quinta-feira, junho 14, 2007

Espectacular

Se o blogger não tivesse limite de caracteres para o titulo, o titulo seria: O título podia ser muita coisa, provavelmente algo relacionado com true love, ou algum trocadilhozeco com a Noruega (e eventualmente com o bacalhau, ha ha ha ha, que hilariante), mas não, estive há uns minutos atrás com um amigo que disse “espectacular” de uma forma que quando me lembro começo a rir desalmadamente, e como se coaduna, o título será: ESPECTACULAR.



Hanne Hukkelberg- True Love

Nesta música, a voz soa embriagada mas muito sensual, os instrumentos desconexos, aparecem os chamados found sounds (sons do dia a dia captados) e uma grande variedade de instrumentos “verdadeiros”.
Na música melódica, com tons jazz, Hanne quer que lhe digam que é amor verdadeiro, com certeza que não lhe poderei tirar as duvidas, mas não posso duvidar do amor verdadeiro desta norueguesa pela música, afinal toca desde os três anos (os pais eram músicos, o que dá uma ajuda), e durante a juventude (não é que seja velha), participou em grupos rock, jazz e até metal (a banda chamava-se apropriadamente Funeral); toca piano bateria e guitarra e é licenciada na academia de música de Oslo, tell me this isn’t true love?
O primeiro registo de Hanne é “Little Things” (onde se encontra esta música) e saiu em 2005 (2004 na Noruega). Os sons e as músicas não se tem que confinar aquilo que um instrumento musical produz, e isso mesmo, está presente neste álbum (tal como em “True Love”), em que os sons vão dos violinos, guitarras, pianos, bateria, banjos, acordeões, órgãos antigos, pianos de brinquedo, caixinhas de musica, aros de roda de bicicletas, chaves, electrodomésticos, e etc (nunca me pareceu tão adequado).
“Little Things” encontra enraizado a atmosfera de Oslo (gravou found sounds desta cidade), já o seu último álbum Rykestrasse 68 (que vai apresentar no lux dia 15 deste mês) capta a atmosfera da excitante Berlim, cidade onde viveu 6 meses a cargo de uma bolsa do estado norueguês, viveu na rua Danzigerstrasse que era uma rua na sua opinião pouco interessante, mas pela janela conseguia ver a rua Rykestrasse de que gostava, e que portanto nada como captar os sons daquela rua, rua essa que tinha 67 números, o seu disco é então o número 68 (que historia engraçada). Este último álbum que têm inclusive o ronronar de gatos, continua a originalidade de “Little Things”, e devido a todos estes sons faz com que as músicas sejam muito visuais (temos a sensação que está algo passar-se por detrás das músicas, quase que a música nos transmite imagens).
Enfim: true love.

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