sexta-feira, agosto 30, 2013

A vida é feita de passos

Vampire Weekend - Step

O ultimo album dos Vampire Weekend encheu-me as medidadas. Como disse o vocalista nas entrevistas é uma albúm mais maduro que corresponde a uma fase diferente da vida deles. É menos dançante e mais café com um cigarro, é menos África e mais Nova Iorque, é mais um passo na evolução da banda. Foi um álbum muito elogiado pela critica mas parece-me que não teve tanta aceitação, não só pelo som diferente mas também porque o factor novidade já não existia. Até posso estar errado e os albuns se tenham vendido que nem papo-secos, mas é a precepção que eu tenho do meu circulo de amigos, em que aquele que eu considerava um dos melhores dias do Optimus Alive, em que estavam os Vampire Weekend, ou principalmente por isso, era considerado por todos o mais fracos. Mas sinceramente acho que deveriam dar mais hipoteses a este álbum já que me parece ter todos os condimentos.

quinta-feira, agosto 01, 2013

Just Skream



Skream

Um colega meu disse-me que tinha assistido à apresentação do disco dos Disclosure (muito bom diga-se de passagem) no Boiler Room via youtube. O Boiler Room são aquelas festas que são transmitidas via youtube para toda a gente, mas que são abertas só a quem é convidado ao vivo e normalmente são feitas em lugares só anunciados à posteriori. Isto é muito bom já que recorda o espirito das festas rave, sendo que o único problema é que olhando para as imagens não há nada que lembre festas rave, muitas pessoas não dançam, há pessoas que passam um set inteiro ao telemóvel (vide o de lisboa com uma rapariga com um ar de tia que gosta muito de música mas que por azar levou o telemóvel e gosta muito mais dele), ou seja facilmente se questiona o gosto por música de algumas pessoas (algumas, ok muitas) que são convidadas o que ainda é mais triste tendo em conta que haveria muito gente que gostaria muito de ouvir este ou aquele. Eu, certamente gostaria de ouvir muito os Disclosure mas também, ou melhor, ainda gostaria muito mais de ouvir o Skream que fez a parte inicial da apresentação. Acontece que o Skream, segundo o meu amigo, actuou para uma plateia vazia já que ao mesmo tempo se dava um evento qualquer não musical da apresentação do disc. Bem acho que o Skream por ser quem é, por ser uma dos produtores principais do movimento Dubstep (se calhar a moda já está a acabar?), por ter excelentes músicas, por ter um excelente programa de rádio com o Benga na BBC Radio 1 às sexta pelas 23h (sim eu sei o horário, porque será?) sendo este um dos , ou o programa que mais divulga Dubstep,  o Skream merecia de certeza melhor casa do que aquela que o meu colega me contou. Mas enfim, para a nossa casa convidamos quem queremos, e é claro que também há o ditado “diz me com quem andas, dir-te-ei quem és”.






terça-feira, julho 16, 2013

Opções

Aluna George – Your Drums, Your Love

Até hoje pensei que se tratava de uma rapariga chamada Aluna George. Hoje fiquei a saber na rádio que são um duo uma Aluna e um George. Entraram na vida já em Novembro quando estava a ver se me esquivava ao Mexfest cujo cartaz não me atraia de sobremaneira. Vi então que o Musicbox estava com concertos de borla entre eles o concerto de Aluna George. Estive mesmo para ir mas a pressão de amigos e principalmente querer ver os The Very Best fizeram que optasse pelo Mexfest que mais uma vez me desiludiu e que valeu pelos Batida, os The Very Best e também pelo J Wow a passar musica enquanto o Kalaf entretinha a malta de resto nada do que tenha visto me deixou por aí e aquilo que até também me poderia deixar por ai nem deu para entrar. O que equivale a dizer que em termos de qualidade preço tomei a opção errada contudo os concertos que mais queria ver coincidiam com Aluna George, enfim acabou por ser ela por ela. Este duo londrino iniciou funções em 2009 e depois deste single os ter dado um bom impulso irão agora no final de julho lançar o primeiro álbum, “Body Music”

 
 
 

terça-feira, abril 02, 2013

Uma rapidinha

James Blake - CMYK

Agora que andava no youtube a ver se ouvia algumas do novo álbum (e só ouvi o fantástico Retrograde) nada melhor do que recordar a música que conheci pela primeira vez de JB (tal como o Whisky é para tratar como um amigo) e pela qual disse yes é isto mês. Andava à procura de novas pedras e dei um pontapé nesta pedra antiga. Óptimo!

sexta-feira, março 15, 2013

Sim eles lembram-se...

