quarta-feira, maio 14, 2008

O rock, o pop e a amiga.

Black Lips – Not a Problem

Uma coisa, que eu costumo fazer quando saio à noite, é observar a forma como as pessoas dançam (noite africana na via, é algo de delicioso). Em relação ao rock, já elaborei uma teoria, uma teoria que pode ser muito fraca, porque afinal, quando saio à noite não observo assim tanto, mas que outro dia, me passou pela cabeça. È o seguinte. Em relação ao rock, uma pessoa abana sempre a cabecita, mas o resto do corpo, é que nos diz se na verdade, uma pessoa está a gostar ou não. Ou seja passa uma pessoa está a abanar a cabeça, mas o resto do corpo executa movimentos certos, uniformes, tipo a dança que se executava no rock dos anos 60 e inicio dos anos 70, está a gostar do que está a ouvir, mas não está a adorar. Já aqueles, que também abanam a cabecita, mas que estão com movimentos corporais descompensados, que parecem cambalear, e a que cada movimento lateral, ou salto, parecem que vão sempre cair, tipo gajos ébrios (mais de metade das pessoas que observei, estavam bêbadas, mas eu por exemplo não estava (ou parecia não estar) e ao dançar, sentia-me que nem um ébrio), esse tipo de gajos estão adorar, aliás eles estão a delirar com a música, aliás estão a delirar tanto que até perecem ébrios. Ou seja, há musicas que criam este tipo de efeitos nas pessoas, com “Not a Problem” não me parece que haja problema (desculpem, seria mais indicado a palavra dificuldade, mas toda a gente percebeu) em atingir tal estado.
Os Black Lips estiveram recentemente, por 2 vezes em Portugal. A quem os viu, digo-vos já, que vos invejo. Isto porque a primeira vez que ouvi “Not a Problem” foi no cd “Los Valientes Del Mundo Nuevo”, um cd ao vivo em Tijuana, México. Ok, com certeza que em Portugal, não há o deboche que há em Tijuana, e a banda de abertura não foi uma banda de Mariachis, e provavelmente não estariam prostitutas em actos lascivos durante a actuação (mas já não meto as mãos no fogo). Com certeza que tal como as descrições de Tijuana relatam, em Portugal, também deve ter existido uma audiência bêbada, que enrolava charros, e todos os presentes que se lembram do evento, tiveram uma boa noite (aliás ficava desiludido, se não se cumprisse os serviços mínimos em relação a Tijuana).
Os Black Lips, são uma banda rock, com um certo travo a punk, nascida em Atlanta, que após o nascimento em 2000 (ainda teenagers), cedo criaram a reputação de banda agreste.
Eles são: Cole Alexander (vocalista e guitarrista e harmonica), Bem Eberbaugh (Guitarrista), Jared Swilley (baixo), Joe Bradley (baterista). Depois de lançado o segundo single, e após muito pouco controlo, os Black Lips foram proibidos de actuar em vários sítios de Georgia (USA, of course). Afinal os shows ao vivo, incluem urinar, vomitar, nudez, beijos entre membros da banda, fogo de artificio e galinhas (it’s Rock & Roll). Em 2002 finalizam o primeiro álbum, e pouco depois, o guitarrista Eberbaugh morre num acidente de viação. Foi substituído por Jack Hines (uma amigo da banda).
Em 2003, sai “Black Lips”, depois em 2004, “We Did Not Know The Forest Spirit Made The Flowers Grow; 2005, “Let It Bloom” (onde estava originalmente “Not a Problem”) e também o album ao vivo “Live @ WFMU; 2007 trás-nos o cd ao vivo já referido e também o ultimo álbum “Good Bad Not Evil”.

http://www.myspace.com/theblacklips, http://www.intheredrecords.com/pages/blacklips.html



The Zebras – Fine Lines

Fine Lines, é das músicas que eu neste momento mais gosto de ouvir, ando a ouvir, a ouvir, a ouvir… “It’s a Fine Line you are giving me because it’s one, two three”, “It’s a Fine Line you are giving me, you can see for yourself”, ou qualquer coisa do género (o certo é que se eu tivesse este tipo de “lines”, escusava de andar a fazer exploração de um pirilampo mágico). Esta música que transpire amor, posso mesmo dizer que é neste momento, uma das minhas preferidas.
È uma preciosidade pop, que se pode encontrar no primeiro disco dos The Zebras.
Eles são uma banda australiana, de Brisbane. São, Max Budan (bateria), Jeremy Cole (guitarra e voz), Edwina Ewins (baixo e voiz), Leon Dufficy (guitarra) e Greg Brady (guitarra e voz). Têm como referencias, os conterrâneos The Go-Betweens (uma banda maravilhosa. Mas também os Lambchop e os Teenage Funclub. Já andam aqui desde 2001 e o primeiro álbum de titulo homónimo saiu em 2004. O ultimo cd de 2006 é “Worry a Lot” (e contem a brutal musica aqui destacada).

http://www.myspace.com/ilikezebras, http://www.lostandlonesome.com.au/



Emma Pollock – The Optmist

Uma musica verdadeiramente triste, e que neste momento é-me uma luva. Emma Pollock procura alguém optimista, alguém que a ajude a perceber que: “As long as I'm upright, I'll try to prolong/ The notion that future events must go on/ No matter the turn out is right or is wrong”. Os 5 minutos de prantos, e de uma procura incessante em largar o pessimista, estão presentes no álbum de estreia de Emma Pollock, “Watch The Fireworks” (2007 pela 4AD Records).
Esta escocesa assinou pela 4AD e começou a trabalhar a solo, após a desmantelação da significante banda escocesa “The Delgados”. Mas mesmo a solo, a separação não foi completa, afinal na concepção deste álbum contou com os ex Delgados, Paul Savage (baterista e marido), Jamie Savage (teclas) e o baixista dos Aereogramme, Campbell McNeil. Esta forte presença faz com que os fãs do “dreamy pop” dos “The Delgados” não fiquem desiludidos com o som que Emma apresenta a solo.

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