No passado dia 7 de Novembro, os Interpol, apresentaram-se em Portugal, mais propriamente no Coliseu dos Recreios, para apresentarem o novo álbum, “Our Love To Admire”. Com certeza que nós admirámos, o amor deles (pelo menos, aquele que eles parecem ter pela música), mas também podemos admirar os Blonde Redhead, na primeira parte, também eles a apresentarem o novo álbum deles “23”.
Blonde Redhead – SW
Blonde Redhead – 23
Blonde Redhead – The Dress
Blonde Redhead – SW
Blonde Redhead – 23
Blonde Redhead – The Dress
Para alguns este foi o início, para outros como é o meu caso foi um meio inicio, não só por ter chegado atrasado, como pelo facto de só ter ouvido “23” 2 vezes antes. Para outros o início foi outro…Com um som, que rapidamente, me fez comentar: “Não te faz lembrar Sonic Youth?”. Ok uns Sonic Youth, mais polidos, menos sujos, com um som mais cristalino, mas uns Sonic Youth, que afinal são uma das influencias destes nova-iorquinos (claro só podia).
Quanto à atitude, há que referir a vocalista, que dançava/”vagueava” de um lado para o outro, sempre a exteriorizar o que cantava, e agarrada ao microfone, que nem um cão a um osso (pelo menos quando não estava de guitarra em punho). Entrei ainda a tempo de ouvir o fantástico “SW” (que hoje não me sai da cabeça), e constatar que o momento de maior frenesim por parte do público, foi a ultima música do concerto, o single “23” do álbum 23, mas para mim, o momento mais sublime foi a antepenúltima música, o fantástico, “The Dress”.
Iniciaram-se nestas andanças em 1993, após se terem conhecido num restaurante italiano de Nova Iorque, na altura, Kazu Makino (guitarra e voz), Maki Takahashi (baixo) e os gémeos Simone (bateria) e Amedeo Pace (guitarra e voz) formaram os Blonde Redhead. A banda cedo chamou à atenção de Steve Shelley, baterista dos Sonic Youth, que tratou de os editar na Smells Like Records, a sua editora. O primeiro álbum tinha título homónimo, e apareceu em 1995. Ainda antes de sair “La Mia Vita Violenta”, pela mesma editora ainda em 95, Takahashi abandonou a banda. Em 1997, já noutra editora, lançam “Fake Can Be Just as Good”, para o qual convidaram um baixista. Em 1998, deixam de usar o baixo, e sai cá para fora “In an Expression of the Inexpressible”. “Melody of Certain Damaged Lemons” (2000), “Misery is a Butterfly” (2004), foram os álbuns lançados até chegarmos a 2007 e ao magnífico “23” (o que contém as músicas destacadas).
Conclusão: como eu também comentei: “Epá, estes gajos são bons”.
No final, alguma mágoa por, não ter visto mais, e logo não saber se cantaram uma música “em particular”.
http://www.blonde-redhead.com/, www.myspace.com/blonderedhead
No final, alguma mágoa por, não ter visto mais, e logo não saber se cantaram uma música “em particular”.
http://www.blonde-redhead.com/, www.myspace.com/blonderedhead

Interpol – Pioneer To The Falls
Interpol – PDA
Para alguns, o início foi só aqui, para mim foi só mais um início, um bom inicio. Para mim os Interpol, são os maiores, até se estiverem, mudos. E eles até são quase mudos, entre músicas, o que irrita algumas pessoas (quer dizer os gajos são uns “românticos” urbano depressivos, estavam à espera do quê??), mas que para mim, só mostra mais uma razão pela qual são uma “banda do caralho”, ou seja, são coerentes, com a música que tocam, com as letras que escrevem, com a forma como se apresentam e representam em palco, com toda a atitude cool que caracteriza a banda. A pose sempre muito profissional, de quem só está ali para tocar, dar um bom concerto e não para a palhaçada. Destaco inclusive uma música (já não me lembro qual) em que o vocalista/guitarrista, esteve grande parte do início da música, nos primeiros riffs, de costas para a plateia. Uma má educação, que eu não levei nada a mal. Depois de um concerto ultra profissional (o que faz com que, quem
goste dos álbuns, não tenha hipótese de não gostar dos concertos), nada mais profissional, do que elemento a elemento, irem à frente do palco, agradecer ao público, todo o afecto prestado, algo que aconteceu ao longo do concerto, em que no final de cada música, após sentidos aplausos, Paul Banks agradecia com um “Obrigado”, ao qual só me apetecia ripostar com um “Obrigado eu”.
Quanto à música o que eu mais gostei foi do início e do fim. Para o início, o início de “Our Love To Admire” os seja “Pioneer To The Falls” (a minha preferida do álbum), música, que tal como todos os inícios dos álbuns dos Interpol, venero, e que tal como todos os inícios dos álbuns dos Interpol, nasceram para ser inícios de alguma coisa, por isso, porque não de um concerto? Não sei porquê, se é de serem músicas mais “orquestradas”, de existirem solos de guitarra melodiosos, não sei??, mas com um início da Interpol, começamos sempre bem. I know you tried /You tried straight into my heart /You fly straight into my heart /Girl, I know you try /You fly straight into my heart /You fly straight into my heart /But here comes the fault...
