sexta-feira, setembro 12, 2008

Eu estou bem na caminha, bem mais do que de manhã

Goose – Black Gloves
Goose – Everybody

Sempre que pesquisava na net, para ver onde é que era o concerto dos belgas Goose (banda de Kortrijk, e logo “não Antuérpia style”), nunca chegava lá. Batia sempre Echoe in the sky, Echoe under sky, Echoe qualquer coisa sky. Já após o festival, vi no youtube uma reportagem acerca da primeira edição do festival, e percebi então a razão de ser Ecoundersky. Era então um festival na Póvoa do Lanhoso, que pretendia aliar a musica, com o convívio com a natureza e com a ecologia (após saber isto ainda mais arrependido fico de ter deixado cair o meu fino). Na primeira edição, dividiram os 3 dias, por Breakbeat, Drum’n Bass, e Reggae (como é obvio, há-de nascer o festival que proclame o convívio com a natureza e que não tenha Reggae). Já nesta segunda edição trocaram o Breakbeat por uma noite de “Electro”. Ou seja tecnicamente quase tudo na mesma, mas na prática, tudo foi diferente. Isto tudo, porque para a Póvoa de Lanhoso, tinham-se vendido ao que parece, 20 bilhetes gerais, o que levou a organização a mudar o Festival para o edifício da alfandega do Porto, a baixar o preço dos bilhetes, e a não organizar (como é óbvio) actividades ao ar livre. Do Eco ficou o Reggae. O edifício da alfândega, como me disse uma colega, não era o melhor para o som, a probabilidade de se fazer um “Echoe” é muito grande, e se calhar por isso, o som não estava muito alto. A registar também, que este foi dos festivais que frequentei este ano, que tinha melhor segurança, e dos que tinham umas casas de banho mais asseadas.
Os Goose actuaram a seguir a Mr. Oizo, e antes dos Simian Mobile Disco (ou melhor do Simian Mobile Disco, já que só apareceu um). Estavam disposto em losango com o vocalista/teclista/guitarrista à frente. Começaram tal como no disco, a abrir com Black Gloves. Sempre num registo muito sóbrio, dentro do possível, visitaram todos os temas do disco penso que sem excepção, sem orquestrações a fugir muito da orbita do disco (o que é uma pena, tendo em conta os registo encontrados no youtube, em que inovaram, e com bons resultados). O vocalista manteve-se sempre no perímetro do órgão (talvez porque o palco também não era muito grande), dançando, cantado, sempre com uma pose cool e sem espalhafatos, a excepção terá sido durante “Everybody” em que avançou para o publico, e mesmo em cima de nós, estica o micro, para que “everybody” gritasse “everybody”.
Resumindo, um bom espectáculo, em que os Goose mantiveram-se fieis ao disco, com arranjos muito parecidos, sem grandes euforias, mas foi um concerto electrizante, em que se nos deixássemos levar pela musica, dançava-mos até um nível em que já não tínhamos controlo sobre nós próprios, e ficávamos bem suadinhos.
Agora depois da actuação no “Echoeunderceiling”, esperemos que possamos ver os Goose num festival maior, com maior número de pessoas, e em que a loucura possa subir aos níveis que os vídeos anexados em baixo demonstram:














www.myspace.com/goosemusic, www.goosemusic.com/

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