Gui Boratto – Take My Breath Away
Gui Boratto – Colors
Gui Boratto –No Turning Back
No dia 26 de Junho (já há muito, muito tempo) Gui Boratto actuou no Via Club em Coimbra. O espaço estava repleto e eu fui uma das pessoas que ajudou a perfazer o espaço. E como não? Tinha acabado de comprar o vinyl do senhor (atenção o vinyl), o que me pareceu um bom negócio. Por mais 3 euros em relação ao cd, comprei o vinyl, que trazia incluído também o cd. O vinyl é composto por dois disco, com 2 músicas de um lado, e 1 de outro. A realçar o facto de haver uma faixa que está gravada a uma velocidade diferente das outras faixas (está a 33 rotações e não a 45) o que é um bocado insólito, fazendo-me questionar se está assim de propósito, ou se terá sido uma falha na gravação, mas também não é nada que me apoquente muito. Portanto já deu para perceber; eu gosto muito de Gui Boratto. Aliás eu acho o minimal de Gui Boratto tão acessível, que me espantou o facto de tantos amigos meus, cujos gostos redundam na música electrónica, não gostarem mesmo nada da música do senhor. Gui Boratto, para além de músico, também é arquitecto. Eu também lhe chamaria, arquitecto da música electrónica, que me parece um epíteto muito correcto, já que quando ouço a sua música, a estética me vem sempre à cabeça, “Que sons bonitos!”. A música do senhor faz-me sempre lembrar algo como uma fusão entre as “ambiências da música ambiental” e o minimal. Há sempre algo de progressivo nos ritmos de Gui Boratto, parecendo quase sempre que nos está a contar uma história. O festival de Viana do Castelo Anti-Pop, agora chama-se Neo-Pop (aliás já esta quinta, vai actuar James Holden, provavelmente o gajo no minimal, de quem eu mais gosto, mas que infelizmente não irei poder ver por já ter coisas combinadas há 3 meses para esta semana, porque raio não fizeram o festival aquando do ano passado, ou seja logo a seguir a Paredes de Coura (ou terá sido este que foi mais cedo??)), sendo que pop, não é mais que a música popular, e que a música electrónica num futuro (quem sabe se próximo ou longínquo), pode até se tornar numa música de massas (imaginemos aquelas sociedade completamente robotizadas, em que não há lugar para nada “orgânico”), então, se aparecer alguma vez esse Neo-Pop, acredito que a música de Gui Boratto, por ser tão acessível (aos meus ouvidos, está claro!), irá ser das primeiras a ser catalogada de Tecnho Minimal-Pop. Quanto ao cd, tem 11 faixas, e eu adoro-o. Coloco-o ao nível do aclamado, primeiro longa duração de Gui Boratto, “Chomophobia” (2007).
“Take my Breath Away” (2009), deixa-me realmente sem fôlego. Das faixas a destacar, vou dar enfoque a “Take My Breath Away”; “Colors” e “No Turning Back”. A primeira faixa e que dá titulo ao álbum, é aquela, que na minha opinião se identifica melhor com Gui Boratto de “Chromophobia”, é a mais tecnho minimal de todo o álbum, e aquela que mais convida para dançar, embora comece bastante calma, vai ganhando ritmo, mantendo ao longo da faixa as variações mínimas de sons que lhe dão grande estética.
“Colors”, é para mim a música mais melódica de todo o álbum, a que melhor nos conta uma história, a que melhor se enquadra, quando uma pessoa precisa de pensar.
“No Turning Back” é a música análoga a “Beautiful Life” de “Chromophobia”, é a única do disco que tem voz, e mais uma vez a voz pertence a Luciana Villanova, a mulher de Boratto. Assente sobre um ritmo contagiante, a música é marcada pelos sons de um baixo, os sons de um piano, e as distorções melódicas que aparecem a seguir às vocalizações e que funcionam quase como refrão. È a música mais acessível, e com maior poder de extravasar as fronteiras do minimal, atingindo outros públicos, sendo na minha opinião superior a “Beautiful Life”.
Gui Boratto nasceu em São Paulo, tendo começado a carreira em 1993, no meio publicitário. De 1994 a 2004, com o seu irmão Tchorta e Patrícia Coelho, fazia parte de banda Sect. Também fez alguns trabalhos na produção (tendo em conta que trabalhou para várias editoras) de álbuns de artistas que pouco tinham a ver com a música electrónica, como foi o caso de Chico Buarque, Fernanda Porto, etc…. Ele e Tchorta criaram a editora Mega Music em 2002, de modo a divulgar artistas brasileiros da música electrónica. Os seus álbuns são editados pela alemã Kompakt de Michael Mayer.
Quanto ao Live act na Via, este começou pelas 4 horas, e acabou pelas 6 horas. Eu posso dizer que gostei bastante, e que retirei bastante prazer momentâneo. No entanto, não estava em grande estado, e não estive atento a pormenores, nem com capacidade para reter grandes informações para depois poder divulgar. Lembro-me que o último álbum esteve presente, e que finalizou salvo erro com o hit “Arquipélago”. Posso no entanto dizer, que me fartei de dançar. Qual é o melhor elogio que se pode fazer a um live act???