The Dodos
 
Eles têm vindo a Portugal até com uma boa frequência. A distância anterior em relação ao meu poisio da altura mais um segundo álbum insonso, não me deram muita corda aos sapatos. Tinham-me conquistado um pouco antes do concerto de Coimbra há uns 4 ou 5 anos. Foi um álbum bem sacado, o “Visiter”, e tenho pena de não o ter como original embora já o tenha comprado, mas não para mim. Há de se dar a ocasião
Após o 3º disco a corda voltou e fui vê-los ao Music Box. O concerto a 2, em Coimbra tinha sido a 3, correu muito bem embora ache que o de Coimbra foi melhor. Provavelmente a razão dever-se-á ao facto de “Visiter” ser ainda o melhor disco dos rapazes. Embora ache também que o ambiente que se encontrava no Salão Brasil também era mais The Dodos do que o do musicbox. Apareceram mais eléctricos, sendo que a acústica apareceu só num tema de Visiter. Estar ligado à corrente também se coaduna mais com o Mbox do que no Salão e essa terá sido outra razão pela qual gostei mais deles em Coimbra. Acho-os muito melhores num tom mais pop que rock. O à-vontade em palco continua, sendo que foram muito comunicativos, principalmente o baterista e até contaram uma história hilariante sobre a guitarra acústica, ao referirem que ela só tinha chegado umas horas antes porque se tinha perdido no aeroporto e quando chegaram ao aeroporto para a “recolher” estava o rapaz responsável por este “perdido e achado” divertido a tocar uns acordes. A presença dos donos parece que não o incomodou já que foi até ao final e só depois devolveu a tal guitarra. O facto de ter gostado imenso do concerto na minha terra, não invalida que tenha gostado muito deste concerto. Aliás a sensação com que fiquei é que o público na sua maioria partilha o mesmo gosto do que eu. Algo que levou a banda a presentear com um encore. “Visiter” não andou muito pelo concerto (embora possa estar equivocado já que não ouço o cd há muito, mas acho que não), já o último cd andou muito na boca deles, bem como algumas canções que não conhecia que poderão ser quer do 2º cd (que não conheço a fundo já que as poucas vezes que o ouvi tive uma grande rejeição) ou do cd novo (que no final do concerto à pergunta de uns miúdos revelaram que sairia em final de Agosto).
No final fui com uma “canetinha” pedir um autografo no bilhete. Logan, o baterista, reteve-me o bilhete algum tempo, já que como cavalheiro que é, decidiu assinar primeiro os bilhetes de todas as miúdas mesmo que tivessem entregado o bilhete antes. Aproveitei para lhe perguntar se ele se lembrava de um concerto há 3 ou 4 anos em Coimbra. Mal me lembrava que tinha sido há mais tempos. Mas ele parece que se lembrava “Oooohhhh Yeaahhh, It was Great!” e lá tratou de assinar o meu com um “I remeber Quoimbra(?)”. Dirigi-me ao Meric que ao ler o bilhete faz um ar de gozo, ri-se e com uma setinha corrige para “Coimbra” e diz que sim foi espectacular, e a cidade era porreira. Sim eles lembram-se.
Ps: tendo em conta que a banda ainda não tem assim tanta fama e que o espaço é pequeno ainda não encontrei vídeos deste concerto, vão levar com o que é mais similar…

 


sábado, março 02, 2013

dychwelyd


Ifan Dafydd

Regresso a escrever alguma coisita. Poderia ter muitas mais coisas para escrever já que estive num período em que ouvi muita coisa nova mas que ao mesmo tempo que me permitia ouvir música também não me dava grande tempo para publicar, embora andasse a perder tempo com muitas outras coisas sem jeito nenhum e a perder tempo que não tinha, mas valia estar a postar.

Mas não havia problema porque guardava as músicas que mais me fascinavam nos favoritos do firefox e depois poderia postar 100 e tal músicas (se alguma vez tivesse a produtividade correspondente às músicas de que vou gostando). Contudo o computador começou a ir à vida (já escrevo de um outro) e na cópia de segurança esqueci-me de alguns ficheiros incluindo os favoritos do firefox e assim toda a música que queria re-ouvir foi à vida. 

Alguns marcaram mais e ficaram na cabeça. Entre estes ficou-me um nome. Ouvia a música na BBC Radio 1, algo que identifiquei como sendo uma música que não conhecia do James Blake. No final o locutor falou num tal Ivane David. Lá pesquisei, pesquisei até que me lembrei de pesquisar num sítio que me pareceu que me teria poupado uns valentes minutos. Falo obviamente da playlist do programa. Após ver o nome do rapaz o tempo perdido fez muito mais sentido. O seu nome era o estranhíssimo Ifan Dafydd. Sobre o senhor na altura não descobri grande coisa a não ser por uma amiga galesa que disse que o nome só poderia ser mesmo galês. Se ela diz.  

Na altura a música que me deliciou foi Celwydd (parece que é mentira em galês). Também vou deixar aqui o single (embora não saiba bem de quê porque acho que o rapaz não tem um álbum) o fantástico Treehouse.


http://herbivorousflex.com/2012/04/15/ifan-dafydd-biography/