu-me a canção mais bela do mundo e a letra a mais profunda e bela do mundo. Não há dúvida que há dias que tem um estado de alma que escolhem qual é a canção mais adequada para a alma desse dia. Hoje a minha alma escolheu “O Primeiro Dia” do Sérgio Godinho, e eu bem gostei…

Ps: Não vou estar a escrever sobre o Sérgio Godinho porque não tenho tempo e qualquer português sabe mais do que eu…





segunda-feira, março 08, 2010

BASTERDS!!!!

TTC – Bâtard Sensible


Outro dos nomeados de ontem foi "Inglorious Basterds" (ou seja mais um filme que prezei, mas que teve uma noite inglória, mas este ao menos não ficou a zero, mas quase). Este facto não tem nada a ver com a razão de destaque da música que hoje mais ouvi. Por acaso meti-me a ouvir o segundo álbum dos TTC “Bâtard Sensible” (2004) e a faixa que mais gostei do álbum foi por acaso a faixa homónima (e para aqueles que dizem que não há coincidências (e eu digo-o muitas vezes); ide-vos fod..). Este tema tal como o de ontem andam na periferia do hip-hop, ou seja não são hip-hop puro (por isso mesmo vou meter o single deste cd “Girlfriend”, que é muito mais hip-hop, diria no entanto que é ainda mais electro hip-hop). Já este “Bâstard Sensible” faz-me lembrar em algumas ocasiões Radiohead “à la” “Kid A” ou “à la” “Amneasiac”.

Ps: Os tarados e os fãs dos desenhos tipo manga vão gostar do clip de “Girlfriend”






domingo, março 07, 2010

Quero mais remisturas deste tema...

TTC – Travailler (Dj Orgasmic remix)


É um título (e não só, “ J’aime bien travailler”) apropriado para a época em que vivemos. E hoje que até serão distribuídos os Óscares e um filme que muito prezei e que tem muito a ver com este titulo até está nomeado para algumas categorias, falo-vos em “Nas Nuvens”,e por acaso, passei a ouvir a estimulante e neste momento mais conhecida música dos franceses TTC. O som destes rapazes anda na esfera do hip-hop, mas aos meus ouvidos não tem muito a ver com o tradicional (e que eu gosto muito) hip-hop francês. Quer me parecer que estes rapazes beberam muito mais do hip-hop americano enquanto ouviam a música electrónica francesa, o que acabou por se traduzir numa mescla bem engraçada. Esta mescla tem resultado em relativo sucesso, sendo que editam música pela Institubes (que também é uma editora muito mais ligada à musica electrónica e que um dos fundadores é um membro do grupo). Formaram-se em nos anos 90 em Paris sendo os fundadores Tido Berman, Teki Latex e Cruizinier, tendo na produção Tacteel, Para One. Em 2004 Dj Orgasmic (todos estes nomes são como (parece) óbvio pseudónimos sendo os nomes reais: Alexandre Miranda (será filho de tugas?), Dominique Bolore, Julien Pradeyrol, Jérôme Echenoz, Jean-Baptiste de Laubier, Cédric Caillol, mas não sei a quem corresponde quem) junta-se ao grupo vindo dos Klub de Loosers (que tem um som de muito bom gosto e merecedor de um destaque futuro da minha parte). O primeiro maxi saiu em 1999. Já a primeira longa duração foi em 2002 ainda pela Ninja Tunes, depois lançaram mais 2 cds já pela Institubes. O último álbum, é de 2006, “3615TTC” e é o que contém este tema. Em 2007 o grupo fez uma pausa, o que permitiu aos diversos elementos do grupo concentrarem-se em outros projectos.

A música só se tornou realmente um sucesso em 2008 quando saiu a remistura de Dj Orgasmic (tem umas actuações hipnóticas e com uma imagem de uma mulher voluptuosa em fundo, pelo menos foi a ideia com que fiquei dos vídeos do youtube/dailymotion). Esta remistura acelera bem mais o tema e é na minha opinião mais bem conseguida do que o original. Aliás acho que esta música tem um potencial para ser remisturada enorme e adorava que mais Djs se debruçassem sobre o tema. “Travailler” não era o single inicial de promoção ao álbum sendo esse cargo desempenhado pelo também excelente “Telephone”, mas em 2008, o tema que o mais promove é sem dúvida a remistura de Dj Orgasmic para “Travailler”.

Bem amanha é dia de travailler por isso, Xau!

Ps: No 2º video por volta dos 2 minutos vejam como a remistura do tema deixa as pessoas em êxtas, J'aime bien travallier





TTC - Travailler
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http://www.myspace.com/djorgasmic
http://www.myspace.com/inbedwithttc