Já para o final, no encore, após sete músicas deste novo álbum (o que para mim foi óptimo), e algumas das mais conhecidas de “Antics” e Turn On The Bright Lights”, ficou “PDA” deste último (que é na verdade o primeiro). Tal como “Pioneer To The Falls” ter nascido para começar, “PDA”, nasceu para finalizar. Tocada com enorme vitalidade, e com um fim abrupto, a meio, em que o público, começou a gritar pela banda, e em que Paul coloca-se ligeiramente de lado, como que estivesse a escutar (e estava mesmo), para passado mais alguns segundos retomar a música ainda com mais vitalidade, e com a certeza de dever cumprido. “sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can /sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can /sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can /sleep tonight (Daniel: Simpleton) /sleep tonight (Daniel: You're Simpleton) /sleep tonight (Daniel: Can i Follow?) /sleep tonight (Daniel: What the hell?....). Perfeito para finalizar, e talvez não com 200 cobertores, mas nessa noite dormi, e dormi muito bem.
Os Interpol resultaram da pareceria de Daniel Kessler (guitarrista e vocalista) com um amigo da universidade de Nova Iorque, Greg Drudy (baterista). De seguida Kessler ficou amigo de outro estudante da mesma universidade Carlos Dengler (que já fora guitarrista, mas que assumiu as teclas e o baixo). Depois Kessler encontrou um amigo dos tempos em que esteve em França, Paul Banks (guitarrista e vocalista). Era 1998, e os Interpol estavam formados… Em 2000 saiu Drudy e entrou Sam Fogarino para o seu lugar. Associada desde sempre ao post-punk britânico, os Interpol começaram a actuar em clubes nos arredores de Nova Iorque, tendo na primeira digressão pela Inglaterra, merecido destaque por parte do programa de rádio de John Peel na BBC, isto foi em 2001. Em 2002, assinam com a Matador Records, e lançam o aclamado “Turn On The Bright Lights” (onde está “PDA”). Em 2004, sai “Antics”e em 2007 sai “Our Love To Admire” (onde está “Pioneer To The Falls”).
Interpol – PDA
Para alguns, o início foi só aqui, para mim foi só mais um início, um bom inicio. Para mim os Interpol, são os maiores, até se estiverem, mudos. E eles até são quase mudos, entre músicas, o que irrita algumas pessoas (quer dizer os gajos são uns “românticos” urbano depressivos, estavam à espera do quê??), mas que para mim, só mostra mais uma razão pela qual são uma “banda do caralho”, ou seja, são coerentes, com a música que tocam, com as letras que escrevem, com a forma como se apresentam e representam em palco, com toda a atitude cool que caracteriza a banda. A pose sempre muito profissional, de quem só está ali para tocar, dar um bom concerto e não para a palhaçada. Destaco inclusive uma música (já não me lembro qual) em que o vocalista/guitarrista, esteve grande parte do início da música, nos primeiros riffs, de costas para a plateia. Uma má educação, que eu não levei nada a mal. Depois de um concerto ultra profissional (o que faz com que, quem
goste dos álbuns, não tenha hipótese de não gostar dos concertos), nada mais profissional, do que elemento a elemento, irem à frente do palco, agradecer ao público, todo o afecto prestado, algo que aconteceu ao longo do concerto, em que no final de cada música, após sentidos aplausos, Paul Banks agradecia com um “Obrigado”, ao qual só me apetecia ripostar com um “Obrigado eu”.Quanto à música o que eu mais gostei foi do início e do fim. Para o início, o início de “Our Love To Admire” os seja “Pioneer To The Falls” (a minha preferida do álbum), música, que tal como todos os inícios dos álbuns dos Interpol, venero, e que tal como todos os inícios dos álbuns dos Interpol, nasceram para ser inícios de alguma coisa, por isso, porque não de um concerto? Não sei porquê, se é de serem músicas mais “orquestradas”, de existirem solos de guitarra melodiosos, não sei??, mas com um início da Interpol, começamos sempre bem. I know you tried /You tried straight into my heart /You fly straight into my heart /Girl, I know you try /You fly straight into my heart /You fly straight into my heart /But here comes the fault...
Já para o final, no encore, após sete músicas deste novo álbum (o que para mim foi óptimo), e algumas das mais conhecidas de “Antics” e Turn On The Bright Lights”, ficou “PDA” deste último (que é na verdade o primeiro). Tal como “Pioneer To The Falls” ter nascido para começar, “PDA”, nasceu para finalizar. Tocada com enorme vitalidade, e com um fim abrupto, a meio, em que o público, começou a gritar pela banda, e em que Paul coloca-se ligeiramente de lado, como que estivesse a escutar (e estava mesmo), para passado mais alguns segundos retomar a música ainda com mais vitalidade, e com a certeza de dever cumprido. “sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can /sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can /sleep tight, grim rite, we have two hundred couches where you can /sleep tonight (Daniel: Simpleton) /sleep tonight (Daniel: You're Simpleton) /sleep tonight (Daniel: Can i Follow?) /sleep tonight (Daniel: What the hell?....). Perfeito para finalizar, e talvez não com 200 cobertores, mas nessa noite dormi, e dormi muito bem.
Os Interpol resultaram da pareceria de Daniel Kessler (guitarrista e vocalista) com um amigo da universidade de Nova Iorque, Greg Drudy (baterista). De seguida Kessler ficou amigo de outro estudante da mesma universidade Carlos Dengler (que já fora guitarrista, mas que assumiu as teclas e o baixo). Depois Kessler encontrou um amigo dos tempos em que esteve em França, Paul Banks (guitarrista e vocalista). Era 1998, e os Interpol estavam formados… Em 2000 saiu Drudy e entrou Sam Fogarino para o seu lugar. Associada desde sempre ao post-punk britânico, os Interpol começaram a actuar em clubes nos arredores de Nova Iorque, tendo na primeira digressão pela Inglaterra, merecido destaque por parte do programa de rádio de John Peel na BBC, isto foi em 2001. Em 2002, assinam com a Matador Records, e lançam o aclamado “Turn On The Bright Lights” (onde está “PDA”). Em 2004, sai “Antics”e em 2007 sai “Our Love To Admire” (onde está “Pioneer To The Falls”).

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