quarta-feira, setembro 23, 2009

Nem sempre xx é xxx

The XX - Crystalised

O cd “XX” dos The XX foi a par de “Primary Colors” dos The Horrors, o cd que mais escutei durante este Verão. O indie pop dos jovens londrinos está na moda e recomenda-se. Assente em guitarras calmas e minimais, em “descantes” entre os dois jovens com as suas vozes calmas, baixas, inexperientes, feminina e masculina e sobre uma caixa de ritmos que somente existe porque ninguém na banda sabia tocar bateria. Inicialmente a produção iria ficar a cargo de Diplo (produtor de M.I.A. e um dos reis da musica de junção entre 3º mundo e digamos, o “ocidente”), no entanto acabaram por ser eles próprios (agradecendo contudo a experiência com Diplo) a produzirem o álbum, sendo provável que essa seja uma das causas do álbum parecer tão intimista e tão cru. As músicas, versam sobre as relações interpessoais como não podia deixar de ser em gente tão nova.
Apareceram em 2008 em Londres, sendo eles, Romy Madley (voz e guitarra), Olivier Sim (voz e guitarra), Baria Qureshi (baixo), e James Smith (caixa de ritmos), e aposto que para se formarem, não tiveram que levar em conta a lei da paridade. Conheceram-se na Elliott Scholl de Londres (escola de onde já saíram os Hot Chip, Burial, Four Tet), tendo Sim e Romy começado a tocar juntos aos 15; Baria juntou-se quando estes tinham 17 e Smith um ano depois. Como influencias, citam Aaliyah (que em algumas edições especiais de XX têm uma cover de uma música desta artista), Rhianna (estas 2 artistas à partida não têm nada a ver com o estilo deles, mas são cantoras que eles adoram. Sim disse inclusive numa entrevista que um dos melhores concertos a que tinha assistido, foi da Beyoncé) e Cure e Pixies (estes claramente mais compreensíveis e deduzidos através do som deles). “Crystalised” é o segundo single (primeiro foi “Basic Space”) e foi o que lhes deu mais notoriedade. “XX” saiu no Reino Unido em Junho, editado pela Young Turks.
No álbum eu gosto muito das 3 primeiras músicas. A primeira “Intro” é isso mesmo, funciona como uma introdução ao álbum, em 2 minutos e 8 segundos consegue nos resumir o tipo de som que iremos ouvir ao longo do álbum. Depois vem “VCR” que soa a paixão, “But you, you just know, you just do”. A seguir, vem a música que os tornou famosos, “Crystalised” com os deliciosos acordes de guitarras, os refrões com os suaves “Aah Aah”, mas para mim são mesmo os acordes de guitarra do refrão que soam maravilhosamente e com força a partir do minuto e 24 que me deixam inquieto e que são verdadeiras mudanças de ritmo durante a musica.
Belíssimo!



http://www.myspace.com/thexx, thexx.info

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