dEUS - Bad Timing
dEUS - What We Talk About (When We Talk About Love)
dEUS - Nothing Really Ends
dEUS - What We Talk About (When We Talk About Love)
dEUS - Nothing Really Ends
Apetecia-me antes estar a falar de algo novo, e com certeza que há muito “novo” para falar, mas a ditadura da “música na cabeça” (que passarei a chamar de “head music”, já que soa bem melhor), obriga-me (imaginem que a música é uma pistola, e pensem nos regimes extremistas quer de esquerda, quer de direita, e conseguirão perceber a minha delirante obrigação) a falar de sons que recorrentemente e com alguma frequência me invadem a cabeça, vindas de uma memória qualquer antiga, que não consigo relacionar com nada, ou então muito provavelmente vindas mesmo do nada. Isto porque hoje estava muito bem no meu trabalho de “tio”, quando o som da musica nº 1 (e eu acho que tenho uma tara qualquer (a frase podia muito bem acabar aqui) pelas primeiras músicas dos cd (o que no Winamp, faz, com que me baste alterar a ordem da playlist para passar a gostar de uma música) do cd “Pocket Revolution” dos dEUS, me volta a conquistar alguns neurónios do cérebro. Isto, porque só o inicio dessa musica me deixa assombrado, os adjectivos, fantástico, poderoso, e mais alguns elogiosos, aparecem-me à frente dos olhos, à espera, de serem ditos em voz alta. Este é um cd que já não ouço à algum tempo, e que portanto nunca destaquei, mas é um dos meus preferidos, e apesar de não saber se as criticas foram boas ou más, coloco-o a um nível alto. dEUS é um das minhas bandas preferidas, esta preferência fez-me comprar em conjunto com o Público, “Para Onde O Vento Sopra”, o filme alucinado/alucinante de Tom Barman, vocalista dos dEUS. Esta preferência, a par de uns filmes (de titulo, que agora não me recordo) de Jean-Luc Godard, que há uns anos passavam na 2, e pelos quais, eu tinha um certo fascínio, são algumas das causas que me levam a ter curiosidade em ir à Bélgica.A música a que me referia em cima, era “Bad Timing”, mas para destaque, podia dizer as 12, por isso pensei nas 3 primeiras músicas que me vinham à cabeça do cd. Depois de “Bad Timing”, lembrei-me de “What We Talk About (When We Talk About Love)”, uma daquelas perguntas, com múltiplas respostas. Ao longo da música dão-se respostas, quer das simples quer das complexas. A mais normal conclusão a que eu chego é, que a resposta correcta é: todas as opções nomeadas acima estão correctas.
Para o fim fica a música que fecha o cd, “Nothing Really Ends”. Esta música já tinha sido lançada na colectânea, “No More Loud Music”, era aliás a única música original presente neste cd que comprei na Corunha, não imaginando (devido ao belo deita abaixo, muito comum entre nós), que tal cd de 2001, também já se encontrava cá no Burgo. Esta bela, calma, melancólica, e apaixonada música, rapidamente me apaixonou, ao ponto de eu conseguir inclusive, acompanhar a música do início ao fim, cantarolando-a. Uma daquelas músicas que de tão belas, merecem ser partilhadas. Eu próprio a tentei partilhar, mas a resposta, foi do tipo: “Parece as músicas que o meu pai ouve” (e isto até poderia ser positivo, não fosse, a entoação negativa dada à “coisa”. Vá-se lá perceber…
Os DEUS foram a primeira banda belga indie a assinar por uma major. Nasceram em Antuérpia em 91, e são compostos por Tom Barman (vocalista e guitarrista), Stef Kamil Carlens (baixista), Julle De Borgher (baterista), Klaas Janzoons (violinista) e Rudy Trouvé (guitarrista). Em 1994 lançaram o primeiro álbum “Worst Case Scenario”, depois em 1995, lançaram o muito experimental “My Sister Is My Clock”. Aqui saiu Carlens, e entraram Craig Ward (guitarrista) e Danny “Cool Rocket” Mommens (baixista), para em 97 nascer “In A Bar, Under The Sea”. Em 1999 sai o famoso “The Ideal Crash”. Em 2002 sai a compilação “No More Loud Music”. O interregno de álbuns de originais dura 7 anos (e muito deste tempo deveu-se ao facto de alguns membros terem “tirado um tempo” para os seus outros projectos) sendo interrompido por “Pocket Revolution”.
http://www.deus.be/ , http://www.myspace.com/deusbe
Tom Barman & Guy Van Nueten – Harry Irene
Tom Barman & Guy Van Nueten – Magnolia
Penso que aqui há uns anos, Tom Barman, fez uma digressão a solo, em acústico, e penso inclusive que passou por Coimbra, penso também, que nessa altura ao ouvir relatos sobre esses concertos, ouvi que a introdução de cada música, era do género: Esta música foi concebida sob o efeito de speeds, esta sob x, sob y , sob etc. Em 2003 saiu o cd “Tom Barman Live With Guy Van Nueten”, creio no entanto que este cd não tem a ver com essa digressão, mas como não tenho a certeza, admito perfeitamente que esteja simplesmente a fazer confusão, e Tom Barman não passou por Coimbra, mas isso também é o menos importante. “Tom Barman Live With Guy Van Nueten”, é isso mesmo, a junção de Tom Barman com o pianista/”keybordista” Guy Van Nueten, líder dos The Sands, e os espectáculos que deram em várias cidades europeias, estando aqui inclusive gravações feitas no Hard Club. Este disco contém 7 versões de músicas de dEUS, todas com uma roupagem mais leve (agora que se diz ao Verão: xau xau), para além de versões de outros autores, como é o caso da minha muy amada “Riverman” de Nick Drake, ficando contudo esta versão a léguas do original.As músicas que eu destaco também são versões.
“Harry Irene”, é um original de Captain Beefheart, e é uma música muito humorada, com gargalhadas no meio, com interacção com o público, e com assobios (o que está muito na moda). Esta faixa está presente num segundo cd, de uma edição limitada deste álbum. “Harry Irene were a couple that lived in the green/ Harry Irene were a couple that ran a canteen/Ran a canteen/Ran a canteen”. Uma música perfeita para os amantes das Amarelas.
A segunda música é “Magnólia”, um original J.J. Cale, e é uma música muy romântica, e agradável, que fala da saudade de alguém que deixou alguém em Nova Orleans (esperemos que não tenha sido por altura do Katrina). “You're the best I ever had/You're the best I ever had”. E tá tudo dito.
Sem comentários:
Enviar um comentário