Gui Boratto – Colors
Gui Boratto –No Turning Back
No dia 26 de Junho (já há muito, muito tempo) Gui Boratto actuou no Via Club em Coimbra. O espaço estava repleto e eu fui uma das pessoas que ajudou a perfazer o espaço. E como não? Tinha acabado de comprar o vinyl do senhor (atenção o vinyl), o que me pareceu um bom negócio. Por mais 3 euros em relação ao cd, comprei o vinyl, que trazia incluído também o cd. O vinyl é composto por dois disco, com 2 músicas de um lado, e 1 de outro. A realçar o facto de haver uma faixa que está gravada a uma velocidade diferente das outras faixas (está a 33 rotações e não a 45) o que é um bocado insólito, fazendo-me questionar se está assim de propósito, ou se terá sido uma falha na gravação, mas também não é nada que me apoquente muito. Portanto já deu para perceber; eu gosto muito de Gui Boratto. Aliás eu acho o minimal de Gui Boratto tão acessível, que me espantou o facto de tantos amigos meus, cujos gostos redundam na música electrónica, não gostarem mesmo nada da música do senhor. Gui Boratto, para além de músico, também é arquitecto. Eu também lhe chamaria, arquitecto da música electrónica, que me parece um epíteto muito correcto, já que quando ouço a sua música, a estética me vem sempre à cabeça, “Que sons bonitos!”. A música do senhor faz-me sempre lembrar algo como uma fusão entre as “ambiências da música ambiental” e o minimal. Há sempre algo de progressivo nos ritmos de Gui Boratto, parecendo quase sempre que nos está a contar uma história. O festival de Viana do Castelo Anti-Pop, agora chama-se Neo-Pop (aliás já esta quinta, vai actuar James Holden, provavelmente o gajo no minimal, de quem eu mais gosto, mas que infelizmente não irei poder ver por já ter coisas combinadas há 3 meses para esta semana, porque raio não fizeram o festival aquando do ano passado, ou seja logo a seguir a Paredes de Coura (ou terá sido este que foi mais cedo??)), sendo que pop, não é mais que a música popular, e que a música electrónica num futuro (quem sabe se próximo ou longínquo), pode até se tornar numa música de massas (imaginemos aquelas sociedade completamente robotizadas, em que não há lugar para nada “orgânico”), então, se aparecer alguma vez esse Neo-Pop, acredito que a música de Gui Boratto, por ser tão acessível (aos meus ouvidos, está claro!), irá ser das primeiras a ser catalogada de Tecnho Minimal-Pop. Quanto ao cd, tem 11 faixas, e eu adoro-o. Coloco-o ao nível do aclamado, primeiro longa duração de Gui Boratto, “Chomophobia” (2007).“Take my Breath Away” (2009), deixa-me realmente sem fôlego. Das faixas a destacar, vou dar enfoque a “Take My Breath Away”; “Colors” e “No Turning Back”. A primeira faixa e que dá titulo ao álbum, é aquela, que na minha opinião se identifica melhor com Gui Boratto de “Chromophobia”, é a mais tecnho minimal de todo o álbum, e aquela que mais convida para dançar, embora comece bastante calma, vai ganhando ritmo, mantendo ao longo da faixa as variações mínimas de sons que lhe dão grande estética.
“Colors”, é para mim a música mais melódica de todo o álbum, a que melhor nos conta uma história, a que melhor se enquadra, quando uma pessoa precisa de pensar.
“No Turning Back” é a música análoga a “Beautiful Life” de “Chromophobia”, é a única do disco que tem voz, e mais uma vez a voz pertence a Luciana Villanova, a mulher de Boratto. Assente sobre um ritmo contagiante, a música é marcada pelos sons de um baixo, os sons de um piano, e as distorções melódicas que aparecem a seguir às vocalizações e que funcionam quase como refrão. È a música mais acessível, e com maior poder de extravasar as fronteiras do minimal, atingindo outros públicos, sendo na minha opinião superior a “Beautiful Life”.
Gui Boratto nasceu em São Paulo, tendo começado a carreira em 1993, no meio publicitário. De 1994 a 2004, com o seu irmão Tchorta e Patrícia Coelho, fazia parte de banda Sect. Também fez alguns trabalhos na produção (tendo em conta que trabalhou para várias editoras) de álbuns de artistas que pouco tinham a ver com a música electrónica, como foi o caso de Chico Buarque, Fernanda Porto, etc…. Ele e Tchorta criaram a editora Mega Music em 2002, de modo a divulgar artistas brasileiros da música electrónica. Os seus álbuns são editados pela alemã Kompakt de Michael Mayer.
Quanto ao Live act na Via, este começou pelas 4 horas, e acabou pelas 6 horas. Eu posso dizer que gostei bastante, e que retirei bastante prazer momentâneo. No entanto, não estava em grande estado, e não estive atento a pormenores, nem com capacidade para reter grandes informações para depois poder divulgar. Lembro-me que o último álbum esteve presente, e que finalizou salvo erro com o hit “Arquipélago”. Posso no entanto dizer, que me fartei de dançar. Qual é o melhor elogio que se pode fazer a um live act???
www.myspace.com/guiboratto ,www.guiboratto.com.br
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