segunda-feira, junho 11, 2007

O homem é o maior; simplesmente Uauu



Andrew Bird- Heretics


O homem é simplesmente o maior. É, é, é e é. O concerto começa com um dos seus amigos (Martin Dosh) a dar um cheirinho do que seria o espectáculo. Sozinho cozinhava sons na bateria e órgão, que depois eram colados em forma de melodias, ao segundo tema do amigo, Andrew Bird e um amigo entram em palco, de fato e gravata cinzenta, cabelo desengonçado, coloca-se à frente do microfone e tira os sapatos, “????”, foi o que me passou pela cabeça. Terceiro tema, ou melhor primeiro tema, “Imitosis”, e dúvidas esclarecidas, faz acordes em pizzicato à frente de um microfone, de seguida o mesmo no violino, neste caso tocado normalmente, enquanto a melodia anterior estava a rodar, coloca instrumento na caixa, vira a guitarra e está preparado para cantar. Todas as gravações, e a entrada dessas gravações, são controladas com os pedais que estão no chão, realmente os sapatos dão muito pouca sensibilidade. Os movimentos do corpo, acompanham o cabelo, esbraceja sem motivo aparente, a cabeça abana, canta como se estivesse a falar connosco, e às vezes está mesmo. Faz-nos movimentos com os braços como se nos estivesse a ditar qualquer coisa. Este jeito, de estar em palco que no inicio estava-me a irritar um pouco porque me parecia um pouco falso, rapidamente me entusiasmou, quando reparei que o senhor era mesmo assim, e que toda a forma de estar dele e mesmo a forma de cantar se deviam ao seu extraordinário sentido de humor. Essa minha percepção ficou assente ai na quarta ou quinta musica dele, que alias para mim, foi uma das melhores (se calhar talvez por ter sido ai que realmente comecei a perceber a pessoa que era e o tipo de concerto que iria ser), cujo o nome não sei (tentei decorar, mas o pouco que dormi, não permitia que a memória estivesse no auge, mas já posso garantir que não pertence ao ultimo cd), a partir dai, para mim o concerto foi em crescendo, sempre com tiradas de humor, alias é engraçado o facto de uma pessoa estar concentrada a ouvir uma musica e de repente esboçar um sorriso. O pico do humor terá sido quando ele mostra para a assistência um fantoche macaco, e ele realça o facto de ter uns sapatitos, e um violino (se Andrew Bird fosse um macaco, provavelmente seria como o fantoche, alias ele ironicamente falou das semelhanças), alem de ter referido o nome dele que não me recordo, depois apresentou os outro macacos da banda, o do guitarrista, que tinha um nome longuíssimo, e o do “baterista” (aspas, aspas), que não estava presente porque tinha-o dado ao filho; pausa, e começa “Heretics” (a minha preferida), uma das únicas que a banda tocou que não foi “construção, colagem” e que no final colocou Andrew Bird a dizer que estava aliviado, pelo tema mais rock ter corrido bem, num teatro em que as pessoas estavam sentadinhas e sem espaço para se mexerem. O concerto continuou com temas do último e dos outros álbuns, quando se despedia antes do encore, ainda viu as pessoas a levantarem-se para aplaudir, lá teve o senhor de voltar para o encore, que abriu com uma música de parabéns que Andrew referiu como uma música que já não cantava há 2 anos, no encore, durante 2 temas Andrew esteve a solo, e depois lá apareceu o resto da banda. O final do concerto, foi como antes do encore com as pessoas de pé a aplaudirem o concerto. E é assim, é bom quando se passam coisas interessantes nesta “little nice city” (ou algo do género), e é sempre bom quando uma pessoa chega a casa satisfeita e acha que o dinheiro não foi mal gasto (para se ter um bocado a noção do que se passou basta “teclar” no youtube: andrew bird, Coimbra).
Andrew Bird nasceu em Chicago (The city by the lake where he was born), é um multi-intrumentista, que utiliza o violino, a guitarra, o xilofone, a voz, o assobio, as palmas e a caneta (é ele que escreve as musicas), e provavelmente saberá tocar mais algumas coisas, eu é que não estive suficientemente atento. A sua distinta música, junta elementos de música cigana, folk e rock. Nas suas actuações costuma acompanhar-se pelo grupo Bowl of Fire. Desde 1996 até agora já editou 7 álbuns, sendo o último de 2007 “Armchair Apocrypha” (onde se encontra Heretics).
“thank god it’s fatal / not shy / not shy of fatal / thank god”

http://www.andrewbird.net/, www.myspace.com/andrewbird

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